Bound by Duty

Cora Reilly · Capítulo 1 de 24

Páginas do PDF

Bound by Duty

Prólogo

 

— Não vire as costas para mim. Olhe para mim. Acho que mereço pelo menos esse pequeno respeito da sua parte, Dante.

A tensão irradiava dele quando se virou para mim. Ele não se aproximou, mas ficou me olhando. Pela primeira vez, ele não fingiu que eu era invisível. Seus olhos azuis vagaram por todo meu corpo exposto.

Meus mamilos endureceram no ar gelado de seu escritório, mas não fechei meu roupão de seda, apesar do impulso irresistível de me cobrir da análise fria de Dante. Seu olhar se demorou no ápice das minhas coxas um pouco de tempo a mais do que no resto do meu corpo, e uma pequena explosão de esperança me encheu. — Eu sou a sua mulher?

Suas sobrancelhas loiras se juntaram. — É claro que você é. — Houve a sugestão de algo que eu não podia definir em sua voz.

— Então reivindique seus direitos, Dante. Me faça sua.

Ele não se moveu, mas seus olhos deslizaram para os meus mamilos duros. Seu olhar era algo físico, como um toque fantasma na minha pele nua.

Eu não estava acima de implorar. Eu sabia que eu quase o tinha tido. Eu queria ter sexo essa noite. — Eu tenho necessidades também. Você prefere que eu encontre um amante e lhe alivie do fardo de me tocar? — eu não tinha certeza se eu poderia ir até o fim com isso. Não, eu sabia que não poderia ir até o fim, mas este ato de provocação foi a minha última opção. Se Dante não reagisse a isso, então eu não sabia mais o que fazer.

— Não, — ele disse bruscamente, irritação e possessividade romperam através de sua máscara perfeita. Ele apertou os lábios, travou a mandíbula, e caminhou em minha direção. Estremeci de necessidade e emoção quando ele parou na minha frente. Ele não estendeu a mão para me alcançar, mas eu pensei ter detectado uma faísca de desejo em seus olhos. Não era muito, mas o suficiente para me animar. Eu percorri a distância restante entre nós e enrolei meus dedos sobre os seus ombros fortes, pressionando meu corpo nu contra a sua frente. O material áspero do terno dele esfregou deliciosamente contra meus mamilos sensíveis, e deixei escapar um pequeno gemido. A pressão entre as minhas pernas era quase insuportável. Os olhos de Dante brilharam quando ele olhou para mim. Lentamente, ele passou um braço em volta do meu corpo e encostou a palma da mão contra a parte inferior das minhas costas.

Vitória me inundou. Ele não estava me ignorando agora.