Bound by Duty
Capítulo Nove
Dante não veio para a cama naquela noite. Eu esperei por um longo tempo, incapaz de adormecer, muito confusa com o que tinha acontecido. Ele admitiu que me queria, tinha me tocado, mas depois voltou atrás. Por quê? Quando acordei na manhã seguinte o seu lado da cama estava intacto, e quando entrei na sala de jantar 30 minutos mais tarde, o seu jornal jazia descartado ao lado de um prato limpo.
Preocupada, me aproximei de seu escritório. Havia silêncio atrás da porta, mas isso não queria dizer nada. Bati e em seguida entrei, sem esperar por uma resposta. Eu não queria dar a Dante a chance de levantar suas defesas. Talvez se eu o pegasse de surpresa mais uma vez, conseguiríamos chegar a alguma lugar. Dante estava sentado atrás de uma mesa de madeira preta e estreitou os olhos quando entrei em seu escritório pela primeira vez. Talvez ele sentisse como se eu estivesse invadido seu espaço pessoal novamente.
Meus olhos pousaram sobre a moldura de prata em sua mesa. A imagem era ele sorrindo junto à sua primeira esposa. Ele a abaixou no meio da mesa, como se tivesse pressa em escondê-la quando eu abri a porta. Não havia quaisquer outras fotos na sala.
Meu estômago embrulhou violentamente. Tentando esconder o quanto isso me feriu, encontrei seu olhar de desaprovação. — O que você está fazendo aqui?
— Esta é a minha casa também, não é?
— Claro que é, mas este é o meu escritório e eu preciso trabalhar.
— Sim. Eu queria ver se estava tudo bem.
Ele ergueu as sobrancelhas. — Por que não estaria?
— Por quê? Porque você agiu muito estranho ontem. Um momento você estava comigo, e no próximo você fugiu correndo depois de me tocar.
— Você não sabe nada sobre mim, Valentina.
Eu o interrompi. — Eu sei, e eu quero mudar isso, mas você continua me empurrando para longe.
Dante se levantou e passou a mão pelo cabelo. — Eu nunca quis me casar novamente. Por uma boa razão. — Mais uma vez ele fez soar como se o casamento tivesse sido minha ideia, como se eu tivesse tido uma palavra a dizer sobre o assunto.
— Eu não pedi para que você casasse comigo! — Eu tive o suficiente. Me virei e saí do seu escritório, batendo a porta tão forte quanto possível. Foi uma coisa infantil de se fazer. Eu pude ouvir Dante abrindo a porta outra vez e então me seguindo. Ele me alcançou e agarrou meu pulso, me fazendo parar.
— Você tem um temperamento impossível, — ele rosnou.
Eu olhei para ele. — Isso é culpa sua.
— Esse casamento sempre foi por razões lógicas. Eu te disse isso.
— Mas isso não significa que não podemos tentar torná-lo um casamento real. Não há razões lógicas porque não devemos dormir um com o outro. Você dormiu com prostitutas, então por que não pode dormir comigo?
— Porque eu estava com raiva e queria transar com alguém. Eu queria uma foda áspera e dura. Eu não estava à procura de proximidade ou de ternura, ou do que você quer. Tive todo o prazer que eu queria e depois fui embora. O que você está procurando, eu não posso dar. A parte que era capaz disso morreu com minha esposa, e ela não vai voltar.
— Você não sabe o que eu quero. Talvez a gente queira a mesma coisa. — Minha voz era um sussurro.
Ele zombou. — Eu posso ver em seus olhos que isso não é verdade. Você quer fazer amor, mas eu não posso te dar isso. Eu quero te possuir, quero possuir cada parte sua, mas não pelas razões que você quer que eu faça isso. Eu sou um canalha sem coração, Valentina. Não tente ver mais nada em mim. O terno de negócios e o rosto sem emoção é a camada fina cobrindo a porra do abismo que é a minha alma e meu coração. Não tente enxergar abaixo dela, você não vai gostar do que vai encontrar.
Eu estava atordoada demais para continuar essa conversa. Então apenas o observei retornar ao seu escritório.
***
Passei o resto do dia, considerando minhas opções. Dante não queria apego emocional. Ele não queria nem ternura. Áspero e duro, essas foram as palavras que ele usou para o sexo que ele tinha procurado com as prostitutas. Ele estava certo. Não era o que eu queria, mas ao longo dos anos eu aprendi que às vezes você tem que se contentar com o mal menor para chegar a alguma forma de felicidade. Eu queria transar com Dante, talvez não da mesma maneira que ele, mas quem disse que eu não iria gostar? E ele não tinha dito exatamente que ia ser duro comigo. Ele só disse que eu não deveria esperar ternura e gestos de amor da parte dele. Eu poderia viver com isso, não poderia?
Eu queria ser desejada por ele. Talvez isso fosse tão bom quanto ser amada por ele.
Era quase hora do jantar, mas eu estava com fome de algo mais quando me despi rapidamente em nosso quarto antes que eu pudesse mudar de ideia e coloquei um roupão de seda. Eu não podia andar nua pela casa.
Meu estômago vibrou de nervoso, eu desci as escadas e fui para o escritório de Dante. Bati e desta vez esperei que ele me chamasse, porque não queria começar esta tentativa de sedução com uma briga, ainda que nossa discussão no quarto ontem à noite tivesse sido um enorme estímulo para mim. Ele abriu a porta sem dizer uma palavra. Seus olhos frios deslizaram sobre meu corpo. Eu me perguntei se ele poderia dizer que eu estava nua sob o tecido fino do meu roupão.
— Posso entrar?
Ele deu um passo para trás e eu entrei. Ouvi a porta ser fechada e então Dante passou por mim e se virou com uma expressão curiosa. — O que está acontecendo?
— Eu já sei o que quero.
— Sobre o quê?
Abri meu roupão. — Sobre nós. Sobre o sexo.
Os olhos de Dante escureceram. Apertando a mandíbula, ele sacudiu a cabeça e começou a se afastar. — Você deve sair.
— Não vire as costas para mim. Olhe para mim. Acho que mereço pelo menos essa pequena decência, Dante.
Uma tensão irradiava dele quando ele se virou para mim. Ele não se aproximou, mas ele estava me olhando. Pela primeira vez ele não fingiu que eu era invisível. Seus olhos azuis vagaram por cima do meu corpo exposto.
Meus mamilos endureceram no ar frio de seu escritório, mas não fechei meu roupão de seda, apesar do impulso irresistível de me cobrir contra o seu olhar gelado. Seu olhar se demorou no ápice das minhas coxas mais do que no resto do meu corpo e uma pequena explosão de esperança me encheu. Quanto controle será que ele tinha? — Eu sou a sua mulher?
Suas sobrancelhas se juntaram. — É claro que você é. — Houve a sugestão de algo que eu não pude entender.
— Então venha reivindicar os seus direitos, Dante. Me faça sua.
Ele não se moveu, mas seus olhos deslizaram para os meus mamilos duros. Seu olhar era quase algo físico, como um toque fantasma na minha pele nua, mas não era o suficiente. Eu queria sentir seus dedos entre as pernas de novo, queria senti-los em cada centímetro do meu corpo, queria gozar até que eu perdesse o controle de mim.
Eu não estava acima da mendicância. Eu sabia que eu quase tive mais dele, podia ver isso no conjunto apertado de seus ombros, no olhar instável em seus olhos. Eu queria ter sexo essa noite. — Eu tenho necessidades também. Você prefere que eu encontre um amante para lhe aliviar do fardo de me tocar? — Eu não tinha certeza se eu poderia levar isso até o fim. Não, eu sabia que não poderia ir até o fim, mas este ato de provocação era a minha última opção. Se Dante não reagisse a isso, então eu não sabia mais o que fazer.
— Não, — ele disse bruscamente, algo irritado e possessivo quebrando através de sua máscara perfeita. Ele apertou os lábios, travou a mandíbula e caminhou em minha direção. Estremeci com a necessidade e emoção quando ele parou na minha frente. Ele não chegou até mim, mas eu pensei ter detectado a dica de desejo em seus olhos. Não era muito, mas o suficiente para me animar. Eu fechei a distância restante entre nós e enrolei meus dedos sobre os ombros fortes, pressionando meu corpo nu contra a sua frente. O material áspero de seu terno esfregou deliciosamente contra meus mamilos sensíveis e deixei escapar um pequeno gemido. A pressão entre as minhas pernas era quase insuportável. Os olhos de Dante brilharam quando ele olhou para mim. Lentamente, ele passou um braço em volta de mim e encostou a palma da mão contra a parte inferior das minhas costas. Eu desejei que ele movesse a mão mais pra baixo. Eu não acho que eu tinha ficado alguma vez tão desesperada pelo o toque de outra pessoa, nem mesmo quando tive que ouvir Antonio foder Frank no quarto ao lado.
Um doce triunfo me inundou. Dante não estava me ignorando agora.
Inclinei a cabeça para olhar para o seu rosto. Seja qual for o desejo que eu tinha pensado ter visto tinha ido embora, seus muros voltaram a ser impenetráveis. Fiquei na ponta dos pés, desesperada por um beijo de verdade, mas a mão de Dante nas minhas costas apertou e ele não baixou o rosto, o que tornava impossível passar meus lábios nos seus. Ele não queria que eu o beijasse. Eu não podia mais aguentar isso. Eu tinha me jogado para ele nua, tinha lhe oferecido o meu corpo, e ele ainda assim me recusou. Eu me afastei dele, me sentindo suja e barata. Evitando seus olhos, eu me virei, agarrei meu roupão e corri para fora do escritório. Cruzei o lobby e subi as escadas correndo. Era isso. Eu não tentaria novamente. Eu tinha que aceitar que Dante não me desejava o suficiente, que não iria dormir comigo por qualquer motivo idiota que ele tivesse se autoimposto até que fosse absolutamente necessário produzir um herdeiro.
Eu tropecei dentro do quarto e me joguei na cama. Por um momento, uma onda de desespero e tristeza tomou conta do meu corpo, mas eu não a deixaria ganhar. Eu tinha sobrevivido a um casamento sem amor com Antonio. Eu poderia sobreviver a um casamento sem amor com Dante. Algum dia eu teria filhos lindos que eu poderia amar e que me amariam de volta e, até lá, eu poderia lidar com isso. Eu não era a primeira mulher no mundo que teria que viver com um bastardo frio como marido, e, definitivamente, não seria a última. Pelo menos eu não tinha um idiota abusivo como Tommaso como marido. Isso tinha que contar para alguma coisa.
E eu só tinha que cuidar das minhas outras necessidades como fiz nos últimos anos. Rolei na cama para deitar de costas. Ainda estava com raiva, ainda envergonhada e decepcionada, mas também ainda estava excitada. Fechei os olhos e passei a mão pelo meu corpo até chegar entre as pernas. Eu comecei a me acariciar, imaginando que fossem os dedos de Dante me provocando novamente, lembrando o breve lampejo de desejo em seus olhos que eu provavelmente tinha imaginado. Minha respiração ficou mais rápida enquanto eu acariciava minha protuberância sensível. Eu estava chegando mais perto. Um gemido escapou dos meus lábios, e houve uma ingestão aguda da respiração.
Meus olhos se abriram e eu olhei para Dante; ele estava na porta, com a mão na maçaneta e os olhos em mim. Pela primeira vez eles não pareciam frios. Deus, há quanto tempo ele estava me assistindo?
Puxei rápido a minha mão de entre as pernas, a vergonha me batendo como uma bola de demolição. Agarrei o meu roupão fechado contra o peito e fui para a beira da cama, pronta para levantar. Eu não poderia ficar no mesmo quarto que Dante, não depois do que ele tinha acabado de ver. Eu já tinha me envergonhado o suficiente hoje, mas Dante de repente barrou meu caminho. Sua forma alta pairou sobre mim. Eu joguei minha cabeça para trás para encontrar seus olhos. Eles estavam mais animados do que eu já tinha visto. Ele parecia quase irritado. — Não, — ele disse calmamente.
Eu não sabia bem o que ele queria dizer. Então ele se inclinou sobre mim até que eu estava deitada de costas novamente, seu corpo sobre o meu. Seu paletó se abriu e me envolveu em ambos os lados, como uma prisão macia. Procurei seu rosto. Eu podia me sentir ficando mais excitada com a sua proximidade e a expressão em seu rosto. Ele se apoiou em um braço e trouxe um joelho entre as minhas pernas, forçando-as separadas.
Meu coração batia forte em meu peito. Será que ele ia finalmente fazer o que eu estava esperando? Por um longo tempo ele só me encarou, eu quase esperava que ele se afastasse novamente, mas em vez disso ele segurou meu peito e eu arqueei as costas com um gemido de necessidade. Seus olhos deslizaram para baixo e ele beliscou meu mamilo, mais forte do que eu tinha previsto. Um prazer rasgou como um raio através do meu corpo, todo o caminho até o meu centro. Eu precisava que ele me tocasse lá, precisava dele mais do que de comida, de água, de ar. Dante beliscou e puxou meu mamilo, seus olhos escuros me prendiam enquanto ele me observava. Eu tinha acariciado meus seios algumas vezes ao longo dos anos, mas nunca teve esse efeito, esse formigamento doce que o toque de Dante enviou através do meu núcleo. Ele se inclinou para baixo, o tecido áspero do paletó escovou minha lateral e ele capturou meu mamilo entre os lábios.
Eu arqueei com um miado, pressionando meus seios contra seu rosto, mas a mão de Dante agarrou meu quadril e me segurou. Ele chupou meu mamilo duro novamente, formando uma piscina de excitação entre as minhas pernas. Eu me contorci, tentei me esfregar contra seu joelho ainda encravado entre minhas coxas, mas sua mão me mantinha no lugar. Não ser capaz de me mover como eu queria não era algo que eu já tinha considerado achar sexy, mas caramba, eu estava errada.
Dante mordeu de leve meu peito, seus dentes rasparam levemente minha pele sensível, e eu quase gozei. Eu já tinha estado tão perto antes. Ele soltou o meu mamilo, que estava vermelho e duro de sua atenção. Com seus olhos no meu rosto, ele arrastou a mão pelo meu lado. Eu não desviar o olhar de seu belo rosto frio, hipnotizada pelo calor em seus olhos. Havia algo escuro, feroz e intenso neles. Ele enfiou os dedos debaixo da minha coxa e separou mais minhas pernas. Eu tremi de antecipação. — Diga-me agora se você quer isso, — ele disse em voz baixa. Como ele poderia até mesmo duvidar do meu desejo por ele?
— Eu quero isso.
— Bom. — Ele puxou meu outro mamilo em sua boca com um sorriso escuro e passou a língua sobre ele enquanto deslizava dois dedos sobre o meu monte e pressionava meu clitóris. Ondas de prazer saltaram do meu núcleo por todo o meu corpo. Era como se minhas costuras estivessem arrebentando quando o orgasmo cortou pelo meu corpo. Balancei meus quadris desesperadamente. Dante me observou com toda calma enquanto eu tremia debaixo dele, seus dedos ainda pressionando meu clitóris sensível. Lentamente desci do meu torpor nas alturas. Tive vergonha de ter gozado tão rápido quando ele mal me tocou, mas levantei meu queixo desafiadoramente, apesar do constrangimento. Se ele não tivesse me deixado esperar por tanto tempo, eu não seria tão facilmente despertada.
Dante lançou um longo suspiro pelo nariz e flexionou sua mandíbula. Em seguida, ele aliviou os dedos entre minhas dobras. Suas narinas se abriram quando ele lentamente empurrou dois dedos dentro de mim. Meus músculos se apertaram e eu respirei forte com a invasão dos dedos. Não era doloroso, apenas um pouco desconfortável. Eu ocasionalmente colocava um dedo em mim, mas nunca tinha entendido a moral. Aqui, porém, era incrível. Dante baixou os olhos e focou em seus dedos enquanto eles se moviam dentro e fora de mim. Era simplesmente incrível, melhor do que eu já tinha feito me sentir. Seu movimento constante me fez ofegar.
— Você é incrivelmente apertada. Eu não posso esperar para estar dentro de você, — disse ele asperamente. Eu queria que ele continuasse falando com esse rosnado sexy, mas tudo o que consegui trazer para fora dos meus lábios foram gemidos e suspiros.
Eu estava perto de mais um orgasmo, podia sentir isso construindo no fundo do meu coração, podia sentir as pontadas familiares de prazer ecoando através do meu corpo. Dante acelerou o empurrão e jogou o polegar sobre meu clitóris, e eu cavei meus calcanhares no colchão quando gozei, ainda mais forte do que na primeira vez. Ainda estava curtindo as últimas ondas do meu orgasmo quando Dante tirou os dedos. Eu fiz um som de protesto, mas ele me parou com um olhar. Fiquei surpresa pela intensidade, pela resignação e escuridão misturadas em seu rosto. Ele parecia um homem que tinha perdido uma batalha consigo mesmo. Ele estava alto e régio, imóvel, exceto para a ascensão e queda de seu peito enquanto seus olhos tomavam meu corpo nu. Então, ele estendeu a mão e tirou o paletó. Dante o largou no chão com um barulho suave. Ele não se tirou o colete e a camisa, no entanto. Ele soltou o cinto com facilidade, o movimento chamou a atenção dos meus olhos para essa região, e vi algo que eu tinha pensado que jamais iria evocar em um homem. Meus olhos estavam congelados na protuberância em suas calças. Surpresa tomou conta de mim, seguida por um intenso triunfo. — Você está duro, — eu sussurrei.
O olhar de Dante se virou para mim e ele parou com as mãos sobre a braguilha. — Eu sou capaz de ter uma ereção. Eu não sou impotente. — Houve uma pitada de diversão em sua voz, mas foi quase abafada pela rouquidão.
— Não foi isso que eu quis dizer. Mas eu pensei que você não se sentisse atraído pelo meu corpo.
Dante me deu um olhar estranho. — Não se preocupe. Seu corpo deixaria poucos membros do sexo masculino inafetados.
Ainda no controle, tão comedido, e ainda... Olhei para sua virilha. Dante abriu a braguilha e empurrou para baixo suas calças. Suas boxers pretas pouco fizeram para esconder a protuberância impressionante. Eu queria estender a mão e tocá-lo, mas me segurei e assisti enquanto meus nervos lentamente começavam a ser afetados. Eu tinha esperado tanto tempo por isso. Finalmente, ele puxou suas boxers para baixo. Seu pênis estava totalmente ereto, grosso e longo, e uma estranha sensação de satisfação me encheu. Depois de anos sendo ignorada por Antonio e então por Dante, finalmente arranquei uma reação desse último.
— Dispa-se, — disse Dante em sua voz de The Boss, uma voz que não admitia discussão, mas não que eu teria sonhado em protestar. Me arrastei de volta imediatamente e deslizei meus braços para fora do meu roupão, ficando completamente nua na frente de Dante. Ele não fez nenhum movimento para tirar a camisa e ou o colete. Ele subiu na cama e ficou entre as minhas pernas, me espalhando aberta para ele. Eu me perguntava por que ele não se despia completamente. Seria algum tipo de barreira que queria manter entre nós? Ou eu estava cismada? Ele parecia extremamente sexy com esse colete, mas ainda assim...
Qualquer pensamento fugiu minha mente quando Dante guiou sua ereção em direção ao meu centro e cutucou minha abertura. Ele estava duro e era grande, e eu estava esperando por isso tempo mais que suficiente. Eu estava pronta. Dante se apoiou em seus braços e então empurrou seus quadris e deslizou alguns centímetros, até que eu tencionei e gritei. Eu fechei os olhos e puxei algumas respirações fortes pelo nariz para acalmar a minha pulsação acelerada. A dor já estava desaparecendo, mas ele não tinha feito todo o caminho ainda. Depois de mais uma respiração profunda, eu abri meus olhos e encontrei Dante me olhando. Sua mandíbula estava apertada. Pela primeira vez ele não parecia tão calmo e controlado. Eu poderia dizer o quanto ele estava lutando para se controlar. Ergui os braços e agarrei seus ombros, então eu dei um pequeno aceno de cabeça. Dante balançou os quadris e empurrou todo o caminho. Eu arqueei, apertando minha boca fechada para engolir qualquer som. Eu respirava pelo nariz enquanto forçava meu corpo a relaxar.
Dante olhou para mim, as sobrancelhas juntas, e um músculo de seu rosto se contorceu. — Me diga quando eu posso me mover, — ele trincou fora, surpreendendo-me com aquele show de compaixão.
Eu me mexi, impaciente, desesperada para ter Dante se movendo dentro de mim. Havia ainda um ligeiro desconforto, mas que foi ficando melhor. — Está tudo bem.
Ele balançou a cabeça e então puxou quase todo o caminho para fora antes de bater de volta. Meus músculos seguraram seu pênis firmemente, ainda tentando me acostumar com a invasão, mas eu pude sentir uma ponta de prazer por trás da dor quando Dante caiu em um ritmo lento. Eu queria que ele se apoiasse em seus antebraços para que pudéssemos estar mais perto, mas ele se apoiava nas palmas de suas mãos. Imaginei que eu não deveria ter esperado nada além disso. Ele me avisou, mas pelo menos ele teve cuidado e não tinha me atacado.
Deixei escapar um pequeno gemido quando ele bateu em um delicioso local dentro de mim. Dante acelerou, suas estocadas ficaram cada vez mais fortes. Seu rosto estava cheio de concentração. Ele não fez ruídos altos, mas sua respiração ofegante estava chegando mais rápido. Eu adorava olhar para ele, adorava ver as pequenas contrações musculares brilhando por baixo da sua máscara fria, deixando seu prazer evidente.
— Tem sido um tempo para mim, — ele advertiu em voz áspera. — Eu não sei quanto tempo vou durar. — Fiquei surpresa com a sua admissão. Eu não achava que ele era um homem que admitisse qualquer coisa parecida. Fiquei feliz por essa pequena centelha de humanidade.
— Tudo bem. — E de qualquer forma eu não ia voltar atrás. Eu poderia dizer que estava perto do limite do que eu poderia aguentar.
Seus movimentos tornaram-se ainda mais rápidos e menos contidos, quase irregulares e desequilibrados. E então ele finalmente se abaixou para os antebraços, trazendo-nos mais perto do que já tínhamos estado, nossos corpos pressionados um contra o outro como se fôssemos um, e ele realmente começou a bater em mim, duro e rápido, e minha dor se transformou em uma pontada insistente, mas eu nem me importei. Eu podia sentir seu calor através de suas roupas. O colete esfregou os mamilos sensíveis, e ainda assim eu gostaria de poder ter sentido sua pele, mas mesmo isso não era importante no momento. Tudo o que importava era que Dante estava finalmente me tornando uma mulher, finalmente permitindo proximidade. Talvez esse fosse um novo começo, o verdadeiro início do nosso casamento. Agarrei suas costas e enterrei meu rosto na curva de seu pescoço enquanto Dante empurrava em mim mais algumas vezes.
Ele gemeu, seu corpo enrijeceu e então senti sua ereção expandir em mim, seguida pela estranha sensação de ele gozando. Me afastei, querendo ver seu rosto. Pela primeira vez a máscara tinha ido embora. Ele parecia desgrenhado, acessível, menos implacável de alguma forma. Ele estremeceu mais uma vez antes de abaixar o rosto e escovar seus lábios contra os meus, sua língua deslizando sobre meus lábios levemente. Aguardando ansiosamente abri minha boca para ele. Nossas línguas se encontraram e eu estava no céu. Eu esperei nosso primeiro beijo de verdade por tanto tempo e agora isso estava acontecendo. Seu gosto era perfeito, e eu adorei a sensação de seu peso em cima de mim, e a sensação de seu pênis amolecendo dentro de mim. Talvez tudo fosse mudar agora. Eu deslizei minhas mãos sob a camisa e corri para cima e para baixo de suas costas, os dedos encontrando cada cicatriz, mapeando seu corpo. Ele parecia tão quente e forte. Era como se ele fosse meu.
Dante parou de me beijar, nossos olhos se encontraram e de repente suas paredes voltaram a subir. Eu podia ver isso acontecendo. Como as cortinas se fechando no final de um show. Ele voltou a se apoiar nas palmas das mãos. — Você está bem? — ele perguntou, já puxando para fora de mim em um movimento rápido. Eu engasguei com a breve dor e Dante pairou sobre mim por um momento, uma pitada de hesitação em sua expressão, mas ele saiu rapidamente e se endireitou, levantando a camisa para não se sujar. — Eu preciso me limpar, — disse ele com naturalidade, como se estivesse me dizendo a previsão do tempo, como se não tivéssemos dormido juntos. Ele me olhou mais profundamente uma última vez, então desapareceu no banheiro. Alguns minutos depois a água começou a correr.
Eu não me movi do meu lugar no meio da cama, tentando desesperadamente acomodar minhas emoções. Havia um alívio por finalmente ter se livrado da minha virgindade, mas havia também uma estranha sensação de tristeza. Eu não era alguém que precisava ser mimada, mas desejei que Dante tivesse ficado comigo um pouco mais depois do que tinha acabado de acontecer.
A decepção tomou conta de mim e eu fechei os olhos contra a emoção que insistia em aparecer. Eu não tinha certeza de quanto tempo fiquei assim, mas me assustei com a voz fria de Dante acima de mim. — Aqui.
Meus olhos se abriram. Ele estava de pé ao lado da cama, já vestido com sua cueca novamente e segurando uma toalha para mim.
Eu tomei dele e apertei contra a minha carne machucada, ignorando o rubor que subiu para o meu rosto. Ele ia se deitar comigo por um tempo, pelo menos? Eu realmente queria que ele fizesse isso, que ele ao menos fingisse cuidar de mim, mas não lhe pediria isso.
— Você gostaria que eu te tocasse, para você gozar também?
Olhei para ele. Ele parecia se importar com isso de verdade. Eu balancei a cabeça. Eu queria a sua proximidade, mas não dessa forma, não agora. Ele acenou e agarrou as calças do chão, e depois as colocou. — Eu tenho mais algum trabalho a fazer e eu preciso visitar outro de nossos cassinos. Estarei em casa tarde. Você não precisa esperar por mim.
Eu balancei a cabeça, porque não poderia ter dito uma palavra mesmo se tivesse tentado.
Após outro olhar persistente no meu corpo nu, Dante saiu do quarto. Eu escutei seus passos em retirada. Quando eu não podia mais ouvi-lo, eu me sentei e estremeci com a pontada entre as minhas pernas. Fiquei olhando para a toalha na minha mão, que tinha algumas manchas rosadas, e um senso de realização bobo me encheu. Mas se foi com a decepção da frieza de Dante. Por agora eu queria ser feliz. Eu finalmente tinha conseguido o que eu queria. Agora que Dante tinha experimentado uma vez, eu tinha certeza que ele teria muito mais dificuldade de me afastar. E eu estava determinada a fazer isso o mais difícil possível para ele. Eu tinha experimentado o meu primeiro e verdadeiro sabor do prazer; de agora em diante eu queria experimentar muito mais.