Invocadores do Mal
Observações relacionadas à pesquisa parapsíquica
Ed entregou a Lorraine um copo de água e tom ou a palavra.
“A chave para desvendar m istérios m ísticos não está nos laboratórios e nos equipam entos técnicos, m as no bom e velho recurso usado tanto por detetives quanto por cientistas – observação e interpretação. Ainda que o estudo continue em andam ento e sej a passível de interpretação individual, Lorraine e eu e a m aioria dos investigadores de cam po em paranorm alidade concordam os quanto a diversas consistências e padrões. A prim eira delas é...
“Im pressões parapsíquicas – Hans Holzer, Ph.D., professor de parapsicologia no New York Institute of Technology e autor de diversos livros, é da opinião de que a m aioria dos avistam entos espectrais (85-90%) são apenas um a reprise de um evento em ocional do passado. Concordam os que o ‘fenôm eno’ relatado com m ais frequência é a repetição de um a im agem e de um a sequência de eventos em que ocorreu um a tragédia ou sofrim ento. Muitas vezes, cam pos de batalha, hospitais ou locais onde aconteceu um assassinato ou acidente fatal revelam a m esm a im agem a pessoas diferentes. Ainda, em lugares onde um esforço repetitivo ocorreu em vida, um a im pressão parapsíquica pode ter sido deixada após a m orte. Por exem plo, pode haver um a im agem recorrente de um hom em pendurando seu chapéu ao voltar do trabalho, ou de um a m ulher em seu j ardim . Às vezes esses eventos recorrentes podem ser odores ou sons... crianças correndo para cim a e para baixo pelas escadas, cheiro de charuto ou de perfum e.
“Existe a teoria de que tais fenôm enos parapsíquicos sej am com o um a fotografia que fixa um a im agem com um lam pej o de energia ou que deixa um a im pressão com eventos repetidos. Esses fenôm enos requerem certas condições para se desenvolver; m as, quando as condições corretas existem , m uitas pessoas diferentes relatam ver e vivenciar o m esm o evento em m om entos distintos. Não há perigo algum em um a im pressão parapsíquica.
“O próxim o é... Espíritos presos à Terra. Muitos investigadores esclarecem que um ‘fantasm a’ é a im agem de alguém desconhecido, enquanto um a ‘aparição’ é a im agem de alguém que você conhece. Tais im agens só podem ser vistas por sensitivos (clarividentes, m édiuns, crianças e anim ais) e pessoas com as quais o fantasm a sente afinidade. Por exem plo, o atual proprietário de um im óvel ou um a visita podem se parecer com um ente querido do fantasm a – filho, filha ou cônj uge – ou ser tom ado por um antigo inim igo. Em outros casos, eles podem ter o m esm o tipo de trabalho, o m esm o hobby ou estar nas m esm as circunstâncias.
“Na m aior parte do tem po, os fantasm as revelam -se por m eio de perturbações, que são elas próprias um a pista para se saber quem são e por que estão ali. Reform as na propriedade podem perturbar os fantasm as e torná-los ativos. Clarividentes e m édiuns genuínos podem descrever tais entidades e com unicar-se com elas para aj udar em sua identificação e encoraj á-las e seguir seu cam inho, beneficiando a todos os envolvidos. Entidades presas à Terra conseguem m over quadros, lâm padas e brincar com aparelhos eletrônicos, m as não são fisicam ente perigosos. Testem unhas desses fenôm enos podem ficar assustadas ou perturbadas, m as raram ente ficam aterrorizadas. Muitas coexistem com seus fantasm as.”
Lorraine interrom peu, “A principal razão pela qual algum as entidades perm anecem ‘presas à Terra’ é não terem aceitado a m orte, provavelm ente por ela ter chegado de form a inesperada ou por algum problem a m ental que a pessoa teria em vida. Alguns espíritos ficam para tentar resolver assuntos inacabados. Em bora possam desej ar concluir algo, nós e outros investigadores sérios não tem os conhecim ento de qualquer fantasm a que de fato estivesse buscando vingança ou j ustiça. Ao contrário, um fantasm a pode estar sofrendo por seu próprio sentim ento de culpa ou pela necessidade de reconfortar outras pessoas, inclusive aquela que lhe causou m al. Outros fantasm as podem , por teim osia, recusar-se a sair de suas casas, local de trabalho ou lugar onde m orreram . Os m otivos em ocionais que prendem as pessoas durante a vida parecem aplicar-se tam bém à m orte. Espíritos presos à Terra, porém , parecem ter m enos m obilidade na m orte do que tinham em vida, e não seguem as pessoas de um lugar a outro.”
Ed retom ou:
“Espíritos de transição e de crise – Tais aparições são o segundo tipo m ais relatado de aparições espectrais. Geralm ente são im agens de alguém que você conhece. Além do avistam ento de pessoas, são reportados tam bém avistam entos de anim ais queridos.
“O m ais com um é um a im agem , voz, cheiro ou outra m anifestação de alguém que você conhece e que m orreu a algum a distância de você. Se aparecem com o im agens visuais, tendem a ter a m esm a aparência de quando m orreram . É perturbador se a m orte deveu-se a um acidente violento, a assassinato ou na guerra. É dessa form a que m uitos ‘fantasm as’ ganham a reputação de serem assustadores.
“Um espírito em transição tende a aparecer nas prim eiras 48 horas após a m orte do indivíduo, pode aparecer a m ais de um a pessoa no m esm o m om ento e lugar e raram ente é visto de novo nessa m esm a form a. Acredita-se que tais espíritos estão no processo de passar para o outro lado. Eles desej am inform ar alguém de seu passam ento e confirm ar que a vida continua. Testem unhas desse fenôm eno com frequência têm um a sensação de paz a despeito dos eventos infelizes que levaram ao avistam ento.
“Os ‘espíritos de crise’ são aqueles que aparecem a alguém em um a crise em ocional ou física. Por exem plo, o m arido falecido que aparece para encoraj ar a esposa que dirige em um a nevasca perigosa. Às vezes um a im agem ou outras pistas de um ente querido que se foi podem aparecer em m om entos felizes ou quando os m em bros da fam ília estão reunidos. Ainda, outras visitações são relatadas quando alguém está m uito triste ou deprim ido. Pessoas que vivenciam esse fenôm eno a princípio se assustam , m as tam bém relatam terem se sentido reconfortadas.”
“Em am bos os casos, os sonhos são um veículo com um para a ‘com unicação’”, Lorraine explicou. “A entidade seguiu seu cam inho, ou está no processo de fazê-lo. É livre para voltar conform e necessário ou desej ado, em qualquer tem po e lugar; entretanto, em geral ela faz apenas um a aparição. Com frequência é o suficiente para que am bos os lados ‘libertem ’.”
Ed continuou:
“Anj os – Essas entidades nunca foram hum anas e, de acordo com a m aioria das doutrinas cristãs, atuam com o m ensageiros de Deus. Outras religiões identificaram entidades sim ilares. Tais espíritos costum am m aterializar-se fisicam ente em situações de crise e em seguida desaparecem de form a m isteriosa. De novo e de novo, tais aparições são relatadas em hospitais, locais de acidentes e por funcionários de casas para doentes term inais, e em todas as culturas e nações. Um a pessoa sente-se protegida, aliviada ou em paz quando confrontada com tal experiência.
“A seguir tem os o poltergeist – este é o term o alem ão para o fantasm a travesso ou barulhento. A im plicação é que esta é um a perturbação criada por um espírito preso à Terra ou por um espírito visitante. Sabe-se que a reform a de propriedades é algo que desencadeia esse tipo de fenôm eno. Traços da personalidade parecem perm anecer em fantasm as presos à Terra que podem ter sido controladores, teim osos, am argos ou ressentidos quando vivos. Outros tentam ser prestativos ou brincalhões e nesse processo se m ostram barulhentos ou m aliciosos.
“Os espíritos que anteriorm ente foram hum anos e que retornam do outro lado têm m ais poder de m over obj etos e fazê-los se m anifestar a partir do nada. Tais entidades podem seguir um a pessoa. Fantasm as presos à Terra – espíritos que não conseguiram fazer a passagem – têm poderes sobrenaturais m ais fracos e estão ligados a um ponto físico.
“O m ovim ento físico de obj etos e m óveis dom ésticos ou de escritórios sem um m eio aparente de propulsão tem sido docum entado em film es. Tal atividade tem sido relacionada a capacidades parapsíquicas inconscientes de adolescentes em ocionalm ente perturbados. Em alguns casos, terapia e m aturidade resolvem o problem a. Não sendo esse o caso, um clarividente genuíno e experiente em investigação de fenôm enos paranorm ais pode ser capaz de identificar o espírito, determ inar o que está fazendo e qual sua m otivação e com unicar-se com ele para que a paz possa ser restabelecida.
“A atividade de um poltergeist pode ser assustadora e perigosa. Golpes físicos, obj etos que voam ou m esm o vergastadas podem ferir pessoas. Dependendo da progressão e do nível de violência, investigadores com o nós tem em o possível envolvim ento do m al.
“E finalm ente tem os as Entidades Malignas – Satanás, diabos, dem ônios e todo tipo de seres inerentem ente m aus têm sido identificados por quase todas as religiões praticadas pela hum anidade. No entanto, os espíritos m alignos são os m ais passíveis de ser tratados de form a sensacionalista ou negados. Nós – assim com o m uitas outras pessoas – observam os diversos estágios e m anifestações do que a princípio parece ser um a atividade paranorm al benigna, m as que pode se transform ar em algo m uito pior e perigoso.”
“O m al precisa ser convidado a entrar na vida de um a pessoa”, reiterou Lorraine. “Isso pode acontecer de form a direta, por m eio de bruxaria e de culto ao dem ônio, ou inadvertidam ente, por m eio de tabuleiros Ouij a, cartas de tarô, videntes inexperientes ou m al inform ados, ou com portam entos destrutivos incluindo drogas, álcool, violência ou associação com adoradores do dem ônio. As entidades m alignas nunca foram hum anas, e têm poderes inum anos. Por natureza, são m entirosas e m anipuladoras. Elas fingem ser algo que não são, para encoraj ar as pessoas a aceitarem ou desej arem um envolvim ento m aior.”
“Um a vez que isso aconteça, as m anifestações físicas podem ocorrer”, prosseguiu Ed. “Esses eventos são assustadores e opressivos. Eles fazem com que m em bros da fam ília se voltem uns contra os outros. Perturbações constantes, vozes, pesadelos e barulhos desgastam as pessoas física e em ocionalm ente. Um a vez que isso aconteça, pode ocorrer a possessão. Infelizm ente, a possessão pode levar à m orte do indivíduo e possivelm ente de outras pessoas.
“Entidades m alignas têm o poder de m over obj etos grandes e de transportar itens volum osos – até m esm o pessoas – de um lugar a outro. Tam bém podem seguir as vítim as de um lugar a outro ou perm anecer em dorm ência, indefinidam ente, em um a casa infestada ou em outro obj eto inanim ado, esperando por alguém que sej a vulnerável.
“O m al tam bém é esperto o suficiente para fingir-se de m orto nas condições adequadas. No entanto, ele é vulnerável a um a intervenção religiosa, e é forçado a revelar-se e ser expulso (exorcism o) pelas m ãos certas. Muitos casos são, na verdade, im aginários ou fraudulentos, m as há aqueles que até o m om ento desafiam qualquer outra explicação.”