Invocadores do Mal
Treinamento de toda a vida
Treinam ento de toda a vida
Desde m uito novo, eu m e interessei por histórias de fantasm as. “Não tem nada de estranho nisso”, você poderia dizer. No entanto, quando a m aioria dos garotos estaria interessada em beisebol ou em futebol am ericano, eu praticava esportes só até certo ponto. Meu interesse pendia m ais para antropologia, história, geografia e a ciência do sobrenatural... o inexplicável.
Eu não era o que se poderia cham ar de bom aluno. De fato, talvez fosse um dos m aus alunos – daqueles que estão sem pre no fundo da classe soprando bolinhas de papel com canudinhos e criando problem as. Mas eu tam bém sabia tudo sobre o que é ter problem as. Desde pequeno eu sabia m uito bem com o era o lado negro da vida, porque eu havia nascido naquela vida.
2 Coríntios 1:4: “Ele nos ajuda em todos nossos problemas, para que possamos ajudar outros que têm todo tipo de problemas, e possamos lhes dar a mesma ajuda que nós mesmos recebemos de Deus”.
Minha m ãe era alcoólatra. Mas eu não a trocaria por m ãe nenhum a. Tive m om entos constrangedores quando garoto, pois não com preendia o m otivo pelo qual ela bebia daquela m aneira. Mas sem pre a am ei e respeitei.
Sem pre tive m uito orgulho de m eu pai – um hom em excepcional. Meu pai era um suj eito durão, rude... policial, boxeador, serviu na Marinha e lutou na Prim eira Guerra Mundial. Eu queria ser com o ele. Meu pai nunca fum ou nem bebeu. Eu tam bém não. Em bora eu tenha tido m uita chance e às vezes quisesse fazer essas coisas, conscientem ente escolhi não fazê-las. Sou grato a m inha m ãe e a m eu pai por terem m e ensinado que eu podia escolher. Isso foi m uito útil para m im com o dem onologista.
O “livre-arbítrio” é um a das m aiores dádivas que recebem os. Ceder à pressão alheia, a videntes ou à dependência de drogas e álcool é um perigo e um trem endo desperdício. Com o veterano de guerra, m arido, pai e dem onologista, acredito que a grande batalha, neste m undo, é por controle. Há aqueles que protegem seu livre-arbítrio e o respeitam nos outros. Mas há quem desej a controlar os outros por m eio de m anipulação, m entiras e am eaças. Fanáticos e déspotas, bem com o dem ônios, caem nessa últim a categoria. Eles querem controle absoluto... a qualquer preço.
Lorraine tem sido m uito im portante e fundam ental em m inha vida. Estam os casados faz quase sessenta anos. Sua experiência de infância foi com um a fam ília saudável e afetuosa. Ela m e m ostrou as m elhores coisas da vida, coisas que eu não tinha visto ou com preendido antes de conhecê-la.
A vizinhança onde cresci era barra-pesada. Eu tinha que ser durão para sobreviver. Com o se isso não fosse assustador o bastante, dos 5 aos 12 anos m orei em um a casa m al-assom brada. Coisas apavorantes aconteceram com igo nessa casa. Minha irm ã gêm ea e eu víam os im agens dentro no arm ário do quarto. Juntos, ouvim os passos, acom panhados pelo som de um a bengala, subindo as escadas. E até m esm o tivem os um contato im ediato do tipo m iraculoso quando pensam os que nossa m ãe estava nos reconfortando. Mais tarde, soubem os que nossa m ãe estivera fora de casa o tem po todo.
Essas experiências assustadoras foram tão necessárias para que eu m e A vida de um dem onologista
Essas experiências assustadoras foram tão necessárias para que eu m e tornasse um dem onologista quanto ter um pai forte, um a m ãe sofredora, um a vizinhança violenta e um a esposa carinhosa e sensitiva. Aos 18 ou 19 anos, eu sabia o que eram fenôm enos sobrenaturais porque havia convivido com eles. Quando Lorraine e eu com eçam os a investigar casas m al-assom bradas, eu sabia com o aquelas pessoas estavam assustadas... e que aquelas experiências podiam ser “reais”.
E sabia com o as pessoas podiam ficar assustadas com um sim ples barulho num aposento escuro em um a casa m al-assom brada. Eu com preendia com o era aterrorizante pensar que você tinha que entrar sozinho naquela casa e talvez dorm ir sozinho lá à noite. Eu com preendia, porque havia vivido isso. Existe um velho ditado: “Você pode ler sobre fazer um a coisa, m as, até que a faça de fato, não sabe com o ela é de verdade”.
O que m e m otivava era com preender as coisas assustadoras que haviam acontecido com igo quando criança... e aj udar os outros que tam bém estavam assustados com aquelas coisas. As experiências e circunstâncias de m inha infância levantavam questões que ninguém parecia ser capaz de responder. No entanto, essas m esm as experiências e circunstâncias m e deram a força e a fé para encarar aquelas coisas assustadoras. Lorraine entendeu m inha curiosidade e preocupação porque, quando criança, havia descoberto seus dons de clarividente, os quais não tinham sido com preendidos pelos outros.
Qualquer que sej a sua vocação – atleta, artista, executivo ou policial – os “bons instintos” vêm de algum lugar que não é a educação form al. E eles com frequência fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso. Eu acredito que o “instinto” não é m ais do que um a percepção sutil de sinais tanto espirituais quanto físicos que todos nós recebem os. Ao longo das décadas, passei a respeitar m ais e m ais esses instintos. Isso com certeza m e aj udou a autenticar os casos dem oníacos.