Espaço e lugar privilegiado para formação de professores
3.3 Alunos
A bandeira vencedora era composta das cores preto, branco e vermelho, adaptando o brasão da cidade havia no centro uma pena sobre um livro aberto, uma floresta (simbolizando que a região estava próxima ao reflorestamento); uma cabeça de mercúrio (simbolizando o comércio) e um arado (simbolizando a agricultura) (PEIXOTO, 1956e).
A professora Luiza também elaborou a bandeira da cidade de Presidente Prudente/SP que foi oficializada em 1960, com inspiração na bandeira paulista e com as seguintes cores: vermelho, branco e
preto (RESENDE, 2012) 21.
Em 1957, essa professora Luiza Damato, realizou um concurso para “embelezar a cidade” com cartazes, para isso, elegeu uma comissão para escolher entre os melhores trabalhos dos alunos, tendo ganhado em primeiro lugar o cartaz do estudante Nelson Ikoma da 2ª série do Instituto de Educação “Fernando Costa” que recebeu uma medalha de ouro (SELECIONADOS..., 1957).
Neste tópico, apresentou-se fragmentos das vivências dos professores no Instituto de Educação “Fernando Costa”, que aponta que os professores, além de ensinar, preocupavam-se com atividades que pudessem oferecer visibilidade à instituição e ao seu trabalho e dentre o quadro de professores havia os influentes na sociedade, que escreviam na imprensa e decidiam aspectos importantes para a cidade. Portanto, professores influentes que realizavam além do trabalho de ensinar, deveria ser característica do corpo constitutivo da comunidade escolar de um Instituto de Educação.
3.3 Alunos
No período de funcionamento do Instituto de Educação “Fernando Costa”, o Ensino Secundário era praticamente terminal, ou seja, poucas pessoas conseguiam concluir os estudos e ingressar no Ensino Secundário, pois nos estabelecimentos públicos de Ensino Secundário havia mais alunos do que vagas disponíveis.
Assim, a fim de selecionar os alunos, havia exame de admissão, no Instituto de Educação “Fernando Costa” esse exame consistia em uma prova oral e escrita cujas inscrições e resultados eram publicados na imprensa prudentina.
Localizou-se que realizavam esse exame, o Curso Colegial, Ginasial, Normal e o Curso de Aperfeiçoamento da instituição pesquisada. Os exames de admissão eram tidos como desafiantes para os alunos o que exigia dedicação e preparação deles, como é possível constatar em um trecho da carta publicada na imprensa para a normalista Dirce Mascarenha ao formar-se na instituição:
Sou testemunha do quanto de esforço e dedicação animou tua vontade para conseguires, naqueles poucos meses, menos de um ano o preparo suficiente para venceres os exames que te abrissem as portas do Instituto de Educação Dr. Fernando Costa. Sou testemunha de todos os teus esforços, de todas as tuas lutas, e agora de tua vitória que se concretiza entre as paredes deste Instituto com tua diplomação de professora. (SILVA, 1955b, p. 3).
Havia um grande esforço na realização dos exames e a entrada dos alunos na instituição, era motivo de parabenização e orgulho.
Para a inscrição na 1ª série ginasial no turno da noite o aluno deveria entregar os seguintes documentos:
1. Requerimento (modelo fornecido pelo estabelecimento); 2. Certidão de nascimento, em que se verifique ter o candidato 14 anos
completos;
3. Atestado de sanidade física e mental e de imunização antivariólica,
expedido pelo Serviço Médico Oficial;
4. Certificado de conclusão do Curso Primário oficial ou atestado idôneo de
haver recebido satisfatória educação primária;
5. Duas fotografias 3x4;
6. Prova de estar em dia com as obrigações militares para os candidatos do
sexo masculino maiores de 17 anos. (MARQUES, 1956, p. 3).
Os exames de admissão eram compostos de várias provas relacionadas com os conteúdos das seguintes disciplinas: Português, Matemática, História do Brasil e Geografia em que o aluno deveria atingir a nota cinco como média de todas as disciplinas, sendo que a prova de Português isoladamente era eliminatória e nessa prova o aluno deveria atingir a nota quatro (MARQUES, 1956).
No ano de 1954, no exame de admissão do Curso Ginasial diurno do Instituto de Educação “Fernando Costa”, houve: 268 alunos inscritos, 71 aprovados, 194 reprovados e três ausentes e no curso noturno foram inscritos 33, aprovados oito e 25 reprovados (INSTITUTO..., 1954). Em 1955, para o período diurno foram inscritos 292 alunos, aprovados 104, reprovados 188 e no período noturno foram inscritos 62, aprovados oito e reprovados 54 (SILVA, 1955a).
Para realizar a inscrição ao exame de admissão do Curso de Aperfeiçoamento, era necessário ter idade inferior a 45 anos. O exame consistia em uma prova de português e psicologia e para se inscrever o aluno deveria entregar certidão de nascimento ou casamento, atestado de sanidade física e mental e de imunização antivariólica, prova de estar em dia com as obrigações militares para os candidatos do sexo masculino, atestado de boas condutas passado por autoridade do Ensino Oficial e duas fotografias 3x4 (PEIXOTO, 1956b).
A partir de 1957, uma comissão de professores foi designada pelo diretor geral do Ensino Secundário e Normal para elaborar os exames aos candidatos ao ingresso nas escolas normais, com isso, os exames de admissão dos Institutos de Educação passaram a abranger os seguintes conteúdos:
A- PORTUGUÊS
I- Redação: 1) Narração de ocorrência da vida escolar e social; 2) cartas familiares; 3) Dissertação e dialogo; 4) Correspondência social; 5) Descrição de paisagens, cenas e tipos.
I- Gramatica: 1) Ortografia; 2) Concordância verbal; 3) Sintaxe dos verbos haver, ser e estar; 4) Colocação dos pronomes átomos; 5) crase.
B- MATEMÁTICA
Aritmética: Razões e proporções-Regras de três-Porcentagem-Juros simples-Algebra: equações do 17º grau a uma incógnita. -Equações fracionárias redutíveis a 1º grau-Sistema de duas incógnitas.
Problemas do 1º grau. Equações do 2º grau a uma incógnita. Equações fracionarias redutíveis a 2º grau-Problemas do 2º grau-Geometria: linhas proporcionais no triangulo. Semelhança de triângulos. Semelhanças de polígonos. Relações métricas no triangulo retângulo e num triangulo qualquer.- Relações métricas no circulo. Calculo do lado e do apótema do quadrado do hexágono regular e do triangulo equilatero em função do raio do circulo circunscrito. Comprimento da circunferência. Áreas das principais figuras plana (retângulo, quadrado, paralelogramo, triangulo, trapézio, losango, polígono regular, circulo).
C-HISTORIA DO BRASIL
1-O descobrimento: Antecedentes históricos; 2) A formação étnica: o branco, o negro e o índio; 3) A obra da catequese; 4) Expedições exploradoras; 5) A colonização regime das capitanias:- 6 A centralização administrativa; o
Governo Geral; 7) A expansão geográfica; 8 a defesa do território; 9) O despertar do sentimento nacional. A independência; 10) o primeiro reinado e o período regencial; 11) O segundo reinado; lutas internas; 12) o segundo reinado: lutas externas; 13) A evolução nacional no império. 14) A queda da Monarquia; a questão religiosa, a questão militar e a abolição da escravatura; 15) A Implantação e consolidação da República: 16) Governos republicanos até a Revolução de 1930; 17) Da Revolução de 1930 às condições atuais do Brasil; 18) As Constituições Politicas do Brasil. (PEIXOTO, 1957b, p. 3).
Após ser aprovado no exame de admissão do Instituto de Educação “Fernando Costa”, o aluno deveria efetuar a matrícula, portando, o requerimento da escola, a quitação com o serviço militar para o sexo masculino acima de 17 anos, a prova de que era eleitor (para os acima dos 18 anos), além documentos gerais a todos dos cursos do Instituto de Educação, para cada curso havia especificidades (INSTITUTO..., 1956).
Assim, para matrícula no Curso Ginasial e Colegial diurno, era necessário entregar a ficha médico biométrica e o certificado de Educação Física e no noturno era necessário apresentar uma declaração do diretor do Curso Ginasial, tanto no diurno quanto no noturno os alunos deveriam entregar o certificado de conclusão do Curso Ginasial e para os alunos de outros estabelecimentos também era necessário entregar a certidão de nascimento e o atestado de sanidade física e mental. Enquanto que para matrícula no Curso Normal o aluno deveria entregar a ficha da vida escolar (INSTITUTO..., 1956).
Além dos resultados serem publicados na imprensa prudentina, em outubro 1957, o jornal O Imparcial buscou compreender o motivo de não ter ocorrido o exame de admissão para o Curso Ginasial no período diurno e foi constatado que houve exames no início do ano em que foram aprovados 82 alunos preenchendo todas as vagas para esse período e por esse motivo não foi aberto mais exames. Todavia, posteriormente, o Instituto de Educação aceitou alunos dos Colégios particulares para o exame diurno. Ao averiguar as causas dessa aceitação, foi constatado que os alunos tinham pedido vagas ao prefeito para estudarem no Ginásio do Instituto de Educação “Fernando Costa”, pois não podiam pagar os estudos, por isso, o prefeito autorizou a criação de duas classes nessa instituição. Como não havia salas físicas, a prefeitura construiu e inseriu carteiras escolares. Entretanto, como havia passado o período do exame de admissão, os alunos foram recebidos pela instituição, a partir de apresentação de “provas de pobreza” (SOBRE..., 1957).
Constata-se que a seleção dos alunos do Curso Ginasial, Colegial, Normal e de Aperfeiçoamento da instituição pesquisada, era realizada com exames de admissão em que eram aprovados os alunos com as melhores classificações, tendo tido uma exceção no ano de 1957, que ocorreu após intervenção do prefeito. Ser selecionado para estudar no Instituto de Educação “Fernando Costa” significava esforço e status e durante todo esse processo a imprensa prudentina era utilizada, para divulgação da abertura de vagas e do resultado final.
A instituição em questão, era uma instituição com grande número de alunos matriculados e em 1958, estava com 30 classes, havia os cursos Pré-primário, Primário, Ginasial, Colegial e Normal.
Como aumentava o número de alunos do Curso Ginasial nesse Instituto de Educação, em 1964, surgiu a primeira extensão no prédio do Grupo Escolar Marietta Ferraz de Assumpção”. Houve também nesse ano, duas extensões no edifício da Academia “Joaquim Murtinho” e outra extensão no edifício do quarto grupo escolar coronel “José Soares Marcondes”. Em 1965, foi instalada a extensão que teve funcionamento no prédio “João Francisco Godoy” (LITHOLDO, 1984).
Em 1966, havia mais de sete mil alunos no Instituto de Educação “Fernando Costa”. Com isso, o diretor, professor Luiz Carvalho Gomes, implantou na instituição “Arruda Mello” as extensões do Instituto de Educação no período noturno, porém as atividades administrativas eram centralizadas no Instituto de Educação “Fernando Costa” (RIBEIRO, 1999).
Em 1962, o Ginásio Estadual “Comendador Tannel Abbud” em que havia uma seção do Instituto de Educação “Fernando Costa” foi transformado em Ginásio de Aplicação da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Prudente/SP (SÃO PAULO, 1962a). Ao ser transformado, o Ginásio deixou a seção do Instituto de Educação “Fernando Costa” e deixou “[...] de integrar a rede de estabelecimentos oficiais de ensino secundário subordinados à Secretaria da Educação [...]” (SÃO PAULO, 1962b, [p. 1]).
Em 1968, as extensões da instituição pesquisada, instaladas no prédio do Grupo Escolar: “Franco Godoy”, no “Marietta Ferraz de Assumpção”, no “Cel. José Soares Marcondes”, no “Antonio Fioravante de Menezes” e no Colégio “Joaquim Murtinho” foram extintas e com isso, foram criados Ginásios que correspondiam às denominadas extensões (LITHOLDO, 1984).
Ainda em 1968, no estabelecimento em questão, houve a
implantação do “[...] Ginásio Pluricurricular22, que funcionou paralelamente ao curso ginasial tradicional. O Ginásio Pluricurricular apoiava-se em nível estadual, na resolução n. 763 do CEE, de 15 de fevereiro de 1968.” (RIBEIRO, 1999, p. 121). Esse Ginásio teve as suas atividades encerradas em 1975.
Buscando reconstituir elementos sobre os alunos do Instituto de Educação “Fernando Costa”, foram selecionados os livros de matrícula, para isso, utilizou-se o instrumento de pesquisa elaborado (CONCEIÇÃO, 2014). Na impossibilidade de selecionar todos os livros de matrícula, diante da enorme quantidade de fontes, selecionou os que começavam entre o ano de 1953 a 1957 (cinco primeiros anos de funcionamento) e entre os anos de 1971 a 1974 (cinco últimos anos de funcionamento).
Assim, foram selecionados 27 livros de matrículas 23 que abrangiam matrículas no Pré-primário, no Primário, no Ginasial, no Colegial, no Profissional, no Normal, no Curso de Aperfeiçoamento e no Curso de Administradores Escolares.
Destaca-se que tinham livros de matrícula que apesar de iniciarem na data selecionada, abrangiam anos seguintes e por esse motivo no
Quadro 4 a seguir, há matrículas de 1958, 1959 e 1975:
Quadro 4 – Matrículas dos alunos do Instituto de Educação “Fernando
ENSINO \ ANO 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1971 1972 1973
Pré-primário - - - - - - 10 - - -
Primário 275 279 288 178 285 291 140 72 57 90
Ginasial 517 527 382 445 702 - - - 249 231
Colegial 465 551 741 409 470 28 - - 787 717
Profissional - 45 - - - - - - 135 -
Normal 262 159 67 82 94 123 114 - - -
Aperfeiçoamento- 24 22 31 29 12 87 - - -
Administradores
- - - - 8 - 71 - - -
Escolares
Fonte: “Livros de matrículas” contido em Instituto de Educação “Fernand (1953-1975): um instrumento de pesquisa (CONCEIÇÃO, 2014). ENSINO \ ANO 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1971 1972 1973
Matrícula
- - - 3 - - 2 - - -
suplementar
Total 1519 1585 1500 1148 1588 454 424 72 1228 1038
Fonte: “Livros de matrículas” contido em Instituto de Educação “Fernand (1953-1975): um instrumento de pesquisa (CONCEIÇÃO, 2014).
De acordo com o Quadro 4, o número de matrículas no Curso Primário, diminuiu nos últimos anos de funcionamento do Instituto de Educação “Fernando Costa”. Enquanto que o Curso Ginasial teve o maior número de matrículas em 1974, ano que também teve o maior número de matrículas o Curso Colegial.
Nos primeiros anos de funcionamento da instituição pesquisada, localizou-se 6.896 alunos que estavam matriculados e nos cinco anos finais houve o total de 5.308 alunos matriculados. Sendo que o ano em que teve mais matrículas foi 1974.
A partir dos números do jornal O Imparcial verifica-se que as formaturas dos alunos do Instituto de Educação “Fernando Costa” eram realizadas no final de dezembro ou no início de janeiro, nesse momento o paraninfo escolhido pela turma, discursava e entregava prêmios aos alunos que tivessem tido as notas mais altas.
Os espaços utilizados para a realização da cerimônia costumavam ser no Tênis Clube, no Cine Teatro Felix, no salão nobre da Câmara Municipal e no Instituto Toledo de Ensino, espaços localizados na cidade de Presidente Prudente/SP.
Em 1954, a formatura das normalistas do Instituto de Educação “Fernando Costa”, ocorreu entre os dias 21 a 22 de dezembro, sendo no primeiro dia um “Culto de ação de graça” na Igreja Presbiteriana Independente, e no segundo dia de manhã uma missa na Matriz de São Sebastião e, à noite, entrega de diplomas seguido de um “baile de gala”.
Nesse ano, formaram-se os seguintes professorandos: Alberto Barreira, Apudi de Barros, Elsio Vinicius M. de Assumpção, Izuma Nonaka, Jairo Roberto Tomaz, João Molina, Luicyl Santos Fernandes, Marco Aurélio de Q. Cattony, Nathalino Honório Marques, Pedro Moraes Barboza, Ana Delmira Gomes da Silva, Cleusa da Silveira Lisbôa, Cresusa Maria G. de Oliveira, Darcy Barili, Diva Garib, Divanir Jianete Marinelli, Diza Inague, Dolores Malury Dora Lúcia Franco de Godoy, Elza Becker, Elza de Oliveira, Eunice Gomes Patto, Evelyn Wilma Bandle, Genny da Costa Ferreira, Gláucia de Lourdes Gomes, Hilda Affonso, Hisako Nozaki, Irene Caseiro Fattoni, Ivonette A. de Almeida, Janette Mendonça, Júlia MInstituto de Educaçãoli Camargo, Katuko Ono, Kiyoko Setogutti, Laura Inague, Léa Menegasso, Lúcia Fumiko Takata, Mafalda Ramalho, Maria Aparecida Ferreira, Maria A. Dias, Maria Girotto, Maria Jose, Maria L., Maria Ferreira, Maria José Rodrigues, Mercedes Meyre de Camargo, Nilza Chrisóstomo Galvão, Norma Audi, Odette Pereira Telles, Olga Miglioli Novaes, Olivia Pardo Stábile, Orminda Elide Alessí, Sada Umeizawa, Sízuco Shimoe, Shideo Akaki, Sizui Arakaki, Sônia Sanches Machado, Tamico Ioa, Tereza Rosa de Campos, Teruco Fujihara, Wanda Alves Coelho, Wanda Calabretta, Wilma Shizuka Ban e como oradora teve Maria José Rodrigues (PEIXOTO, 1954d).
Ainda nesse ano de 1954, se formaram 100 alunos do curso ginasial, o paraninfo foi o professor Luiz Gonzaga Boldrini, lente da cadeira de latim do estabelecimento. Nessa cerimônia também houve a participação do prefeito e vereadores da cidade (ENTREGA..., 1954). Nesse ano de 1954, alunos do Curso de Aperfeiçoamento escolheram como paraninfa a professora Lina Cesar Doll Morais, pois ela iria se mudar para São Paulo (OS PROFESSORANDOS..., 1954).
Em 1955, na formatura dos alunos do Curso de Aperfeiçoamento, o paraninfo foi o professor Mário Junqueira da Silva que entregou os prêmios instituídos pelo Clube de Estudos Pedagógicos e denominados de “professor Wladimir Bitencourt de Carvalho” e “professor Ulysses Lombardi”, para as alunas classificadas em 1º e 2º lugar, a saber, Marílis dos Santos e Reika Watanabe (SOLENIDADE..., 1955).
Nessa ocasião, houve duas oradoras alunas do curso, dentre essas, Cândia Alves Alvares, que elogiou o diretor, o estabelecimento, os professores e lamentou por ter que deixar o estabelecimento, como se pode verificar com a citação a seguir:
TANTO estimamos nossos mestres e tanto é a vacuidade que sentimos em nosso coração por termos que nos distanciar deste convívio escolar onde anos demorados vivemos envolvidos em momentos aléres, nervosos e mesmo até tristes, que se assemelham às historias de fadas que eram concluidas com um retoque dourado onde o contentamento, o nervoso, e a tristeza, confundem-se para dar lugar a uma alegria fraternal [...] (SOLENIDADE..., 1955, p.1, grifo do autor).
A aluna enfatizou a distância com a instituição que ocorreria a partir da formatura enquanto que o paraninfo professor Mário Junqueira da Silva enfatizou as expectativas que tinham com os formandos do Curso de Aperfeiçoamento:
Dos Institutos de Educação esperamos o aparecimento de uma nova mentalidade, mais sadia, pois acreditamos, êles injetarão sangue novo na profissão e acreditamos, mais ainda, que êsse sangue novo e forte irá restabelecer e oferecer a sua cota de sacrifício para sanar o atual mal estar de nossa Pátria. Sabemos que a grandeza de uma pátria se constrói nos bancos escolares. A missão de nossos colegas é grandiosa e sinto que todos estão a altura de tão nobre causa. Não lhes falta boa vontade, energia e dedicação [...] (SOLENIDADE..., 1955, p.1).
Havia uma expectativa que a partir dos estudos realizados nos Institutos de Educação, os alunos trariam mudanças para o ensino, ou seja, os alunos eram vistos como transformadores.
Os alunos da instituição pesquisada, contribuíram com a formatura e também com a construção de aspectos físicos da instituição e uma das formas de fazerem isso era promovendo festas juninas. Em 1956, os formandos desse Instituto de Educação em questão, promoveram uma festa junina com duração de três dias com comidas típicas, brincadeiras e quadrilha. A renda seria entregue ao Órgão de Cooperação Escolar da instituição, para a formatura e para que fossem adquiridos instrumentos para a fanfarra da instituição, assim, a imprensa prudentina mencionou que os alunos estavam melhorando “[...] seu patrimônio com empreendimentos magníficos como o Clube de Química, fanfarra, construção de calçada e muro, mercê de iniciativas de elevado padrão das festividades juninas [....]” (PROMOTORES..., 1956, p. 1).
Apesar de terem realizado essa festa em 1956 para arrecadarem dinheiro para a formatura, em setembro desse ano, os alunos do Ginásio da instituição pesquisada, utilizaram a imprensa prudentina para protestarem o fato de que não teriam festa de formatura naquele ano (ESTE ANO..., 1956). Enquanto que os alunos Curso Primário teriam (FESTA..., 1956).
Destaca-se que não eram todos os anos que ocorriam formaturas no Instituto de Educação “Fernando Costa”, todavia, quando ocorriam, ocupavam lugares de destaque na cidade, o que demonstra novamente o status dessa instituição. Nessa ocasião, havia destaque para os alunos que tivessem tido as melhores notas o que demonstra como esses alunos eram incentivados a se destacarem perante os demais.