Invocadores do Mal
A vida de um demonologista
Um dem onologista não tem vida fácil. Às vezes você é am ado. Muitas vezes é am aldiçoado, elogiado e insultado. E isso só no que se refere às pessoas. Os dem ônios são piores – m uito piores. A form a com o as pessoas reagem a m eu trabalho depende da opinião delas e do que sabem sobre m im e sobre m eu trabalho. Tem m uita gente que tenta m e derrubar, que tenta m e dim inuir, que m e insulta, que m ente a m eu respeito.
Com o a m aioria das agressões, essas críticas são baseadas em m edo, ignorância e na necessidade de controle. As pessoas tem em o desconhecido, confundem m eu trabalho com culto ao dem ônio e preferem não saber que a ciência não lhes dá um controle com pleto sobre seu m undo. A dem onologia não é um assunto que todo m undo aceite. As pessoas têm suas opiniões, que eu respeito.
João 15:18-19: “Se o mundo os odeia, saibam que ele antes odiou a mim. Se pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Mas vocês não lhe pertencem. Eu os escolhi, tirando-os do mundo, e por isso o mundo os odeia”.
Dizem que não existem ateus nas trincheiras, e posso afirm ar que não existem céticos sob um ataque dem oníaco. A despeito do que você acreditava ou deixava de acreditar antes, não há nada com o um evento m isterioso violento, que am eaça sua vida e dilacera sua alm a, para provocar certas dúvidas. Se puder aj udar, eu o farei. Enquanto isso, dem ônios, diabos e espíritos m alignos tentarão todos seus truques suj os para m e desacreditar ou revidar. Às vezes digo a m im m esm o, “Por que estou fazendo isto? Não preciso. Eu podia ganhar a vida de form a confortável, dedicando-m e a m inha arte. Não preciso sair por aí atrás de problem as”.
É isso que um dem onologista faz. Sai atrás de problem as, dos seres de natureza não hum ana que causam problem as aos outros. Os dem onologistas são com o a polícia do sobrenatural, levando os culpados m aléficos não hum anos e sobrenaturais a um exorcista em vez de levá-los a um j uiz.
Lem bra-se de que eu desej ava ser com o m eu pai? Com o policial, ele não queria pôr fim a brigas, lidar com gente m alvada ou ver pessoas sofrendo, m as era esse o trabalho dele. Eu ponho fim a brigas que envolvem o “livre-arbítrio”, e para fazer isso tenho que lidar com o m al e com pessoas que sofrem . Em vez de envolver advogados, envolvo líderes religiosos devotos, de todos os credos.
Para aqueles que têm interesse em fazer o que faço, dou um alerta, “Se você quer se m eter com suj eitos durões, é m elhor que sej a tão durão quanto eles”. Eles não hesitarão um instante sequer em derrubar você. Quando j ogam suj o, é m elhor que você estej a preparado para j ogar suj o. Em vez de oferecer a outra face... se alguém m e dá um tapa, retribuo com outro tapa. Se m e chuta, eu o chuto duas vezes. Às vezes, um bom policial deve usar sua arm a para ferir ou até para m atar alguém . Isso às vezes é necessário para evitar que outros saiam feridos. Às vezes, para evitar ser m orto.
Ao olho não treinado, o exorcism o em si pode parecer pior do que perm itir que o m al m antenha o controle, ou do que olhar para o outro lado. No entanto, a dor que a vítim a evidencia durante um exorcism o é apenas um exem plo do que aquele indivíduo j á vinha sofrendo fazia tem po, no interior de seu corpo e por trás de portas fechadas. Durante um exorcism o, nenhum ser hum ano toca a pessoa possuída. O torm ento infligido provém apenas do ser inum ano ao qual é pedido que se retire. Ao longo desse processo, tal entidade é forçada a revelar sua presença hedionda, cruel e vil. Fingir que ela não existe não faz com que isso não sej a real.
Se você não gosta de ver sangue, não deve se tornar cirurgião. Se não gosta de dor, não deve ser um m édico que restaura ossos. Se tem e enfrentar um dem ônio com toda força que puder reunir, e enfrentar as consequências, não deve ser um dem onologista.
É por isso que digo, “Quando os espíritos m aléficos e dem oníacos j ogam suj o, você tem que estar preparado para fazer o m esm o”. Aquilo com que você lida quando é dem onologista não é hum ano. Não é um inim igo hum ano que você deva perdoar. Não é um vizinho que você precise am ar. Razão e m isericórdia são duas possibilidades inúteis. Im agine o m ais terrível, im placável, frio e ardiloso assassino psicótico, e saiba que o m al puro é ainda pior.
Não creio que “os m ansos herdarão a Terra”. Creio que sobreviverão aqueles fortes o suficiente para proteger seu livre-arbítrio e o livre-arbítrio dos dem ais. Creio que você deve ser alguém de m ente, fé e espírito fortes para fazer frente aos terroristas – tanto hum anos quanto inum anos.