Invocadores do Mal
Estudo de Caso Nº 8 Pé Grande no Tennessee
Estudo de Caso Nº 8
Pé G rande no Tennessee
Todos os nomes e lugares desta história verídica foram trocados ou
modificados para proteger a privacidade dos clientes.
Ed Warren descreve o caso.
Histórico
Enquanto Lorraine e eu dávam os um a palestra em um a escola próxim a ao
Erem itério de Andrew Jackson,[32] no Tennessee, em abril de 1976, um professor que cham arei de Ralph trouxe a nosso conhecim ento um artigo publicado no j ornal da região pouco tem po antes. De acordo com a história, as pessoas estavam relatando o avistam ento, nas vizinhanças, de um a criatura sem elhante ao lendário Pé Grande. Ralph perguntou se gostaríam os de investigar o caso. Concordam os em sair para percorrer as florestas do Tennessee bem cedo no dia seguinte. Anos dando palestras nos ensinaram a deixarm os algum tem po livre em nossa agenda exatam ente para oportunidades com o essa.
Depois de um a noite bem dorm ida, nos encontram os com Ralph no saguão de nosso hotel, bem cedo, e partim os para a zona rural do Tennessee. No cam inho, Lorraine falou sem parar enquanto eu m e perguntava quando teria m inha próxim a refeição. Cada quilôm etro nos afastava ainda m ais da civilização com o eu a conhecia – cafés, restaurantes e lanchonetes. Estávam os em um a parte do estado tão rem ota que as aves m igratórias precisariam de m apas.
Um a estrada de terra nos levou até um a dim inuta com unidade de casebres conectados por cabos de eletricidade a um “poste de luz” que se erguia no centro do local, com o um m astro. Ao redor dessa área dilapidada crescia um a floresta densa, que parecia estender-se até os confins do m undo. O proprietário de toda a área desm atada era tam bém o xerife daquela pequena com unidade isolada. Os vizinhos de porta do xerife eram um outro casal com seus dois filhinhos.
O xerife era um hom em alto e m agro, com faces encovadas. Usava um m acacão e um a cam isa escura que parecia bem surrada. Estendeu um a de suas m ãos enorm es, m anchadas m as lim pas, e nos apresentam os. Era um suj eito sim ples, extrem am ente educado e respeitoso, m as não era nenhum tonto. Tinha voz suave apesar de todo o seu tam anho, e falava de form a cautelosa e ponderada.
Concordei em conduzir as entrevistas, enquanto Lorraine percorreria a área e a floresta ao redor com nosso guia turístico Ralph. Ela queria ver o que podia perceber por m eio de sua clarividência sem ser influenciada pelo que outras pessoas alegavam ou pensavam ter visto. Com ecei a entrevista colocando um a fita nova em m eu gravador e dirigindo m inhas perguntas ao xerife.
Prim eira entrevista com o xerife
Com ecei tentando saber m ais sobre o hom em e o local.
“Soube que você é segurança em um a loj a de departam entos na região e que m ora aqui com sua esposa. Vocês têm filhos?”, perguntei a ele.
“Não, senhor, não tem os filhos, infelizm ente”, respondeu o xerife.
“Você tem um vizinho que m ora a poucos m etros de sua própria casa, m as fora isso não há m uitas casas por aqui, não é?”
“Não, senhor, perto m esm o não há. Não há casas por m uitos quilôm etros. Só existe um riacho que segue um a ravina e ressurge a aproxim adam ente sete quilôm etros, onde passa um a estrada asfaltada”, descreveu o xerife.
“Pelo que sei há algum as cavernas nos arredores que têm até um quilôm etro e m eio de extensão e onde a tem peratura raram ente desce abaixo de 15 graus centígrados. Está correto?”
“Sim , senhor, é o que m e disseram ”, disse o xerife, assentindo com sua grande cabeça. “Nunca estive na caverna, m as conversei com um vizinho m eu, que m ora a uns... ah, três quilôm etros de m inha casa. Ele diz que há um a caverna, e que essa trilha leva até lá, de acordo com a descrição que fez da área. Essa trilha que sai aqui da casa... essa que a gente vê ali... ela leva até a área onde a caverna está localizada.”
“Então, este seria o local ideal para um a criatura desconhecida sobreviver. Outra coisa, quando olho para essa floresta por trás da sua casa, posso ver que algum a coisa grande poderia perm anecer escondida a m enos de 30 m etros de distância. Nunca perceberíam os a presença dela.”
“É isso m esm o, senhor. Um a criatura enorm e poderia se esconder ali, e a m enos que alguém fosse direto até onde ela estivesse, nunca conseguiria vê-la. É isso m esm o.”
“Lorraine e eu vim os um artigo de j ornal sobre algo que aconteceu recentem ente com seu vizinho. Poderia nos falar algo sobre o que aconteceu a essa fam ília que m ora na casa ao lado da sua?”
“Um as duas sem anas atrás, na noite da segunda-feira passada, para ser
“Um as duas sem anas atrás, na noite da segunda-feira passada, para ser m ais exato... cerca de 9h30 da noite, esse senhor (m eu vizinho) veio até m inha casa e m e acordou. Ele estava m uito transtornado, erguendo a voz e berrando para eu abrir a porta e aj udá-lo. E então ele contou que algum a coisa quase tinha pegado um de seus filhinhos logo ali.
“Ele disse que seu filho precisou sair da casa, e sua esposa o levou até a porta. Quando ele saiu, algum tipo de coisa tentou pegar o m enininho. A esposa puxou o garoto de volta para dentro, bem a tem po.” (Para quem está se perguntando por que um garotinho precisaria sair no m eio da noite, essas fam ílias ainda tinham o banheiro fora da casa.)
“Creio que o garoto tem 4 anos de idade, certo?”, arrisquei.
“Sim , senhor, certo”, confirm ou o xerife. “Eles têm outro filho. Um m enino de 5 anos.”
“Essa fam ília j á havia visto a criatura por aqui antes?”
“Sim , senhor. Enquanto estavam cortando lenha...”
“Ali atrás?”, perguntei, apontando para a beira da floresta.
“Sim , atrás da casa, que você pode ver deste lugar aqui. Tem um m atagal fechado ali. E um deles disse que eles viram essa coisa saindo dali. Foi cerca de duas sem anas antes que o incidente acontecesse.”
“Em outras palavras, houve aqui dois avistam entos em um m ês?”
“Sim , senhor, sim , senhor, sem som bra de dúvida.”
“E você m esm o j á viu esse ser m isterioso sobre o qual li no j ornal?”
“Sim , senhor, com certeza eu o vi”, o xerife respondeu, sem hesitação. Era óbvio que estivera esperando que eu fizesse aquela questão.
“Poderia descrever o que viu e quando foi isso?”, perguntei.
“Bom , eu descreveria essa coisa com o tendo uns 2 m etros de altura. Ela cam inha ereta, com o um hom em , e eu diria que na altura do om bro ela... se encurva um pouco para a frente ao andar.
“A prim eira vez que vi essa coisa foi a m ais ou m enos três anos e m eio ou quatro. Desculpe por não poder dar m ais inform ações, m as não anotei a data em que aconteceu. Já fazia várias noites que os cachorros estavam agitados, e eu não estava dando m uita atenção a isso. E um a m adrugada, por volta de 2h30 da m anhã, pelo que m e lem bro, eu saí e acendi a luz para investigar, e o ser estava no quintal... bem perto da casa.
“E parecia ter m edo da luz. Virou-se e fugiu correndo... saiu do quintal e voltou para o m atagal... a floresta ali.”
“Quanto você acha que o ser pesava?”, perguntei.
“Eu estim aria o peso da coisa entre 160 e 180 quilos, pelo m enos.”
“Essa criatura produziu algum som ?”
“Não poderia j urar que foi a coisa que produziu o som ; m as ouvi sons em várias ocasiões diferentes, depois desse evento e antes que eu a visse pela prim eira vez. Não soava com o nada que eu j á tivesse ouvido; nenhum ser hum ano poderia im itar esse som e não era nenhum anim al que conheço nesta área.”
“Com o você descreveria o som ?”
“Bom , eu descreveria m eio que com o um a m ulher gritando... um a m ulher
“Bom , eu descreveria m eio que com o um a m ulher gritando... um a m ulher m uito irritada. Exceto que nunca ouvi um a m ulher gritar exatam ente daquele j eito. Mas eu diria que é o m ais parecido, só que m uito m ais forte e m ais áspero.”
“Há algum cheiro associado com esse anim al?”
“Tenho sentido alguns cheiros incom uns quando ele aparece, senhor. Sem a m enor dúvida”. O xerife fez um a pausa e então acrescentou, “Eu diria que é um cheiro tipo de raposa; m as não é exatam ente a m esm a coisa.”
“Você fez algo quando viu esse ser?”
“Peguei um a tábua e um bastão e corri atrás dele até ele entrar na floresta, m as não o persegui.”
“Você acha que essa criatura faria m al a um a pessoa?”
“Senhor, ela parecia bem m alvada. Mas, até onde sei, ninguém nunca foi ferido por ela”, o xerife adm itiu.
Agradeci a ele pelo relato e perguntei se poderia usá-lo para inform ar outras pessoas.
“Senhor, dou perm issão para que o use com o quiser. E gostaria de agradecer m uito por sua cooperação neste caso, e seu interesse por ele. E fico grato por finalm ente encontrar alguém que m e ouça. Falei com várias pessoas que não acreditam que isto estej a acontecendo, e de novo agradeço por sua preocupação, senhor.”
“De nada”, disse eu. “Agora eu gostaria de entrevistar seus vizinhos.”
Ele m e apresentou a duas m ulheres e a um hom em , que estavam postados a um a distância educada, escutando cada palavra. Um pequeno grupo de crianças e cães tam bém rondava por ali. Tanto o xerife quanto seu vizinho m oravam em casas dilapidadas, distantes poucos m etros um a da outra e do tam anho de um a garagem para um carro. Cada casa tinha um a porta dianteira e outra traseira, e um banheiro externo em um a casinha. Atrás da casa do vizinho espalhava-se um a pilha de latas e outros m etais. Um a m ulher m agra e em pertigada, com seus trinta e tantos anos e usando um vestido florido desbotado, era a dona de casa na residência vizinha. Usava o fino cabelo castanho preso para trás e parecia ser incapaz de ficar parada quieta. Sua voz soava áspera, com o se ela passasse tem po dem ais gritando atrás de crianças e anim ais. Minha série seguinte de perguntas foi dirigida a ela.
Entrevista com os vizinhos
Voltei-m e para a m ulher, apontei-lhe m eu gravador e disse:
“Por favor, conte-m e com suas próprias palavras o que aconteceu naquela noite com seu filhinho e a criatura estranha.”
Ela baixou os olhos para os sapatos surrados, aj eitou o vestido puído e respondeu:
“Bom , ah, m eu filho e eu fom os até a porta dos fundos. Estávam os parados lá, à porta. Eu estava olhando lá para baixo. Ouvi algum a coisa cam inhando por cim a daquelas latas”, ela acenou com o braço na direção da pilha espalhada por trás de sua casa. “Fiquei olhando para lá, porque achei que podia ser um cachorro ou algo assim . Então ouvi algum a coisa. Ela estava respirando. Soava com o se algum a coisa ou alguém estivesse ali parado, com asm a.”
Ela transferiu o peso do corpo de um pé para o outro, olhou ao redor e continuou.
“Eu m e virei para olhar para o lado da casa de onde vinha o som e, quando fiz isso, vi um a som bra alta e preta ali parada. Ela esticou o braço com o se fosse agarrar m eu filho. E quando fez isso, puxei m eu filho de volta para dentro e fechei a porta.”
Aquilo com certeza teria m e assustado, pensei.
“Você conseguiu ver o que era?”, perguntei.
“Não, não consegui”, adm itiu ela.
“Você j á tinha visto essa coisa antes?”, perguntei, percebendo que aquelas pessoas não adiantavam inform ação algum a por conta própria.
“Já, quando estávam os lá serrando lenha”, ela disse, indicando a linha das árvores. “Eu não a vi naquele dia, m as eu a ouvi. Meu m arido a viu.”
“Com o era o som dela?”
“Só ouvi alguém andando”, respondeu ela. “Parecia ser bem pesado, porque dava para ouvir. Eu percebia quando os pés tocavam o chão.”
“Com o seu m arido reagiu quando viu a coisa?”
“Ele ficou aterrorizado, sabe, do m esm o j eito que eu. Ele m e disse: ‘Pegue a gasolina e a serra e corra!’ Fiz isso porque eu estava m esm o a ponto de sair correndo.”
Não duvido, pensei.
“Você ou o seu m arido viram a criatura em algum a outra ocasião?”, perguntei, tentando cobrir todos os ângulos.
“Um dia estávam os trazendo lenha dali de baixo...” De novo ela apontou para a linha de árvores. “Arrastávam os a lenha aqui para cim a e a colocávam os aqui neste cam po. Íam os descer de novo para trazer m ais, m as param os depois de deixar a lenha no cam po e ficam os conversando. Por acaso olhei para trás, lá para baixo, e vi algo.”
“O que você viu?”, perguntei.
“O que quer que fosse aquela coisa, não consegui ver de perto o suficiente para dizer o que era ou com o que se parecia. A única coisa que vi foi um a espécie de pelagem aparecendo por trás da árvore. Não vi bem o suficiente para dizer o que poderia ser, e não sei e nem quero saber.”
“Você está assustada com esse anim al ou criatura, o que quer que sej a?”
“Não estou só assustada, estou apavorada! De verdade”, disse ela, enfática.
“Você acha que ela vai lhe fazer algum m al?”, perguntei.
“Sim ”, concordou ela.
Agradeci-lhe e m e voltei para seu m arido. Ele era um hom em grande, rústico e forte, tam bém com seus 30 anos. Sua pele queim ada de sol, j á ficando grossa, revelava um a vida de trabalho ao ar livre. Ele se aproxim ou do gravador, decidido, quando sua esposa recuou. Tinha um a voz ressonante, do tipo que é ouvida de longe, m esm o que sej a um sussurro.
“Poderia descrever a criatura que viu, por favor?”
Ele não hesitou.
“Bom ... ela tem uns dois m etros de altura, pesa por volta de 140 quilos e tem pelo com prido por todo o corpo. Nunca vi o rosto dela, m as vi as patas e os braços, ou sei lá com o se cham am . Sobre o que ela pode ser, eu não sei.
“Acho que essa criatura é perigosa”, ele opinou, “porque am eaçou m eu filho. Por causa disso denunciei o acontecido. Sei que m uita gente m ais por aqui tem filhos pequenos.”
“Então foi você que escreveu este aviso”, perguntei antes de lê-lo:
“Cuidado! Moradores do condado fiquem alertas para um a
coisa que parece um anim al, com 1,80 m etro de altura, pesando
cerca de 140 quilos, m eio m arrom , m eio preto, tem pelo com prido,
cam inha de pé com o um a pessoa. Considerado perigoso?”
“É, eu pensei o seguinte... se o filho de alguém fosse levado, e eu fosse e dissesse, ‘A m esm a coisa quase aconteceu com um dos m eus filhos’, então iam dizer, ‘Bom , por que você não denunciou, para que não acontecesse de novo?’. Então decidi ir ao j ornal e fazer a denúncia, e foi o que fiz.”
“Em outras palavras, você levou este folheto ao j ornal; eles ficaram interessados em sua história e então a publicaram . Foi isso m esm o?”
“Foi isso m esm o. Tem m uita gente que não acredita e que riu de nós por term os contado isso, m as é verdade. O xerife aqui, m inha esposa e a esposa do xerife sabem o que nós vim os. Nós sabem os o que existe aqui em cim a. E as pessoas riem de nós por causa disso. Mas nós sabem os, e sabem os que é verdade.
“Sei que tem m uita gente que diz que é um m acaco velho, ou coisa assim . Mas se eles vissem , saberiam que é diferente do que acham . E m uita gente diz que é um urso”, ele acrescentou. “Mas nenhum urso corre nas patas traseiras o tem po todo. Um urso corre com as quatro patas. É algum tipo diferente de criatura. Eu só não sei o que é. Com o j á disse, eu diria que é m etade hom em e m etade m acaco. E é só isso que posso dizer. É difícil de acreditar.”
“Que tipo de som ele fazia?”, perguntei.
“Bom , m inha esposa disse que a respiração dele era com o a de alguém que sofre de asm a. Eu tam bém ouvi algo que parece um a m ulher gritando. Não sei se estava vindo daquela coisa ou do que m ais. De qualquer m odo, estava vindo de algum lugar.”
“Conte-m e sua versão do que aconteceu com sua esposa e seu filho na outra noite.”
“Eram m ais ou m enos 9h30 da noite. Meu filho m ais novo e m inha esposa estavam na porta dos fundos. Ela ouviu algum tipo de barulho nas latas que tem aqui perto. Viu um a som bra m uito grande e viu ela atacando. Ela puxou o m enino para dentro e bateu a porta.
“Estava m uito transtornada e nervosa com o que aconteceu, e apavorada. Então eu falei que trancasse a porta da frente e eu saí de casa correndo. Enquanto corria para lá, gritei pelo m eu vizinho. Ele veio correndo e dem os a volta para ir até os fundos para tentar ver a coisa. Mas não conseguim os, porque ela j á tinha ido em bora.
“E m inha esposa disse que sentiu algo com o a respiração da coisa, ou algo assim . Eu não sei. Quer dizer, nunca cheguei tão perto dela. Não dissem os nada ao m enino, m as quando o cara do j ornal perguntou para ele ‘Com o ele se parecia?’, o garotinho descreveu a coisa com o alta, com pelo com prido e ‘unhas com pridas nos dedos dos pés’... Foi assim que ele disse, m as estava falando das garras da criatura.
“Então, o que essa criatura é, achei que poderia dizer que é algo m eio hum ano e m eio m acaco... é com o eu descreveria.
“O que ela é... nós estivem os procurando por aqui. Tem um a trilha ali em baixo. Acham os que a criatura vive ali em baixo, atrás da casa, atrás do m ato lá em baixo, ou algo assim . Se eu cheguei bem perto dela... não, não cheguei. Ela deve ter se escondido atrás de um a árvore. Existem duas cavernas lá em baixo, de acordo com os vizinhos.”
“Você não tem vontade de pegar essa coisa e colocar num a j aula?”, perguntei.
“Não quero chegar perto dela, porque acho que é perigosa. Por isso fui até a cidade e fiz a denúncia... quis alertar as pessoas para não capturá-la. Não quero ninguém descendo lá e fazendo algum m al a ela... deixando-a ferida ou algo assim .”
“Você não quer que alguém m achuque a criatura e a enfureça, é isso?”, tentei esclarecer.
“É. A criatura iria subir até aqui e nos destruir. Eu não quero que faça isso. Eu diria que as pessoas que descessem ali para procurá-la devem ser ultracuidadosas nesse sentido. Na m inha opinião, as pessoas devem ficar longe desse lugar aí em baixo, e deixar que um guarda florestal ou alguém que conheça m esm o o assunto cuide disso.
“Tem os m edo que as pessoas saiam atirando por aí, fiquem cheias de coragem , se m atem um as às outras, e então nos sentiríam os culpados por isso. Por isso sou contra qualquer um descendo ali, a m enos que saiba o que está procurando e com o a criatura age e tudo o m ais. Eu diria para não se m eterem com ela e que não a perturbem de j eito nenhum .”
Perguntei a am bos, o vizinho e a esposa:
“Vocês se im portariam se eu usasse esta entrevista que acabo de fazer com vocês na televisão ou algo assim ?”
“Não, por m im não tem problem a nenhum ”, respondeu ele. “Eu vi o program a de televisão na noite passada, e sei que toda aquela gente acredita. Eles não vão rir de nada. E é com o eu disse ao hom em da televisão... Eu disse que um m onte de gente não acredita nisso, que é verdade, m as se sair na televisão, quem sabe então vão acreditar. Estou feliz por ele ter feito isso, porque talvez agora as pessoas entendam e aceitem o aviso.”
“O que você pensa fazer a respeito dessa coisa, agora?”, perguntei.
“Isso m e preocupa. Eu realm ente não sei se ela quer ou não nos fazer m al; m as acredito que sim , porque atacou m eu filho. E esse garotinho que foi atacado, ele j á tinha entrado correndo em casa várias vezes antes, e m e disse que havia visto aquela coisa.”
“Sério?”
Aqui estava outra inform ação valiosa que ele m encionava por acaso. O garotinho era outra testem unha em m ais de um avistam ento! Essas pessoas hum ildes com certeza não pareciam ter ensaiado suas histórias ou ter qualquer ideia da grande im portância de algum as dessas inform ações. Eles só queriam alertar os dem ais e ser deixados em paz por aquela criatura.
“Bom , sabe, eu não dei m uita atenção a isso, m as não acredito que o garotinho estivesse m entindo”, adm itiu o hom em . “Acho que a coisa esteve observando o garoto o tem po todo. E realm ente acho que essa coisa é perigosa. Com o eu disse, eu queria alertar as pessoas daqui da região porque elas têm crianças com o todo m undo.”
Segunda entrevista com o xerife
Retornei até o xerife e perguntei:
“Mais algum de seus vizinhos viu essa criatura estranha?”
“Bom , eu diria que eles viram , sim ”, respondeu ele.
“Quem são essas pessoas e o que afirm am ter visto?”, perguntei, tentando fazer com que ele m e dissesse m ais coisas.
O xerife m udou o peso do corpo de um pé para o outro e lentam ente com eçou sua história.
“O sr. J. S. vive a cerca de 1,5 quilôm etro desta região”, contou. “Daqui de onde estam os, seria para oeste. Uns três anos atrás, ele reclam ou dessa m esm a criatura no quintal dele. Eu ouvi os tiros. Atiraram nela com um a espingarda e espantaram a coisa. Eles m e contaram a história e m e perguntaram se eu acreditava.”
“Aquela foi a prim eira vez em que falei a alguém sobre m inha experiência com essa coisa”, adm itiu o xerife. “Achei que devia contar a eles que estavam certos... que eu j á havia visto a coisa. E que eu tam bém tinha m edo de contar às pessoas, pois não queria que rissem de m im . Eu tinha m edo de que não acreditassem em m im . Então, eu disse àquelas pessoas, depois que descreveram a aparência dela, que eu havia visto a m esm a coisa. Eles relataram que a coisa estava gritando... fazendo um barulho estranho em seu quintal, de noite. Eles saíram e atiraram contra ela, e a coisa fugiu para a floresta.”
“Uau, isso é interessante!”, exclam ei. “Algum a vez sua esposa viu essa criatura?”
“Sim , senhor.”
“Então eu gostaria de conversar com ela tam bém .”
“Certo”, ele disse, acenando-lhe para que viesse até nós.
Entrevista com a esposa do xerife
Era um a m ulher baixa e gorducha, que vestia calças j ustas e um a cam iseta extragrande que fazia propaganda de um a loj a de m ateriais esportivos. Ela se m antivera por trás dos dem ais, que haviam se j untado a m inha volta. Adiantou-se relutante e concordou em m e contar com o haviam sido suas experiências com a criatura. Sua voz era forte e soava m uito prática e direta.
“Poderia m e contar o que foi que viu?”, perguntei.
“Não sei o que era”, ela disse, num a voz surpreendentem ente forte. “Eu estava aqui na m inha varanda; e a coisa estava parada ali em baixo, no canto daquela casa.”
Ela apontou para a casa do vizinho, bem diante de nós.
“A que horas isso aconteceu?”, perguntei.
“Mais ou m enos às 9 da noite.”
“E o que você viu?”
“Ah, não sei. Eu não tinha visto aquilo antes.”
“E com o que ela parecia?”, insisti.
“A coisa estava de pé... sobre duas pernas, e era toda coberta com um a pelagem desgrenhada. Parecia um esfregão velho!
“Que altura você diria que tinha?”
“Era m ais alta que o senhor.”
“Assim , em outras palavras, tinha m ais de 1,80 m etro”, deixei bem claro.
“É”, ela confirm ou.
“Poderia m e falar um pouco m ais sobre o que lhe aconteceu naquela noite?”, perguntei. “O que sentiu sobre esse incidente? O que fez quando viu aquela coisa?”
“Eu só estava aqui na varanda e olhei para ela.”
“Sentiu m edo?”
“Não, não m e incom odou”, ela deu de om bros, olhando bem em m eus olhos. Parecia m ais coraj osa do que a m aioria das pessoas.
“Essa criatura olhou de volta para você?”, perguntei.
“Não cheguei a ver a cabeça dela. Essa parte não vi. Só vi do pescoço para baixo.”
“Estava escondida atrás de um a árvore ou algo assim ?”
“Não, estava de pé perto do canto daquela casa”, disse ela, apontando de novo para a casa de seu vizinho.
Considerando quanto a criatura estivera próxim a, perguntei:
“Vocês j á acharam pegadas estranhas por aqui?”
“Sim , senhor”, ela respondeu. “Acham os atrás da casa, quando caiu um a nevasca. E a casca de um a árvore aqui perto foi arrancada desde em baixo até quase o alto da copa.”
Um a vez m ais eu tinha feito a pergunta certa. Então tentei esclarecer:
“Em outras palavras, você acha que essa coisa pode ter com ido a casca, é isso?”
“Não, eu não sei o que foi que com eu a casca, m as algo fez isso.”
Bom , ela ao m enos parecia sincera! Dirigi m inha atenção para o xerife outra vez, com essa nova inform ação.
Entrevista final com o xerife
“Você tam bém viu essas pegadas?”, perguntei.
“Sim , senhor... sim , senhor”, ele disse. “Minha esposa m e cham ou para a porta dos fundos num a m anhã, depois que saiu para o quintal. E ela m e disse para ir ver um as pegadas que tinha encontrado. Fui olhar.
“Eu nunca tinha visto nenhum a pegada parecida com aquelas. Eu as descreveria com o sendo grandes; e, se eu precisasse, diria que pareciam um pouco com um pé de rã-touro. Espero que isso não pareça estranho dem ais. Era um pé com prido e largo. Eu estim aria que o rastro tinha, hum , de 20 a 25 centím etros de largura e quase o dobro de com prim ento.”
“Para onde iam esses rastros?”
“Eles estavam nesta área.”
“Onde nós estam os neste m om ento?”
“Sim , senhor. “Eles iam para o pinheiral nos fundos da casa.”
“Você os seguiu para além do pinheiral?”
“Não, senhor. “Na época, eu não queria de fato descobrir o que era aquilo. Não estava nem um pouco ansioso para descobrir.”
“Certo, m uito bom . Neste m om ento, estou um pouco preocupado com m inha esposa”, confessei. “Lorraine e Ralph foram explorar esse m esm o pinheiral... Espero que o ‘Pé Grande’ não tenha pegado os dois.”
Apanhei o m egafone que Ralf deixara com igo e usei-o, cham ando Lorraine.
“Tenho m inha arm a”, ofereceu o xerife. “Agora sem pre levo m inha arm a com igo. Várias pessoas têm m e perguntado por que e eu nunca expliquei de verdade o m otivo, porque achei que não acreditariam em m im . Desde que vi essa coisa, sei que vive por aqui, e tenho receio dela. Sinto que devo estar arm ado. Eu podia ter atirado nessa coisa em várias ocasiões, m as não fiz isso, porque não queria feri-la. Se eu fizesse isso, a criatura poderia ferir pessoas aqui na região”, ele disse, dem onstrando a m esm a preocupação que seu vizinho.
“Senhor?”, perguntou-m e o xerife de repente. “Tudo bem se eu perguntar um a coisa a m eu vizinho, só para provar algo?”
“Claro”, respondi.
O vizinho parecia tão intrigado quanto eu. O xerife voltou-se para ele e disse:
“Antes do incidente com seu filho, algum a vez lhe contei algo sobre essa criatura da qual estam os falando?”
“Não, não m e contou”, adm itiu o vizinho. “Você não disse nada sobre isso. Fui eu que vim até sua casa e lhe perguntei se tinha visto o que aconteceu. Você disse que não. Então, descrevi a criatura para você. Você nunca falou sobre isso, até que vim aqui e falei com você.”
“Apenas achei que isso era im portante”, disse o xerife para m im . “Isso é de verdade. Quer dizer, o que lhe contei. Estou só esperando aparecer alguém pedindo que eu vá ao m édico para saber se estou bem da cabeça! Eu daria autorização a qualquer um para exam inar isto aqui, para m eu próprio benefício”, disse ele, apontando para sua cabeça.
Eu ri e disse a todos a m eu redor:
“Já entrevistei m ilhares de pessoas, e posso dizer um a coisa: todos vocês
“Já entrevistei m ilhares de pessoas, e posso dizer um a coisa: todos vocês estão sendo m uito sinceros no que dizem .”
“Sim , senhor. Estam os sim , senhor”. Ele assentiu com a cabeça, no rosto um a expressão séria que m e lem brou o sem blante preocupado de Abraham Lincoln – outro hom em hum ilde m as honesto.
Bem na hora em que eu pensava isso, ouvi a voz de Lorraine. Ela e Ralph deram a volta à casa do vizinho. Ela parecia agitada e nem um pouco cansada.
“Por que m e cham ou daquele j eito?”, interpelou-m e. “Você o assustou e ele fugiu!”
Poucas vezes eu tinha visto Lorraine tão contrariada.
“Você o viu em pessoa ou em sua m ente?”, perguntei.
“Em m inha m ente, m as fisicam ente ele estava por perto”, respondeu ela, acalm ando-se um pouco. Decepção e frustração ainda anuviavam seu rosto.
As im pressões de Lorraine Warren
Apresentei a esposa e os vizinhos do xerife a Lorraine e Ralph, e tentei explicar o que ela tinha feito. Todos chegaram m ais perto quando com ecei a interrogar Lorraine.
“O que você captou por m eio da sua m ediunidade?”
“Ed, fui até onde havia um capinzal crescido, acho que era um m ilharal. Não sou fazendeira, e por isso não tenho certeza, m as aquele capim está bem alto. Para proteger a saia, estendi m eu xale antes de m e sentar no chão. Entrei em um a espécie de percepção alterada enquanto m e concentrava na criatura. Sentei-m e em diferentes lugares e finalm ente senti a criatura bem perto de m im .
“Eu lhe disse telepaticam ente que ele não tinha nada a tem er de m im , e que eu queria conhecê-la e com preendê-la.”
“Você está dizendo que esteve com a criatura lá na floresta?”, perguntei, apontando o m esm o pinheiral para o qual haviam m e contado que as estranhas pegadas um a vez se dirigiram .
“Ah, sim , eu estava lá e ela tam bém . Ela precisava vir, sabe”, respondeu Lorraine.
“Você desej ou m entalm ente que ela viesse até você?”, perguntei, tentando explicar aos presente com o funcionava o sexto sentido de Lorraine.
“Sim , e quando fiz isso, eu a senti; e ela pareceu nos sentir, tam bém ”, ela confirm ou. “Existem duas dessas criaturas, só duas. Um a delas está vagueando por aí, m as são duas.”
“Ou sej a, em outras palavras, só há um a dessas criaturas na região neste m om ento?”
“Sim ”, ela disse. “Há um a m arca no lábio deste... hesito em cham á-lo de ‘anim al’. Essa criatura é tão hum anizada! Ela era alta, com grandes coxas, com o um hom em que faz m usculação. Estava coberta de pelos, m as os pelos dos braços eram m ais longos que no resto do corpo. Tinha um a m arca de nascença ou a cicatriz de um velho ferim ento. O pé dela doía. Vi sangue. Quando se pôs de pé, senti um cheiro pungente. Então ela saiu da área gram ada e entrou na floresta onde m ora. Vi um a ravina profunda, e onde a ravina se estreitava, vi cavernas.
“Os olhos dela eram escuros, inteligentes e cheios de confiança. Essa criatura tem a capacidade de com unicar pensam entos. Os anim ais só conseguem com unicar em oções.
“O pé dela foi m uito m ordido, e houve tiros recentes de arm as de fogo. Alguém atirou contra ela. Consegui sentir telepaticam ente o cheiro da pólvora. Tam bém vi um hom em perseguindo-a até o interior da floresta com um as tábuas. Essa criatura está m antendo distância porque tem m edo de entrar onde não deve.”
Aquilo soava com o se Lorraine estivesse descrevendo o incidente dos tiros envolvendo o vizinho m ais distante, quando a criatura foi perseguida até a floresta, com o o xerife descrevera. Mas Lorraine não estava conosco quando ouvi essas histórias.
“A criatura é perigosa?”, perguntei.
“Não, de form a algum a”, foi sua resposta im ediata. “Ela não quer m achucar ninguém . Está em busca de com paixão e aceitação, e não quer ferir nem prej udicar ninguém . Ela acha m ais fácil tentar se aproxim ar de crianças. E não é carnívora. Prefere vegetais. É por isso que suas fezes se desintegram e são difíceis de encontrar. Tam bém a vi cam inhando pela floresta onde ela dorm e, e onde tom a sol... onde fica durante o dia.”
“Ela é noturna?”, perguntei.
“Sim , é um tipo noturno de criatura. Na m aioria das vezes ela se m ovim enta à noite.”
“Qual sua im pressão parapsíquica dessa criatura? Ela é deste m undo?”, perguntei.
“Acho que é m ais física do que espiritual, m as creio que vive em um plano físico diferente, vindo dele periodicam ente. Elas ficam tão surpresas conosco quanto nós ficam os com elas.”
“Fascinante”, disse eu, com sinceridade.
Isso era m uito diferente dos fenôm enos paranorm ais que costum am os explorar. Múltiplas dim ensões físicas é um cam po de estudo totalm ente distinto. Eu estava apenas com eçando a ficar à vontade com fantasm as e duendes. Não tinha certeza de que este cachorro velho aqui poderia aprender m uitos truques novos m ais.
Enquanto isso, a luz da m anhã havia dado lugar ao sol escaldante do m eio-dia. Eu não via nenhum ar-condicionado nas j anelas da fachada daquelas casas, e Ralph, o professor que nos apresentara aquele caso e aquelas pessoas adoráveis, de repente estava ansioso para partir.
Entrevista com Ralph
“Poderia nos dizer quais foram suas im pressões, enquanto você estava com Lorraine?”, perguntei.
“Senti que, definitivam ente, havia algo ali”, respondeu ele. “Mais lá
“Senti que, definitivam ente, havia algo ali”, respondeu ele. “Mais lá em baixo, perto da água, pudem os ouvir um shush (tump), shush (tump), com o quando um pé bate na terra. Soava m uito diferente de um a ave ou qualquer outro tipo de anim al. Ouvim os algo cam inhando, e acham os ter visto de relance algum a coisa; m as não podem os dizer o que era.”
Ralph estava descrevendo, com suas palavras, as m esm as passadas pesadas que a esposa do vizinho descrevera.
“Você acredita que poderia ser um parente ou até m esm o um a das criaturas do tipo ‘Pé Grande’ ou ‘Sasquatch’ de que ouvim os falar?”, perguntei.
“Acredito que sim ”, ele disse. “Agora eu acredito m esm o que sej a.”
Ele praticam ente se contorceu, e brincou, nervoso, com as chaves do carro. Obviam ente havia ouvido algo que o deixou desconfortável dem ais para continuar ali discutindo possibilidades. Parecia preferir que discutíssem os o caso a alguns quilôm etros de distância, com um a bebida forte diante de si. Um a coisa é especular sobre o paranorm al, e outra encará-lo de perto e pessoalm ente.
Concluí m inha entrevista gravada com m ais um a questão:
“Pelo que sei, você m orou a m aior parte da vida nesta região... A vida toda, de fato. Já tinha ouvido falar de avistam entos sem elhantes?”
“Ah, sim ”, ele adm itiu. “Eu diria que tem havido relatos docum entados de avistam entos ao m enos pelos últim os quinze anos.”
O tom casual dele, e o das outras pessoas que entrevistei, m e fez recordar por que a ciência deve prestar m ais atenção. Na realidade, a gente local costum a estar m ais fam iliarizada com as criaturas locais, independentem ente do quanto possam parecer bizarras e incom uns ao resto do m undo. Foi esse o caso com a “descoberta” do panda e da lula-gigante, e tam bém do gorila e do ornitorrinco. Por m ais estranhos e espantosos que os avistam entos tivessem sido, as pessoas locais aqui no Tennessee só os levaram à atenção da m ídia quando acharam que a criatura seria um a am eaça.
No entanto, aquela criatura anorm al não estava posando para fotos, nosso m otorista parecia estar pronto para sair correndo e m eu estôm ago com eçava a produzir sons com o se pertencesse ao Pé Grande. Agradecem os a todos e nos despedim os, enquanto Ralph ligava o ar-condicionado. Assim que Lorraine e eu pulam os dentro do carro, Ralph partiu em um a nuvem de poeira. Eu estava ansioso para voltar à civilização e para um alm oço.
Perspectiva histórica
A apenas oito quilôm etros da divisa com Verm ont, a pequenina cidade de Whitehall, no estado de Nova York, apareceu nos noticiários por conta de um a avistam ento sem elhante. Adolescentes foram os prim eiros a relatar um a criatura enorm e e peluda, vista andando ereta com passadas longas, seguindo um a estrada. Quando os policiais foram investigar, tam bém viram a criatura a um a certa distância. Houve ao m enos nove testem unhas oculares, m uitas delas policiais “relutantes”. De acordo com a edição de 30 de agosto do Post Star, de Glens Falls, Nova York:
“Em bora as descrições variem entre si, de form a geral a
criatura foi descrita tanto por policiais quanto por civis com o tendo
entre 2 e 2,5 m etros de altura, m uito peluda, com olhos rosados ou
verm elhos, com m edo da luz e pesando entre 130 e 180 quilos. Foi
relatado que produz um som que parece um porco guinchando ou um
grito de m ulher, ou um a com binação de am bos. A criatura cam inha
ereta, e não sobre quatro patas, e com isso as testem unhas
descartaram a possibilidade de ser um urso.”
Nesse m esm o artigo, o sargento Wilfred Gosselin, da polícia de Whitehall disse: “Pegadas m uito m ais largas e com três vezes o com prim ento da pegada de
um hom em foram encontradas na área. Tais pegadas não tinham garras”.[33]
Enquanto a cidade de Whitehall debatia a legitim idade do avistam ento, Clifford Sparks, proprietário do Skene Valley Country Club, em Whitehall, veio a público dizendo ter visto a criatura no ano anterior. De acordo com ele, m ais ou m enos às 11h30 de um a noite em m aio de 1975, ele estava conectando m angueiras de água no cam po de golfe quando um a grande silhueta cham ou sua atenção. Ele a descreveu com o um gigante corpulento, com 2 m etros de altura, m ovendo-se com o um a preguiça. Nas palavras dele:
“Eu diria que ele tinha cerca de 2 m etros, e braços longos,
com o os de um m acaco. Era peludo, m as não percebi cabelos se
agitando, com o os de um hum ano. O que m ais m e cham ou a atenção
foram os olhos verm elhos e as narinas parecidas com as de um
porco. Você sim plesm ente não percebe o que está acontecendo no
m om ento em que o vê. Você fica chocado!”[34]
O incidente em Whitehall não foi o prim eiro na Costa Leste. Em 18 de outubro de 1879, a prim eira página do New York Times declarava: “Um hom em selvagem das m ontanhas, dois j ovens caçadores de Verm ont terrivelm ente assustados”. A m atéria descrevia um incidente entre a dupla de caçadores e um a criatura de 1,5 m etro, de pelagem ruiva e parecida com um hom em . Um dos caçadores atirou no hom em selvagem de “olhar alucinado”, que com eçou a gritar. Os hom ens então deixaram cair as arm as e fugiram do local, tem endo por suas vidas.
O falecido dr. Warren L. Cook, ex-professor de história e antropologia no Castleton State College, Verm ont, investigou exaustivam ente os encontros com o “Pé Grande” em Nova York e Verm ont. O dr. Cook achava que seria provável que tais criaturas m igrassem regularm ente. Ele disse: “Seria lógico que essas criaturas tivessem a tendência de seguir as m esm as trilhas ano após ano. Pode-se
supor que tais trilhas tenham m ilhares de anos de idade”.[35]
O livro Monsters of the Northwoods (Monstros das Florestas do Norte), escrito por Paul e Robert Bartholom ew, William Brann e Bruce Hallenbeck (North Country Books, Utica, NY, 1992) docum entou 140 avistam entos de “Sasquatch” apenas em Nova York e Verm ont. Os autores rem ontam os relatos ao “Windigo” dos índios algonquinos e aos “Gigantes de Pedra” dos iroqueses.
No m undo todo, parece haver um a cadeia de avistam entos que rem onta a centenas de anos e continua até os dias de hoj e. Testem unhas respeitáveis e dignas de fé observaram esses seres dóceis em praticam ente todos os continentes. Pegadas e m arcas de m ãos têm sido docum entadas e preservadas em gesso. Am ostras de pelos têm sido recolhidas em localidades no m undo todo. Até m esm o gravações de áudio dos gritos que tais criaturas produzem têm sido feitas. No entanto, essas am ostras possuem características consistentes que ainda desafiam classificação.
Conclusões possíveis
As pessoas que Lorraine e eu conhecem os no Tennessee não eram m uito cultas, viaj adas e instruídas. No entanto, descreveram , com suas próprias palavras, um a criatura que coincidia com as descrições físicas, de sons, de pegadas e de sensibilidade à luz feitas por outras pessoas para a criatura na Costa Leste, na Califórnia e em m uitos locais ao redor do m undo.
A im pressão parapsíquica de Lorraine, que sem pre se m ostrou confiável, é bem interessante. Em vez de ver o espírito de um a criatura que existiu antes do hom em , ela parece ter achado que a criatura de fato existia e que cruzava entre esta e outra dim ensão, indo e vindo. Enquanto a ciência continua explorando as teorias de dim ensões e universos m últiplos, a verdade acerca do “Pé Grande” segue sendo um m istério intrigante e recorrente.
Talvez os avistam entos do m onstro de Loch Ness tenham um a explicação sim ilar.