Invocadores do Mal
Ed Warren: demonologista leigo
Ed Warren: dem onologista leigo
Ed Warren nos conta, com suas próprias palavras, como se tornou
um dos únicos sete demonologistas nos Estados Unidos e um dos
poucos “demonologistas leigos” do mundo.
Algum as pessoas tem em os “dem onologistas”, achando que gostam os de ficar na com panhia de dem ônios ou, ainda pior, que os incentivam os e veneram os. Nada pode estar m ais distante da verdade. Os dem onologistas estudam os dem ônios para desencoraj ar a prática do ocultism o e para aj udar aqueles que se veem vítim as de tais práticas.
As pessoas não costum am cham ar a polícia se acham que “Gasparzinho” m ora em seu guarda-roupa ou que a presença reconfortante de um parente querido, m as m orto, ronda a sala de estar. Elas cham am a polícia quando forças invisíveis se tornam tão violentas e am eaçadoras que não têm m ais a quem recorrer. Os policiais são especialistas em crim es, m as isso não os torna crim inosos. Eu m e tornei um especialista em forças som brias invisíveis, m as isso não faz de m im um adorador do diabo.
Os dem onologistas são, na m aioria das vezes, “religiosos”, no sentido de que são padres, m inistros e outros líderes devotos de religiões organizadas que dedicam a vida a sua religião. Ninguém m e tom aria por um padre. Assim , sou considerado um “dem onologista leigo”. No entanto, correndo o risco de confundir você, tam bém m e considero um dem onologista religioso... pois acredito piam ente que Deus é o único poder superior às forças do m al.
Um dem onologista não é a m esm a coisa que um exorcista. Som ente um a pessoa religiosa extrem am ente devota, com um treinam ento cuidadoso, pode desem penhar tal função. É um trabalho m uito perigoso. Mas há m uita gente que afirm a poder exorcizar, assim com o há m uita gente que afirm a poder predizer seu futuro. Com o disse um padre certa vez, “O dem ônio não é um m aldito idiota, m as é um anj o m aldito, e pode fazer de você um m aldito idiota”. Ele pode fazer coisas piores do que isso. Ele pode m atar você e controlar sua alm a. O exorcism o não é um a responsabilidade que pode ser dada a am adores. A prim eira pista quanto ao grau de capacidade de um suposto exorcista é se ele lhe entregar um a tabela de preços para os seus serviços.
De qualquer m odo, quando as pessoas veem alguns de nossos casos terríveis, tem a de tantas entrevistas na televisão e em revistas, livros e até alguns film es, têm a ideia equivocada de que esse trabalho é o segredo para a fam a e a fortuna. Mais um a vez, isso não poderia estar m ais distante da verdade. E ainda assim , m uitas, m uitas vezes as pessoas vieram até m im depois de um a conferência e perguntaram , “O que preciso fazer para m e tornar dem onologista? Quero ser dem onologista com o você”.
Bom , a verdade é esta: eu nunca m e tornei dem onologista. Eu nasci dem onologista. O que isso significa? Essa não é um a carreira que planej ei ou que escolhi. Ela m e escolheu. Em bora m uita coisa possa ser aprendida com os livros e a experiência, cada um tem m ais afinidade por certas coisas em com paração com as outras pessoas. As circunstâncias de vida de alguém e as oportunidades que aparecem para essa pessoa contribuem para os interesses, habilidades e oportunidades que se desenvolvem .
Olhando para trás, sinto que nasci com um a certa percepção e tive a possibilidade de reunir m ais conhecim ento naquela área. Quando eu não dispunha do conhecim ento de que necessitava, ele sem pre pareceu vir até m im ... talvez na form a de um a inspiração, de outra pessoa ou de um livro, m as ele sem pre vinha até m im quando eu precisava.
Não acordei um dia e disse, “Quero ser dem onologista”. Ainda assim , tornei-m e um especialista respeitado nesse cam po, sem diplom a em teologia ou psicologia, nem cursos de parapsicologia. E depois de 25 a 30 anos de pesquisa de fenôm enos paranorm ais, m uitos clérigos e líderes em todo tipo de religião descobriram que de algum m odo eu entendia m elhor o sobrenatural e sabia m ais sobre ele do que até m esm o seus estudiosos m ais eruditos.
João, 15:16-17: “Não foram vocês que Me escolheram, mas eu que os escolhi, e vocês devem ir e frutificar, e que seu fruto permaneça, de modo que tudo que pedirem ao Pai em Meu nome, Ele lhes conceda”.
Atraídos pela vida pública em polgante que parecem os levar, m uitas pessoas pensam que tudo o que precisam fazer é visitar locais assom brados e assim vão se tornar tão renom ados quanto Lorraine e eu. Para nós, isso levou m ais de cinquenta anos – cinquenta longos anos de nossa vida dedicados a viaj ar sem descanso por m uitas centenas de m ilhares de quilôm etros, e incansavelm ente passar as noites acordados enquanto trabalhávam os nas investigações em lugares estranhos. Tam bém há riscos físicos e em ocionais.
Felizm ente, Lorraine e eu estam os bem fundam entados em nossa religião e nossa fé é inabalável. Nossos m otivos sem pre foram com preender e aj udar, e não enriquecer (ainda não som os ricos) ou ser fam osos (só enquanto dura a m anchete do dia). A hum ildade é essencial em nossa capacidade de reconhecer e respeitar poderes m aiores do que nós... e de invocar os poderes divinos de que regularm ente necessitam os. Tam bém reconhecem os os benefícios de um bom senso de hum or. Esse é um ram o de atividade bem estranho.