Invocadores do Mal
Como os Warren se tornaram pesquisadores de fenômenos paranormais
Com o os Warren se tornaram pesquisadores de fenôm enos paranorm ais
“Depois que dei baixa da Marinha, fiz cursos de artes e passei a pintar paisagens cam pestres a óleo”, com eça Ed. “Lorraine dava aulas de arte em um a escola da região. Apesar de precisarm os criar um a filha e ganhar a vida, am bos continuávam os curiosos quanto a nossas experiências paranorm ais. Enquanto viaj ávam os pelos portos da costa da Nova Inglaterra, na tem porada turística de verão, para vender m eus quadros, Lorraine e eu tam bém saíam os em busca de locais assom brados.”
Os Warren percorreram a Costa Leste, ano após ano, em seu adorado Chevy Eagle 1933 preto, adquirido por apenas US$ 15 – o carro que batizaram de Daisy. O veículo ainda continua na casa deles, do lado de fora do Museu do Ocultism o, com o um carro fúnebre de outra era.
Um dos prim eiros desvios que os Warren fizeram em seu traj eto para investigar o oculto foi a casa de “Mary Nascida no Oceano” (“Ocean-born Mary ”), em Henniker, New Ham pshire. Dizia-se que era para lá que o fantasm a de Mary Wallace retornava, em um a carruagem espectral puxada por seis cavalos. Havia tam bém boatos de que o pirata que construiu a casa e convidou Mary para m orar lá havia escondido um tesouro sob a lareira. Ed e Lorraine tinham apenas 21 e 20 anos, respectivam ente, quando fizeram essa prim eira visita.
Ed conta esta história: “Quando o am igo que estava conosco recusou-se a subir, no escuro, até aquela casa im ponente, para ver se nos convidariam para entrar, fiz o que m e pareceu m ais lógico. Coloquei Lorraine para fora do carro e tranquei as portas! Eu sabia que, se havia alguém que poderia nos fazer entrar, era Lorraine. Ninguém conseguia resistir a seu charm e irlandês e a sua persistência. Meu am igo e eu ficam os observando, de dentro do carro estacionado, enquanto ela subia pelo cam inho som brio até a porta da frente. Ela bateu, e vim os um a luz em um a j anela lá no alto. A luz veio descendo até o térreo e finalm ente a porta se abriu. Daí a pouco vim os Lorraine acenando para que nos j untássem os a ela”.
Um a vez lá dentro, os Warren conversaram com o então proprietário sobre a reputação da casa, e fizeram um apanhado das ocorrências estranhas que haviam ocorrido desde que ele se m udara para lá. Foi durante essa conversa que Lorraine teve sua prim eira experiência fora do corpo. Desde aquela prim eira “investigação”, os dons parapsíquicos de Lorraine se desenvolveram , j untam ente com sua confiança neles. Ela rapidam ente aprendeu que não eram só os vivos que eram perturbados e precisavam de aj uda em casas m al-assom bradas. Durante um a visita subsequente à m esm a casa, ela e outros presentes viram a aparição de “Mary Nascida no Oceano” flutuando escada abaixo.
O que com eçou com o curiosidade e um a necessidade de confirm ação acabou tornando-se um a oportunidade para aj udar outras pessoas a sanar suas próprias preocupações e reafirm ar seu senso de sanidade. Para conseguir entrar em outros locais tidos com o assom brados – sem ter que colocar Lorraine para fora do carro –, Ed pintava quadros inquietantes de cada casa que queriam investigar. Em seguida, Lorraine oferecia a pintura de graça aos donos do lugar... desde que estivessem dispostos a com partilhar as histórias de fantasm as relacionadas com a casa.
Invariavelm ente os m oradores se sentiam aliviados e reconfortados em saber que não estavam sozinhos em suas estranhas experiências. Depois de várias entrevistas, os Warren com eçaram a perceber sem elhanças e padrões bem definidos nos eventos estranhos relatados. Tam bém term inaram por perceber que, em bora m uitos dos fenôm enos fossem de natureza benigna, alguns pareciam deliberadam ente destrutivos e m alignos. Sua coleta de inform ações passou a ter um obj etivo diferente – um a com preensão real, de m odo que pudessem fazer algo m ais do que sim plesm ente se solidarizar com as pessoas perturbadas pelos fenôm enos.
“Com eçam os nossas investigações em m eados da década de 1940”, explica Lorraine. “Fundam os a New England Society for Psy chic Research em 1950. No entanto, foi apenas no final dos anos 1960 que nosso trabalho se tornou público. Nossa paróquia estava fazendo um evento beneficente para angariar fundos e os organizadores pediram a Ed que doasse um ou dois quadros para leilão. Ed convidou-os a nossa casa, para que escolhessem os quadros, e quando deu por si estava contando as histórias por trás de sua coleção de pinturas de casas m al-assom bradas. Os convidados ficaram tão intrigados que pediram a Ed e a m im que doássem os aqueles quadros, e com partilhássem os nossas histórias.”
Na época, os Warren hesitaram , relutantes em serem tachados de m alucos ou sacrílegos. Além disso, sendo um pintor, Ed não tinha experiência em falar em público, e sentia-se desconfortável sendo o foco das atenções. O que finalm ente os m otivou a falar sobre as pinturas que iriam a leilão foi aquilo que sem pre os havia m otivado. Talvez alguém pudesse beneficiar-se com a experiência e as inform ações que eles haviam acum ulado.
Ed dá um a risadinha.
“Acabou sendo o m ais bem -sucedido evento beneficente que a nossa igrej a j á teve”, diz. “A notícia se espalhou, e form ou-se um a fila que dava a volta no quarteirão, com gente que queria ouvir o que tínham os para contar.”
O tom obj etivo de Ed e Lorraine, seu hum or m ordaz e a preocupação genuína em prestavam credibilidade a suas experiências e observações. O público tratou seus relatos com respeito e curiosidade, e os ouvintes forneceram suas próprias histórias verossím eis. Desde então os Warren têm seguido esse m esm o form ato e m antiveram seu estilo despoj ado, ao longo de m ilhares de entrevistas e de conferências, em eventos beneficentes e universidades ao redor do m undo.
Os Warren tornaram -se convidados frequentes e populares em program as de entrevistasda televisão e do rádio, e tiveram seu próprio program a na TV a cabo local, cham ado Seekers of the Supernatural (Caçadores do Sobrenatural). Fundaram a New England Society for Psy chic Research (NESPR), para dar um nom e a seu trabalho, e incentivaram a pesquisa e a docum entação do paranorm al, de form a profissional e fidedigna. Eles ainda produzem o NESPR Journal, trim estral, com experiências reais recolhidas ao redor do m undo. Oferecem perspectivas históricas, assim com o conselhos e possíveis explicações, baseadas na ciência e em sua própria expertise.
Seus rendim entos vêm de conferências e livros. Para m anterem -se O que torna os Warren únicos em seu cam po de atuação?
Seus rendim entos vêm de conferências e livros. Para m anterem -se com pletam ente obj etivos, os Warren nunca aceitaram financiam ento por parte das m uitas instituições que fizeram ofertas. Os clientes devem pagar as despesas dos Warren, inclusive para coibir fraudes. Mas os Warren estão dispostos a aj udar quem não pode arcar com despesas de viagens, caso haj a um real m otivo de preocupação.