Bound by Duty

Cora Reilly · Capítulo 24 de 24

Páginas do PDF

Bound by Duty

Epílogo

 

Afundei na água quente em nossa banheira com um suspiro. Anna tinha finalmente adormecido em seu berço e Gaby iria passar a noite com ela no quarto para se certificar de que estava tudo bem. Dante estava tendo uma reunião com meu pai no escritório. Embora eu suspeitasse que o aumento repentino de reuniões de curta duração fosse resultado da vontade de meu pai de ver Anna com mais frequência. Ele definitivamente não compartilhava da decepção de Fiore Cavallaro sobre ter uma neta em vez de um neto. Fazia apenas cinco semanas desde que eu tinha dado à luz a nossa filha e já não podia imaginar minha vida sem ela. Mas hoje eu precisava de um tempo para mim... E Dante. Felizmente Anna tinha atingido uma fase de longos trechos de sono ininterruptos. Ela às vezes dormia por até cinco horas sem chorar.

Eu me inclinei para trás na banheira e fechei os olhos, relaxando pela primeira vez hoje. Meus dedos formigaram para deslizar entre as minhas pernas e aliviar a tensão ali, mas não fiz isso. Fazia meses desde que Dante e eu tínhamos estado juntos, e esta noite eu queria que isso mudasse. Dante não tinha sido nada além de paciente, mas eu não deixei de notar que ele sempre ficava muito tempo no chuveiro. Eu não tinha que adivinhar o que ele estava fazendo. Agora que minha cicatriz tinha curado, eu não podia esperar para estar com ele novamente. Só que desta vez seria diferente. Pela primeira vez eu saberia que ele me amava enquanto nós fizéssemos amor, mesmo que ele nunca tivesse dito as palavras em voz alta. A maneira como ele olhava para mim e para Anna valia mais do que todas as declarações de amor faladas do mundo.

— Val? — Dante chamou quando eu o ouvi entrar no quarto um momento antes de eu decidir sair da banheira. Seus olhos pousaram sobre a curva dos meus seios, principalmente por estar coberta por bolhas de sabão. Ele parecia diabolicamente bonito em seu colete cinza escuro e calça de alfaiataria. Os dois primeiros botões de sua camisa branca estavam abertos e as mangas arregaçadas, revelando seus músculos. — Eu fui checar Anna. Ela está dormindo. Gaby está cantando para ela.

— Isso é ótimo, — eu disse com um sorriso. Como Dante havia sugerido, fizemos o quarto do bebê no quarto que ele dividiu com sua primeira esposa há muito tempo. Considerando que ele ficava a três portas do nosso próprio quarto, eu não teria que me preocupar que Gaby pudesse nos ouvir. Os olhos de Dante estavam praticamente transparentes de luxúria, mas ele só estava parado na porta. Seu autocontrole era maravilhoso, mas um pouco frustrante.

— Você parece cansada, — disse ele com cuidado. — Quer descansar um pouco? — seu corpo dizia algo muito diferente. A protuberância que crescia em suas calças era difícil de não notar.

Eu balancei a cabeça com um sorriso e me levantei, deixando a água e trilhas de bolhas de sabão escorrem pelo meu corpo nu enquanto parava diante de Dante. Seu olhar deixou um rastro escaldante na minha pele quando ele deslizou até o ápice entre as minhas coxas. Minha mão subiu para cobrir a cicatriz vermelha da cesária, com raiva por estragar meu baixo ventre. Eu sempre tinha encontrado uma maneira de esconder isso de vista de Dante até agora. O médico havia dito que iria melhorar com o tempo, mas nunca desapareceria completamente.

Dante caminhou em minha direção e gentilmente puxou minha mão, revelando a cicatriz a ele. — Não se esconda de mim.

— Eu não tinha certeza se você ia perder o tesão com a visão da minha cicatriz.

Dante riu, um som profundo e áspero em sua garganta. Ele agarrou minha cintura, com olhos famintos e possessivos. — Você parece uma deusa, Val. Sua cicatriz não te faz menos desejável para mim. Ou você acha minhas cicatrizes repulsivas? Eu tenho muitas delas.

— Não, claro que não. Mas você é homem. É diferente para as mulheres.

Dante levemente acariciou minha cicatriz. — Isso faz você ainda mais bonita para mim, porque eu sei como você a conseguiu.

Eu coloquei minhas mãos em seus ombros, encharcando sua camisa, mas Dante não pareceu se importar. Seus olhos continuavam vagando sobre o meu corpo. Eu me inclinei para frente e o beijei. — Eu preciso de você, Dante. Eu preciso tanto de você.

Os olhos de Dante brilharam com desejo. — Você tem certeza? Você já se recuperou o suficiente? Eu não quero te machucar. — Meu coração batia forte de amor por ele. Significou muito ele ter me feito essa pergunta, quando eu podia dizer o quanto ele queria me jogar na cama e me ter. Uma de suas mãos já tinha encontrado o seu caminho para a minha bunda, acariciando as nádegas de forma suave, mas muito provocadora.

— Você não vai, — eu disse. — Se nós formos devagar, tudo vai ficar bem. — A última coisa que eu queria fazer era levar as coisas devagar. Eu queria rasgar a roupa de Dante, lamber cada centímetro de sua pele e sentir seu pau batendo em mim uma e outra vez.

Dante não disse nada, só me ajudou a sair da banheira e me envolveu em um roupão macio. Ele me enxugou com do tecido grosso até que minha pele estava seca e minha respiração saindo em rajadas rápidas e ofegantes. Ele me levantou em seus braços e me levou para o quarto, onde me pôs sobre a cama. Meus dedos se curvaram em antecipação quando ele me encarou. Dante lentamente se arrastou na cama e pegou o cinto que segurava meu roupão. Com um puxou ele o tirou, e me deixou nua para os seus olhos. — Tão bonita, — disse ele asperamente. — Eu senti falta do seu gosto.

Suas palavras formaram uma piscina de excitação entre as minhas pernas e eu empurrei meus quadris em convite silencioso. Um sorriso curvou seus lábios antes que ele abaixasse a cabeça e beijasse meus seios, primeiro o esquerdo, então o direito, antes de fazer um caminho de beijos até o meu estômago. Endureci quando seus lábios roçaram a minha cicatriz, não porque doía, mas Dante não recuou. Minha hesitação pareceu deixar ele ainda mais determinado a prestar atenção especial a esta parte do meu corpo. Seus olhos correram para os meus quando ele pressionou um beijo contra a cicatriz. E seu olhar foi implacável até que meus músculos relaxaram sob seus lábios. Depois de mais um beijo rápido, ele se mexeu mais para baixo, empurrou minhas pernas afastadas e então mergulhou a língua entre minhas dobras. Eu gritei, já tão perto do orgasmo que podia sentir meus músculos das pernas tensos em antecipação. Depois de mais alguns golpes e estocadas suaves, minha libertação me agarrou. — Dante! — Enfiei meus dedos em seus cabelos, segurando-o contra mim, enquanto sucumbia ao prazer que ele estava me dando. Dante levantou o rosto e deu um beijo contra a minha coxa antes de se sentar. Eu fiz o mesmo, minhas mãos indo para o seu colete, o empurrando para baixo pelos seus ombros antes de começar a desabotoar sua camisa com as mãos trêmulas.

— Fique de pé, — eu pedi em um sussurro ofegante. Dante cumpriu, com um brilho nos olhos surpresos. Eu arranquei suas calças, puxando-a para baixo pelas pernas, deixando seu comprimento rígido saltar livre. Olhei para cima e encontrei o olhar de Dante quando o levei em minha boca, provando o pré gozo salgado na parte de trás da minha língua quando ele deslizou até o fundo da minha garganta. Dante gemeu. Ele deslizou para dentro e para fora da minha boca algumas vezes antes de dar um passo para trás, fora do meu alcance. — Isso é maravilhoso, mas eu vou gozar se você continuar. Você não sabe o quanto eu te quero, porra.

Dante estendeu a mão e eu aceitei sem hesitar, deixando que ele me puxasse para ficar de pé. Dante empurrou o roupão de banho dos meus ombros; ele caiu aos meus pés, e então eu abracei Dante, me pressionado contra seu corpo quente. Ele me empurrou até que a parte de trás das minhas pernas bateu na cama e eu caí no colchão macio. Dante se abaixou ao meu lado. Minhas sobrancelhas se juntaram em confusão quando ele me virou de lado. — O que você está fazendo?

Ele deslizou por trás de mim, pressionando seu peito contra as minhas costas, sua ereção escavando contra a minha coxa. — Nós vamos tentar uma nova posição. Ela vai fazer as coisas mais fáceis para você, e meu peso não vai te esmagar.

— Tudo bem, — eu disse, minha voz trêmula de emoção.

— Sua pílula já está fazendo efeito?

Eu balancei a cabeça rapidamente.

Dante acariciou meu pescoço com a boca enquanto sua mão viajou até meu peito, em seguida se arrastou pelo meu estômago até que escorregou entre as minhas pernas. Ele mergulhou um dedo, depois outro, me fazendo gemer.

— Você está pronta, — Dante rosnou. Eu estava mais do que pronta. Eu precisava dele desesperadamente. Meu corpo inteiro doía por ele. Dante moveu a mão ao longo de minha coxa antes de prender a mão debaixo do meu joelho e levatar minha perna até o meu pé estar apoiado na cama e as minhas pernas abertas em um amplo V. Ele me puxou ainda mais apertado contra seu corpo, guiando sua ereção em direção a minha abertura. Ele calmamente colocou seu pau para dentro de mim e eu fechei os olhos com a sensação de estiramento. A mão de Dante agarrou meu peito enquanto seus lábios beijaram debaixo da minha orelha e ele empurrou centímetro por centímetro em mim. Minha respiração ficou presa na garganta quando ele me encheu completamente. Ele soltou um suspiro duro. — Deus, você é tão apertada, Val.

Fazia muito tempo e meu canal apertado teve que se acostumar com o tamanho dele novamente. Dante fez uma pausa, nossos corpos se fundiram juntos, seu pau me alongando. Ele acariciou a minha lateral e a minha barriga. — Você está bem?

O encarei por cima do meu ombro, então reivindiquei seus lábios para um beijo antes de me afastar e sussurrar. — Eu senti falta disso. — Dante arrastou seus dedos pelas minhas dobras e gentilmente começou a desenhar círculos no meu clitóris sensível. — Por favor, — eu meio que implorei entre gemidos. E Dante me ouviu. Ele puxou quase todo o caminho para fora antes de bater de volta. Quando meus músculos internos relaxaram, ele se acomodou em um ritmo delicioso e lento. Parecia que éramos um, nos movendo contra o outro. Nossa respiração acelerou e enquanto Dante empurrava, me manteve em seu abraço, seus lábios mordiscando minha garganta. Eu não tinha certeza de quanto tempo nós fizemos amor assim, o prazer construindo lentamente até que eu cavei meus dedos no colchão, desesperada por libertação, e quando ela finalmente me reivindicou meus músculos se apertaram, levando Dante comigo, e ele se derramou em mim com um grito rouco.

Depois ele não puxou imediatamente para fora. Em vez disso, ele me envolveu em um abraço ainda mais apertado, nossos corpos ainda unidos. Minha respiração estava normalizando lentamente enquanto Dante deixava um rastro de beijos ao longo do meu pescoço até que ele segurou meu lóbulo da orelha entre os lábios. Eu gemi e me arqueei contra ele quando seus dedos brincaram entre as minhas coxas novamente.

— Que tal mais uma rodada? — disse ele com a voz rouca. Eu não podia fazer mais nada quando a outra mão beliscou meu mamilo e eu senti seu pau duro crescer em mim novamente. Ele saiu de mim, fazendo-me olhar para ele em confusão. Ele esfregou minha bunda levemente quando se sentou e abriu os braços em um convite. — Outra nova posição? — perguntei, excitada. O pau de Dante era tão forte e duro que descansava contra seu estômago firme. Me arrastei até ele e escarranchei sobre seus quadris antes de lentamente descer no seu comprimento. Eu passei meus braços em volta do pescoço de Dante, trazendo nossos peitos juntos e pressionei a boca na dele. Suas mãos seguraram minha bunda e me guiaram para cima e para baixo na sua ereção. — Olhe para mim, — ele disse com a voz rouca. Meus olhos se abriram, encontrando seu olhar aquecido. — Eu adoro ver seus olhos quando eu estou em você.

Mantivemos nossos olhares quando nossa respiração acelerou e meus movimentos se intensificaram, e quando eu gritei quando gozei, fui seguida pelos próprios gemidos roucos de Dante. Seu olhar era toda a declaração de amor que eu precisava, e agora já estávamos dispostos a nos separar, saciados e satisfeitos.

Dante lentamente se deitou, me levando com ele, então eu fiquei esticada em cima do seu corpo. Um sorriso bobo se espalhou no meu rosto quando baixei o olhar para Dante. Seu cabelo bagunçado, uma sombra de barba, sua expressão lânguida. Eu enterrei meu rosto na curva de seu pescoço, sussurrando, — Eu te amo.

Os braços de Dante se prenderam em torno de mim e ele deu um beijo no lado da minha cabeça. Fechei os olhos, ouvindo a cacofonia de nossos corações ecoando.

Ficamos deitados assim por um longo tempo. Eu não queria me mexer, mas eventualmente fomos para baixo do chuveiro.

Depois, fui até o quarto de Anna. Gaby estava sentada na cadeira de balanço lendo um livro, mas rapidamente se levantou quando nos viu.

— Você pode ir, — eu sussurrei. — Nós vamos ficar com ela o resto da noite.

Gaby assentiu e escapuliu, fechando a porta sem fazer barulho. Anna estava em seu berço, suas pequenas mãozinhas enroladas em punhos, e seu rosto tranquilo. Ela ainda era pequena, mas tinha crescido muito desde que tínhamos sido autorizados a trazê-la para casa do hospital, duas semanas atrás. Eu fui na ponta dos pés em direção ao berço e descansei as mãos na borda, me coçando para acariciar seu rostinho rosado, mas não queria acordá-la. Eu adorava olhar para ela nesses momentos de calma. Nunca me senti mais tranquila. Dante veio atrás de mim e passou os braços em volta da minha cintura, apoiando o queixo na minha cabeça. — Eu nunca vou deixar que nada aconteça com você ou Anna. Eu vou te proteger até o meu último suspiro. — Eu sabia que ele faria.

Levou um tempo e nós tivemos alguns contratempos ao longo da estrada, mas, finalmente, eu tinha o que eu sempre quis: um marido que se importava profundamente comigo e um lindo bebê que eu amava mais que qualquer outra coisa no mundo. Senti que finalmente tinha chegado onde eu deveria estar.

 

Fim!

Você terminou Bound by Duty

Cora Reilly

Livros como este

Depois do livro

Páginas que vieram com esta edição, guardadas aqui para consulta.