Clio-Psyché: discursos e práticas na história da psicologia

Sobre os autores

 

Adelaide Lucimar Fonseca Chaves — Graduada em Psicologia pela Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC, Brasil). Estagiou no Serviço de Saúde Mental de Trieste (Itália). Colaborou em um convênio patrocinado pela Organização Mundial de Saúde OMS/OPAS, de intercâmbio no campo saúde mental entre a Itália (região Emília Romana) e a América Latina (Brasil).

Adjane da Silva Batista — Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense. Graduanda em Psicologia pelas Faculdades Integradas Maria Thereza (FAMATH, Brasil), com especialização em Gestão e Supervisão Escolar pelo Instituto Superior de Educação La Salle.

Alexandre de Carvalho Castro — Doutor, mestre e graduado em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Brasil). Também é mestre em Tecnologia pelo CEFET. Professor do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção e Sistemas e do Programa de Pós-graduação em Relações Étnico-Raciais do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET, Brasil).

Ana Maria Jacó-Vilela — Doutora em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP, Brasil), com pós-doutorado em História e Historiografia da Psicologia pela Universitat Autònoma de Barcelona (UAB, Espanha). Mestre em Psicologia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio, Brasil). Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil). Professora associada do curso de graduação em Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Brasil). Coordenadora do Laboratório de História e Memória da Psicologia (Clio-Psyché), na UERJ. Participou da criação e coordenou o GT de História Social da Psicologia na Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP) e a Red Iberoamericana de Investigadores en Historia de la Psicología (RIPeHP), tendo assumido a presidência e a direção de algumas congregações brasileiras e internacionais ligadas à psicologia. Atualmente é Secretária Executiva para a América do Sul da Sociedad Interamericana de Psicología (SIP) e Presidente Eleita da Divisão 18 (History of Psychology) da International Applied Association of Psychology (IAAP), 2014-18.

Andressa Maciel Corrêa — Graduanda em Psicologia pelas Faculdades Integradas Maria Thereza (FAMATH, Brasil) e em Filosofia pela Universidade Federal Fluminense (UFF, Brasil).

Anette Hoffmann — Doutora em Fisiologia Geral pela Universidade de São Paulo (USP, Brasil), com pós-doutorado pelo Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS, França). Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC, Brasil). Professora colaboradora sênior da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, sede Ribeirão Preto (USP-Ribeirão Preto, Brasil), onde foi professora titular do Departamento de Fisiologia.

Annette Mülberger — Doutora em História da Psicologia pela Universitat Autònoma de Barcelona (UAB, Espanha), com pós-doutorado pelo Institut für Geschichte der Neueren Psychologie pela Universität Passau (Alemanha). Professora de História da Psicologia da Faculdade de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em História da Ciência da Universitat Autònoma de Barcelona (UAB, Espanha), e coordenadora do Máster Erasmus Mundus Phoenix Dynamics in Health and Welfare.

Arrigo Leonardo Angelini — Doutor com livre docência em Psicologia educacional, e graduado em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP, Brasil). Possui residência médica pela University of Michigan e aperfeiçoamento em Psicologia pela Universidad de Chile. Professor colaborador da Bradley University (Estados Unidos) e presidente da Academia Paulista de Psicologia (Brasil). Professor e colaborador de universidades brasileiras e estrangeiras, dirigiu o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP, Brasil), foi membro de diversas associações de psicologia no Brasil e no mundo, participou da criação da lei do psicólogo e da criação do Sistema Federal de Psicologia e foi o primeiro presidente do Conselho Federal de Psicologia.

Carla Luiza Oliveira — Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil). Graduada em Psicologia pela Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas, Brasil). Psicóloga do Laboratório de Direitos Humanos e Transdisciplinaridade (LADHT) do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil).

Cristiana Facchinetti — Doutora e mestre em Teoria Psicanalítica, e graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil), com pós-doutorado em História das Ciências e da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ, Brasil). Pesquisadora do Departamento de Pesquisa e professora do Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde, ambos da Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz (COC/FIOCRUZ, Brasil). Professora do Programa de Mestrado Profissional em Atenção Psicossocial do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB, UFRJ, Brasil). Membro de associações nas áreas de psicologia, psiquiatria e história das ciências, foi coordenadora da Red Iberoamericana de Investigadores en Historia de la Psicología (RIPeHP) entre os anos de 2015 e 2017.

Dayanna Salomão — Graduanda em Psicologia pelo Centro Universitário Newton Paiva (CNP, Brasil).

Dayse de Marie Oliveira — Doutora e mestre em Psicologia Social, com pós-doutorado na mesma área, e graduada em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Brasil). Psicóloga da Força Aérea Brasileira (FAB, Brasil).

Ernesto Venturini — Mestre em Administração e Gestão do Serviço Sanitário pela Università di Bologna (UNIBO, Itália). Graduado em Psiquiatria pela Universitàt Cattolica di Roma (UCR, Itália), com residência médica pela Università degli Studi di Pavia (UNIPV, Itália). Foi colaborador de Franco Basaglia (1924-80) no processo da reforma psiquiátrica na Itália. Colaborador de universidades italianas e estrangeiras, ocupou cargos públicos na área de saúde pública na Itália e colaborou com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fernando Lacerda Júnior — Doutor e graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas, Brasil). Professor adjunto do curso de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG, Brasil). Presidente da Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP, Brasil).

Francisco Teixeira Portugal — Doutor em Psicologia Clínica, mestre em Psicologia e graduado em Engenharia elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio, Brasil), com pós-doutorado em História, Teorias e Sistemas em Psicologia pela Northwestern University (Estados Unidos). Graduado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil). Professor associado do curso de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil). Secretariou associações regionais e nacionais ligadas à pesquisa em psicologia e foi editor da NAU Editora. Colabora em projetos editoriais de livros na área de história da psicologia.

Glaucia Rodrigues da Silva — Graduada em Psicologia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM, Brasil).

Gregorio Baremblitt — Graduado em Psiquiatria, com livre docência, pela Universidad Nacional de Buenos Aires (UBA, Argentina). Pioneiro nas áreas da Esquizoanálise e da Análise Institucional no Brasil, desde que se mudou para o país, fugindo da ditadura militar em seu país natal, Argentina. Fundou diversas associações nessas áreas tanto no Brasil quanto na Argentina, com destaque para a Plataforma (Argentina), primeira organização no mundo separada da Associação Psicanalítica Internacional, o Instituto de Psicanálise Grupos e Instituições (IBRAPSI, Brasil), o Instituto Felix Guattari (Brasil) e a Fundação Gregorio Baremblitt (Brasil).

Helio Carpintero — Doutor em Filosofia e Letras pela Universidad Complutense de Madrid (UCM, Espanha). Professor de História da Psicologia da Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED, Espanha) e membro da Real Academia de Ciencias Morales y Politicas de España (Espanha). Possui títulos de Doctor Honoris Causa em inúmeras universidades e é membro de diversas comunidades científicas. Foi fundador e primeiro presidente da Sociedad Española de Historia de la Psicología (Espanha).

Henrique Galhano Baliero — Graduado em Psicologia pelo Centro Universitário Newton Paiva (CNP, Brasil). Membro do Instituto Felix Guattari/Fundação Gregório Baremblitt (Brasil).

Hildeberto Vieira Martins — Doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP, Brasil). Mestre em Saúde Coletiva e graduado em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com aperfeiçoamento em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil). Professor adjunto do curso de Psicologia do Departamento Interdisciplinar de Rio das Ostras, da Universidade Federal Fluminense (UFF-Rio das Ostras, Brasil).

Hugo Klappenbach — Doutor em História pela Universidad de Buenos Aires (UBA, Argentina). Graduado em Psicologia pela Universidad del Salvador (Argentina). Professor titular de História da Psicologia da Universidad Nacional de San Luis (UNSL, Argentina). Membro de diversas associações de psicologia, é presidente da Sociedad Interamericana de Psicología (SIP).

Igor Teo Rodrigues — Mestrando do Programa de Pós-graduação em Psicanálise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Brasil). Graduado em Psicologia pela mesma universidade.

Juan Alberto Litmanovich — Doutor em História pela Universidad Iberoamericana (IBERO, México), e mestre em Teoria Psicanalítica pelo Centro de Investigaciones y Estudios Psicoanalíticos (CIEP, México). Psicanalista. Membro de associações nacionais e internacionais na área de psicanálise e psiquiatria e colabora com várias universidades. Professor da Universidad Autónoma del Estado de México (UAEMéx).

Julio Cesar Cruz Collares da Rocha — Doutor e mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil), com pós-doutorado em Psicologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Graduado em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá (Brasil). Professor do curso de mestrado e de graduação em Psicologia da Universidade Católica de Petrópolis (UCP, Brasil).

Lélio Fernando Martins — Doutor em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Brasil). Mestre em Psicologia e graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio, Brasil). Graduado em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF, Brasil). Professor do curso de Psicologia das Faculdades Integradas Maria Thereza (FAMATH, Brasil).

Lucia Rossi — Doutora em Psicologia e professora titular de História da Psicologia na Universidad de Buenos Aires (UBA, Argentina). Membro de associações nacionais e estrangeiras na área de História da Psicologia.

Maira Allucham Goulart Naves Trevisan Vasconcellos — Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Brasil). Mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP-Ribeirão Preto, Brasil). Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas, Poços de Caldas, Brasil). Membro de associações na área de História da Psicologia.

Márcio Luis Costa — Doutor e mestre em Filosofia pela Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM, México). Graduado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas do Mato Grosso (FUCMT), hoje, Universidade Católica Dom Bosco (UCDB, Brasil). Professor titular dos cursos de Graduação em Psicologia e em Filosofia e do Programa de Mestrado e Doutorado em Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco, onde também atua como coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Psicologia e como membro permanente do Comitê de Ética em Pesquisa, tendo sido reeleito como Presidente para o mandato de 2016-2018.

María Andrea Piñeda — Doutora em Psicologia pela Universidad Nacional de San Luis (UNSL, Argentina), onde é professora da Faculdade de Psicologia e dirige o Museu de História da Psicologia. Membro de associações nacionais e estrangeiras na área de História da Psicologia.

Maria Lúcia Boarini — Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP, Brasil). Mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica São Paulo (PUC-SP, Brasil), com especialização em Fundamentos da Educação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM, Brasil). Graduada em Psicologia pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC, Brasil). Professora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Estadual de Maringá. Criou o periódico científico Psicologia em Estudo. É membro de diversas associações na área de Psicologia.

Maria Stella Brandão Goulart — Doutora em Sociologia e Política, mestre em Sociologia e graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil), com especialização em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENS/FIOCRUZ, Brasil). Professora do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFMG e preside a Comissão Institucional de Saúde Mental dessa universidade.

Marina Massimi — Doutora e mestre, com livre docência, em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (USP, Brasil). Possui pós-doutorado pela Universidade de Coimbra (UC, Portugal). Graduada, com especialização, em Psicologia pela Università degli Studi di Padova (UNIPD, Itália). Professora titular da Universidade de São Paulo. Vice-presidente da Sociedade Brasileira de História da Psicologia (Brasil) e membro da Academia Ambrosiana (Itália).

Nádia Maria Dourado Rocha —Doutora e mestre em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo (USP, Brasil). Graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFB, Brasil) e em Pedagogia pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Brasil). Professora da Faculdade Ruy Barbosa (FRB, Brasil).

Pedro Henrique Costa de Resende — Doutorando do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, Brasil). Mestre e graduado em Psicologia, e graduado em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ, Brasil). Professor substituto do curso de graduação em Psicologia da UFSJ.

Renato Mattarelli — Graduado em Psicologia, com especialização em Metodologia do Ensino Superior, pela Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC, Brasil). Gerente de projetos da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (Brasil).

Rodrigo Lopes Miranda — Doutor, mestre e graduado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil), com pós-doutorado em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP, Brasil). Professor do Programa de Pós-graduação em Psicologia e coordenador do curso de Pós-graduação Latu Sensu em Terapia Analítico-Comportamental da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB, Brasil). Membro de associações nacionais e estrangeiras na área da psicologia, é editor da revista Psicologia e Saúde.

Rosa Falcone — Doutora em Psicologia pela Universidad de Buenos Aires (UBA, Argentina), onde atua como professora adjunta. Membro de associações nacionais e estrangeiras na área de História da Psicologia.

Rubén Ardila — Doutor em psicologia experimental pela University of Nebraska-Lincoln (Estados Unidos). Fundou a Revista Latinoamericana de Psicología em 1969 e foi seu editor durante três décadas. Publicou vários livros e artigos sobre a psicologia latino-americana e sobre a psicologia internacional. Foi presidente da Sociedade Interamericana de Psicologia (SIP) e de outras associações científicas e profissionais. Realiza trabalhos em história da psicologia, buscando dar visibilidade internacional à psicologia latino-americana. Atualmente é presidente da Divisão de História da Psicologia Aplicada de International Association of Applied Psychology (IAAP). Seu livro mais recente é: Psychology in Latin America; current status, challenges and perspectives.

Saulo de Freitas Araujo — Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, Brasil), com pós-doutorado pela Universitat Autònoma de Barcelona (UAB, Espanha). Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR, Brasil) e graduado em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, Brasil). Professor associado do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde é diretor do Núcleo de História e Filosofia da Psicologia Wilhelm Wundt (NUHFIP).

Tomás Caycho-Rodríguez — Doutorando em Psicologia na Universidad de San Martín de Porres (USMP, Peru). Mestre em Psicologia Educativa e graduado em Psicologia pela Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM, Peru). Professor pesquisador da Universidad Privada del Norte (UPN, Peru). Membro de associações nacionais e estrangeiras na área de Psicologia, foi membro fundador da Sociedad Peruana de Historia de la Psicología (SPHP, Peru).

Walter Melo — Doutor em Psicologia Social, com residência em Psicologia Clínico-Institucional, e graduado em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Brasil). Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio, Brasil). Professor associado do Departamento de Psicologia, do Programa de Pós-graduação em Psicologia e do Programa Interdepartamental de Pós-graduação Interdisciplinar em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ, Brasil). Coordenador do GT Epistemologia e Interfaces da Psicologia Analítica da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa (ANPEPP).

Notas

 

Capítulo 5 - Intercâmbios

 

internacionais na história da

 

psicologia: O programa de

 

investigação transcultural da IUPsyS

 

no contexto da Guerra Fria

 

1. N. T.: A era moderna da psicologia transcultural começou logo

após o término da Segunda Guerra Mundial. Sua rápida expansão pode ser atribuída a uma motivação compartilhada para entender os horrores gerados pela guerra e expandir o horizonte intelectual da psicologia, para além das fronteiras paroquiais e nacionalistas. Com o crescimento da relevância de estudos que acompanhavam a Guerra Fria em perspectivas internacionais, o estudo do comportamento humano num contexto cultural evoluiu de maneira particularmente rápida.

↩

2. N. T.: Durante ao menos uma geração após o nazismo ter

dominado a Alemanha, a psicologia, fora dos Estados Unidos, tinha pouca relevância, permitindo que a América do Norte assumisse cada vez mais a liderança. O trabalho histórico que traz a estampa desse período naturalmente equacionou a celebração de certa concepção de ciência com a celebração da psicologia como uma ciência americana.

↩

3. N. T.: As teorias psicológicas Americanas tornaram-se

dominantes na Europa, particularmente na Alemanha.

↩

4. N. T.: podemos dizer que as realizações científicas dos Estados

Unidos mantiveram-se onipresentes como ponto de referência e

uma constante fonte de pressão para mudanças na Europa, ao mesmo tempo que o reconhecimento das conquistas europeias nos EUA era fonte essencial de credibilidade e capital científicos.

↩

5. N. T.: categoricamente, a tentativa de uma nova fusão da

psicanálise na psicologia geral.

↩

6. N. T.: energia e originalidade da pesquisa feita na França e em

países de língua francesa.

↩

7. N. T.: Em grande parte, meus esforços foram bem sucedidos e,

após um período de declínio, a psicologia francesa agora está recuperando um lugar honroso no campo internacional. O seu crescimento, no entanto, tem sido lento, e muito longe do objetivo que eu esperava para ser totalmente satisfatório.

↩

8. N. T.: primeiro, existe uma heterogeneidade evidente sobre o

objeto de estudo da psicologia; segundo, existe uma falta de unidade associada com a dispersão territorial do tema.

↩

9. N.T.: Depois de uns quinze anos, a psicologia entrou em uma

nova era. Essa data aproximadamente de 1878, época duplamente importante para a psicologia, uma vez que é a época em que, na Alemanha, Wundt abriu o primeiro laboratório de psicologia experimental, e também em que, na França, Charcot inaugurou suas pesquisas sobre o hipnotismo em histéricas. Mais ou menos ao mesmo tempo, Ribot fundou a Revue Philosophique, e deu um grande impulso aos estudos de psicologia experimental na França.

↩

10. N. T.: Foi criado um Comitê Internacional Permanente que se

reuniria por volta do Natal de 1891 para recolher as propostas e estudar o programa do Congresso. Esse Comitê foi composto pelos Srs. Beaumis, Benedikt, Bertrand, Bernheim, Danilewsky, Delboeuf, Espinas, Forel, Ferrari, Galton, Gley, Grote, Grüber, Herzen, W. James, Lombroso, Marillier, Mumsterberg, Myers,

Neiglick, Ochorowicz, Ribot, Ch. Richet, Schrenck-Notzing, Sidgwick, Sperling. Foram escolhidos apenas aqueles presentes no Congresso para ser garantida a sua aceitação.

↩

11. N.T.: Preocupados com o estatuto científico da psicologia em

seus países, todos os três [Piéron, Michotte e Piaget] sentiram a necessidade de separar a União de duas tendências que ainda ameaçavam a psicologia científica em alguns países da Europa: (1) certas formas literárias ou filosóficas de psicologia, e (2) certas práticas psicoterapêuticas. Psicólogos de língua inglesa permitiram-se ser persuadidos, e a União foi formada com o nome de International Union of Scientific Psychology/Union Internationales de la Psychologie Scientifique.

↩

12. N. T.: Depois da Segunda Guerra Mundial, a pura e simples

necessidade de coordenação global multiplicou as organizações internacionais.

↩

13. N. T.: psicólogos de todo o mundo a dedicar suas energias e

habilidades específicas à compreensão científica e redução de tensões internacionais.

↩

14. N.T.: investigações das dimensões psicológicas das relações

internacionais na era nuclear.

↩

15. N.T.: Após a Segunda Guerra Mundial, o campo das Relações

Internacionais estava alcançando independência em relação à Ciência Política, ganhando território como disciplina no meio acadêmico dos Estados Unidos com abordagens realistas das Relações Internacionais e enfatizando a importância de variáveis sistêmicas para compreender os conflitos.

↩

16. N. T.: o estudo experimental do comportamento humano.

↩

17. N.T.: Quando nós tentamos realizar um experimento

envolvendo o comportamento humano, somos constantemente

frustrados porque podemos manipular apenas um pequeno conjunto de variáveis irrelevantes, e porque o período durante o qual podemos observar seus efeitos é muito curto. Para escapar dessas limitações temos recorrido a estudos com animais, o que gera uma consequente redução no alcance e na complexidade dos fenômenos que nos são acessíveis. Há uma alternativa cujo valor tem se tornado mais e mais aparente, a saber, explorar as variáveis cuja natureza gerou diferenças na ecologia, na cultura e na linguagem. Essa abordagem não é nova, porém uma especificação mais adequada das variáveis tornou-se possível por meio do crescimento da antropologia e da linguística. Podemos agora empreender um estudo de processos psicológicos básicos, o que é nosso real interesse, muito mais preparados que nossos predecessores para acessar os efeitos de longo prazo de condições ambientais complexas em diversos aspectos do comportamento.

↩

18. N.T.: decidiu que era apropriado para um organismo mundial

como o nosso encorajar estudos comparativos dessa espécie e, como primeira etapa, providenciaríamos um jornal no qual eles poderiam ser publicados.

↩

19. N. T.: A década de 1960 viveu uma expansão contínua e

acelerada, que se refletia no crescimento de publicações: o Journal of Social Psychology publicou muitos estudos transculturais iniciais; o International Journal of Psychology, dedicado principalmente a tópicos transculturais e transnacionais, apareceu pela primeira vez em 1966, e foi seguido em 1970 pelo Journal of Cross-Cultural Psychology. (Tradução do original pelo autor).

↩

20. N. T.: Esse tipo de análise ilustra a evidência de diferenças

interculturais que podem ser isoladas pelo pesquisador para estudo posterior. Evidentemente, como psicólogos que possuem apenas um conhecimento superficial das diversas culturas que estudamos, não podemos oferecer explicações adequadas para resultados dessa natureza. A cooperação entre

cientistas sociais de vários campos e vários países não é apenas desejável, mas necessária, no estudo comparado de culturas.

↩

21. N.T.: Parece-nos que uma repercussão crítica do estudo de

Festinger e Carlsmith foi adequada por diversas razões. Em primeiro lugar, há, especialmente no estudo de determinantes sociais no comportamento humano, um interesse crescente em pesquisas interculturais.

↩

22. N. T.: Os resultados serão organizados por variáveis, tais como

idade, gênero, classe social, variáveis culturais (definidas pelas variações étnicas, nacionais e de classes sociais entre países) e variáveis psicológicas (como culpa, internalização de normas adultas etc.). Os dados serão analisados para determinar em que medida comportamentos agressivos e conformidade perante pares e autoridades adultas são determinados e de que maneira podem ser previstos por variáveis culturais, sociais e psicológicas construídas no projeto do estudo.

↩

23. N. T.: Em uma palavra, a psicologia que desenvolvemos em

nossos meios, caracterizada por uma determinada cultura, uma certa língua, etc., permanece essencialmente especulativa tanto que não temos produzido o material comparativo necessário a título de controle.

↩

24. N. T.: Psicólogos compartilham com outras pessoas de boa

vontade um horror à guerra nuclear, e um desejo de viver em um mundo de paz e compreensão internacional. Eles reconhecem, junto com biólogos e cientistas sociais, o dever de considerar as implicações práticas dos resultados de suas pesquisas assim como do conhecimento técnico adquirido. Eles carregam, contudo, uma responsabilidade especial nesse momento da história da humanidade. Sua disciplina é direcionada sobretudo à preocupação com o homem e o comportamento humano: eles estão envolvidos profissionalmente em ajudar os homens a realizar seus

potenciais, ao facilitar seu desenvolvimento mental e social. É certamente razoável requerer que psicólogos se tornem profissionais preocupados também com a sobrevivência do homem.

↩

25. N. T.: É por essa razão que o Comitê Executivo da União

Internacional da Ciência Psicológica endereçou aos membros de suas trinta sociedades nacionais, representando uma ampla gama de distribuições geográficas e de sistemas sociais e econômicos, assim como a psicólogos ao redor do mundo, o seguinte apelo: que eles, como psicólogos, ativamente direcionem suas energias profissionais para reduzir a ameaça de uma nova guerra, e para aumentar as chances de paz ao redor do mundo.

↩

26. N. T.: O Comitê Executivo também decidiu que, por ocasião do

Congresso de Moscou, deverá ser realizada uma reunião para que se discuta a possibilidade de ação pela União. Concordou-se que a reunião deverá ser relativamente pequena (se possível, uma verdadeira mesa-redonda), porém o mais representativa possível. Roger Russel, Secretário Geral da União, enviou uma carta para todos os membros das sociedades nacionais, solicitando sugestões de nomes para participarem da reunião. Em nome do supracitado Comitê, eu então escrevi a todos esses nomes que foram sugeridos, convidando-os também para atender à mesa-redonda, e se possível para preparar uma breve declaração em resposta às duas seguintes questões: 1) O que você considera como possíveis contribuições da psicologia à melhoria das relações internacionais? 2) Que tipo de pesquisa, particularmente de natureza internacional, você gostaria de ver desenvolvida em um curto prazo?

↩

27. N. T.: as principais causas das tensões internacionais se

encontravam em condições objetivas, os psicólogos têm a obrigação profissional de indicar o papel desempenhado pelos fatores subjetivos .

↩

 

Capítulo 7 - Emilio Mira y López e a

 

revolução social: “É melhor morrer de

 

pé do que viver de joelhos”

 

1. Lema popular da propaganda do governo republicano na última

fase da disputa e que aparece na obra de Mira y López analisada neste teste (1960, p. 188).

↩

2. Em 1933, o Patronato da Universitat Autònoma de Barcelona

incluiu, pela primeira vez na Espanha, a disciplina Psiquiatria e Neurologia no currículo dos estudos médicos, tendo sido Mira y López encarregado de sua docência. Assim, Mira foi o primeiro professor de psiquiatria da Espanha, cargo que desempenhou de 1933 a 1939.

↩

3. Existe uma extensa bibliografia acerca da vida e obra de Mira

disponível, em grande parte, na página

<http://www.bibliopsiquis.com/miraylopez/espanol.html>

↩

4. Consultamos o texto intitulado “Psicología de la conducta

revolucionaria”, único texto no qual Mira trata de abordar o tema político e social da revolução do ponto de vista psicológico e clínico. Constitui o sétimo capítulo de sua obra Problemas psicológicos actuales (1960, pp. 126-72).

↩

5. Segundo Iruela, Mira sentia-se sempre profundamente atraído e

identificado com o mundo catalão, ainda que alguns autores, como Galí (1985), opinem o contrário.

↩

6. Sua sensibilidade pelos problemas da população humilde são

evidentes nos seus artigos sobre a vida nas barracas de

Barcelona publicados no semanário Justicia Social (Carrasco Salva e Porta Serra, 1983).

↩

7. Segundo Iruela (1993) e Saíz et al. (2005), Mira conseguiu um

alto nível de renda, o que permitiu a ele fazer parte do Círculo Ecuestre e do Rotary Club de Barcelona.

↩

8. Este trabalho de Mira será a base para a direção que dará ao

Instituto de Seleção e Orientação Profissional da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, que organizou e dirigiu de 1947 a 1964 (Jacó-Vilela e Rodrigues, 2014).

↩

9. Segundo Ucelay da Cal (1982), Barcelona foi uma cidade com

reputação mundial de foco revolucionário. A luta de classes não desapareceu em nenhum momento, nem nos dias mais otimistas da primavera de 1931.

↩

10. Mira manteve uma amizade pessoal com o então presidente da

Generalitat Lluís Companys (Iruela, 1993).

↩

11. Seguramente ministrou o curso em 1938. Segundo o programa

consultado por Sáiz et al. (2005), o capítulo sobre a revolução do livro Problemas psicológicos actuales apresenta mais pontos de desenvolvimentos que o curso, ainda que em síntese inclua os mesmos aspectos. Historiadores como Miralles (1979) supõem que Mira havia publicado seu trabalho sobre a revolução social na Revista de la Universidad de la Habana em 1939, mas isto não se pode comprovar.

↩

12. Em 1945 e 1946, Mira esteve no Brasil, a convite de várias

instituições, para ministrar cursos. Em 1947, veio definitivamente para organizar e dirigir o ISOP (Jacó-Vilela e Rodrigues, 2014).

↩

13. O livro trata também de outros temas, como a dor, a conduta

moral, as paixões, os problemas da ciência do trabalho, entre outros.

↩

14. Mira colaborou nesta tarefa com Joaquín Xirau e outros

contemporâneos. Segundo Iruela (1993, p. 107) denominou esse esforço de “Psicoterapia social”.

↩

15. Mira fez a viagem de oito dias a Moscou em companhia de

Joaquim Xirau, Rafael Campalans e Joan Roure-Parella. Infelizmente, somente dispomos da impressão que tal experiência causou em Xirau, quem destacou a pobreza e a dor que observou no povo russo (Xirau, 2000). N.E.: sobre os relatos do próprio Mira, ver o capítulo de Helio Carpintero, neste livro.

↩

16. No discurso de Mira, sem dúvida, o termo “psicossocial” seria

mais adequado, visto que a psicologia empregava o termo “biossocial” para designar as relações sociais determinadas por fatores biológicos.

↩

17. O termo “anfibolia” designa o período incerto de uma febre ou

doença. Trata-se normalmente de um momento de prognóstico duvidoso (ver Cardenal, 1920, p. 51). Mira emprega o termo para se referir a uma fase crítica caracterizada pelo vai e vem de opiniões que tem lugar antes do desenlace final da revolução.

↩

18. Com certeza não foi casual que Mira reproduzisse em seu

ensaio parte da polêmica resposta dada por Lênin à sua própria pergunta sobre a liberdade do povo russo. Lênin argumentou que eles (bolcheviques) não falavam de liberdade, senão da ditadura do proletariado, e terminou sua intervenção com a pergunta: Liberdade para quê? (a respeito, ver Abellán, 1989). Mira, sem dúvida, tem isso claro, e escreve “Liberdade para quê? Para realizar suas necessidades vitais em um momento dado” (Mira y López, 1960, p. 147).

↩

Capítulo 8 - Emilio Mira y Lopez na

 

mídia impressa baiana: 1946 a 1961

 

1. Em 2014, em Salvador, são três em circulação: A Tarde, a

Tribuna da Bahia e o Correio (ex-Correio da Bahia), fundados, respectivamente, em 1912, 1969 e 1978.

↩

2. Não foi localizada informação de quantos dias durou o referido

seminário.

↩

3. O único ainda em circulação.

↩

4. Jornal do Partido Comunista Brasileiro na Bahia. Circulou de

1945 a 1957.

↩

5. Em 1950 passou a ser denominada Universidade Federal da

Bahia.

↩

6. À época, compondo equipe técnica do SENAI. Em 1948,

passou a atuar no ISOP-FGV, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1952, transferiu-se para a São Paulo-SP, onde foi docente da PUC-SP, atuando até 1985.

↩

7. Diário da Bahia, 17/09/1952.

↩

8. O Estado da Bahia, 16/09/1952.

↩

9. Prof. João Ignácio de Mendonça, psiquiatra, um dos iniciadores

do curso de Psicologia da UFBA, o primeiro da Bahia. Seu nome consta do Dicionário Biográfico da Psicologia no Brasil: Pioneiros.

↩

10. Estação de veraneio na década de 1950, atualmente é um

bairro totalmente urbano.

↩

11. Prof. Isaias Alves de Almeida, advogado, fundador da

Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras, incorporada à Universidade da Bahia, atualmente Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Provavelmente, a primeira pessoa a utilizar testes psicológicos na Bahia. Seu nome consta do Dicionário Biográfico da Psicologia no Brasil: Pioneiros.

↩

12. O curso de Serviço Social só passou a existir na UFBA na

primeira década do século XXI.

↩

13. Recorte de jornal sem identificação do veículo em que foi

publicado.

↩

14. Embora o título do artigo se refira à Orientação Educacional, o

texto do mesmo trata de Orientação Vocacional. Equivalentes aos quatro últimos anos do 1.º grau (antigo ginásio) e ao 2.º grau.

↩

15. Equivalentes aos quatro últimos anos do 1.º grau (antigo

ginásio) e ao 2.º grau.

↩

16. Psiquiatra, docente da Faculdade de Medicina da UFBA. Seu

nome consta do Dicionário Biográfico da Psicologia no Brasil: Pioneiros.

↩

17. Docente na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFBA.

↩

18. Docente na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFBA.

↩

19. Não foi obtida informação sobre Matos.

↩

20. Única do grupo com formação específica em Psicologia.

Docente da UFBA.

↩

21. Não foi obtida informação sobre Vilas Boas.

↩

22. 30/11-19/12/1946; 15-22/09/1952; 01-13/05/1955; 27-

31/12/1957; 28-31/05 e 13/12/1958; 21/05/1959; 30/08; 31/12/1960 e 05 a 10/04/ 1961.

↩

23. Diário de Notícias, 17/09/1952.

↩

24. Associação Bahiana de Medicina, Associação Brasileira de

Amigos do Povo Espanhol; Associação dos Escritores da Bahia; Conselho Penitenciário; Escola Técnica Industrial; Faculdades de Direito, Filosofia Ciências e Letras e Medicina; Inspetoria de Higiene Infantil; Núcleo de Estudos Médicos da Bahia; Sanatório Bahia; SENAI; Secretaria de Educação e Saúde; Sociedade de Medicina Social e do Trabalho; Sociedade de Pediatria; Sociedade de Proteção à Infância e à Adolescência.

↩

25. Mandato de 1959 a 1963.

↩

 

Capítulo 9 - Emilio Mira y López: suas

 

valiosas contribuições à psicoterapia

 

médica durante seu exílio na

 

Argentina (1940-1944)

 

1. No Brasil fundou o Instituto de Seleção e Orientação

Profissional da Fundação Getúlio Vargas em 1946. Sobre o percurso de Mira no Brasil, ver também: Jacó-Vilella e Mülberguer (s. d).

↩

2. Revista de Psicoterapia-Psicología Médica-Psicopatología-

Psiquiatría-Caracterología-Higiene Mental, Córdoba, n. 1 y 2, Córdoba, Argentina.

↩

3. O médico psicanalista argentino Arnaldo Rascovsky escreveu,

no primeiro número da Revista de Psicoanálisis (publicação da Asociación Psicoanalítica Argentina), uma crítica indignada do livro de Mira y López, acusando-o de apresentar de maneira errônea e superficial a teoria e a técnica psicanalítica.

↩

4. Todavia, o autor adverte em seus textos que a imensa maioria

de psicoterapeutas atuais empregaram o que se chamou de “análise breve” (“short analysis”), seguindo a orientação proposta por Stekel, o qual havia afirmado que bastava poucas semanas de investigação para conhecer com suficiente precisão a arquitetura geral da personalidade.

↩

5. Não se pode expor com detalhes a exploração e a atuação

corretora levada adiante por Mira no que ele denominava “cura psicanalítica”, ao menos se resgata a ideia de integração e sucessão de fases bem delimitadas. Ver no apêndice do Manual de Psicoterapia, como exemplo, as normas para o emprego das provas de “associações determinadas” e “associações livres” (Mira y López, 1942).

↩

 

Capítulo 10 - Emilio Mira e sua

 

experiência na URSS (1931)

 

1. Os trabalhos citados de E. Mira foram obtidos por meio de

matérias da imprensa, que foram feitos com a eliminação dos elementos identificadores da publicação. Isto irá requerer um trabalho de busca posterior.

↩

 

Capítulo 11 - Modos de pensar e fazer

 

psicologia através da história

1. Desde 1946, integra a Universidade Federal da Bahia.

↩

2. Não se pretende aqui esgotar esse assunto, fazendo

levantamento exaustivo da produção em vários países. Os livros e teses relacionados integram, respectivamente, os acervos da Subgerência de Obras Raras e Valiosas da Biblioteca Pública do Estado da Bahia e da Biblioteca Gonçalo Muniz da Faculdade de Medicina da UFBA.

↩

3. Digo médicos, porque a relação de temas a serem trabalhados

pelos doutorandos era composta anualmente na primeira reunião da Congregação da Faculdade de Medicina.

↩

4. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?

script=sci_alphabetic&lng=pt&nrm=i. Acesso em: 22 jul. 2015.

↩

5. Disponível em: www.capes.org.br. Acesso em: 22 jul. 2015.

↩

6. Disponível em: www.cfp.org.br.

↩

7. Disponível em: http://www.anpepp.org.br/.

↩

8. Disponível em: http://www.fenapsi.org.br/. Acesso em: 22 jul.

2015.

↩

9. Disponível em: http://www.sbponline.org.br. Acesso em: 22 jul.

2015.

↩

10. Disponível em: http://site.cfp.org.br/wp-

content/uploads/2008/08/Resolucao_CFP_nx_013-2007.pdf. Acesso em: 22 jul. 2015.

↩

 

Capítulo 12 - Totalidade,

 

individualidade social e ideologia: três contribuições da tradição

 

marxista à História da Psicologia

 

1. O presente trabalho contou com o apoio financeiro oferecido

pelo CNPq por meio da chamada MCTI/CNPQ/ Universal 14/2014.

↩

2. Tradição marxista é o termo utilizado por Netto (1985) para

descrever um diversificado campo de ideações teórico-políticas que, de diferentes maneiras, refere-se à obra de Marx. Assim, na tradição marxista não existe um desenvolvimento unívoco e linear de ideias que começam com Marx, mas disputas e elaborações teóricas caracterizadas por profundas divergências sobre o legado marxiano. Dessa forma, o termo marxismo pode contribuir para confusões, já que, a rigor, não existe um marxismo, mas marxismos. Neste trabalho, quando se utiliza o termo “marxismo”, está se levando em conta a advertência destacada.

↩

3. Pressupõe-se que o texto marxiano ainda seja válido para a

compreensão do mundo contemporâneo. É uma tese polêmica, mas que pode ser justificada. A vigência do marxismo pode ser justificada historicamente ou ontologicamente. A defesa da atualidade histórica do marxismo parte do argumento de que uma das principais contribuições de Marx foi compreender a lógica do capital, isto é, uma processualidade que ainda rege a sociedade atual e, por isso, a teoria crítica proposta por Marx é atual (Netto, 2011). A justificativa ontológica argumenta que a filosofia marxista só pode ser questionada quando a centralidade ontológica do trabalho (a necessidade de seres humanos transformarem intencionalmente a natureza para satisfazerem suas necessidades e, nesse processo, construírem novas objetivações) no ser social deixar de refletir o movimento do real (Lessa, 2007). Nessa perspectiva, descarta-se a hegemonia ideológica (o fato do marxismo estar

presente ou não na vida cotidiana de círculos políticos ou acadêmicos) como critério de avaliação da atualidade de uma teoria.

↩

4. Retomando a crítica de Macpherson (1964, p. 45): “O postulado

de desejo inato de todos os homens por poder sem limites é manifestamente sustentável apenas para homens que já vivem em uma sociedade universalmente competitiva”.

↩

5. Vale lembrar, também, exemplos da América Latina. Martín-

Baró (2004 [1983]), por exemplo, usou a concepção marxiana de classe social para afirmar que as relações sociais estruturais são as mais determinantes na relação indivíduo-sociedade e, por isso, não podem ser ignoradas pela Psicologia Social. De forma muito próxima, Montero (1980) também partiu da concepção marxiana para afirmar que: “Todos os problemas [psicossociais] são problemas de classe” (p. 318).

↩

6. “Não nos desloquemos a um estado primitivo imaginário. Um tal

estado primitivo nada explica. Ele simplesmente empurra a questão para uma região nebulosa, cinzenta. Assim o teólogo explica a origem do mal pelo pecado, isto é, supõe como um fato dado e acabado, o que deve explicar” (Marx, 2004 [1844], p. 80).

↩

7. Na teoria psicológica, essa tese se manifestou de diferentes

maneiras. O exemplo mais conhecido é o trabalho de Vygotsky (1994 [1930]) que, a partir da obra de Marx, chegou à conclusão de que toda miséria e toda limitação humana resultam de processos sociais, ou seja, são processos que podem ser modificados e superados porque foram produzidos por um ser essencialmente histórico e social. De forma congruente com Vygotsky, Holzkamp (2013) articulou o sofrimento com a sociabilidade humana. Segundo o autor, os seres humanos não são apenas seres que vivem em certas condições, mas são seres que produzem as condições em que vivem. O processo de individualização depende da participação,

individual e coletiva, na produção e reprodução das condições de vida. Por isso, a relação entre indivíduo e sociedade é bilateral: “os seres humanos não meramente vivem sob certas condições, mas necessitam controlar as condições de suas vidas” (Holzkamp, [1985]). Consequentemente, o sofrimento humano é produzido somente em condições sociais que fazem com que a autodeterminação da vida individual seja regida por outros.

↩

8. O processo de transformação do mundo social que ocorreu

entre a crise do Regime Antigo e as primeiras revoluções burguesas foi acompanhado pelo aparecimento de novas concepções ideológicas, ideias filosóficas e manifestações estéticas. Figueiredo (2007) destaca a intensidade dessas transformações fazendo referência à “multiplicação das vozes”, que deu abertura à liberdade individual. O processo de desintegração da sociedade vigente, fechada, criou espaços para a liberdade individual. De forma congruente, Pinassi (2009) ressalta como o início da crise do feudalismo e o movimento renascentista destacaram uma nova forma de se conceber a relação entre o mundo e a subjetividade: “De todas as grandes e decisivas conquistas do humanismo renascentista, a mais importante foi, sem sombra de dúvidas, afirmar a positividade racional do homem frente à construção de seu próprio destino” (p. 42).

↩

 

Capítulo 13 - Reconstrução

 

historiográfica de culturas

 

psicológicas

 

1. Disponível em: http://historiapsi.weebly.com/proyectos-de-

investigacioacuten.html

↩

Capítulo 15 - O lugar da psicologia na

 

prática intersetorial

 

1. Frederick Winslow Taylor (1856-1915), engenheiro mecânico,

desenvolveu um conjunto de métodos conhecido como “taylorismo”, cujo objetivo é o aumento da produtividade e, para tanto, há necessidade do controle sobre o trabalhador e dos seus “tempos de movimento”.

↩

 

Capítulo 16 - A experiência

 

psicanalítica no mosteiro beneditino

 

de Ahuacatitlán Cuernavaca-Morelos,

 

no México (1961-1967)

 

1. Traduzido do espanhol por Dayse de Marie Oliveira.

A pesquisa apresentada faz parte do doutorado em História do Departamento de História, Universidade Iberoamericana-México, que realizei entre 1998 e 2008.

↩

2. A obra de teatro está dividida em dois atos. O primeiro se

centra na figura (não há nomes próprios, mas lugares) do Prior: seus pensamentos, suas emoções encontradas; a “atração mística”, a entrada do analista e o monitum de 1961; o segundo ato trata da defesa da psicanálise no Concílio e o juízo de Roma (o Bispo ocupará um lugar fundamental).

↩

3. Outras duas grandes partes da pesquisa — que ficam fora

desta entrega — são, em primeiro lugar, o trabalho realizado com os arquivos Frida Zmud (sessões de grupo dos Solemnes, por um lado e Trienales y Novicios juntos pelo outro. Sessões transcritas por Frida Zmud da oralidade dos monges e de

Quevedo, desde 1961 até 1964) que redefiniram meu centro para o “universo” — o homem, o estilo e a técnica — de Gustavo Quevedo; y, em segundo lugar, o desenvolvimento do Kleinismo nos anos 50 e 60 em Buenos Aires e México e a apropriação do mesmo por Quevedo y Zmud.

↩

4. Em 1958, Lemercier enviava a dois de seus monges um

psicanalista frommiano e, mais tarde, apoiava-se em Mauricio González de la Garza (e Dolores M. de Sandoval), literato recluso no monastério para fazer sua tese de Filosofia e Letras sobre o pensamento político de Walt Whitmann. Foi analisado durante cinco anos por Santiago Ramírez. Amante da arte freudiana, difundia-a largamente.

↩

5. Lemercier nasceu em 1912 em Lièje, Bélgica, e morreu em

1987 em Cuernavaca, México. Em 1928, estudou com os missionários um ano de Teologia em Louvain (importante centro de difusão e estudo em psicanálise (Lemercier, 1968, p. 11).

↩

6. Entrevista com Juan Lucio (Giovanni Lucci), Cuernavaca, 4 de

janeiro de 2005.

↩

7. Frei Gabriel Chávez de la Mora (1929), entrou no monastério

em 5 de maio de 1955.

↩

8. Entrevista com Frei Gabriel Chávez de la Mora, Abadía

Benedictina do Tepeyac, Estado de México, 7 de janeiro de 2001.

↩

9. Entrevista com Juan Lucio, op. cit.

↩

10. Alejandro Chao Barona esteve no monastério desde o ano de

1955, ou 1956, até 1964. Posteriormente seguiu sua análise e formação como psicanalista com Gustavo Quevedo fora do monastério. Atualmente é coordenador da UNICEDES, Unidad Central de Estudios para el Desarrollo Central, na Universidad Autónoma del Estado de Morelos (UAEM).

↩

11. Entrevista com Alejandro Chao Barona, Cuernavaca, 4 de

janeiro de 2005.

↩

12. Entrevista com Frei Gabriel Chávez de la Mora, op. cit.

↩

13. Entrevista com Juan Lucio, op. cit.

↩

14. De todos os bispos mexicanos, ele era o único historiador.

Formou-se com o padre Letunia, jesuíta espanhol, fundador da Faculdade de História Eclesiástica.

↩

15. Entrevista com Juan Lucio, op. cit. Sua atual casa fica a poucas

quadras do monastério.

↩

16. Entrevista com Vicente Leñero, México, 22 de junho de 2005.

↩

17. Entrevista com Javier Sicilia, diretor de la Revista Ixctus,

Espíritu y Cultura, Cuernavaca, 15 de julho de 2005.

↩

18. Chávez de la Mora pertence à primeira geração da Escola de

Arquitetura da Universidade de Guadalajara (1948).

↩

19. Revista Monografías de Arte Sacro, n. 14, dedicada à Catedral

de Cuernavaca, México, out. 1985, p. 17.

↩

20. Entrevista com Alejandro Chao Barona, Cuernavaca, 4 de

janeiro de 2005.

↩

21. Revista Proceso, n. 585, 11 de janeiro de 1988.

↩

22. Sergio Méndez Arceo, Ibíd., p. 46 (grifo nosso).

↩

23. Na maioria, camponesa. Mas, no monastério, existiram diversos

atores com formações culturais muito distintas. Famílias também, com distintos níveis socioculturais.

↩

24. Mauricio González de la Garza (Nuevo Laredo, Tamaulipas,

1923) terminava de escrever seu livro El Padre Prior, publicado mais tarde em 1971 (México, editorial Diógenes). Escrito como novela autobiográfica, todos os personagens são apresentados como reais e os fatos verídicos.

↩

25. Ver Fernando M. González e José Antonio Carrillo (1988). Em

abril de 1968, Quevedo era expulso desta associação por várias acusações. A experiência no monastério, e ainda mais Quevedo, se encaixou no meio das batalhas de legitimações pela “verdadeira psicanálise”.

↩

26. Nesta abordagem, “a convicção era a de que o grupo era uma

unidade […] lia-se todo o tempo o inconsciente; era fazer a intervenção do grupo, não do indivíduo” (entrevista com Agustín Palacios, México, 26 de setembro de 2003). O analista representava um “Eu forte” capaz de manter a coesão do grupo.

↩

27. Entrevista com Chávez de la Mora, Abadía Benedictina do

Tepeyac, Estado do México, 7 de janeiro de 2001.

↩

28. Entrevista com Frei Benito Verber, Monasterio Benedictino de

Ahuatepec, Cuernavaca, 24 de março de 2005.

↩

29. Entrevista com Vicente Leñero, México, 22 de junho de 2005.

↩

 

Capítulo 20 - O voluntariado brasileiro

 

em Trieste: a psicologia na

 

desinstitucionalização italiana

 

1. Esta pesquisa foi apresentada no XI Encontro Clio-Psyché:

Discursos e Práticas na História da Psicologia e no congresso

Franco e Franca Basaglia International School: Do Hospital Psiquiátrico ao Território, realizado em Campinas, em setembro de 2014. Trata-se de dados parciais de pesquisa financiada pela FAPEMIG, Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais, “A história da política de saúde mental: Minas Gerais e vínculos com a Itália”, iniciada em 2012 e finalizada em 2014, contando com a colaboração ativa de brasileiros e italianos de diversas instituições.

↩

 

Capítulo 22 - Difusão das

 

neurociências no Brasil: Miguel

 

Rolando Covian

 

1. Neste aspecto, há a necessidade de duas observações: 1) em

1965, houve a mudança da moeda brasileira de Cruzeiros (Cr$) para Cruzeiros Novos (NCr$). Assim, os valores foram alterados; e 2) os valores são baseados em relatórios da FAPESP, no ano seguinte ao fornecimento da verba. Dessa forma, o valor de 1962 refere-se ao investimento em 1961, e assim sucessivamente.

↩

2. Horácio Rimoldi (1913-2006) formou-se em Medicina, na UBA,

sob a orientação de Houssay. Em seguida, mudou-se para a Inglaterra para estudos em psicologia experimental. Para maiores informações, sugerimos a leitura de Calabresi (2010).

↩

 

Capítulo 23 - A influência de William

 

James sobre a obra de C. G. Jung

1. Financiamento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal

de Nível Superior (CAPES).

↩

 

Capítulo 24 - Proximidade entre os

 

procedimentos terapêuticos de Nise

 

da Silveira e os princípios e diretrizes

 

da Reforma Psiquiátrica

 

1. Disponível em <http://casadaspalmeiras.blogspot.com.br>.

↩

Você terminou Clio-Psyché: discursos e práticas na história da psicologia

Ana Maria Jacó-Vilela

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