Bound by Duty
Capítulo Onze
Depois de um jantar de quase silêncio, exceto pelos poucos trechos de conversa sobre a minha visita ao cassino amanhã, Dante havia retornado ao seu escritório e eu tinha ido para a biblioteca, como estava se tornando um hábito. Em vez de escolher o livro didático russo, decidi ler um dos livros sobre jogos de azar e cassinos que enchiam as prateleiras, mas fui distraída pelo som de vozes masculinas que chegavam através das paredes. Não pareciam ser de Enzo e Taft, então eu assumi que Dante estava tendo uma reunião com outros membros da Outfit.
Quando fui para a cama, horas mais tarde, os corredores estavam escuros e Dante ainda estava em seu escritório. Imaginei que isso significava outra noite de trabalho até tarde. Será que Dante realmente ia me fazer pedir por um segundo momento de sexo?
***
Muito mais tarde fui acordada por uma mão no meu quadril. Meus olhos se abriram, mas eu só vi a escuridão. As cortinas estavam fechadas e permitiam que apenas uma lasca de luar penetrasse no quarto. Meu olhar encontrou o brilho pálido do despertador no criado-mudo. Era quase meia-noite. Eu estava dormindo há menos de uma hora. O que estava errado?
Percebi Dante pressionado contra as minhas costas, os dedos acariciando meu quadril. — Dante? — Eu sussurrei, torcendo a cabeça para olhar por cima do meu ombro, mas seu rosto estava coberto por sombras. Ele estava perto de mim, no entanto. Sua respiração se espalhava por cima do meu ombro, levantando os pequenos pelos dos meus braços. — O que está ac...
Ele me calou com um beijo feroz que me fez suspirar. Ele não hesitou; sua língua reivindicou minha boca. Eu tentei rolar para ficar de frente para ele, mas o peito firme de Dante contra minhas costas e seu apertou no meu quadril me mantiveram imobilizada. Seu beijo enviou ondas de excitação para o meu centro até que finalmente me afastei para puxar uma respiração profunda. Ele pressionou sua ereção contra a minha bunda. Exalei audivelmente. — Diga para mim que você não está dolorida, — ele retumbou no meu ombro antes de morder de leve o local.
Eu tremia. — Não, — foi tudo que consegui dizer, e não era nem mesmo a verdade, mas eu estaria condenada se lhe pedisse pra parar.
— Bom, — Dante rosnou antes de lamber minha garganta. — Me diga para parar, ou eu vou continuar.
Eu apenas ofeguei em resposta porque Dante cavou seu pênis na minha bunda novamente. Eu mal podia esperar para sair das minhas roupas e realmente senti-lo contra mim. Eu empurrei minha bunda para trás procurando fricção adicional, mas mais uma vez a mão de Dante no meu quadril me parou. — Não.
— Dante, eu realmente quero...
Seus lábios engoliram minhas palavras novamente e seus dedos me apertaram em advertência. — Eu quero que você fique em silêncio agora, a menos que seja para me dizer para parar. — Ele mordiscou meu pescoço. — Você faz o que eu digo, Valentina, ou me diz para parar. Existem apenas essas duas opções.
Eu balancei a cabeça, e ele deve ter sentido, porque era impossível de ver no escuro. Fiquei contente por Dante não saber como eu fiquei excitada pelo seu tom de comando.
— Muito bom, — disse ele em voz baixa. — Você ainda vai estar muito apertada hoje; é por isso que nós vamos devagar e levaremos o nosso tempo fazendo você ficar realmente molhada.
Eu não podia acreditar que o mesmo frio e contido Dante que eu conhecia estivesse me dizendo essas coisas. Eu queria lhe perguntar por que ele mudou de ideia. Será que uma noite juntos fez tanta diferença? Talvez ele tivesse aceitado o fato de eu saber o que eu queria. — Quero que você tire a roupa agora.
Houve apenas um momento de decepção quando percebi que Dante não ia me ajudar. Ele soltou meu quadril e eu rapidamente me sentei e puxei a camisola sobre a minha cabeça, então deslizei para baixo minha calcinha. Eu podia sentir seus olhos em mim. Me virei para ele, me perguntando se eu deveria lhe dar algum tipo de sinal, e essa ideia quase me fez rir, mas em seguida a cama se mexeu e eu pude ver Dante sair da cama e começar a se despir. Tudo estava tomado pela escuridão, mas pude ver sua impressionante ereção. — Sente-se na beirada da cama.
Eu deslizei para o seu lado da cama e me sentei na borda, nervosa, curiosa e animada, e quase explodindo de luxúria. Dante se aproximou até ficar na minha frente, sua ereção nivelada com meus olhos. Engoli em seco antes de poder evitar o som ao perceber o que ele queria fazer. O conselho de Bibiana passou pela minha cabeça, mas eu não tinha certeza se queria que Dante me fizesse agir de acordo com a vontade dele. Ele segurou meu rosto, a palma da mão quente um pouco áspera contra minha pele. — Quão longe você foi antes de mim?
Hesitei por um momento, mas supus que ele queria que eu respondesse, então eu falei. — Eu beijei Antonio algumas vezes e ele tocou meus seios algumas vezes também, mas isso é tudo que eu já fiz antes de você.
O silêncio encheu o quarto escuro. Meu batimento cardíaco acelerou, o tum-tum ficava visivelmente mais forte a cada segundo. Eu podia ouvir a respiração ritmada de Dante, nenhum sinal de que ele estava sexualmente excitado; exceto pela prova bem diante do meu rosto. — Quero que você chupe meu pau, Valentina.
Seu polegar escovou meus lábios, e então deslizou entre eles, separando-os ligeiramente. Ele esperou, e eu cutuquei o polegar com meu dedo mínimo antes de chupá-lo de leve, esperando que ele confirmasse que era isso que queria. Cheguei mais perto, até que a ponta da sua ereção roçou meus lábios. O polegar de Dante acariciou meu queixo, a palma da sua mão ainda cobrindo meu rosto. — Lamba em torno da ponta. — Pus a língua para fora e arrastei em torno da cabeça. A respiração de Dante estava engatada, mas esse era o único sinal de que minhas ações estavam tendo efeito sobre ele. — Agora lamba a parte de cima e mergulhe a língua na fenda.
Eu segui suas ordens dele e fui recompensada pela aceleração da respiração de Dante. Seu polegar no meu queixo apertou. — Abra a boca. — Eu separei meus lábios sem hesitação. Fiquei contente pelas ordens de Dante. Dessa forma, pelo menos, eu não estava fazendo nada atrapalhado e me envergonhando. Ele deslizou a cabeça de seu pênis na minha boca, de forma que tocava de leve na minha língua. — Feche os lábios em torno de mim e chupe devagar.
Fiz o que Dante disse enquanto ele acariciava meu queixo, então arrastou o polegar para cima até roçar o local onde seu pênis desaparecia entre meus lábios. — Eu gosto do meu pau na sua boca, — disse ele em voz baixa. — E eu amo que esse seja o único pau que você já chupou. — Ele deslizou mais profundo em minha boca, mas ainda não demais. — Vamos ver o quanto de mim você pode tomar. — Ele entrou centímetro por centímetro, até que bateu no fundo da minha garganta e eu gemi. Estendi a mão para sua ereção. Havia ainda alguns poucos centímetros dele que eu não coube na minha boca. Dante se afastou um pouco e depois empurrou algumas vezes entre meus lábios, a palma da mão em meu rosto para mantê-lo firme no lugar. — Com um pouco de prática, talvez você consiga me colocar todo na boca, mas por enquanto isso é suficiente. — Eu tremia de excitação. Alguém poderia gozar só de dar um boquete a outra pessoa?
Dante retirou sua ereção da minha boca e acariciou meus lábios com o polegar novamente. — Deite-se. — Me deixe cair sobre o colchão. Dante se ajoelhou, colocou as mãos sobre os meus joelhos e, em seguida, empurrou minhas pernas tão distantes quanto elas poderiam ir. — Coloque os calcanhares na beira da cama.
Deus, eu sabia o que ele ia fazer. Eu tinha lido muitas coisas sobre isso, mas não conseguia nem imaginar como seria a sensação.
Fiquei contente com o escuro. Dessa forma não me senti tão exposta. Ele colocou as palmas das mãos sob a minha bunda e me levantou ligeiramente. Eu parei de respirar quando senti seu hálito quente em minhas dobras molhadas. Dante lambeu em volta dos meus lábios lentamente. Eu empurrei meus quadris para cima, mas Dante ignorou minha súplica silenciosa e manteve sua provocação torturante. — Dante, — eu disse suplicante.
Ele apertou minha bunda e se afastou. — Não.
Eu apertei os lábios e então, finalmente, ele arrastou a língua por mim, passando por toda extensão. Eu gemia, não me importando se ele ia reclamar ou não. Ele alternava entre movimentos rápidos, leves e firmes, mais chupadas lentas, até que eu estava ofegante e à beira do clímax. Minhas mãos dispararam e se enterraram no cabelo de Dante, querendo pressioná-lo com mais força contra mim. Dante resistiu. Seus polegares se arrastaram até minhas dobras e as abriram. Com a ponta da língua, ele levemente circulou meu clitóris até que eu comecei a tremer, e em poucos segundos caí no meu orgasmo. Ele se sentou sem aviso prévio. Levou todo o meu autocontrole para ficar em silêncio.
— Se vire e fique de quatro.
Meus olhos se arregalaram com surpresa, mas eu rolei e me ajoelhei na cama.
— Se apoie nos cotovelos.
Eu fiz como ele disse. Agora minha bunda estava levantada no ar. A posição me fazia sentir estranha, e ainda mais exposta do que antes. Dante cutucou minhas pernas até que eu pude sentir o ar frio na minha entrada de trás, e então seus lábios estavam de volta ao meu centro. Gritei de prazer quando Dante mergulhou sua língua em mim e começou a me foder em um ritmo lento. Podia sentir cada movimento dele em mim, a leve aspereza da sua língua e a maneira como ele enrolava a ponta quando estava dentro de mim. Deixei meu rosto cair nos lençóis para parar os ruídos embaraçosos que escapavam dos meus lábios, mas quando Dante enfiou a mão na minha frente e começou a provocar meu clitóris com os dedos, nem mesmo os lençóis puderam abafar meus gemidos e suspiros. Projetei minha bunda ainda mais para cima, meus dedos se agarrando ao colchão quando outro orgasmo explodiu em mim, entorpecente e catalisador dos meus sentidos ao mesmo tempo. Minha respiração estava irregular. Minha pele estava úmida de suor, e meu coração batia freneticamente em meu peito. Ergui a cabeça para respirar com mais facilidade.
Dante estava atrás de mim, mas antes que eu pudesse vislumbrar por cima do meu ombro para ver o que ele estava fazendo, seus dedos agarraram meus quadris e ele me puxou para mais perto da borda da cama. Em seguida, sua ereção empurrou contra a minha entrada e meu corpo paralisou com surpresa.
Eu tinha lido que na posição de quatro os homens conseguiam ir mais fundo do que em outras posições. Eu ainda estava um pouco dolorida, e falta de intimidade com essa posição não me deixava muito a vontade. Queria o peito de Dante pressionado no meu.
Dante ficou imóvel, não tentando entrar em mim. Suas mãos deslizaram para minha bunda e me deram uma massagem suave. Eu relaxei um pouco, mas ainda estava tensa. Eu podia sentir como meus músculos internos estavam contraídos. Dante se inclinou sobre mim e passou um braço em volta da minha cintura antes de me puxar contra seu peito. Eu ainda estava de joelhos, mas agora a minha parte superior do corpo estava na posição vertical e Dante me segurava em seus braços. Ele esgueirou uma mão entre minhas pernas e começou a me provocar de novo enquanto a outra mão encontrou meus seios e os apalpou levemente. Apoiei a cabeça contra seu ombro, minha respiração se acalmando. Ainda estava tensa, mas no abraço de Dante, eu podia sentir meus músculos lentamente relaxando. Ele se inclinou para frente comigo e guiou seu pau para a minha abertura. Eu ainda estava contraída, mas não tanto quanto antes. — Qual é o problema? — ele murmurou contra a minha orelha. Ele não parecia impaciente ou frustrado, apenas curioso.
A vergonha fez meu estômago se contorcer. Minhas habilidades de sedução obviamente não eram das melhores, mas eu não conseguia mesmo nem mesmo transar de quatro com meu marido. — Eu não sei, — admiti calmamente. — Você não pode só empurrar para dentro?
— Claro que posso, mas quando você é tão apertada assim e está tão tensa como você está agora, vai doer muito. — Sua voz era calma, neutra, nenhuma dica sobre o que ele estava pensando da minha pergunta. Os dedos de Dante ainda estavam entre as minhas pernas, me acariciando e apertando levemente.
— Não me diga que você tem um problema em causar dor a outras pessoas, — eu provoquei em um sussurro ofegante quando formigamentos de prazer se espalharam através do meu núcleo.
— Não tenho, — ele disse simplesmente. Eu podia sentir a tensão enquanto seus dedos faziam mágica entre as minhas pernas. Ele aumentou a pressão sobre a minha abertura, a ponta do seu eixo deslizou para dentro e, ao mesmo tempo, gozei forte, meus músculos apertando o pau de Dante com força. Ele se inclinou um pouco mais, me pressionando para baixo e meus braços seguraram o peso do meu corpo sobre a cama enquanto eu ainda estava me recuperando do clímax intenso.
Dante mordeu meu pescoço. — Mas eu não quero te causar dor. — Ele beliscou meu mamilo e empurrou mais alguns centímetros em mim, me fazendo tremer devido às sensações de dor leve e prazer. — Pelo menos não além do que você gosta.
Ele se enterrou completamente em mim, então parou por um segundo antes de começar a bater em mim lentamente. Seus movimentos foram ficando gradualmente mais rápidos até que eu não tive escolha se não me apoiar nos cotovelos, caso contrário meus braços teriam cedido. Dante levantou o tronco, me afastando do calor do seu peito, e agarrou meus quadris. — Valentina, se toque, — ele pediu.
Levei um tempo para entender o que ele quis dizer. Estendi um braço sob mim e encontrei meu clitóris. Esfreguei freneticamente quando os movimentos de Dante ficaram mais duros. Ele puxava para trás, o máximo possível, e batia em mim outra vez, me fazendo gritar seu nome e apertar com mais força o meu botão inchado. Às vezes meus dedos roçavam seu pau, escorregadio com meus sucos, e ele gemia sempre que isso acontecia. Incentivada por isso, dobrei minha mão para poder me acariciar e esfregar seu pau ao mesmo tempo. Quando meus músculos se apertaram pelo orgasmo eu gozei forte, assim como Dante, que gozou com um gemido alto.
Ele desacelerou atrás de mim enquanto seu pênis bombeava em mim mais algumas vezes, e eu enterrei meu rosto nos lençóis. Meus braços doíam de sustentar meu peso. No momento em que Dante saiu de mim, eu rolei para deitar de costas, o meu peito arfante. Pude ver Dante se afastar da cama, como ele tinha feito da última vez, e então a luz no banheiro veio e ele desapareceu lá dentro. Ele não fechou a porta, no entanto. Eu deslizei para fora da cama e o segui rapidamente. Ele estava na frente do chuveiro, ligando a água. — Você vai tomar banho? — eu perguntei hesitante.
Dante olhou para mim por cima do ombro. Eu não me incomodei em cobrir meu corpo. Ele já tinha visto tudo. E ele não parecia ter vergonha da sua nudez. — Sim. Você pode se juntar a mim, se quiser.
Aliviada, corri até ele. Ele segurou a porta de vidro do chuveiro aberta para mim e eu escorreguei sob o jato quente do chuveiro. Dante se juntou a mim depois de um momento. Eu tomei meu tempo admirando seu corpo. Era a primeira vez que eu realmente podia dar uma boa olhada nele, sem roupa, e era um espetáculo para ser visto. Seu peito e abdômen eram levemente esculpidos e um rastro de cabelo loiro escuro descia para sua pélvis. Dante baixou a cabeça sob a água, então se virou de costas para mim para pegar o sabonete liquido. Havia uma tatuagem em seu ombro. Fiquei surpresa. Dante não parecia muito um tipo de cara que se tatuava. — “Não há bem sobre a terra; e pecado é apenas um nome. Venha, diabo. Para ti este mundo é dado”, — eu li a citação escrita em suas costas com letra cursiva em voz alta. Dante me encarou, uma expressão indecifrável em seu rosto.
— Isso não é uma perspectiva um pouco sombria sobre a vida? — perguntei.
Ele me entregou o sabonete. A barreira tinha se levantado entre nós outra vez, agora que não estávamos mais na cama, e eu não tinha certeza de como derrubá-la. Eu podia ver que Dante não permitiria isso. — Eu sou um homem do pecado, Valentina. Minha experiência me ensinou que a bondade raramente ganha. Se o diabo existe, ele é certamente o patrono da Outfit.
Debrucei-me contra a parede do chuveiro, franzindo a testa. — Não é nada que te impeça de ser um homem melhor.
Aquele sorriso frio estava de volta. — Há sim, a minha natureza.