Invocadores do Mal

Cheryl A. Wicks · Capítulo 17 de 27

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Invocadores do Mal

Seção III. O mal: a besta ou comportamento?

Seção III

 

O mal: a besta ou comportamento?

 

Um a vez m ais, Ed e Lorraine estavam diante de um grupo eclético de estudantes do paranorm al. A atenção de todos estava voltada para Lorraine, que deu início à noite com a oração de São Miguel Arcanj o, um a prece católica para a proteção contra o m al. Ela então fez um a introdução ao assunto da noite.

“Esta noite vam os falar sobre um assunto controvertido no cam po da pesquisa paranorm al. Até m esm o os líderes religiosos de hoj e o estão varrendo para debaixo do tapete, e a ciência gosta de considerar com o bobagem todo esse tópico. Mas não se trata de bobagem . O dem onologista aqui é Ed, não eu. Ele vai contar a história religiosa e em seguida dizer com o podem identificar os fenôm enos m alignos e o que fazer a respeito.”

Ed assum iu a palavra.

“O que fazer a respeito é fácil. Corram o m ais rápido que puderem , na direção oposta! Na verdade, isso nunca é suficiente, porque o m al pode nos seguir. Nunca será possível correr rápido o suficiente ou para longe o bastante. Com o acontece com todas as forças destrutivas, a m elhor defesa é evitar e prevenir. Mas tarde vam os falar de tudo isso. Por ora, eu gostaria de com eçar com o que a religião nos diz acerca das forças das trevas.

“De acordo com a história bíblica, o arcanj o Lúcifer foi expulso do Céu devido a um a insolência e um a arrogância desm esuradas. Um terço das hostes angelicais deixou os coros celestiais para se tornar parte das legiões diabólicas de Satanás – com os dem ônios sendo m ais poderosos que os diabos. O term o grego Daimon refere-se a todos os espíritos com poder divino. Na Bíblia, porém , o term o ‘dem ônio’ refere-se a espíritos m alignos, enquanto ‘anj o’ – ou m ensageiro – refere-se aos espíritos do bem .

“O ‘satanism o’ tem suas raízes no início da cristandade. Enquanto o cristianism o crescia em poder, ele im punha m ais e m ais regras sobre seus seguidores. O m ovim ento do ‘anticristo’ teve início com o um a revolta contra a Igrej a. Os rituais cristãos eram parodiados. O Pai-Nosso era dito de trás para a frente, o crucifixo era pendurado de cabeça para baixo, eram usadas velas pretas

e um a Missa Negra era celebrada.[15] Aqueles que hoj e veneram Satanás seguem m uitos dos m esm os rituais. Independentem ente do que façam , de com o fazem e m esm o o porquê disso, eles estão convidando o m al para entrar em suas vidas. E se o m al é convidado, ele vem . Só que não irá em bora assim tão fácil.”

Lorraine prosseguiu.

“Assim , serão os diabos e dem ônios reais? De acordo com um a pesquisa Gallup feita em m aio de 2001, 57% dos norte-am ericanos com 18 anos ou m ais acreditam na possessão dem oníaca ou pelo m enos têm algum a dúvida quanto à essa possibilidade.

“Publicada no L’Osservatore Romano em 23 de novem bro de 1972, eis um a citação do papa Paulo VI, dirigindo-se a um a audiência geral poucos dias antes, em 15 de novem bro de 1972. ‘Quais são as m aiores necessidades da Igrej a hoj e em dia? Que nossa resposta não lhes pareça sim plista, ou m esm o supersticiosa ou irreal. Um a das m aiores necessidades é a defesa contra aquele m al a que cham am os de dem ônio. [...] O m al não é apenas um a falta de algo, m as um agente ativo, um ser espiritual vivo, pervertido e perversor...’”

“Em j aneiro de 1975, um a conferência a portas fechadas, som ente para convidados, foi realizada na University of Notre Dam e, nos Estados Unidos”, acrescentou Ed. “O tem a era ‘Um sim pósio teológico, psicológico e m édico dos fenôm enos rotulados com o dem oníacos’. Os 24 trabalhos acadêm icos apresentados confirm avam a austera realidade da opressão e da possessão

diabólicas.[16]

“Os sociólogos afirm am que m uitos indivíduos são levados ao com portam ento vil por seu am biente e pelas circunstâncias. Os dem onologistas alertam que essas m esm as situações atraem e convidam os espíritos do m al. Psiquiatras e psicólogos argum entam que, em vez de ‘possessão m aligna’, m uitos indivíduos têm um desequilíbrio quím ico ou outro transtorno m ental. No entanto, m esm o esses especialistas adm item que há alguns casos que desafiam o diagnóstico ou a solução clínica.

“Os m édicos podem identificar transtornos de personalidades m últiplas, esquizofrenia e personalidades bipolares. Mas não conhecem nenhum transtorno m ental ou físico que desencadeie m udanças físicas drásticas e abruptas, ou o desenvolvim ento espontâneo de habilidades incom uns. Durante a exploração de atividades poltergeists, a ciência tem sido capaz, em m uitos casos, de relacionar a atividade telecinética a problem as em ocionais. As exceções são infrequentes, m as profissionais científicos adm item que o alívio ou a resolução, nesses raros casos, só são obtidos com intervenções religiosas... independentem ente das crenças religiosas da vítim a – ou da falta delas.

“Em seu livro de 1980, Minds in Many Pieces, o psiquiatra Ralph Allison revelou que seus pacientes, sobretudo com transtorno de personalidades m últiplas, podem beneficiar-se do exorcism o tanto quanto do tratam ento

convencional.”[17] Ed interrom peu-se e estendeu a m ão para pegar o copo alto de refrigerante diet que Lorraine havia colocado à frente dele.

Lorraine aproveitou a oportunidade para dirigir-se ao grupo.

“O dilem a quanto ao m al é que ele é um m estre da trapaça e da desinform ação. Ele se aproveita do fato de que os outros não querem se envolver. Ele vicej a à base do m edo e da confusão. Sej a hum ano ou não, o m al se alim enta da ignorância e da confiança dos outros. Ele busca o controle com pleto, e se com praz em usar seu poder para causar dano.

“Podem os achar graça de pessoas que são rápidas em culpar ‘o dem ônio’ por seus gestos egoístas – com o o personagem criado pelo com ediante Flip Wilson, que se lam entava: ‘O diabo m e fez fazer isso’. Mas não tem graça quando pessoas que j ulgávam os conhecer de repente se revelam assustadoras e hom icidas... sem um m otivo físico ou psicológico. Não tem graça se é você quem se sente oprim ido, derrotado ou violado por algo m aldoso, poderoso e... invisível.

“Desde que a história com eçou a ser registrada, sacerdotes, rabinos, lam as, xam ãs, feiticeiros, m édicos, videntes e psiquiatras têm sido consultados para rem over pensam entos e energia negativos, que parecem ser independentes do indivíduo. Já no século prim eiro da Era Cristã, a literatura rabínica m enciona rituais de exorcism o.”

Ed ofereceu um assento a Lorraine e retom ou a palavra.

“O term o grego exousia significa ‘j uram ento’. O exorcism o invoca um poder superior para forçar o poder m aligno a aceitar um j uram ento contrário a seus desej os. No catolicism o, o rito form al de exorcism o é conhecido com o ‘Rituale Rom anum ’. Seu texto foi autorizado pelo papa Paulo V no início do século XVII, e pode ser aplicado apenas a pessoas, não a lugares.

“No entanto, o sacerdote anglicano reverendo J. C. Neil-Sm ith, de Ham pstead, Inglaterra, alega ter executado 800 exorcism os bem -sucedidos, tanto

de lugares quanto de pessoas.[18] O reverendo Neil-Sm ith sente – e os Warren concordam firm em ente – que o sucesso do exorcism o depende da fé, da m otivação e da convicção do exorcista.”

“Dos m ais de 3 m il casos paranorm ais que Ed e eu investigam os ao longo de m ais de cinquenta anos, o exorcism o foi útil em quase 600”, disse Lorraine. “Procuram os aj udar gente de todas as fés religiosas, m as nós próprios som os católicos e, antes de recom endar um exorcism o, buscam os os m esm os indícios que a igrej a católica busca. É isso que faz de Ed um dem onologista religioso leigo. Em bora não sej a um padre ou m inistro, ele crê no poder de Deus e busca validar os fenôm enos com base nas norm as probatórias da nossa religião em particular. Estas incluem levitação, força sobre-hum ana, falar em um idiom a não conhecido anteriorm ente e um desconforto físico com palavras, rituais e obj etos religiosos.”

“O exorcism o em si é um a atividade perigosa e desagradável”, Ed explicou. “Ondas de calor e de frio enchem o aposento. Obj etos são lançados de um lado a outro. Sem que sej a tocado por algo ou por alguém , o indivíduo possuído com frequência sente dores, acom panhadas de contorções físicas inacreditáveis e espasm os. Manifesta ruídos corporais desagradáveis, diarreia, cusparadas, vôm itos e cortes espontâneos. A vítim a profere séries de palavras suj as e im precações. O exorcism o revela o que estava acontecendo com a pessoa sob o controle astuto e em geral m ais discreto da força m aligna.

“A igrej a católica considera o exorcism o tão confidencial quanto a confissão, e abom ina qualquer publicidade. As autoridades m uitas vezes são forçadas a tachar de fraudes os fenôm enos m alignos. A alternativa seria causar pânico ou atrair um a atenção im placável para um a determ inada casa ou com unidade. Mesm o aqueles que executam o exorcism o, ou são testem unhas diretas dos eventos violentos e bizarros, recorrem à ‘solução da fraude’ para evitar o ridículo ou a atenção. Tais ações, claro, tornam ainda m ais difícil separar a realidade da ficção.”

“Entidades m alignas são engenhosas, inteligentes e desonestas”, acrescentou Lorraine. “Com frequência representam a si m esm as com o sendo algo que não são. Com o alguém com quem você poderia sim patizar... ou até alguém que você conhece.

“Por exem plo, duas enferm eiras tinham um a boneca de pano que desenvolveu a capacidade de m over-se e falar por si só (esta foi a prim eira pista de que algo não estava certo, m esm o para um a atividade paranorm al). Foi dito a elas que a boneca tinha sido possuída pelo espírito de um a garotinha m orta em um acidente de carro na rua delas. Elas descobriram que, de fato, um a garotinha havia m orrido ali, e com eçaram a cham ar a boneca pelo nom e da garota, Annabelle (o m al usou para seus próprios fins o conhecim ento sobrenatural que tinha dessa inform ação).

“As enferm eiras com eçaram a tratar a boneca com o se fosse um a criança, ‘convidando-a’ a tornar-se parte de suas vidas. Quando ocorreram agressões físicas com o resultado da oposição de um nam orado à boneca, os Warren foram cham ados para investigar o caso. Eles confiscaram a boneca, m as antes que pudesse ser colocada fora de alcance, atrás de um a vitrine no Museu do Ocultism o deles, ela foi responsável pela aposentadoria precoce de um policial, por um acidente de carro quase fatal sofrido por um sacerdote e pela

m orte de um j ovem .”[19]

“Já capturam os em film e m uitas assom brações horrendas, bem com o em fitas de áudio e de vídeo”, Ed prosseguiu. “O m aterial docum enta pancadas, vozes incorpóreas, obj etos grandes e pequenos m ovendo-se sozinhos e até a experiência traum ática de um exorcism o real. Estam os dispostos a escrever e a falar sobre tais experiências porque sentim os que as pessoas devem estar cientes e ser alertadas de antem ão. Lorraine e eu não tem os nada a provar, apenas a relatar. Nosso obj etivo não é assustar, m as inform ar. Após m ais de cinco décadas de observação, entrevistas e pesquisa, estam os com pletam ente convencidos de que o m al existe. Por m ais poderosos que sej am , porém , esses espíritos dem oníacos têm vulnerabilidades e seguem padrões previsíveis.”

Lorraine com eçou:

“O prim eiro passo no processo dem oníaco é a atração... tam bém conhecido com o aproxim ação ou convite. Com preensivelm ente, som os cham ados para investigar som ente depois que eventos violentos com eçam a acontecer. O que precede os eventos perturbadores pode indicar se o fenôm eno é perigoso. Um ato violento ou perverso que ocorreu algum tem po antes no local pode provocar o evento ou ter sido atraído para ele. Se houve a prática de bruxaria ou m agia negra, o m al foi encoraj ado. Se um tabuleiro Ouij a, um a sessão com espíritos ou cartas de tarô foram utilizados, o m al pode sentir que foi convidado... m esm o que não tenha sido essa a intenção. E, em casos extrem am ente raros, os bons e devotos podem ser ‘escolhidos’ para um ataque diabólico, com o um desafio à com unidade religiosa e a Deus. Dar reconhecim ento, não intencional, a um obj eto inanim ado infestado pelo m al tam bém é um convite para problem as, com o no caso da boneca de pano.”

Ed apresentou o estágio seguinte.

“O segundo passo é a cham ada infestação. Sons com o pancadas e passos, j unto com obj etos que se m ovem sozinhos e cheiros m isteriosos, com eçam a ocorrer. Obj etos inanim ados e até anim ais parecem com eçar a falar. (Mas eles não falam de fato. O dem ônio só faz parecer isso.) No início, geralm ente um só m em bro da fam ília ou um anim al de estim ação testem unha essas coisas. Tais eventos estranhos não acontecerão quando alguém de fora estiver presente, m as podem piorar depois que o estranho for em bora – sobretudo se a pessoa era um padre ou m inistro. As pessoas sentem que ‘algo’ está tentando assustá-las ou enlouquecê-las (pessoas que têm em casa fantasm as presos à Terra podem passar a sentir-se nervosas e desconfortáveis, m as não dem onstram o m esm o terror ou pânico). Há certos padrões nessas m anifestações nos que perm item determ inar m elhor sua legitim idade. Hora do dia, núm ero de batidas, tipo de cheiros e outros indicativos são pistas para o investigador experiente.”

“O terceiro passo é a cham ada fase de opressão”, prosseguiu Lorraine. “A tem peratura do ar pode m udar, e sons e atividades perturbadores podem aum entar, tornando difíceis o sono e a paz de espírito. Muitas pessoas na casa podem ser afetadas em graus variados. Ainda, m em bros da fam ília ficam m enos m otivados a deixar a casa, apesar do desconforto. Há m ais chance de m ovim ento espontâneo de obj etos grandes. Podem ocorrer teletransportações. Isso ocorre quando obj etos desaparecem e em seguida reaparecem em outro lugar, aparentem ente do nada. Levitações e ataques físicos podem ter início. Quanto m ais fracas e assustadas se tornam as vítim as, m ais fortes e m ais frequentes se tornam os fenôm enos, ocorrendo até diante de pessoas de fora. Tais fenôm enos com frequência são tachados, pelos investigadores que os testem unham , com o atividades ‘poltergeists’. Depois de descartar um a fraude, telecinese, um espírito inquieto preso à Terra ou um espírito zangado, só resta a presença do m al.”

Ed retom ou, dando sequência.

“O quarto passo é a possessão. Esta ocorre m ais cedo se é procurada por m eio de m agia negra ou se for especificam ente conj urada por praticantes de m agia negra para controlar outras pessoas. De qualquer form a, o corpo físico de um a pessoa é tem porariam ente tom ado por outra entidade. Ataques físicos invisíveis, levitação e a fala com voz m uito diferente ou num idiom a desconhecido podem ocorrer. A aparência física da vítim a pode m udar, até m esm o a estrutura óssea e a cor dos olhos. A pessoa possuída de repente com eça a fazer coisas que nunca fez antes, com o dem onstrar força sobre-hum ana e capacidades atléticas. Ao m esm o tem po, de form a igualm ente repentina torna-se incapaz de fazer coisas que sem pre fez, com o encontrar o cam inho para casa, dirigir ou m esm o sentar-se. Seu com portam ento m uda drasticam ente, e pode incluir im precações e atividades obscenas, que não são apenas brincadeiras casuais ou m om entos espontâneos. Ela com eça a falar sobre fazer m al a si m esm a e àqueles a quem costum ava am ar, e chega a dar início a tal coisa.

“O passo final é a morte. A vítim a com ete suicídio, um assassinato ou am bos. Há tam bém o risco de que a vítim a – e aqueles que a aj udam – possa m orrer num a tentativa de exorcism o. Depois que o m al ganha força, sua intenção é destruir quantas pessoas puder, bem com o seu hospedeiro. Por quê? O m al se regozij a com a m orte. Seu obj etivo é destruir as criações de Deus. No entanto, ele precisa que nós o façam os. Ele precisa que o convidem os para entrar em nossas vidas.”

Ed pegou um j ornal e o ergueu.

“Em abril de 2000, o New York Times fez o perfil de 102 assassinos envolvidos em assassinatos em m assa, ao longo de um período de cinquenta anos, e descobriu: ‘Eles dão m ontes de avisos e até dizem explicitam ente às pessoas o que planej am fazer. Depois da violência, não tentam fugir. Metade deles vira a arm a contra si m esm a ou é m orta a tiros por outras pessoas. Eles não apenas

querem m atar, tam bém querem m orrer’.[20] O estudo do The Times adm itiu que praticam ente todos os assassinos dem onstraram sérios ‘problem as de saúde m ental’. Tam bém foi observado que as m ortes nessas chacinas estão aum entando, enquanto outros tipos de assassinatos estão dim inuindo.

“Se o bullying e expectativas m aiores no m undo m ais im pessoal de hoj e em dia são o que desencadeia essa tendência alarm ante, o m al tam bém pode ser um fator. O dem oníaco é atraído pela raiva e pela frustração e pelo com portam ento autodestrutivo que envolve drogas e álcool. Ele se alim enta do m edo. Aqueles que se sentem encurralados ou com etem abusos contra si m esm os podem sem perceber convidar para dentro de sua vida m ais do que outras pessoas de características sem elhantes.”

Lorraine assentiu com a cabeça.

“Com o clarividente capaz de ver auras, posso lhes dizer que a aura de um a pessoa possuída é m uito parecida com a de alguém com um vício forte”, disse. “Em am bos os casos, o indivíduo renunciou ao livre-arbítrio. Ironicam ente, a crença no m al – e um a m elhor com preensão do que ele é – pode resultar em um bem m aior. Com um m elhor entendim ento do poder do ‘livre-arbítrio’ hum ano, a hum anidade talvez estej a m enos propensa a culpar Deus, o destino ou os outros por seu próprio com portam ento e sua tolerância aos m aus-tratos.”

“Já foi dem onstrado que o bullying só sobrevive quando a m aioria que não é vitim ada por ele olha para o outro lado”, acrescentou Ed. “Em escolas onde as crianças são estim uladas a censurar o bullying, independentem ente de quem é a

vítim a, o problem a praticam ente desaparece.[21] Lem brem -se de que o m al gosta de isolar suas vítim as. Se todo m undo o ignora, o bullying pode prosperar e o m al tem um a oportunidade para assum ir o controle.

“Um a verdade surpreendente da m ente hum ana é que, se tem os a expectativa de encontrar o prazer, nós o encontram os. E se alim entam os a m ente com trivialidades e violência, então as trivialidades e a violência vão aparecer à j anela de nossa vida. Schroeder, em seu livro Hidden Face of God, nos diz que a física quântica revela que ‘parece’ haver um a força subj acente e um poder inteligente por trás de toda a m atéria e a energia... levando a crescim ento, com plexidade e diversidade. Qualquer coisa que atue contra isso na natureza – bem com o nas sociedades – tende a ter um a vida relativam ente curta.

“Em seu livro, O Pavilhão dos Cancerosos, Solj enítsin propôs ‘que a questão de transpor qualquer fronteira não seria quanto a ação nos enriquece, nos fortalece ou aum enta nosso prestígio, m as apenas: até que ponto ela é m oral?’ Mais tarde, ele acrescentou, ‘O anim al selvagem devorando sua presa é feliz, m as apenas os hum anos podem am ar, e esta é a coisa m ais elevada que o

hom em pode alcançar’.[22] É isso que a religião vem tentando nos dizer há séculos – com a ressalva de que a pessoa siga todas as leis, regras e rituais de um a religião específica, afastando ou atacando quem fizer diferente. Historicam ente, as guerras religiosas têm sido as m ais cruéis e as m ais sangrentas.”

“O m al, claro, adora essa ironia, e pode ser crucial na deturpação da m ensagem de am or... distorcendo-a e transform ando-a num a m ensagem de violência e controle”, prosseguiu Lorraine. “De acordo com o que se observou ao longo das eras, e com base em nossa própria experiência, o m al é extrem am ente oportunista, m as requer um convite e o reconhecim ento por parte de suas vítim as. É um m estre da trapaça e dá seus prim eiros passos quando ninguém está olhando, m inando assim a credibilidade da vítim a. Ele adquire cada vez m ais confiança e controle, até acum ular poder suficiente para destruir.

“O m al precisa que suas vítim as sej am fracas e que outros a ignorem , para conseguir ganhar controle. E ele necessita controlar nossos corpos para fazer seu trabalho suj o, destruindo o hospedeiro durante o processo. A única vulnerabilidade verdadeira do m al é a intervenção religiosa devotada daqueles m otivados pelo am or, com um a fé firm e em um poder superior e o desej o sincero de aj udar. Aqueles que são m otivados pela cobiça, pela sede de atenção ou outras obsessões carnais não vão ludibriar ou assustar o dem ônio.”

“Até prova em contrário, a negação cega e obstinada da existência do m al com o um poder separado pode ser perigosa”, reiterou Ed. “Ressaltam os que, se alguém que não crê em anj os ou em Deus fizer experim entos com preces, o único risco é ter um a surpresa agradável. No entanto, se alguém que não crê no m al e nos dem ônios faz experim entos com bruxaria e m agia negra, o risco é um a vida destruída.”

Lorraine confirm ou:

“Os casos de m aior dano físico e em ocional que investigam os resultam do uso de tabuleiros Ouij a, cartas de tarô, sessões m ediúnicas ou consultas com videntes inexperientes e m al inform ados. Tais ferram entas ‘abrem portas’ a entidades tanto benignas quanto m aléficas. Se um a entidade m aligna responde a um ‘convite’, ela não vai se retirar até conseguir o que desej a ou ser exorcizada com êxito.

“Ed e eu e outros investigadores aconselham os que você confie em seus ‘instintos’ e no bom senso. Se algum a coisa faz você se sentir desconfortável, evite. Não im porta se é um a atividade, lugar ou obj eto inanim ado. Acautele-se tam bém quanto a qualquer obj eto inanim ado que pareça adquirir vida ou inteligência próprias. Pesquisadores fidedignos concordam que um espírito hum ano j am ais tom ará residência em um obj eto inanim ado. Até J. K. Rowling, em sua série Harry Potter, alertou: ‘Nunca confie em nada que possa pensar por

si só, se você não conseguir ver onde fica seu cérebro’.”[23]

“Tenham cautela quando buscarem aj uda espiritual ou parapsíquica”, alertou Ed. “A ignorância e a inexperiência podem tornar as coisas piores, m uito piores. É im portante saber de que tipo de ‘espírito’ se trata quando ocorre um a atividade paranorm al. O fato de alguém ter um a crença religiosa ou m ediunidade não significa que essa pessoa com preenda todas suas possibilidades e ram ificações. A intervenção religiosa provavelm ente vai provocar quaisquer forças negativas que possam estar presentes... assim que você estiver sozinho. Um clarividente sem experiência pode ser capaz de descrever a pele de cordeiro, m as não o lobo que espreita por baixo dela.

“Protej am -se sem pre com as preces. Não deixem que eventuais dúvidas acerca de dogm as religiosos perm itam ao m al fazer você de tolo. Com o escreveu Ly dia M. Child, em seu livro Letters from New York (1852): ‘É m uito nobre lutar contra a m aldade e o errado. O erro está em supor que o m al espiritual pode ser vencido por m eios físicos’.

“E, com o gosto de dizer, ‘Você pode não acreditar em Deus, m as o diabo acredita’. As entidades do m al existem ? Analisem os os casos a seguir e deixarei que você decida por si m esm o.”

♦ Estudo de Caso Nº 5 – Am ity ville: farsa ou horror

Ed e Lorraine foram os únicos investigadores de fenôm enos paranorm ais

convidados para entrar na casa dos Lutz pouco depois que estes fugiram

aterrorizados. Desde então, este tem sido o caso m ais fam oso dos Warren,

m esm o não sendo o m ais horrendo. Um a entrevista com George Lutz

esclarece discrepâncias e revela novas inform ações.

♦ Estudo de Caso Nº 6 – Assom brada pelo m al

Um a m ulher conta com o é lutar contra um inim igo invisível. Os Warren

observam que aspectos eles analisam para determ inar a credibilidade e

quais são os padrões que causam preocupação.

♦ Estudo de Caso Nº 7 – Com o alguém que está possuído

Depois de um a viagem rotineira de negócios, um hom em passa por

alterações drásticas, tanto físicas quanto de personalidade. Sua esposa

relata tais m udanças enquanto procura aj uda m édica, psicológica,

paranorm al e espiritual.