Bound by Duty

Cora Reilly · Capítulo 14 de 24

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Bound by Duty

Capítulo Treze

 

Dante parou em frente da minha antiga casa e desligou o motor antes de me encarar. — Eu já aguentei muito. E eu ainda não entendo suas razões. Esse homem que você está protegendo, ele não é seu sangue, e pelo que eu percebo vocês nunca foram próximos, depois de tudo, depois dele ter roubado seu marido, então por que você insiste em não me dar o seu nome?

— Eu não vou dizer quem ele é, — eu disse, sinceramente. — Porque eu sei o que você vai fazer com ele, o que você tem que fazer para proteger a máfia, e não posso condená-lo à morte. Se você jurar que ele não terá nenhum arranhão, talvez então eu mude de ideia.

— Você sabe muito bem que eu não posso prometer isso. Existem regras. Temos que proteger os segredos da Outfit. Se os detalhes sobre as nossas estruturas, o nosso negócio ou nossas tradições vieram a público, muitas pessoas que você conhece poderiam ir para a cadeia, incluindo eu e seu pai.

— Ele nunca iria contar a ninguém sobre a Outfit. Antonio disse a ele sobre nossos juramentos.

— Mas ele não tem vínculo com a máfia. Todos nós mantemos o silêncio porque estamos vinculados por honra e dever, e também porque todos nós pagaríamos o preço se não fizermos isso, mas esse homem não tem nenhuma razão para guardar nossos segredos agora que Antonio está morto. Nem todo mundo honra os desejos de um homem morto como você.

— Mas ele amava Antonio.

— Como você pode ter certeza disso? E, mesmo que fosse o caso, isso não iria fazê-lo odiar o nosso mundo ainda mais?

— O que você quer dizer?

— Por causa das regras da Outfit Antonio nunca pôde viver sua sexualidade abertamente. Ele teve que esconder seus desejos e o seu amante, e no fim das contas ele morreu porque era um dos homens de confiança. Os russos o mataram porque ele era um de nós. Você vê, o homem que você está protegendo tem um monte de razões para desprezar o nosso mundo.

Eu nunca tinha considerado as coisas a partir desse ponto de vista, e fiquei seriamente assustada. E se Dante estivesse certo? Eu não tinha visto Frank desde que contei a ele sobre a morte de Antonio, um ano atrás. Ele saiu rápido, em silêncio, e não voltou mais. Ele não tinha tentado entrar em contato comigo, e eu só tinha o seu número de celular, mas foi desligado logo após o funeral. Eu simplesmente achei que Frank queria cortar qualquer ligação com a máfia. E se ele tivesse falado com alguém sobre Antonio? Sobre a máfia? Eu não queria acreditar. Ele tinha motivos para detestar a Outfit e suas tradições. Não só ele tinha sido forçado a esconder seu relacionamento com Antonio, como nem sequer teve a chance de se despedir. Nem eu tive. Tudo o que tinha sido deixado de Antonio era um cadáver queimado. Eu nunca o vi. Meu pai me proibiu. Ele disse que não havia nada para que eu reconhecesse. Os russos haviam até mesmo cortado a sua cabeça antes de atear fogo.

Dante me observou com atenção. Ele estava tentando me manipular? Mesmo assim, o que ele disse era verdade.

— Você vem até a porta para cumprimentar minha mãe? Ela vai ficar desapontada se você ficar no carro, — eu disse para distraí-lo.

Dante me deu um olhar compreensivo, mas não insistiu no tema sobre o amante de Antonio. Ele saiu da Mercedes, andou em torno da frente do carro e abriu a porta para mim. Sua mão encontrou o lugar de sempre nas minhas costas enquanto caminhávamos para a porta de entrada. Eu mal tinha tocado a campainha e a porta já estava aberta, com minha mãe sorridente ali parada. Ela provavelmente estava nos espionando pela janela.

— Dante, eu não esperava que você viesse. É maravilhoso vocês nos fazerem uma visita, — disse ela com um sorriso largo. Ela puxou Dante para um abraço. Ele permaneceu rígido, mas bateu brevemente em suas costas. Pelo menos ele era contra demonstrações públicas de afeto em geral, e não apenas comigo.

— Eu só estou aqui para deixar Valentina. Não tenho tempo para ficar. Ainda há muito trabalho a fazer. — Ele se endireitou e minha mãe não teve escolha senão liberar Dante de seu abraço.

O rosto dela caiu. — Claro. Agora que você é Capo, tem muitas responsabilidades. Que maravilha você tirar um tempo de sua agenda lotada para trazer Valentina até aqui. — Mamma sorriu para mim. — Seu marido é um cavalheiro.

Eu dei a Dante um olhar “eu disse”. Um lampejo de algo mais suave encheu seus olhos antes dele se desculpar e voltar para o carro. No momento em que ele acelerou, Mamma fechou a porta, agarrou meu braço e praticamente me arrastou para a sala de estar. — Giovanni! Valentina está aqui! — ela gritou.

— Papai está aqui?

— Eu disse a ele que você vinha. Ele queria dar uma palavrinha com você também.

Eu gemi.

— Não seja assim. Seu pai e eu estamos preocupados com o seu bem-estar. Queremos saber da sua vida casada e se ele a trata bem.

— Quer dizer que vocês querem ter certeza de que eu não estou estragando as coisas com Dante.

Mamma franziu os lábios. — Você está colocando palavras na minha boca hoje.

Papà entrou na sala de estar, fechando os botões de punho, sua jaqueta quadriculada pendurada no ombro. — Eu não tenho muito tempo. Na verdade, estou indo a uma reunião com o consigliere e seu marido depois. Então, como estão as coisas entre você e The Boss?

— Se você vai encontrar com o meu marido de qualquer maneira, então poderia perguntar a ele como vai o meu casamento e se ele está satisfeito comigo, — eu disse em uma voz excessivamente doce.

— Às vezes eu acho que eu não fui suficientemente rigorosa com você. Sua insolência era muito mais agradável quando você era uma menina, — disse ele carinhosamente. Levantei-me e passei meus braços em torno dele. Ele deu um beijo contra o minha cabeça. Eu sabia como meu pai era um subchefe quase tão cruel quanto Dante, e provavelmente matou mais homens do que eu poderia contar nos dedos, mas para mim ele sempre seria o homem que me carregou em seus braços quando eu era criança.

— As coisas estão indo bem entre Dante e eu, não se preocupe, — eu disse enquanto me afastava. — Eu acho que ele ainda não esqueceu sua primeira esposa.

Papà trocou um olhar com Mamma. — Fiore demorou muito tempo para convencer Dante a se casar. Fico feliz que ele escolheu você. Não o importune.

— Ouça o seu pai, Valentina. Homens não gostam de mulheres agressivas.

— Eu ouvi que você convenceu Dante a lhe dar um emprego? — perguntou papai.

— Não finja que você ainda não sabe nada sobre isso. Aposto que metade da Outfit já está reclamando.

— O que você espera? Não se espera que uma mulher na sua posição trabalhe, — disse Mamma.

— Algumas pessoas acham que as mulheres não deveriam interromper seus maridos e você faz isso o tempo todo, — respondi.

Mamma bufou. — Eu não interrompi o seu pai.

— Não? — Disse o meu pai, fingindo surpresa. O casamento deles não tinha sido sempre por amor. Assim como Dante e eu, eles se casaram por conveniência, mas com o tempo se afeiçoaram um ao outro. Ver os dois me dava nova esperança para o meu próprio casamento.

Eu não pude conter um sorriso. — Dante não se importa que eu trabalhe. Acho que ele gosta que eu queira fazer algo útil.

— O que poderia ser mais útil do que criar bem os filhos? Quando é que vamos nos tornar avós?

Enviei ao meu pai um olhar suplicante, mas ele deu de ombros. — Fiore realmente quer um herdeiro com seu nome. Dante tem responsabilidades. E se ele for morto sem ter um filho para herdar o título?

— Não diga isso. Ninguém vai ser morto. Perdi um marido já, eu não vou perder um segundo, — eu disse, desesperada.

Papà tocou no meu rosto. — Dante sabe como cuidar de si mesmo, mas o que há de errado em ter filhos?

— Não há nada de errado. Eu quero crianças, mas não por dever de produzir um herdeiro. Eu quero filhos porque desejo alguém para amar e que me ame de volta incondicionalmente. — Deus, quando essa conversa virou tão terrivelmente emocional?

— Val, — Papà disse cuidadosamente. — Será que Dante fez alguma coisa?

Dei-lhe um sorriso trêmulo, grata por sua preocupação, mas sabendo que era inútil. Mesmo que Dante tivesse feito alguma coisa e eu dissesse a meu pai, não havia quase nada que ele pudesse fazer. Ele não iria contra seu Capo, nem mesmo por mim. — Não, ele é um cavalheiro. — Fora do quarto, eu adicionei silenciosamente. Não que eu me importasse. — Ele só é realmente muito fechado. Eu me sinto sozinha, mas o trabalho vai me manter ocupada, então tudo deve ficar melhor.

— Dê um tempo a ele, — disse meu pai. Eu podia dizer que ele estava ficando cada vez mais desconfortável com a minha emotividade. Por que os homens eram covardes quando se tratava de expressar sentimentos, mas não piscavam um olho quando o assunto era a morte? Ele olhou para o seu Rolex e então fez uma careta. — Eu realmente preciso ir. — Ele deu um beijo na minha cabeça antes de se inclinar para dar à minha mãe um beijo de verdade. Em seguida, ele se foi. Mamma deu um tapinha no assento do sofá ao lado dela. Eu sentei com um suspiro. — Eu realmente preciso de bolo agora.

Mamma tocou uma campainha e nossa empregada entrou na sala com uma bandeja cheia de bolos e macarons italianos. Aposto que ela estava esperando na frente da porta desde que eu cheguei. Até onde eu me lembrava, ela sempre tinha sido bastante intrometida. Ela me deu um sorriso rápido, colocou a bandeja sobre a mesa de centro e desapareceu novamente. Peguei uma iguaria feita de marzipan, chocolate e massa folhada, e dei uma grande mordida. Mamãe me serviu café, sem tirar os olhos de mim. — Cuidado com estes. Eles são cheios de gordura e calorias. Você tem que cuidar do seu corpo. Homens não gostam de mulheres gordas.

Eu fiz um show ostensivo de degustação até terminar o resto do meu doce, e então lavei tudo com café. — Talvez você devesse escrever um livro sobre o que os homens querem, pois você parece saber tudo sobre eles. — Eu abri meus olhos arregalados para diminuir o impacto das minhas palavras.

Mamma balançou a cabeça antes de pegar uma bolachinha para si mesma. — Seu pai está certo. Deveríamos ter sido mais rigorosos com você.

— Você era rigorosa com Orazio e isso não ajudou.

— Ele é um garoto. Eles são todos turbulentos. E ele está realmente se adequando muito bem. Ele disse que está até pensando em se casar. — Eu duvidava disso. Ele provavelmente só disse isso para tirar a minha mãe do seu pé. E como ele não vivia em Chicago, e ajudava a administrar os nossos negócios em Detroit e Cleveland, nossos pais não tinham muitas chances de incomodá-lo. E ele era um homem livre. Ninguém se importava se ele dormia com uma garota nova a cada noite, contanto que ele não dissesse a elas quem ele realmente era.

— Eu nunca fui contra a sua vontade, então eu não sei por que você se queixa. Afinal de contas, eu me casei com Dante porque você queria.

Mamma pareceu ofendida. — Ele é o melhor marido que poderíamos esperar. Quem não gostaria de se casar com um homem como ele?

Eu bebi meu café, não me preocupando em responder. Era uma pergunta retórica de qualquer maneira.

— E então, Dante a procura durante a noite?

Eu quase cuspi o que estava na minha boca. — Eu não vou falar com você sobre isso, mamãe. — Meu rosto queimou de vergonha e mamãe me deu um sorriso.

Eu a amava, mas ela era a mulher mais irritante neste planeta.

 

***

 

Enzo me pegou com o SUV. Com exceção de um rápido cumprimento, nós não falamos durante a curta viagem. Quando passamos pela rua de Bibiana, eu disse, — Espere. Vire a esquina. Eu quero fazer uma visita a Bibiana Bonello. — Eu tinha prometido a ela que lhe diria como as coisas entre Dante e eu estavam progredido. Eu esperava que ela ficasse feliz em me ver.

Enzo não discutiu. Ele dirigiu o carro para a casa de Bibi e estacionou no meio-fio. — Você quer que eu espere?

Eu hesitei. — Você não se importa?

Enzo balançou a cabeça. — Esse é o meu trabalho. — Ele alcançou algo atrás de seu assento pegou uma revista sobre carros antigos.

— Não vai demorar muito, — eu disse, apesar de que Bibiana e eu poderíamos passar horas conversando.

Saí do carro e caminhei em direção à porta da frente. Toquei a campainha e esperei. Nada aconteceu por um tempo e eu estava prestes a voltar para o carro quando a porta se abriu.

Tommaso estava na minha frente. Meus olhos se arregalaram de surpresa, então de preocupação. — Olá Tommaso, — eu disse, forçando a minha voz para ser agradável. — Espero que eu não tenha vindo em um momento ruim. Eu queria falar com Bibiana. Ela está aí? — “Ela está bem?” era a pergunta que eu realmente queria fazer. Tommaso estava suado, sua pele vermelha e a braguilha ainda aberta. Uma sensação de pavor passou por mim.

Tommaso mostrou os dentes em um sorriso largo. Ele pegou minha mão entre as suas. — Ela vai descer em um momento. Nós sempre temos tempo para a esposa de Dante.

Lutei contra a vontade de me afastar. Sua pele estava úmida de suor e o pensamento de que o motivo de sua aparência amarrotada tinha algo a ver com o que ele estava fazendo com Bibiana me fez querer esfregar as palmas das mãos até que nenhum traço dele fosse deixado em mim. — Bibiana, ande logo. Valentina Cavallaro está aqui. — Como se Bibiana não soubesse quem eu era.

Eu cautelosamente puxei minha mão para fora das suas.

— Ouvi que você está tomando conta do cassino, — Tommaso disse curiosamente, com seus olhos de besouro me penetrando enquanto me observavam.

— Foi Raffaele que te disse isso?

Tommaso gargalhou. — Não foi ele que disse. Todo mundo está falando sobre isso. Eu não permitiria que Bibiana trabalhasse, mas Dante vem tentando mudar as coisas na Outfit há um tempo, mesmo antes de Fiore se aposentar.

Tentei descobrir se eu poderia interpretar suas palavras como traição, mas, infelizmente elas eram apenas leves críticas. Nada que levasse Dante a colocar uma bala na cabeça dele. — Até mesmo a Outfit tem que se manter atualizada com os tempos, — eu disse de forma neutra.

Bibiana apareceu no topo da escada com os cabelos bagunçados, blusa abotoada errada e sem sapatos. Tommaso piscou para mim. — Por favor, desculpe-me. Tenho uma reunião com Raffaele para discutir sobre as meninas de amanhã à noite.

Manter o sorriso foi quase doloroso e no momento em que ele estava fora de vista, eu tirei a máscara e corri em direção a Bibiana, que estava descendo as escadas. — Hey, tudo bem?

Ela engoliu em seco. — Podemos falar lá em cima? Eu realmente preciso de um banho.

— Claro, — eu disse rapidamente. Ela me deu um pequeno sorriso. Subi em silêncio ao andar de cima, tentando suprimir a minha indignação com Tommaso. Eu já estava procurando maneiras de fazer Dante matá-lo, o que era algo que eu jamais deveria considerar. Eu nunca tinha sido responsável pela morte de alguém. Mesmo se Tommaso fosse a escória da terra, eu não deveria querer vê-lo morto.

Bibiana me levou para o quarto. Fingi que não percebi os lençóis desfeitos quando a segui até o banheiro adjacente. Bibiana e eu já tínhamos nos visto nuas antes, especialmente quando éramos mais jovens, então eu não fiquei surpresa quando ela tirou a roupa na minha presença. Eu sentei na beirada da banheira.

— Se eu soubesse que Tommaso estava em casa, eu não teria vindo de novo.

— Não, — disse Bibiana. — Estou feliz que você está aqui. Dessa forma, pelo menos, Tommaso não foi para uma segunda rodada. — Meus olhos correram para as contusões nos seus quadris, coxas e braços. Baixei meu olhar e pisquei as lágrimas de raiva. Bibiana entrou no chuveiro e ligou a água. — Val?

Levantei-me e me aproximou do chuveiro. A expressão de Bibiana era suplicante. — Eu sei que não deveria perguntar isso, mas há algo que você pode fazer?

— Ele está fazendo algo que vai contra Dante ou a máfia? Qualquer coisa?

Bibi balançou a cabeça enquanto a água grudava seu cabelo escuro contra a testa. — Ele é leal ao Cavallaros.

Isso é o que eu suspeitava. — Dante não vai fazer nada a menos que ele seja um traidor, mas talvez possamos trabalhar nisso.

Os olhos de Bibiana se arregalaram. — Você iria enganar Dante se fizéssemos isso. Você não pode ir contra ele, Val. Eu não posso pedir isso de você. — Ela colocou um sorriso corajoso no rosto. — Eu estou sendo dramática. Mulheres têm passado por isso há séculos e todas elas sobreviveram.

Talvez, mas isso não significava que Bibiana devesse sofrer assim.

Ela saiu do banho e eu lhe entreguei uma toalha. — Vamos falar de outra coisa. Como vão as coisas entre você e Dante? Vocês dormiram juntos?

Eu balancei a cabeça, meu rosto aquecendo. — Duas vezes.

— E? Foi ruim?

— Não, na verdade, foi... — Eu parei, percebendo o que estava fazendo. Eu não podia falar sobre o quanto eu gostava de estar com Dante quando Bibi tinha acabado de ser montada pelo porco do seu marido. — Okay, — eu terminei sem entusiasmo.

Bibi me deu um olhar. — Eu conheço você Val. Eu posso dizer que você está mentindo. Você não tem que se segurar por causa minha causa. Eu sei que existem mulheres que gostam de sexo.

— Foi bom, — eu disse.

Bibi pegou minha mão e apertou. — Isso é bom. Você merece um pouco de diversão depois dos anos com Antonio.

Eu queria jogar meus braços em torno dela e abraçá-la, queria matar Tommaso por ela, mas ao invés disso eu simplesmente apertei sua mão de volta. — Um dia Tommaso vai desaparecer e então será a sua vez.

Ela assentiu com a cabeça, mas a falta de esperança em seus olhos me desanimou. — Ele tem 52 anos. Com a minha sorte, ele vai viver mais trinta. Eu serei velha e amarga, então.

 

***

 

Vinte minutos depois, eu estava de volta no carro com Enzo, indo para casa.

Quando paramos em frente ao portão, meus olhos foram atraídos para um homem que estava do outro lado da rua, e eu saltei em surpresa. Era Frank.