Bilionário Sem Limites: Chloe
Capítulo 18
—Você me tem onde me quer. E agora, o que fará comigo? — perguntou Gabe em tom preguiçoso, encarando-a com um olhar malicioso.
Chloe suspirou ao se espreguiçar ao lado dele na cama, onde os dois estavam nus. Ela se sentia mais confortável com o próprio corpo agora e o instinto de esconder o que a natureza lhe dera não era mais um problema...
graças a Gabe. Quando um homem olhava para uma mulher como ele olhava para ela, era difícil ter problemas com a própria aparência.
Deitada de lado, ela colocou a mão sob a cabeça e olhou para ele, que estava deitado confortavelmente de costas. Ela estava relaxada depois de um longo banho, deitada nos braços de Gabe até que a água quente começara a esfriar, apenas aproveitando a sensação incrível de estar com ele.
Eles não tinham conversado muito durante o banho, mas não fora preciso. Estarem juntos de novo fora suficiente.
Ela sorriu para ele. — Eu disse que queria que você ficasse deitado de costas na cama?
— Você disse que precisava de mim na cama. Estou aqui. E agora? —
perguntou ele em tom malicioso.
Ela dissera a ele que precisava estar na cama. Ele parecia exausto e estava machucado. — Você precisa dormir. Está com olheiras profundas.
— Alguma coisa sobre perder a mulher que significa tudo para mim não ajuda muito a dormir — retrucou ele, estendendo a mão para acariciar um cacho dos cabelos dela. — Mas eu tentei me afogar em uma garrafa de uísque. Mesmo assim, não deu certo.
Ele bebera aquilo tudo e não dormira? Não era de espantar que parecesse esgotado. Chloe pegara um saco de gelo para o maxilar dele, que mantivera na posição durante o banho deles. O inchaço estava diminuindo, mas agora ela percebeu que ele teria algumas contusões dolorosas no dia seguinte. Elas já começavam a se formar.
Ela demorara mais com a mão dele, verificando cuidadosamente os cortes para ver se havia cacos de vidro. Depois de colocar um pouco mais de pomada antibiótica nos cortes, ela refizera o curativo. O pior corte ficava logo abaixo dos dedos dele. Os demais eram superficiais. O corte acima do olho era pequeno, mas profundo, e ele provavelmente acabaria com uma cicatriz minúscula.
— Um sinal de infecção ou dor e você irá diretamente para o hospital —
advertiu Chloe, irritada porque ele se recusava a procurar um médico. Que homem teimoso! — O que realmente aconteceu com a sua mão?
— Acho que a mesa de vidro da sala de estar tentou me atacar. Tive que dar um soco nela. E ela quebrou — respondeu Gabe, tentando bancar o espertinho.
O coração de Chloe ficou apertado. — Você estava com raiva —
concluiu ela. — Com raiva de mim porque menti para você no telefone.
— Eu estava com raiva — disse ele, lembrando-se da dor. — Mas estava principalmente destruído. Meu coração estava despedaçado e eu não estava pensando direito.
— Eu sinto tanto — disse ela cheia de remorso, erguendo a mão livre para acariciar o rosto dele.
— Não foi culpa sua. Eu estava sendo idiota. Você nunca é a causa das ações de uma pessoa, Chloe. Eu sou responsável pelas coisas imbecis que faço.
Ela realmente se perguntara sobre o que acontecera com a mesa de vidro bonita da sala de estar. Agora, ela sabia o que acontecera.
— Eu também. — Ela deitou a cabeça cuidadosamente sobre o peito dele. Gabe continuou a acariciar os cabelos dela. — Eu só queria que as minhas ações antes de conhecer você não o afetassem tanto. Odeio isso.
— Acabou, Chloe, e nada daquilo foi culpa sua. Eu acho que deveríamos tirar umas férias. Ir a algum lugar, ver coisas que sempre quisemos ver, mas nunca tivemos a chance — sugeriu ele enfaticamente. — Nunca viajei muito,
nem você. Tentei segurar as rédeas para o meu pai logo depois da morte dele e você passou todos os anos da idade adulta estudando. Vamos viajar.
Ai, meu Deus, aquela era uma oferta tentadora. Ela adorava o rancho, mas esperava que tivessem décadas para ficar nele. Ela adoraria completar sua cura viajando pelo mundo com Gabe ao seu lado. — Mas e o rancho?
Ele deu de ombros. — Posso contratar toda a ajuda de que preciso. Cal saberá onde estou e pode entrar em contato comigo quando precisar.
— Ainda terei um emprego quando voltarmos? — brincou ela. Ele teria que contratar um veterinário temporário.
— Com certeza — respondeu ele. — Eu não teria mais ninguém do meu lado neste rancho além de você. Posso conseguir alguém para substituir você.
— Acho que seria incrível se pudermos providenciar tudo — concordou ela, já imaginando estar em um lugar quente e belo quando chegasse o inverno no Colorado. — Ouvi dizer que a Tailândia é linda nesta época do ano.
— Combinado. Vou providenciar tudo amanhã. Começaremos por lá e depois decidiremos o que fazer. — Ele correu a mão para cima e para baixo nas costas dela de forma reconfortante.
— Amanhã? Quando exatamente você quer partir? — Não poderiam simplesmente fazer as malas e partir, certo?
— Querida, nós dois somos bilionários. Há muito pouco que não podemos fazer. Quando você quer partir?
Chloe percebeu a empolgação na voz dele, o que a fez sorrir. Ela estava pronta para começar a aventura assim que pudessem providenciar tudo. Os dois tinham sido muito responsáveis durante a vida toda. Era hora de se divertirem. — Logo — respondeu ela simplesmente.
— Sua mãe vai querer que você case comigo antes que eu a leve comigo para ver o mundo — advertiu Gabe.
— Então vamos nos casar. Já tenho um anel maravilhoso — respondeu ela em tom sonhador.
— Querida, eu me casaria com você amanhã. Mas é algo para o qual você precisa estar pronta. Não vou forçar nada. Você é minha, está usando o meu anel e isso é suficiente para mim até que tenha certeza de que está pronta. — A voz dele foi sincera.
Estou pronta. Estou pronta.
— Estou pronta — disse ela em voz alta e firme — James foi meu erro
da juventude. Acho que sempre esperei você. — Ela precisara de Gabe, só não soubera disso.
— Querida, eu sei que esperei você durante a vida toda — comentou ele.
— Acho que soube no momento em que a vi depois que voltou para casa definitivamente.
— Então case comigo, fuja comigo — brincou Chloe, pensando em nada naquele momento além de escapar por algum tempo com o homem que amava.
— Não posso dizer não porque também quero muito — respondeu Gabe, parecendo desgostoso consigo mesmo.
— Eu também quero — disse Chloe ao gentilmente se colocar sobre o corpo dele e olhar para o rosto tão amado. — Diga sim — exigiu ela com expressão ansiosa.
Gabe era o homem que ela sempre deveria ter tido, mas que não tivera sorte suficiente para encontrá-lo antes. Em seu coração, ela achou que, em algum ponto do caminho, eles perderam a oportunidade de se encontrarem, como deveria ter acontecido anos antes. Ele era a peça que faltava na alma dela, da qual sempre precisara, que sempre quisera, mas que não tinha.
Ele ergueu a sobrancelha para ela. — Resolveu ser mandona?
Ela ergueu o queixo. — Se for preciso.
Ele sorriu para ela. — Convença-me.
Ele achou que eu não morderia a isca? Ela se inclinou para baixo cuidadosamente e apoiou os braços nos lados da cabeça dele. — Ok. Avise-me quando estiver finalmente convencido — disse ela sedutoramente no ouvido dele. — Não se mexa muito, não quero que se machuque.
Ela deliberadamente deixou que os seios roçassem no peito dele ao se abaixar para beijá-lo. Apesar de estar por cima dele, Gabe respondeu imediatamente. Mãos possessivas correram pelas costas dela enquanto a língua dele invadia sua boca. Ela se abriu para ele, dando exatamente o que Gabe queria. As bocas se mesclaram em uma paixão doce que fez com que ela sentisse um calor úmido entre as pernas. A língua dela duelou com a dele, encontrando, mesclando e recuando para começar tudo de novo.
Mãos urgentes seguraram o traseiro dela, mas pararam abruptamente.
Chloe se sentou, colocando as mãos nos ombros dele. — Não, Gabe. Não tenha medo de me tocar da forma como quiser. Não tenho mais medo —
disse ela ofegante quando ele apertou suas nádegas.
— Eu tenho medo — admitiu ele, com os olhos ardentes encontrando os dela. — Tenho medo de fazer alguma coisa que a afaste. E eu não aguentaria isso, Chloe. Como tenho você não importa. Só importa é que eu tenho você.
O resto é tudo joguinho de quarto. Não acho que eu conseguirei me esquecer do que ele fez com você.
Chloe sabia que ele estava comparando o que acontecera entre eles com o horror do vídeo. — Você não é ele, Gabe. Tudo o que faz comigo é bom.
Algum dia, eu gostaria de tentar tudo com você. Decidiremos do que gostamos e do que não gostamos. Não vou deixar minhas experiências do passado lançarem uma sombra sobre o meu futuro... o nosso futuro. Isto é novo. Isto é nós. — Ela rapidamente ergueu a mão para afastar os cabelos ainda molhados do rosto para que pudesse olhar para ele sem distração. —
Você entende? — Ela colocou de novo a mão no ombro dele. — Eu sei que você nunca vai me machucar.
— Farei tudo ao meu alcance para garantir que ninguém a machuque —
respondeu ele. — Não vou ligar para o passado se você não se sente mal com ele. Só quero ficar com você. Só quero que seja feliz.
A expressão dele foi tão aberta e sincera que Chloe sentiu vontade de chorar. Mas não chorou. Não choraria mais. Não agora. Ela tinha exatamente o que sempre quisera e o tempo para arrependimentos terminara. Era hora de viver. — Eu ficaria feliz se você só se concentrasse em satisfazer essa dor horrível que tenho dentro de mim.
Ela se moveu para trás e deixou o sexo molhado deslizar sobre o pênis rígido.
— Que dor? — perguntou ele com voz rouca.
— Uma dor de vazio — gemeu ela suavemente, esfregando a boceta nele de novo. — Acho que preciso de você.
— Sou todo seu, Chloe. Pegue o que precisar — incentivou Gabe.
Sentando-se um pouco mais alto, ela equilibrou o peso nos joelhos e correu as mãos pelo peito dele, adorando a sensação da pele quente e úmida.
— Meu — disse ela em tom possessivo. Seus instintos ferozes estavam tão intensos quanto os dele naquele momento.
Ela se posicionou sobre o pênis e lentamente abaixou o corpo, sentindo cada centímetro dele ao ser preenchida. — Isso — disse ela, jogando a cabeça para trás ao se mover mais devagar, aceitando-o até que as virilhas se encostaram e os dois estavam completamente unidos.
— Caralho! Você é muito gostosa — murmurou Gabe com voz rouca.
As mãos dele seguraram os quadris dela, incentivando-a a se mover.
O coração dela estava cheio de alegria à medida que seu corpo pegava fogo. Chloe se moveu lentamente, erguendo as mãos para os seios com a intenção de causar o máximo de prazer em seu corpo.
— Isso mesmo, querida. Pegue o que quiser — encorajou Gabe. — Vá em frente.
Finalmente sentindo-se livre com o próprio corpo, Chloe sabia o que ele estava pedindo. Ela se soltou completamente quando ele ergueu os quadris e investiu contra ela. Ela entrou no ritmo do pênis dele, aceitando cada investida.
— Eu amo você — gemeu ela em voz alta, deixando as palavras encherem o quarto.
Gabe se sentou e passou os braços em volta dela. Chloe se apoiou nele e colocou os braços em volta de seu pescoço, desejando poder entrar no corpo dele. Em vez disso, ela sentiu o cheiro dele, deixando-se mergulhar no prazer.
Ele rearrumou as pernas dela e continuou em um ritmo rápido e feroz para cima enquanto ela controlava o movimento para baixo, encaixando-se rapidamente na posição e encontrando a melhor forma de obter prazer.
Gabe abaixou a cabeça e capturou os mamilos dela com a boca faminta, mordendo e chupando um depois do outro e fazendo com que o sexo de Chloe latejasse de prazer. — Gabe, não aguento — gritou ela impotente, descendo sobre ele com força.
Ele puxou a cabeça dela e beijou-a, com os dois corpos aproximando-se do clímax.
Enterrando as mãos nos cabelos dele, ela o beijou de volta, entregando-se totalmente a ele. Ela se contorceu no colo dele até que o clitóris finalmente encontrou a fricção de que precisava para fazê-la gozar.
Gemendo contra os lábios dele, ela se afastou e ofegou, finalmente gritando quando a boceta se contraiu em volta do pênis.
Ele assumiu o controle, segurando os quadris dela, levantando-a e abaixando-a em investidas curtas que logo fizeram com que também gozasse.
Eles se abraçaram com força, com os corpos suados tensos ao estremecerem com o orgasmo.
A cabeça de Chloe caiu para o ombro dele quando ela se esforçou para respirar, esperando que o coração desacelerasse.
— Sim, caralho. Sim, vou me casar com você agora — rosnou Gabe contra a pele dela.
Sem fôlego, Chloe sorriu. — Está convencido? — brincou ela.
— Estou convencido de que, se não a tornar oficialmente minha, vou enlouquecer. Eu amo você demais — confessou ele. — Case comigo e farei com que seja a mulher mais feliz do mundo pelo resto da vida. Prometo.
A promessa dele foi tão poderosa que Chloe estremeceu de prazer. Ela acariciou os cabelos dele, imaginando como seria possível que fosse mais feliz do que estava naquele momento.
Ela tinha o futuro.
E ela tinha Gabe, um homem mais precioso do que jamais conseguiria explicar, do que jamais teria acreditado.
— Ok. Fico feliz por finalmente ver as coisas do meu jeito. — Ela tentou brincar, mas a ternura que sentia por Gabe vibrou em sua voz.
Ele caiu sobre a cama dramaticamente. — Eu tive que desistir. Você me destruiu.
Chloe riu do fingimento dele. — Eu amo você — disse ela ao começar a se mover para deitar ao lado dele.
— Não. — A voz dele foi exigente. — Fique aqui um pouco. Preciso sentir você.
Ela suspirou ao deitar a cabeça no ombro forte dele, com a pele contra a de Gabe.
Chloe entendia por que ele precisava senti-la porque sentia a mesma coisa. A sensação do corpo dele sobre o seu era deliciosa, reconfortante e viciante.
Ele a abraçou sem dizer uma palavra, em um gesto possessivo e terno.
Os olhos de Chloe se fecharam lentamente, com uma sensação de contentamento que ela desejara muito, mas nunca encontrara... até Gabe.
Ela adormeceu, com o corpo encostado no dele, sabendo com certeza de que, com Gabe, agora estava ansiosa para que a vida realmente começasse.