O Imperador-Deus de Duna

Frank Herbert · Capítulo 10 de 25

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O Imperador-Deus de Duna

“Eu nunca ocultei m inha opinião a…

“Eu nunca ocultei m inha opinião a respeito deles. Disse isto a Malky :

“— Inovadores tecnológicos? Não! Vocês são crim inosos científicos em m eu Im pério!”

Malky rira.

Irritado, Leto acusara:

— Por que tentam ocultar laboratórios secretos e fábricas além das fronteiras do Im pério? Vocês não podem m e escapar.

— Sim , Senhor — dissera ele rindo.

— Conheço a intenção de vocês: introduzir um pedacinho disso e um pouco daquilo em m eus dom ínios im periais. Desagregar! Causar dúvidas e questionam entos!

— O Senhor m esm o é um de nossos m elhores fregueses!

— Não é isso que eu quero dizer, e você sabe disso, hom em terrível!

— O Senhor gosta de m im porque sou um hom em terrível. Eu lhe conto histórias a respeito do que fizem os lá fora.

— Eu sei disso sem precisar das histórias!

— Mas algum as das histórias são consideradas e outras, desacreditadas. Eu desfaço as suas dúvidas.

— Eu não tenho dúvidas!

O que só provocara m ais riso em Malky.

“E eu devo continuar a tolerá-los”, pensou Leto. Os Ixianos operavam na terra incógnita da invenção criativa que havia sido proibida pelo Jihad Butleriano. Eles faziam seus engenhos à im agem da m ente — a própria coisa que tinha provocado o m assacre e a destruição do Jihad. Isso era o que eles faziam em Ix, e Leto só podia deixar que continuassem .

“Eu com pro deles! Não poderia nem m esm o escrever m eus diários sem seus ditadeiros para responder aos m eus pensam entos não-verbalizados. Sem Ix eu não poderia esconder m eus diários e seus im pressores.

“Mas eles precisam ser lem brados do perigo daquilo que fazem !”

E a Corporação não podia ter o direito de esquecer. Isso era m ais fácil. Mesm o enquanto os hom ens da Corporação cooperavam com Ix, eles nutriam forte desconfiança em relação aos Ixianos.

“Se essa nova m áquina Ixiana funcionar, a Corporação terá perdido o m onopólio das viagens espaciais!”