Bilionário Sem Limites: Chloe

J. S. Scott · Capítulo 12 de 21

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Bilionário Sem Limites: Chloe

Capítulo 11

Também estou com saudades de você. Estou indo para casa.

Gabe soltou um suspiro de alívio, feliz por ela estar segura e por

considerar o rancho como sua casa.

 

—Merda!

Chloe xingou alto ao sentir o volante puxar para o lado. Um dos pneus estava furado ou esvaziando muito depressa.

Ela reduziu a velocidade na estrada desolada que saía da cidade e levava ao Rancho Walker, furiosa consigo mesma porque sabia que teria que chamar Gabe. Ela tivera um pneu furado algum tempo antes e não se dera ao trabalho de substituir o estepe. Ela perdera a roda e o pneu quando estivera procurando Ellie e esquecera completamente de comprar um conjunto novo.

Vou levar uma bronca de Gabe.

Chloe sorriu, sabendo que não seria uma bronca, mas mais um sermão sobre como tinha que cuidar da própria segurança. Gabe se preocupava mais com ela do que com a forma como se comportava. Dali em diante, ele verificaria a caminhonete dela regularmente e provavelmente se culparia por não ter feito isso antes.

Somente Gabe culparia ele mesmo pela falta de cuidado dela.

Ela reduziu a velocidade com cuidado e foi para o acostamento, saindo da estrada... não que houvesse muitos carros àquela hora. Quando se saía da cidade, as áreas ao redor eram esparsamente povoadas.

Ela desligou o veículo, inclinou-se sobre o banco do passageiro e abriu o porta-luvas, procurando a lanterna.

— Achei — disse ela em triunfo ao fechar os dedos em volta da lanterna.

Saindo da caminhonete, ela deixou a porta do motorista aberta para aproveitar a luz extra. Em seguida, foi primeiro até a frente do veículo. O

pneu no lado do motorista estava normal, mas o do lado do passageiro estava furado.

Xingando-se novamente por não ter um estepe, ela se resignou a telefonar para Gabe para buscá-la. Ela poderia telefonar para Tate. Acabara de sair da casa do irmão e sabia que ele e Lara ainda estavam acordados. Mas Gabe estava mais perto e, por algum motivo, ele era a opção número um de para quem ligar em caso de problemas.

Era engraçado como ela passara a gostar do apoio dele, sabendo que realmente desejaria que telefonasse para ele. Gabe não faria com que ela se sentisse um incômodo ou que o estivesse atrapalhando. Na verdade, ele viria simplesmente porque... se preocupava.

Ela mal sabia como lidar com alguém como Gabe, mas estava aprendendo. A afeição e a bondade dele significavam muito para ela.

É assim que um relacionamento normal deveria ser.

Como não tivera ninguém normal em sua vida no que dizia respeito aos homens, a diferença entre Gabe e seu ex era um contraste assustador.

— Mas é tão bom — sussurrou Chloe para si mesma ao andar até a porta da caminhonete e saltar para o banco. Em seguida, pegou o celular para telefonar para Gabe.

O telefone tocou apenas uma vez antes que ele atendesse.

— Chloe. Onde você está? — O cumprimento dele foi abrupto e cheio de preocupação.

— Na estrada — confessou ela. — Um pneu furou e esqueci de arrumar o estepe.

Ela ouviu quando ele começou o sermão, sorrindo porque conseguia ouvir o barulho de Gabe calçando as botas enquanto falava ao telefone.

— Estou perto — disse ela calmamente. — Se não soubesse que você ficaria chateado, eu teria caminhado até o rancho. Tenho uma lanterna. — Ela deu a ele uma indicação de onde estava na estrada.

— Você não está tão perto assim — rosnou Gabe. — Não saia de onde está. Chegarei logo.

Ela queria dizer a ele que crescera em Rocky Springs, que andara sozinha pelos bosques muitas vezes na juventude, mas Gabe estava ocupado demais xingando a si mesmo por não garantir que Chloe estivesse segura.

— Gabe, você não é responsável por eu ter feito uma coisa idiota —

lembrou ela. — E a minha segurança não é obrigação sua.

— Bobagem! — As palavras dele explodiram no telefone: — Passou a ser da minha conta porque eu quero. Não quero nunca mais pensar em você perdida em algum lugar.

Ela ouviu o som de uma porta sendo fechada e ficou evidente que ele corria para o carro. Sua suposição foi confirmada quando ela ouviu o barulho do motor sendo ligado.

— Não se apresse. Estou bem — pediu Chloe, preocupada que ele dirigisse feito um louco.

— Não desligue. Fale comigo até eu chegar — exigiu Gabe.

— Há uma área sem sinal perto do meio do caminho até a sua casa. A ligação vai cair.

— Merda, então...

A voz de Gabe sumiu e a ligação caiu.

— Obviamente, ele encontrou a área sem sinal — murmurou Chloe para si mesma, apertando o botão Desligar no telefone.

Era engraçado que Gabe nunca tivesse notado que as ligações caíam quando ele chegava ao meio da estrada que levava à casa dele. Havia várias áreas sem sinal fora da cidade. Isso acontecia muito no meio das Montanhas Rochosas. Ela notara pela primeira vez quando estivera conversando com a mãe pelo telefone no caminho para o primeiro dia de trabalho. Acontecera novamente quando telefonara para Lara recentemente.

Ela viu um carro parar atrás do dela. Quase certa de que provavelmente era a polícia da área ou alguém de Rocky Springs que ofereceria ajuda, ela não ficou alarmada. Em uma área rural como aquela, quase todos paravam para ajudar os outros.

Ela saiu do carro, pronta para dizer ao bom samaritano que já havia ajuda a caminho.

Infelizmente, ela percebeu tarde demais que seu salvador não era um bom samaritano.

Era James e ele não perdeu tempo para prendê-la contra o carro, pegando-a de surpresa e batendo-a com força contra o metal. Ele segurou os cabelos dela com muita força e usou o corpo para mantê-la imóvel.

— Olá, Chloe. Eu lhe disse que não estava terminado. Você não acreditou em mim? — A voz dele parecia ligeiramente maníaca. Ela viu o rosto mal iluminado dele se transformar em uma expressão maligna.

— O que você está fazendo aqui? O que você quer? — perguntou ela

com voz hostil. Ela estava assustada, mas não demonstraria o medo. Depois de passar anos sob o jugo dele, ela estava cansada de se preocupar com o que James queria.

— Quero que você se case comigo. Você sabe que quer. Isso já está ficando chato. — Ele puxou os cabelos dela com força.

Chloe gritou, sem conseguir reprimir o som quando ele agarrou seu pescoço com a outra mão.

Naquele momento, ela viu os olhos dele de relance quando ele virou a cabeça ligeiramente e a luz do interior do carro iluminou seu rosto.

Chloe sentiu um arrepio gelado na espinha ao ver a expressão dele, um rosto que ela tinha certeza absoluta de que poderia causar mais do que apenas dor.

Ele quer me matar.

Ela estremeceu sob as mãos dele, olhando para olhos mais gelados que a Antártida. James não tinha humanidade. Era um sociopata completo.

— Não vou me casar com você. Nem agora nem nunca — disse ela, esforçando-se para respirar quando ele apertou a mão ainda mais em volta de seu pescoço.

Ela se moveu rapidamente, como Lara lhe ensinara, deixando o corpo mole por um momento para que James baixasse a guarda. Ele hesitou e deu um passo atrás o suficiente...

Chloe usou todas as forças que tinha e deu uma joelhada em sua virilha.

Ao mesmo tempo, arranhou os olhos dele, desejando poder arrancar os globos oculares de seu rosto. Ela usou a raiva para lutar, sem ter misericórdia quando ele recuou com um grito alto.

— Gabe Walker está a caminho. Sugiro que vá embora e não se meta mais comigo. — Ela ofegou ao usar o pé para chutar o traseiro dele quando ele se virou, segurando os órgãos genitais.

— Sua filha da puta! — gritou James em tom maníaco. — Isso não acabou. Espere até amanhã. Você receberá um pacote meu. Tenho uma cópia do que vou enviar e arruinarei toda a sua maldita família. Ou você se casa comigo ou destruirei a vida de cada um dos membros da sua família.

Chloe ainda tinha a respiração pesada quando James viu os faróis à distância. Ele ainda cobria os testículos ao mancar de volta para o carro.

— Você pagará por isso, Chloe. — A voz dele era ameaçadora, cheia de desejo de vingança.

— Já paguei — murmurou Chloe para si mesma quando James arrancou do local onde parara atrás da caminhonete dela, quase atingindo-a.

Ela viu o carro caro fazer o retorno e voltar na direção de Rocky Springs.

Os faróis distantes no sentido oposto ficaram mais próximos.

Respirando fundo várias vezes, Chloe tentou se acalmar.

O que James quisera dizer sobre arruinar sua família? Como poderia fazer isso? Todos tinham dito que não era nada demais terminar um noivado.

E realmente não fora. Alguns jornais tinham especulado para ver se havia algum escândalo. Porém, não encontraram nada e os poucos que tinham estado interessados rapidamente foram atrás de algo maior.

— Relaxe. Ele não pode mais machucar você — sussurrou ela, consolando-se.

Ela observou quando as luzes em aproximação passaram por uma irregularidade na estrada e pararam depois de fazer o retorno para estacionar atrás do seu carro.

Gabe.

Ela correu até o carro dele e jogou-se sobre Gabe no instante em que ele saiu.

Ele a pegou e passou os braços firmemente em volta de sua cintura. —

Ora, adorei a recepção, querida. Acho que eu gostaria de resgatar você com mais frequência — disse ele em uma voz que tinha tanto preocupação quanto um pouco de humor. — Mas, para isso, você teria que estar com problemas e eu odiaria isso.

— Senti saudades de você — disse ela, abraçando o corpo quente e forte dele com todas as forças e apoiando a cabeça no peito enorme.

— Também senti saudades de você. Está tudo bem?

Ela o abraçou com força e passou os braços em volta do pescoço dele.

Chloe não contaria a ele sobre James e sua perseguição. A última coisa que queria era que seu doce Gabe se envolvesse em seus problemas. Ela tinha a sensação de que, se procurasse bem, encontraria um pedaço de metal ou outro objeto que furara o pneu intencionalmente. James preparara tudo. Ela sabia disso, além da forma nada surpreendente com que ele agira ao encontrá-la.

Filho da puta!

— Estou bem — sussurrou ela no ouvido dele. — Estou sempre bem quando estou com você.

— Está frio. Entre na caminhonete. — Gabe pareceu não gostar de soltá-

la, mas afastou-se e foi abrir a porta do passageiro para ela.

Antes que Gabe pudesse levantá-la, Chloe segurou a maçaneta da porta e saltou para o banco, usando o estribo como apoio. Ela precisava de alguns minutos no escuro para se recompor, para reassumir o controle das emoções.

Ele fechou a porta cuidadosamente depois que ela estava sentada no banco. Ele foi até a caminhonete dela, pegou as coisas sobre o banco, incluindo o celular de Chloe, trancou a porta e guardou a chave no bolso.

Só de estar com Gabe fez com que ela se sentisse segura. Ela sorriu para ele quando Gabe entrou na caminhonete, entregando-lhe a bolsa e o celular.

— Você deveria ter vestido um casaco — resmungou ele, fechando a porta e deixando o interior do veículo no escuro.

Depois de ligar a caminhonete e colocá-la em movimento, Chloe disse em tom suave: — Obrigada. Não ter um estepe foi idiota.

— Eu ia querer que você me telefonasse mesmo assim — respondeu Gabe ao manobrar o carro para a estrada. — Aqueles pneus são grandes demais para você trocar sozinha. Cuidarei da sua caminhonete amanhã de manhã.

O coração de Chloe ficou apertado ao ouvir o tom protetor na voz dele.

A verdade era que ela lidara sozinha com o último pneu furado. Nem mesmo pensara em telefonar para James. Fora uma luta, mas ela conseguira.

— Você é incrível. Sabe disso, certo? — perguntou ela baixinho.

— Querida, trocar um pneu para uma mulher não é nada demais.

É muito importante para mim. É muito importante que você se importe com a minha segurança e que não queira que eu me esforce. É realmente muito importante para mim que você se importe.

— Coisas pequenas significam muito — respondeu ela com sinceridade, sabendo exatamente o quanto elas contavam.

— Se acha isso, não vou discutir. Faço qualquer coisa para que goste mais de mim — disse Gabe em tom de brincadeira.

Chloe sorriu no escuro, maravilhada com a forma como Gabe conseguia rapidamente deixar tudo certo de novo.

Ela tentou não pensar em James e no olhar de pura maldade nos olhos dele. O que teria acontecido se ela tivesse se casado com ele? Ele a queria pelas coisas materiais que poderia lhe dar. Todos os irmãos dela tinham insistido para que ela fizesse um acordo pré-nupcial, mas Chloe recusara porque James não o queria. Ele dissera que era um sinal de que ela não confiava nele. Agora, ela sabia que deveria ter dado ouvidos aos irmãos.

Quando mudara de ideia e achara que seria bom ter um acordo pré-nupcial, já decidira que não se casaria com James.

Os olhos de Chloe estavam bem abertos agora e ela não tinha dúvidas de que ele providenciaria para se livrar dela depois dos votos do casamento. A julgar pela expressão nos olhos dele, talvez ele mesmo tivesse feito isso para ter controle total do dinheiro dela.

Meu Deus, odeio pensar assim, mas agora sei que é possível.

Ela não mentiria mais para si mesma. James era um oportunista que se aproveitara de sua ingenuidade. Ele sistematicamente minara sua autoconfiança porque ela já tinha problemas com o peso. Cada palavra, cada crítica, por mais sutil que fosse, fora uma tentativa de reduzir a autoestima dela cada vez mais. Mais tarde, os comentários dele tinham sido abertamente cruéis. Ele enterrara a faca o mais fundo possível, fazendo com que ela sentisse que nenhum outro homem a amaria... não que ele a amasse.

Ela entendia tudo tão racionalmente... agora. Natalie lhe dissera que achava que James era um sociopata perigoso depois que Chloe contara alguns dos incidentes realmente ruins que não contara a mais ninguém.

Depois de ver James naquela noite, Chloe sabia que Natalie tinha razão.

— Ei, por que está tão quieta? — perguntou Gabe com voz rouca.

— Só estava pensando — respondeu ela com sinceridade.

— Sobre?

— Sobre como tenho sorte de ter você como professor — respondeu ela em tom provocante. Era cada vez mais difícil pensar em Gabe apenas como um aprendizado ou como um caso, como tinham concordado.

— Está pronta para se formar? — Ele soou preocupado.

Chloe não queria deixar Gabe nunca. Ela já sabia disso. Tivera sorte suficiente de encontrá-lo e não queria deixá-lo. Infelizmente, ela fizera o acordo para ajudar na sua cura e ele já ajudara. Agora, ela teria que arcar com as consequências. — Claro que não. Acho que ainda sou iniciante e tenho muito a aprender. Mas talvez você possa me colocar em uma série mais avançada. — Ela manteve a voz intencionalmente baixa e provocante. Se o relacionamento íntimo que tinha com Gabe fosse terminar em algum momento, ela queria passar por todas as experiências.

— Querida, se eu lhe ensinar muito mais, não vou sobreviver. Você já é perfeita, para lhe dizer a verdade. Sempre foi. — A voz dele soou vulnerável.

Chloe estendeu a mão para colocá-la sobre a coxa dele, sentindo a necessidade de tocá-lo. — Achei que você gostava de mandar no quarto.

Até o momento, ele fora exigente, mas ela estivera com medo demais para confiar totalmente nele, para se soltar completamente e segui-lo. Ela sabia que ele também nunca perdia o controle. Ainda era cuidadoso, o que não era mais necessário.

— Querida, não posso...

— Que pena — interrompeu ela pensativa. — Achei que poderia ser bem intenso.

— Achou? — Parecia que a respiração de Gabe ficara pesada.

— Achei — admitiu ela, adorando a ideia de Gabe exigir sua submissão no quarto. Aquilo a deixava excitada. Ele já era um amante exigente, mas ela adoraria ficar totalmente à sua mercê. Era uma medida de confiança e ela confiava nele. Ele faria com que fosse a maior experiência de prazer imaginável. — Quero ser sua — acrescentou ela em tom enigmático.

— No que me diz respeito, você já é — murmurou ele.

— Então me mostre. — Ela subiu a mão pela coxa dele e gentilmente segurou o pênis que já tentava soltar os botões da calça.

— Chloe. — A voz dele saiu estrangulada.

— Eu quero você, Gabe. Quero tudo que você é, tudo o que sente por mim. — Ela usou os dedos para provocá-lo sobre o tecido da calça.

— Talvez você lamente — retrucou ele com voz rouca.

— Quero fazer você gozar — insistiu ela.

— Isso é certo — retrucou Gabe.

— Da forma como quiser — acrescentou ela. — Da forma como precisar.

— Caralho! Você vai pagar por me provocar desse jeito, querida — disse ele.

Quantas vezes ela ouvira ameaças similares de James? Mas o ex estava muito longe da mente dela. Ouvir aquilo da boca sensual de Gabe era mais uma promessa de êxtase. A dor era a última coisa na mente dele.

— Estou contando com isso. — Ela o apertou por cima da calça.

— Eu sinto demais. Tenho medo de machucar você se não me controlar

— admitiu Gabe em tom infeliz.

A vulnerabilidade dele a deixou com o coração apertado. –– Eu quero.

Quero tudo — respondeu ela com simplicidade. — Eu me entregarei

completamente a você se fizer o mesmo comigo.

— Combinado. — A palavra saiu da boca dele instantaneamente.

Chloe não queria mais nenhum joguinho. Gabe adorava o corpo dela e ela deixaria que ele o tivesse.