Invocadores do Mal

Cheryl A. Wicks · Capítulo 25 de 27

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Invocadores do Mal

Resumo histórico

Resum o histórico

Lorraine acom odou-se em seu banco alto e com eçou:

“Em 1848, as irm ãs Fox, de Hy desville, Nova York, afirm aram estarem em com unicação com os m ortos, por m eio de um a série de batidas. Logo, m édiuns e m ísticos proliferaram , e as sessões m ediúnicas tornaram -se um furor, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. A cham ada com unicação com os espíritos ia desde batidas e m urm úrios espectrais a eventos m ais interessantes, com o m ovim entos de obj etos e m aterialização de aparições. Em resposta, as listas de clientes particulares e audições públicas expandiram -se. Em 1855, o

espiritualism o tinha 2 m ilhões de seguidores nos Estados Unidos e na Europa.[37]

“O espiritualism o sem pre desem penhou um papel significativo na história da hum anidade. Ele diz respeito à relação e interação do hom em com o m undo não físico – o bizarro, assustador e m iraculoso. Através dos tem pos, a religião apresentou sua interpretação, e todo m undo, dos videntes aos curandeiros, apresentou as suas.

“A investigação parapsíquica organizada teve início no fim do século XIX, com o um esforço em provar ou refutar a atividade paranorm al associada ao espiritualism o. Em 1882, foi fundada em Londres a Society of Psy chical Research, seguida pela Am erican Society for Psy chical Research, em 1885, e o

Institut Métapsy chique International francês, em 1919.[38] O Com m ittee for the Scientific Investigation of Claim s of the Paranorm al (CSICOP) foi fundado m ais

recentem ente, em 1976.”[39]

“Prim eiro, a ciência abordou as alegações paranorm ais supondo que eram delírios”, acrescentou Ed. “A parapsicologia com eçou com o um a subdivisão obscura da psicologia. Aqueles que prim eiro se dedicaram a esse cam po de estudo com frequência foram considerados eles m esm os com o necessitados de terapia. Apesar da reputação duvidosa desse cam po, Sigm und Freud escreveu, aos 65 anos, ao pesquisador norte-am ericano Herewood Carrington: ‘Se eu tivesse que com eçar m inha vida de novo, preferiria antes ser parapsicólogo do que psicanalista’. Mais tarde, Freud declarou a seu biógrafo, E. Jones, que não teria hesitado em provocar a hostilidade do m undo profissional para estudar esse ‘ponto de vista im popular’. A curiosidade e o interesse de Freud por esse cam po parecem ter surgido a partir de seus encontros com fenôm enos parapsíquicos e PES (percepção extrassensorial), incluindo um caso m uito convincente de

telepatia.”[40]

“A parapsicologia é, hoj e, um m em bro respeitado da Am erican Association for the Advancem ent of Science, com seus m ilhares de cientistas notáveis e respeitados”, prosseguiu Lorraine. “Desde 1969, a ciência norte-am ericana tem tratado de form a séria os tem as de casas assom bradas, clarividência, telepatia e telecinese. Atualm ente, m ais e m ais universidades e faculdades estão devotando departam entos e proj etos especiais nessa área. Ela tam bém está com eçando a atrair a atenção de m entes brilhantes da física e da engenharia.

“Desde os prim eiros dias da pesquisa de fenôm enos paranorm ais, a m aioria das m anifestações estudadas foi desm ascarada com o engenhosos truques de m ágica. Batidas, m esas que se inclinavam , obj etos m ovendo-se, m aterializações, m úsica espectral, luzes de espíritos e odores estranhos ocorriam de form a conveniente em am bientes controlados pelo m édium durante suas sessões ou leituras da sorte. Aqueles que afirm avam m aterializar espíritos foram pegos eles próprios se fazendo passar por espíritos. A m aioria dos m édiuns parece m elhor em ler as pessoas do que em ler cartas ou com unicar-se com os m ortos. No entanto, há problem as com esses estudos, e têm havido exceções.

“Eu e outros clarividentes fidedignos lhe direm os que os fantasm as não se apresentam atendendo a pedidos. Arthur Ford, m édium que nunca se provou ser um a fraude, explicou que nenhum m édium consegue atuar 100% do tem po. Para ele, a m aioria dos m édiuns preferiria trapacear a ter de adm itir estar tendo um dia ruim . Um em inente físico e quím ico britânico, sir William Crookes, descobriu que alguns m édiuns recorriam a truques caso tivessem a chance disso ou fossem pressionados. No entanto, sob controle estrito eram capazes de produzir fenôm enos aparentem ente genuínos. Ele sentia que, em bora a fraude fosse bem

evidente, não poderia explicar toda a atividade.”[41]

Ed com eçou a cam inhar pela sala enquanto falava.

“O que torna a pesquisa de fenôm enos paranorm ais um em preendim ento frustrante, tanto para céticos quanto para seguidores, é o fato de não ser controlada com facilidade. Entidades paranorm ais parecem reagir a certas situações e pessoas, em condições que não são fáceis de duplicar. Os sensitivos com m aior chance de vivenciar o sobrenatural, isto é, os clarividentes e as crianças, são j ustam ente aqueles em que as pessoas m enos tendem a crer. O fenôm eno não costum a m anifestar-se de acordo com a vontade das pessoas. De fato, quando isso acontece, é m uito provável que sej a total ou parcialm ente encenado.

“Mas tam bém foi dem onstrado que, com experiência e prática, os clarividentes podem ter m elhor acesso à inform ação m etafísica que parece estar presente ou que é com unicada de form a proposital, sendo capazes de com preendê-la m elhor. Um dos m édiuns m entais m ais fam osos foi Leonora Evelina Sim onds Piper. A sra. Piper foi obj eto de estudo de investigadores parapsíquicos dos dois lados do Atlântico. Costum a creditar-se a ela o fornecim ento das prim eiras evidências sólidas da vida após a m orte.”

Lorraine tom ou a palavra.

“A sra. Piper nasceu em 1859, em Nashua, New Ham pshire. Quando tinha 8 anos de idade, sentiu um golpe forte súbito na orelha direita, acom panhado por um som sibilante. A isso seguiram -se as palavras, ‘Tia Sara não está m orta, m as com você ainda está’. Sua m ãe anotou o dia e a hora em que esse evento ocorreu. Mais tarde, souberam que de fato tia Sara havia m orrido naquele

instante.[42]

“A m ediunidade da sta. Piper com eçou a expressar-se de form a plena em 1884, depois que o sogro de Leonora a levou até um clarividente cego, fam oso por seus diagnósticos e curas parapsíquicos. Ela perdeu a consciência e pareceu entrar em transe. Pouco depois, ela tom ou conhecim ento das suas próprias

habilidades e com eçou a dar consultas particulares em casa.[43]

“William Jam es, envolvido na criação da Am erican Society for Psy chical

“William Jam es, envolvido na criação da Am erican Society for Psy chical Research (ASPR), procurou a sra. Piper em 1885, para tentar provar que ela era um a fraude. O conhecim ento detalhado que ela revelou deixou-o perplexo. Depois de dois anos de estudos e sessões controladas, o sr. Jam es foi incapaz de

detectar qualquer fraude.[44]

“Quando Richard Hodgson veio da Europa para assum ir a ASPR, ele tam bém assum iu as investigações acerca da sra. Piper. Na Europa, ele havia se tornado o flagelo dos m édiuns físicos ingleses, e havia aprendido m uita coisa sobre conj uração. Tam bém ele abordou o caso supondo que a m ulher era um a fraude. Hodgson m anteve um registro detalhado de todas as sessões com a sra. Piper, contratou detetives particulares para segui-la e m onitorou sua correspondência. Ela nunca se com portou de form a suspeita, m as continuou fazendo afirm ações notavelm ente precisas sobre pessoas que nunca conhecera

ou sobre as quais nunca ouvira falar.[45]

“O talento da sra. Piper foi considerado tão extraordinário que, entre 1889 e 1890, ela foi m andada para a Inglaterra a fim de realizar sessões sob a supervisão rigorosa dos pesquisadores parapsíquicos ingleses. Na Inglaterra, com o nos Estados Unidos, consulentes anônim os a procuravam , ou substitutos iam no lugar da pessoa que deveria consultar-se. Houve tam bém um a série de ‘experim entos de encadeam ento’, em que um a série de pessoas eram interpostas entre a parte interessada e a m édium . Nenhum a das pessoas interm ediárias sabia

o nom e do indivíduo que era o suj eito.[46]

“No entanto, a sra. Piper continuou a atuar com um sucesso assom broso. Hodgson publicou um relato cauteloso de seu trabalho com a sra. Piper em 1892. Em 1898, porém , ele adm itiu sua conversão à ‘hipótese da sobrevivência’, com o resultado de seu estudo sobre a m édium . Depois de doar boa parte de sua vida a serviço da ciência, a sra. Piper m orreu com 91 anos, em 1950. Graças a ela e ao trabalho de Hodgson, m uitos pesquisadores que antes duvidavam da possibilidade

de vida após a m orte convenceram -se de sua realidade.”[47]

“Clarividentes com o Lorraine podem ver o que com frequência outros não conseguem enxergar com clareza”, prosseguiu Ed. Pode acontecer que ela descreva para um artista o que está vendo, e o esboço que este faz corresponda a um a pessoa há m uito falecida, um a com pleta estranha para Lorraine. Durante um a investigação parapsíquica em um m osteiro assom brado, Lorraine descreveu freiras aj oelhadas em bancos de igrej a e um m onge de pé, folheando um grande livro. Em bora nada fosse visível, os pesquisadores tiraram fotos do ponto onde Lorraine indicou estar a atividade. Quando as fotos foram reveladas, m ostraram im agens etéreas do m onge e das feiras, exatam ente com o ela descreveu, exatam ente onde ela disse que estavam .

“Milhares de pessoas j á tiraram fotos com orbes e fiapos espectrais onde não havia luz de flash, fum aça ou partículas no ar. Em um a série de fotografias m antida nos arquivos dos Warren, o orbe alonga-se, tom a um a form a hum ana e então desenvolve as feições nítidas de um a m ulher do século XVIII. Som bras negras m ovendo-se por si sós têm sido capturadas em film e e em vídeo. Fotos infraverm elhas captam olhos que brilham e silhuetas em situações em que nada aparece ao olho físico. Câm eras digitais registram feixes de luz e orbes no m esm o instante em que pesquisadores olham para a m esm a cena e não veem nada com os olhos. Im agens m isteriosas de pessoas que não estão fisicam ente presentes aparecem em fotografias dom ésticas rotineiras ou em superfícies refletidas.”

“A tecnologia m oderna m elhorou nossa capacidade em obter provas, e tam bém tornou m ais fácil m elhorar ou tratar im agens”, Lorraine acrescentou. “Ainda assim , um arquivo enorm e de fotos não alteradas perm anece sem explicação. Os céticos acreditam que essas im agens podem na verdade ser criadas pela m ente. Em outras palavras, se você se concentra o suficiente, algo pode de fato aparecer no film e fotográfico... ou obj etos podem se m over. Há tam bém algum a evidência indicando que distúrbios m entais ou em ocionais, tem porários ou não, podem levar a m anifestações paranorm ais.”

“No entanto”, com entou Ed, “psiquiatras e psicólogos que estudam m édiuns concordam que há um a diferença nítida entre m ediunidade e esquizofrenia. Os esquizofrênicos não têm controle sobre suas vozes, visões e personalidades m isteriosas. Tais m anifestações ocorrem de form a espontânea, com frequência sem aviso, e são difíceis de deter. As vítim as ficam desorientadas com a experiência e não conseguem viver norm alm ente. Médiuns, porém , podem controlar seus dons parapsíquicos, podem usá-los de form a

produtiva e podem ter vidas norm ais.[48]

“A m esm a distinção tem sido feita entre a m ediunidade de transe e casos de m últipla personalidade. No segundo caso, há pouco controle sobre o m om ento em que a pessoa m uda de um a personalidade para outra. Os m édiuns, entretanto, entram em transe quando querem . Além do m ais, distúrbios de personalidades m últiplas tipicam ente têm com o base um a infância traum ática, enquanto a

m ediunidade com frequência desenvolve-se na idade adulta.”[49]

Lorraine colocou-se de pé e esticou as pernas antes de prosseguir.

“O funcionam ento da m ente é m isterioso o bastante sem que se acrescente o sobrenatural. É por isso que a ciência se sente m elhor com a exploração controlada. O professor Joseph B. Rhine, da Duke University, foi um dos prim eiros a fazer m edições do que ele cham ou de fator ‘psi’ no hom em . Mais ou m enos na m esm a época, o psiquiatra dr. George Sj olund estabeleceu laboratórios especiais em Baltim ore, Mary land, para testar essa percepção extrassensorial (PES). Em 1970, o dr. Sj olund concluiu: ‘Todas as evidências indicam que a PES

existe’.[50]

“O livro Psychic Discoveries behind the Iron Curtain,[51] escrito por Sheila Ostrander e Ly nn Schroeder, foi resenhado pela dra. Thelm a S. Moss, professora-assistente de psicologia m édica na Escola de Medicina da UCLA. Ela com entou, ‘em 1970, a ciência m aterialista soviética realizou um feito no cam po dos fenôm enos ocultos que se equiparou ao envio do Sputnik ao espaço em 1957’.

[52]

“Depois de resenhar o m esm o livro para o Los Angeles Times, o escritor Nat Freedland observou, ‘Há anos os cientistas do Leste europeu têm obtido êxito em experim entos parapsicológicos de alcance assom broso. Em vez de perderem um tem po interm inável com m aços de cartões e com dados, com o faz o dr. J. B. Rhine, da Duke University, os cientistas soviéticos colocam um experim entador com talentos telepáticos em Moscou e outro na Sibéria, a quase 2 m il quilôm etros

de distância’.”[53]

“Para não ficar atrás dos russos, os norte-am ericanos desde então têm feito m ais do que ‘perder tem po’ com cartões de laboratório”, Ed acrescentou. “O Los Angeles Times noticiou, em 11 de fevereiro de 1971, que o astronauta Edgar D. Mitchell, da Apollo 14, levou a bordo cartões de PES. Fazendo um experim ento, ele teve êxito em enviar m ensagens m entais desde o espaço para o engenheiro Olaf Olsen, em Chicago. Isso prova, para além de qualquer dúvida, que a

telepatia funciona m esm o a partir do espaço exterior.[54] O estudo inicialm ente foi feito para explorar a possibilidade de com unicação de em ergência, m as os benefícios potenciais são m ais abrangentes.

“O Rem ote Viewing Institute, encabeçado pelo m aj or reform ado do exército Ed Dam es, enfoca o desenvolvim ento de habilidades extrassensoriais para a coleta de inform ações. Com pouco m ais do que o nom e de alguém , pessoas com dons treinadas são capazes de descrever de form a precisa os arredores do indivíduo. O instituto tem sido bem -sucedido em localizar dessa form a vítim as de sequestros. O uso de visão rem ota pelas forças m ilitares tam bém é destacado no livro Future War, do dr. Russell Targ. Em bora não sej a

provável que se torne parte do Discurso do Estado da União[55] desse país em um futuro próxim o, a PES parece constituir um a parte im portante de nossas pesquisas m ilitares.”

“Entretanto, o m etafísico e o paranorm al continuam sendo um a fronteira praticam ente inexplorada”, Lorraine retom ou. “Os benefícios potenciais para a segurança nacional, para a m anutenção da lei, para a saúde física e m ental e até para os negócios é enorm e. Há não m uito tem po, a clarividência era diagnosticada com o bruxaria ou doença m ental. Agora está sendo com provada e am plificada em laboratórios.

“Atualm ente, m édicos e escolas de m edicina reconhecem o efeito terapêutico de preces, do riso e de atitudes positivas. Em cada teste de m edicam entos, os placebos sem pre funcionam para um a dada porcentagem de pessoas. Talvez haj a algo m ais do que apenas ‘a m ente dom inando a m atéria’ atuando aqui.

“A revista Nation’s Business publicou um artigo, em 1971, intitulado ‘Dólares Podem Jorrar do Sexto Sentido. Haverá um a Ligação entre Sucesso nos Negócios e Percepção Extrassensorial?’. A m atéria concluía que ‘a evidência que obtivem os indica que tal pesquisa será de grande valia’. John Mihalasky, professor associado de engenharia adm inistrativa no Newark College of Engineering, encontrou um a correlação entre um a capacidade adm inistrativa superior e a PES. Mihalasky afirm ou que as decisões corporativas m ais consistentes não eram

feitas com base na lógica, m as em habilidades intuitivas.”[56]

Ed dirigiu-se ao grupo.

“Algum dia, evidências m etafísicas e o testem unho de clarividentes com provados poderão ser tão confiáveis e fidedignos quanto im pressões digitais e DNA. Agentes da lei do m undo todo têm , relutantes, buscado aj uda – ou são forçados a fazê-lo – de m édiuns para solucionar crim es ou localizar pessoas desaparecidas. O dr. Maxim ilian Langsner solucionou casos difíceis fixando o olhar no suspeito por 30 a 60 m inutos. Depois de fazer isso, o doutor era capaz de

direcionar as autoridades até evidências que levavam a condenações.[57]

“O dr. Langsner nasceu em Viena, estudou com Freud e viaj ou para a Índia para pesquisar o ‘inexplicável controle intuitivo da m ente’. Obteve um doutorado em filosofia na Índia, em 1926. Ele afirm ava conseguir ler ondas cerebrais. A ciência m oderna tam bém pode ver as ondas cerebrais do ‘estado alfa’, m as ainda não consegue ‘lê-las’, a não ser por gráficos e im agens.”

Lorraine acom odou-se de novo em seu banco alto e disse:

“Com preender o paranorm al tam bém traria paz de espírito a m uitas pessoas. A noção de que a ‘vida’ ou a consciência continua sob algum a form a é reconfortante para aqueles que tem em a própria m orte ou que choram pela perda dos entes queridos. Ainda, talvez tenham os m enos propensão a m atar outras pessoas, a sofrer com frustrações e decepções de curto prazo e a im por aos dem ais nossas opiniões e j ulgam entos se entenderm os que de fato há infinitas form as de ser... e um a eternidade de oportunidades. Muitas religiões j á apresentam esse conceito, de um a form a ou de outra.

“Já em 1957, em um artigo intitulado ‘Um a Crise na Ciência’, a revista Life profetizava: ‘A única “realidade” é aquela que ocupa espaço e tem m assa – é irrelevante em um a era que provou que a m atéria é intercam biável com a energia. Liberta do m aterialism o, a m etafísica pode m uito bem tornar-se a principal preocupação do hom em no próxim o século, e pode até m esm o gerar

um consenso m undial quanto à natureza da vida no universo’.”[58]

“Cientistas m odernos reconhecem que existem m uito m ais do que três dim ensões”, Ed acrescentou. “Einstein afirm ava que a energia nunca desaparece, apenas se transform a. Em 2001, físicos nucleares revelaram a descoberta de partículas m enores que o próton e o elétron, presentes em todos os átom os, que continuam ente alternam entre energia e m atéria. Poderia ser essa a prova de nossa essência espiritual?”

“Gerald L. Schroeder, Ph.D. pelo Massachusetts Institute of Technology, escreveu três livros relacionando descobertas científicas a crenças religiosas”, continuou Lorraine. “Seu trabalho foi citado na Time, na Newsweek, na Scientific American e em j ornais im portantes no m undo todo. Em seu livro, The Hidden Face of God, publicado em 2001, o dr. Schroeder observa que em nosso m undo físico existe m uito m ais não m atéria do que m atéria. Em outras palavras, há m uito m ais substância m etafísica do que física. Ele tam bém sugere que, em vez de ser a criadora dos fenôm enos paranorm ais, nossa m ente é a antena para a realidade m etafísica que conecta todos nós.

“Antes disso, Albert Einstein escreveu, ‘Um ser hum ano é parte do todo, a que cham am os universo – um a porção lim itada no tem po e no espaço. Ele vivencia a si m esm o, seus pensam entos e sentim entos com o algo separado do

resto – um a espécie de ilusão óptica de sua consciência’.[59] (Apesar da rapidez com que nossa capacidade de nos com unicar com coisas sem substância ou m eios físicos ou de percebê-las m ove-se do im provável para o possível.)” Observações relacionadas à pesquisa parapsíquica