Lá, onde o vento chora

Delia Owens · Capítulo 16 de 59

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Lá, onde o vento chora

14. Fibras Vermelhas

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Fibras Vermelhas

1969

A bruma esbateu a manhã, despojando-a de mar e de céu, sob um calor opressivo. Ao sair do edifício do escritório do Xerife, Joe viu Ed sair do carro de patrulha.

– Chegue aqui, Xerife. O laboratório mandou mais informação sobre o caso de Chase Andrews. Está um forno lá dentro. – Dirigiu-se para junto de um grande carvalho. As suas raízes ancestrais pareciam romper pela terra como punhos. O Xerife seguiu-o, esmagando bolotas com os pés, ao pararem à sombra da árvore, de rosto virado para a brisa marinha.

Ele leu alto:

– Hematomas no corpo e ferimentos internos consistentes com uma queda de altura considerável. As amostras de sangue e de cabelo eram dele. Bateu mesmo com a nuca naquela viga, o que lhe provocou um grave hematoma e sérios danos no lobo posterior, mas não o matou.

– Aí tens. Ele morreu onde o encontrámos, ninguém o levou para lá. O sangue e o cabelo na viga horizontal provam-no. Causa da morte: impacto súbito do lobo occipital e parietal do córtex cerebral posterior e fratura da coluna, devido à queda da torre.

– Portanto, alguém eliminou, de facto, todas as pegadas e impressões digitais. Mais alguma coisa?

– Ouve isto: Encontraram imensas fibras estranhas no blusão dele. Fibras de lã vermelhas, que não provinham de nenhuma peça de roupa dele. Amostra anexa. – disse o Xerife, sacudindo um pequeno saco de plástico.

– Aqui diz lã. Poderia ser uma camisola, um cachecol ou um chapéu.

– Uma camisa, uma saia, umas meias, uma capa. Poderia ser tudo e mais alguma coisa, raios, e nós temos de descobrir o que é.

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