O Imperador-Deus de Duna
“Eu nunca ocultei m inha opinião a…
“Eu nunca ocultei m inha opinião a respeito deles. Disse isto a Malky :
“— Inovadores tecnológicos? Não! Vocês são crim inosos científicos em m eu Im pério!”
Malky rira.
Irritado, Leto acusara:
— Por que tentam ocultar laboratórios secretos e fábricas além das fronteiras do Im pério? Vocês não podem m e escapar.
— Sim , Senhor — dissera ele rindo.
— Conheço a intenção de vocês: introduzir um pedacinho disso e um pouco daquilo em m eus dom ínios im periais. Desagregar! Causar dúvidas e questionam entos!
— O Senhor m esm o é um de nossos m elhores fregueses!
— Não é isso que eu quero dizer, e você sabe disso, hom em terrível!
— O Senhor gosta de m im porque sou um hom em terrível. Eu lhe conto histórias a respeito do que fizem os lá fora.
— Eu sei disso sem precisar das histórias!
— Mas algum as das histórias são consideradas e outras, desacreditadas. Eu desfaço as suas dúvidas.
— Eu não tenho dúvidas!
O que só provocara m ais riso em Malky.
“E eu devo continuar a tolerá-los”, pensou Leto. Os Ixianos operavam na terra incógnita da invenção criativa que havia sido proibida pelo Jihad Butleriano. Eles faziam seus engenhos à im agem da m ente — a própria coisa que tinha provocado o m assacre e a destruição do Jihad. Isso era o que eles faziam em Ix, e Leto só podia deixar que continuassem .
“Eu com pro deles! Não poderia nem m esm o escrever m eus diários sem seus ditadeiros para responder aos m eus pensam entos não-verbalizados. Sem Ix eu não poderia esconder m eus diários e seus im pressores.
“Mas eles precisam ser lem brados do perigo daquilo que fazem !”
E a Corporação não podia ter o direito de esquecer. Isso era m ais fácil. Mesm o enquanto os hom ens da Corporação cooperavam com Ix, eles nutriam forte desconfiança em relação aos Ixianos.
“Se essa nova m áquina Ixiana funcionar, a Corporação terá perdido o m onopólio das viagens espaciais!”