O Imperador-Deus de Duna

Frank Herbert · Capítulo 20 de 25

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O Imperador-Deus de Duna

— Por que tenta conter a areia?

Moneo abaixou as m ãos e suspirou.

— Desej a ouvir a respeito dos preparativos para o casam ento, Senhor?

— Não sej a cansativo! Onde está Hwi?

— As Oradoras Peixes a estão preparando para...

— Consultou-a a respeito dos preparativos?

— Sim , Senhor.

— E ela aprovou?

— Sim , m as m e acusou de viver pela quantidade de atividades, não pela qualidade.

— Não é m aravilhoso, Moneo? Será que ela notou a perturbação entre as Oradoras Peixes?

— Creio que sim , Senhor.

— A idéia de m eu casam ento as perturba.

— Foi por isso que m andei o Duncan para longe, Senhor.

— E Siona com ele para...

— Senhor, sei que a testou e que ela...

— Ela sente o Cam inho Dourado tão profundam ente quanto você, Moneo.

— Então, por que a tem o, Senhor?

— Porque você coloca a razão acim a de tudo.

— Mas não conheço a razão do m eu m edo!

Leto sorriu. Isso não era com o j ogar um dado bolha em um a tigela infinita. As em oções de Moneo eram um a peça m aravilhosa, representada apenas nesse palco. Quão perto da beira ele cam inhava sem ao m enos notar!

— Moneo, por que insiste em tirar fragm entos de um continuum ? — perguntou Leto. — Quando vê um espectro, você desej a um a cor acim a de todas as outras?

— Senhor, não o com preendo!

Leto fechou os olhos, lem brando-se de incontáveis ocasiões em que ouvira esse grito. Os rostos eram um espectro contínuo. Abriu os olhos para apagá-los.

— Enquanto um ser hum ano perm anecer vivo para vê-las, as cores sofrerão um a m ortis linear, m esm o que você m orra, Moneo.

— Que coisa é essa de cores, Senhor?

— O continuum , o interm inável, O Cam inho Dourado.

— Mas pode ver coisas que nós não vem os, Senhor!

— Porque se recusam !

Moneo encostou o queixo no peito.

— Senhor, sei que evoluiu além do resto de nós. E por isso que o adoram os e...

— Maldito sej a, Moneo!

Moneo ergueu a cabeça olhando aterrorizado.

— As civilizações desm oronam quando seus poderes deixam para trás as religiões! — disse Leto. — Por que não pode ver isso? Hwi pode...

— Ela é Ixiana, Senhor. Talvez ela.

— Ela é um a Oradora Peixe! Desde o berço ela nasceu para m e servir. Não! — Leto ergueu um a de suas m inúsculas m ãos quando Moneo tentou falar. — As Oradoras Peixes estão perturbadas porque as cham ei de m inhas noivas, e agora vêem um a estranha, não-treinada no Siay noq, que sabe m ais do que elas.

— Com o pode ser, Senhor, quando suas Orado.

— Que está dizendo? Cada um de nós vem a si sabendo quem é e o que deve fazer.

Moneo abriu a boca, m as a fechou sem falar.

— As crianças pequenas sabem — disse Leto. — E só depois que os adultos as confundiram que elas escondem esse conhecim ento até de si m esm as. Moneo! Descubra a si próprio!

— Senhor! Não posso! — As palavras foram arrancadas de Moneo. Ele trem ia de angústia. — Não tenho seus poderes, seu conhecim ento de.

— Basta!

Moneo ficou em silêncio, o corpo trem endo.

Leto foi tranqüilizador:

— Está tudo certo, Moneo. Exigi m uito de você e posso ver sua fadiga.

Lentam ente, os trem ores de Moneo dim inuíram . Ele respirou fundo, sorvendo o ar.

Leto disse:

— Haverá algum as m udanças em m eu casam ento Frem en. Não usarem os os anéis de água de m inha irm ã Ghanim a. Usarem os, em vez disso, os anéis de m inha m ãe.

— Lady Chani, Senhor? Mas onde estão os anéis?

Leto girou o corpo volum oso na carreta e apontou para a intercessão de dois túneis cavernosos à sua esquerda, onde a luz fraca revelava os prim eiros nichos sepulcrais dos Atreides em Arrakis.

— Em sua tum ba, no prim eiro nicho. Você vai tirar os anéis e trazê-los para a cerim ônia.

Moneo olhou através da distância som bria da cripta.

— Senhor... não é um a... profanação a...

— Você se esquece, Moneo, de que ela vive em m im . — Ele falou então com a voz de Chani: — Posso fazer o que quiser com m eus anéis de água!

Moneo se encolheu:

— Sim , Senhor. Eu os trarei com igo para a vila de Tabur quando...

— Vila de Tabur? — perguntou Leto em sua voz habitual. — Mas eu m udei de idéia. Nós nos casarem os na vila de Tuono!

A maior parte da civilização é baseada na covardia. É fácil civilizar ensinando a covardia. Minam-se os padrões que levariam à bravura. Contém-se a livre iniciativa. Regulam-se os apetites, colocam-se cercas nos horizontes. E se faz uma lei para regular cada movimento. Nega-se a existência do caos e se ensina as crianças a respirarem lentamente. Doma-se.

— Os diários roubados

 

Idaho ficou pasm o ante sua prim eira visão da vila de Tuono a curta distância. Aquele era o lar de Frem en?

A tropa de Oradoras Peixes tirara-os da Cidadela ao raiar do dia, com Idaho e Siona esprem idos num grande ornitóptero, acom panhado por duas aeronaves de escolta, m enores. E o vôo fora lento, quase três horas. Pousaram num hangar de plaspedra, chato e redondo, a quase um quilôm etro do vilarej o, e dele separado por velhas dunas, presas no lugar pelo cultivo de capins ralos e alguns arbustos raquíticos. Enquanto desciam , a m uralha, diretam ente atrás da vila, parecia tornar-se cada vez m ais alta, m ais alta, o vilarej o encolhendo ante tal im ensidão.

— Os Frem en de Museu são m antidos geralm ente livres da contam inação por tecnologia de fora do planeta! — explicara Nay la, enquanto a escolta trancava os tópteros dentro do hangar baixo.

Um a integrante da tropa j á fora enviada, cam inhando na frente, em direção a Tuono, para anunciar a chegada.

Siona perm anecera em silêncio durante a m aior parte da viagem , m as observara Nay la com um a intensidade dissim ulada.

Por algum tem po, durante a m archa através das dunas ilum inadas pela luz da m anhã, Idaho tentara im aginar que estava de volta aos velhos tem pos. A areia era visível nas plantações e, nos vales entre as dunas, havia solo ressequido, capim am arelo, arbustos espinhentos. Três abutres, com suas asas de pontas fendidas, circulavam na abóbada celeste — “a busca elevada”, com o os Frem en cham avam . Idaho tentara explicar isso para Siona cam inhando ao lado dela. Só é preciso preocupar-se com os com edores de carniça quando eles com eçam a descer.

— Já m e instruíram a respeito dos abutres — disse ela com a voz fria.

Idaho notou-lhe a transpiração no lábio superior. Havia um forte cheiro de suor na tropa que se com prim ia à volta deles.

Sua im aginação não conseguia deixar de focalizar as diferenças entre o passado e essa época. Os traj es destiladores padrão, que usavam , eram m ais para exibição do que para recolhim ento eficiente da água do corpo. Nenhum Frem en verdadeiro teria confiado sua vida a um deles, nem m esm o ali, onde o ar tinha cheiro de água próxim a. E as Oradoras Peixes da tropa de Nay la não cam inhavam m antendo o silêncio dos Frem en. Elas falavam entre si com o crianças.

Siona avançava em passos firm es ao seu lado, em carrancudo silêncio, sua atenção freqüentem ente se voltando para as costas largas e m usculosas de Nay la, que seguia alguns passos adiante da tropa.

Que haveria entre essas duas m ulheres? Idaho ficou im aginando. Nay la parecia devotada a Siona, atenta a cada palavra de Siona, obedecendo a cada vontade expressa por Siona... Exceto que Nay la não desobedecia as ordens de trazê-los até a vila de Tuono. Ainda assim , Nay la respeitara Siona, cham ando-a de “Com andante”. Havia algum a coisa profunda entre essas duas, algum a coisa que despertava a adm iração e o tem or de Nay la.

Afinal chegaram a um declive que descia para o vilarej o e a Muralha atrás dele. Vista do ar, Tuono fora um aglom erado de brilhantes retângulos bem do lado de fora da som bra da m uralha. Desse ponto de vista m ais próxim o, entretanto, ficava reduzida a um aglom erado de choças em decom posição, que se tornavam ainda m ais deploráveis com as tentativas de enfeitar o lugar. Fragm entos de m inerais brilhantes e pedaços de m etal desenhavam arabescos nas paredes das construções. Um a bandeira verde esfarrapada ondulava num poste de m etal no topo da estrutura m ais elevada. A brisa interm itente trazia o cheiro de lixo e de esgotos a céu aberto às narinas de Idaho. A rua central do vilarej o estendia-se através da areia, esparsam ente plantada, até onde estava a tropa, term inando num a borda irregular de pavim ento quebrado.

Um a delegação traj ando m antos esperava perto do prédio com a bandeira verde, aguardando com expectativa j unto à m ensageira das Oradoras Peixes que Nay la enviara na frente. Idaho contou oito pessoas na delegação, todas hom ens usando o que pareciam ser autênticos m antos Frem en de cor m arrom -escura. Um a fita verde na testa podia ser vista por baixo do capuz de um dos m em bros da delegação — o Naib, sem dúvida. Crianças aguardavam a um dos lados com flores. E m ulheres de capuzes negros podiam ser vistas, olhando das ruas laterais, ao fundo. Idaho achou a cena perturbadora.

— Vam os acabar com isso — disse Siona.

Nay la assentiu, concordando, e liderou a m archa declive abaixo até a rua. Siona e Idaho ficaram alguns passos atrás dela. O resto da tropa se deixou ficar para trás, em silêncio agora, e olhando à volta com indisfarçada curiosidade.

Quando Nay la se aproxim ou da delegação, o hom em com a fita verde se adiantou, curvando-se. Cam inhava com o um velho, m as Idaho pôde notar que não o era, apenas um hom em de m eia-idade com as faces lisas e sem rugas, nariz atarracado sem m arcas dos tubos de respiração, e os olhos! Os olhos revelavam pupilas definidas, sem o azul total do vício da especiaria. Eram olhos castanhos. Olhos castanhos num Frem en!

— Eu sou Garun — disse o hom em , quando Nay la parou diante dele. — Sou o Naib deste lugar. Eu lhes dou as boas-vindas Frem en a Tuono.

Nay la gesticulou por sobre o om bro, indicando Siona e Idaho, que haviam parado logo atrás dela.

— Há aloj am entos preparados para os convidados?

— Nós Frem en som os conhecidos pela hospitalidade — disse Garun. — Está tudo pronto.

Idaho cheirou os odores azedos e prestou atenção aos sons desse lugar. Olhou pelas j anelas abertas do prédio com a bandeira, à sua direita. A bandeira Atreides trem ulando sobre aquilo? A j anela m ostrava um auditório com teto baixo, um a pequena plataform a a um a das extrem idades. Ele viu fileiras de assentos e um tapete m arrom no piso. Tudo com a aparência de um palco arrum ado, um lugar para o entretenim ento de turistas.

O som de passos abafados trouxe a atenção de Idaho de volta para Garun. Crianças estavam se agrupando em volta da delegação estendendo buquês de flores verm elhas em suas m ãos suj as. As flores estavam m urchas.

Garun falou com Siona, identificando corretam ente as insígnias douradas de um a Com andante Oradora Peixe em seu uniform e.

— Vai desej ar um a exibição de rituais Frem en? — perguntou ele. — Nossa m úsica ou nossa dança?

Nay la aceitou um buquê de flores de um a das crianças, cheirou-a e espirrou.

Outra criança estendeu flores para Siona, fitando-a com olhos arregalados. Ela aceitou as flores sem olhar para a criança. Idaho m eram ente fazia sinal para que as crianças se afastassem quando se aproxim avam dele. Elas hesitavam , olhando para ele, então saíam correndo em direção ao resto da tropa.

Garun disse a Idaho:

— Se lhes der algum as m oedas, elas não o incom odarão.

Idaho estrem eceu. Era esse o treinam ento de crianças Frem en?

Garun voltou a atenção para Siona. Com Nay la ouvindo, ele com eçou a explicar a planta de sua vila.

Idaho afastou-se deles e seguiu rua abaixo, notando com o os olhares se voltavam para ele e depois se desviavam . Sentia-se profundam ente irritado com as decorações superficiais dos prédios, nenhum a delas disfarçando a evidência da decrepitude. Olhou para o portal aberto do auditório. Havia um a severidade em Tuono, algum a coisa lutando por baixo das flores m urchas e do tom servil da voz de Garun. Em outra época e outro planeta, essa teria sido um a vila daquelas que têm burros nas ruas — com cam poneses em roupas presas por cordas adiantando-se com seus pedidos. Ele podia ouvir as súplicas na voz de Garun. Esses não eram Frem en! Essas pobres criaturas viviam à m argem , tentando reter partes de um todo ancestral. E o tem po todo aquela realidade perdida escorregava, cada vez m ais longe de seu alcance. O que Leto criara ali? Esses Frem en de Museu haviam perdido tudo, exceto a m era existência e o anunciado vazio de velhas palavras que não entendiam nem m esm o pronunciavam corretam ente!

Voltando para j unto de Siona, Idaho curvou-se para observar o corte do m anto m arrom de Garun, vendo com o ele era apertado pela necessidade de poupar tecido. O cinza lustroso de um traj e destilador podia ser visto por baixo, exposto à luz solar, que um verdadeiro Frem en j am ais deixaria tocar o seu traj e destilador desse m odo. Idaho olhou para o resto da delegação, notando um tratam ento idêntico no m odo parcim onioso com o era usado o tecido, algo que traía o dom ínio em ocional sob o qual eles viviam . Tais roupas não perm itiam gestos expansivos nem liberdade de m ovim entos. Esses m antos eram tão apertados e lim itadores com o o m odo de vida de toda essa gente!

Movido pelo desgosto, Idaho avançou abruptam ente e abriu o m anto de Garun para olhar o traj e destilador. Exatam ente com o suspeitara! O traj e era outra fraude — não tinha braços nem bom bas nas botas!

Garun recuou, levando a m ão ao punho da faca que Idaho deixara descoberta em seu cinturão.

— Ei! Que está fazendo? — perguntou em voz queixosa. — Não se toca assim num Frem en!

— Você, um Frem en? — perguntou Idaho. — Eu vivi com os Frem en! Eu lutei ao lado deles contra os Harkonnen! Eu m orri com os Frem en! Você? Você é um a fraude!

Os nós dos dedos de Garun ficaram brancos sobre o cabo da faca. Ele voltou-se para Siona.

— Quem é esse hom em ?

Nay la respondeu:

— Esse é Duncan Idaho.

— O ghola? — Garun virou-se para olhar o rosto de Idaho.

— Nunca vim os um de vocês aqui antes.

Idaho sentia-se quase dom inado pelo desej o de lim par esse lugar, m esm o que fosse ao custo de sua vida, dessa vida dim inuída, que podia ser reproduzida interm inavelm ente por gente que não tinha verdadeira consideração por ele. “Um m odelo antigo, sim !” Mas esse não era o m odo Frem en.

— Puxe essa faca ou tire as m ãos dela — ordenou Idaho.

Garun tirou a m ão da faca num m ovim ento brusco, j ustificando-se:

— Não é um a faca de verdade, é apenas para enfeitar. — Sua voz tornou-se ávida. — Mas tem os facas verdadeiras, até m esm o facas cristalinas! Elas são m antidas trancadas em m ostruários de m odo a serem preservadas.

Idaho não pôde conter-se. Jogou a cabeça para trás e deu um a gargalhada. Siona sorriu, m as Nay la o observou, pensativa, e o resto da tropa de Oradoras Peixes se aproxim ou, circundando-os vigilante.

A gargalhada teve um efeito curioso em Garun. Ele abaixou a cabeça e uniu as m ãos bem apertadas, m as não antes que Idaho as visse trem endo. Quando Garun olhou para cim a outra vez foi para sondar Idaho, olhando-o debaixo de sobrancelhas carregadas. Idaho sentiu-se sóbrio de repente. Era com o se um a bota terrível tivesse esm agado o ego de Garun num a tem erosa subserviência. Havia um a espera vigilante nos olhos do hom em . E por um a razão que não podia explicar, Idaho lem brou-se de um a passagem da Bíblia Universal Laranj a. Perguntou a si m esm o. “Serão esses os hum ildes que nos irão superar a todos e herdar o universo?”

Garun pigarreou e disse:

— Talvez o ghola Duncan Idaho possa testem unhar nossos m odos de vida, nossos rituais e j ulgá-los?

Idaho sentiu-se envergonhado pelo pedido m elancólico e disse sem pensar:

— Eu lhes ensinarei qualquer coisa Frem en de que m e lem bre.

— Olhou para ver Nay la observando-o, carrancuda. — Vai aj udar a passar o tem po — j ustificou. — E quem sabe? Pode trazer de volta a esta terra algo dos verdadeiros Frem en.

Siona disse:

— Não precisam os j ogar velhos j ogos ritualísticos! Leve-nos para nossos aloj am entos.

Nay la abaixou a cabeça, em baraçada, e falou sem olhar para Siona.

— Com andante, há um a coisa que ainda não m e atrevi a lhe dizer.

— Que irá certificar-se de que nós perm anecerem os neste lugar im undo — respondeu Siona.

— Oh, não! — Nay la olhou para o rosto de Siona. — Para onde poderiam ir? A Muralha não pode ser escalada, e existe apenas o rio além dela, de qualquer m odo. E na outra direção fica o Sareer. Oh, não. . é outra coisa. — Nay la sacudiu a cabeça.

— Desem buxe! — ordenou Siona.

— Estou sob ordens estritas, Com andante, que não m e atrevo a desobedecer. — Nay la olhou para as outras integrantes da tropa e depois de volta para Siona. — Você e o Duncan Idaho devem ser aloj ados j untos.

— Ordens de m eu pai?

— Senhora Com andante, dizem que são ordens do próprio Im perador-Deus, e não nos atrevem os a desobedecer.

Siona olhou para Idaho.

— Vai se lem brar do m eu aviso, Duncan, quando falam os pela últim a vez na Cidadela?

— Minhas m ãos são m inhas para que eu faça o que quiser — retrucou Idaho. — E não creio que você tenha algum a dúvida quanto aos m eus desej os!

Ela virou-lhe as costas após um rápido aceno da cabeça e olhou para Garun.

— Que im porta onde irem os dorm ir neste lugar desagradável? Leve-nos para nossos aloj am entos.

Idaho achou fascinante a resposta de Garun — ele virou a cabeça em direção ao ghola, ocultando o rosto por trás do capuz Frem en, e então deu um a secreta e conspiratória piscada de olho. Som ente então Garun os conduziu pela rua suj a.