Bound by Duty
Capítulo Quatorze
Frank? Eu reconheceria o seu cabelo vermelho e estatura magra em qualquer lugar. Enzo me lançou um olhar, mas eu rapidamente afastei meu olhar do ex-amante de Antonio, antes que ele percebesse. O que Frank estava fazendo aqui? Ele deveria saber melhor do que ninguém que não se deve rastejar em torno da casa de um membro da máfia, especialmente o chefe da Outfit. Mas, provavelmente Frank não sabia quem era Dante, a menos que Antonio tivesse revelado mais a seu amante do que eu estava ciente.
Tentei manter uma face neutra enquanto atravessávamos a calçada, mas eu não tinha certeza de que estava tendo sucesso. Enzo definitivamente tinha notado que algo estava errado e não parava de olhar em minha direção. — Obrigada por me pegar, — eu disse e saí do carro no momento em que ele parou na garagem. Uma vez dentro de casa eu fui para um dos quartos de frente para a rua, mas quando olhei para fora pela janela, Frank já tinha ido embora.
Eu tinha que descobrir uma maneira de entrar em contato com ele para descobrir o que ele queria. Mas como?
Eu não podia mais deixar a casa desacompanhada. E eu nem sabia onde Frank vivia, mas eu tinha a sensação de que ele iria aparecer novamente e em breve. Devia haver alguma coisa que ele precisava falar comigo. E se ele quisesse me chantagear?
Ótimo, agora a manipulação de Dante estava me deixando paranoica. Da próxima vez que Frank estivesse por perto eu simplesmente tinha que encontrar uma maneira de fugir de casa para falar com ele.
Uma batida me fez pular. A porta estava entreaberta e Gaby enfiou a cabeça. — O jantar está pronto, — disse ela timidamente. — Sr. Cavallaro está esperando por você.
— Ele não poderia ter me chamado ele mesmo?
Gaby corou. — Sinto muito. Ele me enviou aqui.
Toquei seu ombro enquanto eu passava por ela. — Não se preocupe. Não estou culpando você.
Ela seguiu alguns passos atrás de mim quando nos encaminhamos ao andar de baixo. Antes de entrar na sala, me virei para ela. — Você não tem que se arrastar atrás de mim. Podemos caminhar lado a lado, Gaby.
Ela assentiu com a cabeça antes de desaparecer pela porta que dava para a área dos empregados. Com um suspiro, entrei na sala de jantar. Dante estava sentado em seu lugar de sempre no final da mesa. Atravessei a sala e me dirigi ao meu lugar. Meu prato foi colocado na outra extremidade da mesa, como na outra noite. Por algum motivo isso me deixou imensamente zangada hoje. Parei ao lado da minha cadeira, mas não me sentei. — Por que eu deveria me sentar tão longe de você?
Dante levantou uma sobrancelha. — Você está com raiva?
— É claro que eu estou com raiva. Eu não quero fazer essas refeições como se nós fossemos dois estranhos. Você nunca tenta manter essa distância toda entre nós quando me fode. — A palavra fez minha pele arrepiar com desconforto, mas mantive minha postura.
Os olhos de Dante estreitaram apenas uma fração, sempre tão frios e calculistas. — Não fui eu quem insistiu em ter relações sexuais. Se bem me lembro, você foi bastante inflexível sobre isso.
Eu não podia acreditar que ele estava agindo como se não tivesse gostado. Talvez eu não fosse experiente, mas sabia que ele tinha aproveitado muito. Peguei meu prato e meus talheres e os coloquei no lugar ao lado dele, onde os bati com força contra a mesa, fazendo um barulho alto. Me sentei na cadeira e então olhei para Dante desafiadoramente.
— Por favor, diga a Zita para arrumar a mesa assim, de agora em diante.
— Se isso é o que você quer, — disse ele com indiferença.
Zita entrou e eu não tive a chance de dizer algo mais. Seus olhos correram de Dante para mim e um sorriso atravessou seu rosto. Eu realmente queria gritar. Ela pôs os pratos sobre a mesa. Nhoque de batata doce caseiro, manteiga de sálvia e carne de vitela. Ela demorou todo o tempo que quis antes de sair novamente.
Eu espetei um nhoque e o deslizei na minha boca, e então quase suspirei porque estava delicioso, mas eu não queria que Dante pensasse que eu já tinha amenizado a minha raiva em relação a ele.
Dante cortou a carne sem pressa. Meus olhos pousaram em suas mãos fortes, lembrando como elas se agarraram à minha pele, e me odiando por querer senti-las novamente, apesar de seu comportamento frustrante.
— Como foi a visita aos seus pais? — perguntou Dante, finalmente. Ele parecia tão blasé, eu não poderia nem mesmo contar isso como uma tentativa de compensar sua grosseria.
— Não meu pai lhe fez um relatório?
Dante deslizou um pedaço de carne de vitela em sua boca antes de pousar seu olhar em mim. — Falamos sobre negócios em nossas reuniões, — disse ele, e então um pouco mais nítido. — Eu não sei por que você está agindo como uma criança petulante. Se eu quisesse uma mulher que fizesse isso, então eu teria escolhido Gianna.
Eu deixei cair meu garfo com um som estridente. — Então talvez você devesse propor casamento a ela. E eu vou me casar com Matteo. Pelo menos eu ouvi dizer que ele não é um cold fish.
— Cold fish, hein? É assim que as pessoas me chamam?
— Elas te chamam de muitas coisas, mas essa é a descrição mais precisa do seu personagem que eu me deparei até agora.
— Então você está interessada em Matteo?
— Perdão? — a pergunta repentina me atrapalhou.
— Você dançou com ele no nosso casamento e parecia se divertir mais do que o habitual.
— Você está com ciúmes de Matteo?
— Eu não estou com ciúmes, não. Estou apenas tentando proteger o que é meu.
Isso parecia ciúme para mim. — Eu não sei por que você se importa. Você não parece estar interessado em mim para além do quarto, e mesmo que fosse, duvido que você ligasse muito. Acho que se você me pegasse na cama com Matteo ia apenas me dar um dos seus olhares frios e voltar ao trabalho. — Eu nem sequer tinha certeza de porque Matteo ainda era o assunto. Eu nunca estive interessada nele. Ele sempre foi muito imprevisível para o meu gosto.
— Eu iria voltar ao trabalho sim, — disse ele com um sorriso predatório. — Depois de esfaquear Matteo e vê-lo sangrar até a morte. — Ele tomou um gole de seu vinho branco.
Eu desisti. Obviamente, não era possível falar com Dante como marido e mulher. Nós comemos o resto do nosso jantar em silêncio, apenas quebrado pela raspagem das nossas facas nos pratos e o baque ocasional de quando apoiávamos nossas taças em sobre a mesa.
***
Eu estava meio dormindo quando Dante veio para cama. O colchão afundou e, em seguida, seu corpo quente pressionou contra o meu. Eu não me mexi. Dante empurrou meu cabelo para o lado e me deu um beijo quente no pescoço, e depois uma mordida suave. Eu estava agradecida por estar deitada com a barriga para baixo, então pude sufocar meu suspiro no travesseiro. Não queria que ele soubesse o quanto seu toque me afetava, o quanto meu corpo ansiava pelas suas investidas. Eu ainda estava brava com ele pelas suas palavras durante o jantar, mas meu corpo tinha vontade própria.
Dante não pareceu muito acanhado pela minha apatia. Ele arrastou a língua sobre as minhas omoplatas e ao longo da minha espinha até que a camisola ficou no seu caminho. Ele fez seu caminho de volta para cima e chupou meu ombro, dando beijos suaves até minha orelha. Ele trouxe seu corpo ainda mais perto, para que eu pudesse sentir sua ereção através do tecido da calça do pijama. Levou todo o meu autocontrole não estender a mão e enrolar os dedos em volta do seu eixo. Sua respiração era quente contra minha orelha quando ele a lambeu, me fazendo tremer de desejo.
Dante roçou meu pescoço com os nós dos dedos, então moveu a mão para baixo até que alcançou a dobra debaixo da minha bunda. Minha respiração vinha mais depressa e eu podia sentir minha calcinha ficando molhada no centro de minha excitação, mas ainda assim não me mexi. Desta vez não seria eu a pessoa a tomar a iniciativa.
Dante deslizou a mão para minha bunda antes de mergulhar entre minhas pernas. Ele gemeu quando seus dedos tocaram minha calcinha. Levou toda a minha força de vontade para não me pressionar contra sua mão por alguns atritos. Sua boca encontrou a minha orelha. — Eu sei que você está me ignorando, mas você deve aprender a controlar seu corpo se quiser ter sucesso.
Aquele desgraçado irritante.
Dante se sentou e empurrou minha camisola para cima antes de prender os dedos sob o cós da minha calcinha e puxá-la pelas minhas pernas. Levantei meu rosto do travesseiro e espreitei por cima do meu ombro. O quarto estava muito escuro. O luar prateado que fluía através das janelas lançava Dante em sombras, mas eu tinha certeza de que ele estava me observando. Então suas mãos estavam de volta em mim. Ele massageou minhas panturrilhas, trabalhando lentamente seu caminho para cima. Sua respiração era profunda e calma no escuro. Ele enfiou a mão entre minhas pernas e as separou. Eu enterrei meu rosto de volta no travesseiro quando seus dedos encontraram minhas pregas e ele começou a acariciar meu clitóris. Ele mudou de posição e então seus lábios estavam na minha bunda. Ele mordeu minha nádega levemente, e depois acalmou o local com a língua e os lábios. Eu quase tive um orgasmo ali mesmo. Em vez disso, afundei meus dentes no lábio inferior para segurar por mais tempo. Isso era bom demais para acabar tão cedo. Dante repetiu esses movimentos até que voltou para a minha garganta e eu era uma pilha desossada de desejo.
Separei minhas pernas ainda mais para ele, não me importando que apenas algumas horas atrás eu tivesse jurado para mim mesma ignorá-lo até que ele parasse de me tratar com essa distância fria do lado de fora do quarto, porque quando ele esfregava meu clitóris, a necessidade ultrapassava o raciocínio. Ele explorou minha umidade, abriu minhas dobras e deslizou dois dedos dentro de mim. Arqueei a bunda para cima para lhe dar melhor acesso à minha abertura. Ele começou a mover os dedos para dentro e para fora lentamente, ao mesmo tempo em que seus lábios continuavam suas investidas em minha garganta e meu ombro, sempre alternando entre mordiscar, lamber e beijar. Ele estava ofegante também. Isso tudo estava lhe afetando. Estendi a mão para a protuberância em suas calças e comecei a esfregá-lo através do tecido. Ele soltou uma respiração dura em meu ouvido. — Cada momento do dia eu penso nas coisas que eu quero fazer com você, me pego lembrando o seu gosto, seu cheiro. Às vezes eu acho que eu vou ficar louco se eu não me enterrar em você.
Eu choraminguei. Por que ele não podia me mostrar essa necessidade durante o dia? Por que ele tinha que agir como se eu não passasse de uma mulher carente? Ele enfiou os dedos mais rápido em mim e eu mexi os quadris contra eles, querendo que fossem mais profundo. Ele atingiu um ponto doce dentro de mim; um fogo lambeu minha barriga e meu núcleo, fazendo-me gritar quando o prazer me atravessou. Dante manteve bombeando em mim enquanto eu empurrava os quadris para cima desesperadamente, cavalgando as ondas do meu orgasmo. Eu caí contra o colchão, não tinha energia suficiente em mim para manter a bunda levantada. Os dedos de Dante continuavam enterrados em mim, mas eles agora se moviam lentamente, entrando e saindo quase com ternura.
Tomei algumas respirações profundas, tentando acalmar meu coração disparado, mas Dante tinha outros planos. Ele mudou de posição e lá estava o farfalhar de roupas, e então ele estava de volta ao meu lado. Ele se abaixou e raspou no meu ouvido. — Eu quero sentir sua boca quente outra vez.
Eu estremeci. Eu me torci parcialmente e me apoiei nos cotovelos. Nas sombras, pude ver a silhueta de Dante quando ele se ajoelhou na cama ao meu lado. Seu pau estava a centímetros do meu rosto, longo e duro, e esperando por mim. Dante emaranhou suas mãos no meu cabelo e me empurrou mais perto de sua ereção. Ele cheirava a limpeza, sabonete picante e fresco. Seu eixo roçou meus lábios e eu os separei e o tomei na boca, provando o pré-gozo salgado na ponta. Isso só impulsionou minha própria excitação. O homem de gelo estava ansioso por mim. Rodei minha língua ao redor do seu pau e depois mergulhei a cabeça na minha boca. Os dedos de Dante apertaram meu cabelo com mais força ao mesmo tempo em que ele fez um som profundo na garganta. Seu aperto não era só doloroso, era estranhamento erótico. Dante empurrou o pau em mim, e eu o levei mais e mais profundo em minha boca até engasgar, então o deixe deslizar todo o caminho para fora. Logo Dante pareceu querer assumir o controle da situação e começou a se meter dentro e fora da minha boca, lentamente no início, e depois mais rápido. Sua mão no meu cabelo me mantinha no lugar enquanto ele fodia minha boca. Eu cantarolava em aprovação. Isso foi muito mais quente do que eu poderia ter imaginado. Ter Dante fodendo minha boca, por cima de mim, guiando minha cabeça do jeito que ele queria me deu um enorme tesão, e eu comecei a mexer minha buceta contra os lençóis, tentando encontrar algum atrito.
A mão de Dante desceu no meu quadril, me prendendo no lugar. — Não, — ele disse, apertando a pele. Eu fiz um som de protesto, embora fosse difícil com seu pau na minha boca.
Dante tirou abruptamente, sibilando quando meus dentes passaram na sua carne. Ele agarrou um travesseiro e o colocou sob meus quadris. Então ele estava atrás de mim. Ele agarrou minha bunda e sua ponta cutucou minha abertura. — Porra. Você está tão molhada, Valentina. — Sem aviso, ele entrou em mim, me preenchendo completamente. Engoli em seco, arqueando quando um fio de prazer me atravessou. Dante ficou imóvel por um momento, enquanto esfregava minha bunda e a região lombar. Ele se inclinou para baixo até que seu peito estava pressionado contra minhas costas, prendendo-me sob o seu peso. Ele se apoiou nos cotovelos, cada um na minha lateral. Eu podia sentir cada centímetro dele. Não poderia ter me virado mesmo se eu quisesse. Inclinei a cabeça para o lado e encontrei os lábios de Dante para um beijo duro. Ele deslizou para fora de mim lentamente, até que apenas a sua ponta estava dentro antes de bater de volta. Logo ele estabeleceu um ritmo duro e rápido. Cada impulso de seu pênis fazia meus mamilos deslizarem sobre os lençóis, me fazendo arfar com a fricção. Suas bolas batiam em minhas dobras, enviando raios de prazer até meu clitóris.
Dante começou a ofegar. Seu peito estava escorregadio contra minhas costas. O som de suas coxas batendo na minha bunda a cada estocada enchia a escuridão, e se misturava com os meus gemidos desesperados que iam em espiral em direção ao meu segundo orgasmo. Eu tentei segurá-lo por mais tempo, mas Dante sorrateiramente colocou a mão debaixo de mim e jogou o polegar sobre meu clitóris. — Goze para mim, — ele sussurrou em meu ouvido.
Eu quebrei quando o prazer me devastou como um furacão. Dante se apoiou em seu braço e realmente começou a bater em mim, mais e mais rápido do que nunca. Eu arranhava os lençóis. Ele apertou as mãos nos meus quadris e levantou mais a minha bunda enquanto empurrava mais dentro de mim, seus dedos cavando quase dolorosamente minha pele. Eu afundei meus dentes no travesseiro quando senti os sinais de outro orgasmo ondulando através de mim.
Dante entrou em mim duro e soltou um gemido baixo, seus dedos enrijeceram contra meus quadris. Sua ereção aumentou no meu canal enquanto ele se derramava em mim e o fogo no meu ventre se alastrou por todo o corpo quando outro orgasmo me bateu. Dante caiu em cima de mim, deixando beijos no meu ombro e pescoço enquanto sussurrava palavras em um tom baixo demais para que eu pudesse ouvir. Fechei os olhos enquanto meu coração batia tão rápido que parecia querer pular para fora da caixa torácica. Eu provavelmente estaria dolorida amanhã, mas tinha valido a pena. Eu nem me importava mais que não tivesse mantido a minha promessa a mim mesma. Por que eu deveria me privar de um bom tempo para punir Dante? Eu só estaria punindo a mim mesma.
Dante estava ficando pesado. Virei a cabeça, na esperança de respirar mais fácil dessa maneira. Eu poderia lhe pedir para sair de cima de mim, mas eu sabia que no momento em que fizesse isso ele ia se afastar de novo, como sempre fazia. Eu queria me deliciar com a nossa proximidade um pouco mais, mesmo que isso significasse ser esmagada por seu peso. Eu sentia seu corpo quente e forte, e da forma como ele me pressionava, era difícil dizer onde um acabava e outro começava.
Dante levantou a cabeça e nossos lábios se encontraram para outro beijo lânguido e sem pressa, quase doce, mas, em seguida, ele rolou de cima de mim. Me virei para ficar de frente para ele. Ele estava deitado de costas, olhando para o teto. Estava escuro demais para ver a sua expressão. Eu cautelosamente me aproximei e descansei minha cabeça em seu peito. Ele ficou tenso e eu me preparei para a sua rejeição. Meu próprio corpo enrijeceu em antecipação, mas ela nunca veio. Ele relaxou, passou um braço em volta do meu ombro e eu finalmente ousei me aconchegar mais perto dele. Tomei uma respiração profunda, saboreando seu aroma quente que estava se tornando cada vez mais familiar; era uma mistura, algo entre almíscar e sexo. Minha mão foi até seu estômago e eu acariciei levemente. Será que o escuro o tornava mais acessível? Isso o fazia esquecer quem ele era, quem ele queria ser?