O Jogo do Bilionário: Kade

J. S. Scott · Capítulo 9 de 21

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O Jogo do Bilionário: Kade

Capítulo 8

A semana seguinte se transformou em alguns dos dias mais felizes da vida de Asha. Ela pintou, sem se sentir pressionada a terminar rapidamente o trabalho, e certamente não precisou se preocupar de onde viria a próxima refeição. Kade foi extremamente chato com a alimentação dela. Passava algum tempo no escritório da Harrison com Travis, mas, sempre que estava em casa, levava comida para ela. Entupi-la de chocolate, doces maravilhosos e sobremesas altamente calóricas parecia ser uma de suas atividades favoritas. Entre uma e outra, ele sempre parecia ter alguma outra comida para que ela experimentasse. Se não tivesse cuidado, em breve ela não caberia nas calças.

 

Ela começara a fazer exercícios com ele todas as manhãs, sempre sentindo-se maravilhada quando ele continuava a levantar pesos depois de terminar as demais sequências. Apesar de caminhar bastante, ela era fraca em comparação a ele. Sentia-se exausta sempre que terminava o tempo na esteira e na bicicleta. Ficava ofegante antes mesmo que Kade começasse a suar.

Parando para alongar as costas, Asha suspirou ao olhar para a parede do quarto de Kade. Depois de terminar de pintar um leopardo em uma floresta tropical em outra parede, ela subira para o quarto principal, ainda meditando sobre o que exatamente se encaixaria ali. Não havia nada de íntimo sobre o quarto dele. Era um quarto minimalista, como o restante da casa, e não tinha cor alguma.

Asha sorriu ao se lembrar de Kade dizendo-lhe para pintar todas as paredes da casa e da careta que ele fizera quando ela dissera que seria um exagero. Ele precisava de algumas cores, talvez uma parede na maioria dos aposentos, mas não precisava de todas as paredes pintadas. Infeliz com a resposta dela, ele resmungara, mas não tocara no assunto novamente.

Ele me deixa livre para usar meu talento. Ele confiou a casa dele nas minhas mãos.

Kade valorizava a opinião dela e ele a ouvia quando Asha tinha uma ideia. Ele a fizera se sentir... importante. E ela carregava aquela emoção no coração. Ninguém nunca a fizera se sentir apreciada nem valorizada. E

Kade lentamente lhe mostrava que ela tinha valor, que valia muito mais do que vivera no passado.

— Asha? — A voz profunda soou perto da porta, assustando-a e tirando-a abruptamente do devaneio.

Seu olhar voou para ele e ela prendeu a respiração ao ver Kade parado na porta com um sorriso divertido.

Colocando a mão no peito, ela disse: — Desculpe. Eu estava só pensando.

Ela sentiu o coração flutuar com a visão dele, parecendo incrivelmente bonito no traje formal com gravata que usara para ir ao escritório. Mesmo assim, o traje ainda era típico de Kade, que vestira uma camisa marrom colorida e uma gravata com uma cornucópia muito ornamentada devido ao feriado próximo de Ação de Graças. Em Kade, parecia muito masculina, uma imagem que sempre deixava seu coração feliz. Ele tinha estilo próprio e estava inteiramente confortável com isso. Era uma das coisas mais sensuais que ela já vira.

— No que você estava pensando? — perguntou ele curioso, tirando o casaco e jogando-o sobre a cadeira.

Em você. No que mais parece que penso ultimamente?

— Na sua parede — respondeu ela depressa, virando o rosto para a parede que estivera contemplando. Ela estava preocupada demais com Kade e precisava tirá-lo da cabeça. Era um cliente e talvez um amigo. Mas não podia pensar como algo além disso. — Travis gostou da sua nova imagem?

— perguntou ela curiosa, imaginando o que o irmão gêmeo achara da camisa e da gravata coloridas de Kade.

Kade soltou uma risada ao desfazer o nó da gravata. — Não. Ele disse que a gravata e a camisa não eram nenhuma evolução da camiseta com os cachorros-quentes dançantes que uso às vezes para ir ao escritório. — Ele tirou a gravata do pescoço e jogou-a sobre o casaco. — Como fui acabar com um irmão sem o menor senso de estilo? — perguntou Kade em tom sombrio. — Nada além de roupas e gravatas escuras. Ele parece o condutor de um funeral. A única que o impede de ser totalmente mórbido é a secretária dele, Ally, que ele ainda insiste em chamar de Alison, apesar de ela odiar. Ou, se ela o irrita demais, vira a srta. Caldwell.

Asha riu. — E o que ela é na maior parte do tempo? — Ela conhecera Travis no dia anterior e, apesar de ser cordial, ele era um tanto intimidador.

Era difícil acreditar que ele e Kade eram irmãos gêmeos. Os dois eram inacreditavelmente diferentes.

— Srta. Caldwell. Ela quase sempre está encrencada com Travis —

respondeu Kade em tom brincalhão. — Mas ela o desafia. É boa para ele.

Acho que é uma das poucas pessoas no escritório que não tem medo dele.

— Fico surpresa por ele não a ter demitido. — Asha pegou a gravata e o casaco de Kade, pronta para colocá-los na pilha de lavagem a seco da lavanderia.

– Acho que, secretamente, ele gosta dela de uma forma meio antagônica.

E ela é excelente no que faz. Travis sabe que as coisas no escritório seriam um caos sem ela — disse Kade, sentando-se na cama para tirar os sapatos.

— Coloque essas coisas de volta, senão vou lhe dar uma surra —

resmungou Kade. — Você não é minha empregada. Eu cuidarei delas... em algum momento.

O olhar de Asha voou para o rosto de Kade. Ele estava falando muito sério e não estava nada contente. Constrangida, ela tentou achar uma forma de explicar que, algumas vezes, ela gostava de fazer coisas para ele. — Eu só estava...

— Você tem três segundos para colocá-las onde estavam — disse ele com uma calma mortal.

— Kade, eu não me importo...

— Um. — A voz dele estava serena, mas o tom era de advertência.

Ah, como Asha queria argumentar. Ela não tinha medo de Kade e queria ajudá-lo de vez em quando. Ele fizera tanto por ela. Não achava que tinha a obrigação de limpar a bagunça dele. Era muito diferente quando fazia algo

para alguém que a apreciava. Ela queria ajudá-lo e gostava de tocar e cheirar qualquer coisa que pertencesse a ele. O perfume dele era tão masculino e inebriante...

— Dois. — O tom de advertência foi mais pronunciado. Ele soltou o outro pé do sapato no chão e seu olhar passeou pelas pernas nuas dela, expostas por uma calça jeans que ela cortara para usar durante o trabalho.

Os olhos dele subiram lentamente, acariciando os seios e os mamilos que começavam a ficar rígidos sob a camiseta vermelha curta.

— E se eu quiser fazer isso? E se eu fizer isso só porque adoro cuidar das suas roupas, pois elas têm o seu cheiro? — respondeu ela em uma explosão ofegante, sabendo que estavam em uma luta que ia muito além de esperar que ele fizesse alguma coisa. Ela estava chamando o blefe dele, desafiando-o a tocá-la. Ele fora remoto e cauteloso... e ela queria ver os olhos de Kade ardendo novamente de paixão, da forma como acontecera quando ele a levara ao paraíso na cozinha usando apenas a boca e os dedos.

A mão que segurava o casaco e a gravata dele tremia, mas ela não se moveu. Ela sentiu um calor entre as pernas e os mamilos rígidos. Asha ficou parada, esperando.

— Três — rosnou ele, saltando da cama e passando o braço musculoso em volta da cintura dela. Tirando o casaco e a gravata da mão dela, ele os jogou no chão e puxou-a para a cama, onde ela caiu sobre o corpo forte dele.

Asha se esforçou para respirar, com a sensação dos músculos quentes e rígidos sob ela fazendo com que o coração batesse aceleradamente e deixando-a completamente sem fôlego. Afastando a cortina de cabelos que tinha caído sobre o rosto, ela olhou para ele chocada. Ele ainda tinha o braço em volta de sua cintura, mantendo-a presa. E os olhos pareciam piscinas profundas de fogo azul.

— Sinto muito. Você não entende — disse ela com voz trêmula.

Kade tirou com cuidado a presilha que agora estava pendurada nos cabelos dela e jogou-a no chão. — Você não pode dizer uma coisa como aquela e esperar que eu não responda à altura — disse ele com voz rouca, enterrando os dedos nos cabelos dela. — Se gosta do meu cheiro, então venha cheirar na fonte — exigiu ele. — Toque em mim, Asha, antes que eu perca o controle. Que se danem as roupas, preciso das suas mãos em mim.

Era uma ordem a que ela não podia nem queria resistir. Os dedos trêmulos começaram a abrir os botões da camisa dele, desesperados para encontrar a pele quente. Ela não conseguiu afastar os olhos da expressão intensa dele. O fato de ele precisar dela, mesmo que fosse por pouco tempo, era algo inebriante e potente. Nenhum homem olhara para ela como Kade fazia. O corpo dela respondia aos feromônios de Kade e a necessidade de tê-lo dentro de si era quase dolorosa.

— Não sei como você quer ser tocado — disse ela nervosa, com uma vontade intensa de sentir a pele quente dele sob os dedos.

Kade gemeu quando ela abriu a camisa dele e colocou as mãos sobre o peito musculoso. — Não importa. Do jeito que quiser.

Asha moveu o corpo mais para baixo, posicionando o sexo quente sobre o pênis enrijecido. Ela sentiu a pele quente e ardente sob os dedos e espalhou as mãos sobre seu peito de forma hesitante, suspirando com a sensação de força e poder que ele transmitia.

Subitamente, ela não se importou com o fato de que não deveria estar fazendo aquilo nem que estava lá só para fazer um trabalho. Talvez fosse um erro se apegar tanto a Kade, mas a necessidade ardente que existia entre eles não podia ser negada por mais tempo. Só uma vez, Asha queria sentir o que era ser desejada da forma como sabia que Kade a desejava.

— Elas são lindas. — Asha correu os dedos sobre a tatuagem, no lado direito do peito dele, de uma fênix colorida que saía do fogo. Depois de terminar de traçar o desenho, ela moveu a mão para o outro lado do peito para fazer o mesmo com o desenho de um dragão, predominantemente preto, mas com tons vermelhos, alaranjados e azuis nas escamas. Havia uma bola de futebol em chamas entre os dentes do dragão. — Imagino que esta era um lembrete para que vencesse os jogos.

— O pessoal me chamava de Dragão porque eu sempre usava minha camiseta da sorte, que tinha um dragão, nos dias de jogo — respondeu ele.

— Algum idiota a roubou do vestiário e, como eu não tinha mais a camiseta, fiz uma tatuagem.

A mão de Asha voltou para a fênix, que a relembrava da própria borboleta, exceto que a criatura dele estava com as asas totalmente abertas, saindo do fogo que lambia a cauda longa. — E esta?

— Travis tem uma igual. Estávamos juntos bebendo um dia e decidimos fazê-la durante o escândalo da morte de nossos pais. Foi a única vez em que

vi Travis realmente bêbado. Juramos que seríamos melhores que a louca da família Harrison.

— E são — respondeu Asha baixinho, admirando a ferocidade de Kade em superar o passado. Isso a deixava ainda mais determinada a se tornar independente e forte. Mia, Kade e Travis talvez ainda fossem assombrados por alguns aspectos da infância, mas todos tinham ressurgido como a fênix do peito de Kade.

Kade gemeu quando Asha começou a descer um pouco mais, seguindo o rastro de cabelos que desciam até a cintura da calça. O corpo dele era maravilhosamente esculpido e as tatuagens só aumentavam a aura masculina.

Ela sentiu o corpo inteiro arder, exigindo que tivesse aquele homem. E

Asha estava cansada de negar a si mesma o que queria.

Decidida, ela rolou para o lado dele e puxou a camiseta por sobre a cabeça. Ela não usava sutiã e só precisou de um momento para tirar a bermuda e a calcinha, jogando-as no chão. Finalmente, virou-se para olhar para Kade, encontrando o olhar com uma coragem que não sabia que tinha.

— Quero você dentro de mim. Quer fazer isso?

Kade a encarou, com o olhar passeando pelo corpo nu de Asha antes de voltar aos olhos. — Você acabou de ficar nua e agora me faz essa pergunta?

— Bem... quer ou não? — perguntou ela, sentindo-se um pouco mais desconfortável por ter presumido que ele o faria.

— Querida, estar dentro de você é o assunto da maioria das minhas fantasias — respondeu Kade com voz rouca. Ele ficou de pé ao lado da cama sem afastar o olhar faminto do dela.

— Só a maioria? — perguntou ela nervosa enquanto ele tirava a camisa, deixando-a cair sobre a pilha crescente de roupas.

Ele abriu um sorriso malicioso enquanto tirava a calça. — É um dos destaques, mas não é a única coisa que sonho fazer.

— O que mais sonha? — perguntou Asha confusa, deitando-se de costas e abrindo as pernas. — Estou pronta — disse ela em tom ansioso, prendendo a respiração quando Kade chutou a cueca para longe e parou perto da cama completamente nu. — Ai, meu Deus. Você é muito mais gostoso do que imaginei — comentou ela ao passear com o olhar por cada músculo, cada curva perfeita do corpo dele. Ela sentiu o calor invadir seu centro ao ver o pênis enorme. — E você é... grande.

Ele colocou um joelho sobre a cama. — O que você está fazendo? —

perguntou ele.

— Eu disse que estava pronta — respondeu ela, com o corpo pulsando de desejo ao olhar para ele. — Estou pronta para que entre em mim.

— Não, não está — respondeu ele lentamente. — Mas estará.

— Eu estou pronta — insistiu ela, imaginando o que ele estava esperando e desejando que começasse logo. Ela estava mais do que pronta para ele e nunca sentira tanto desejo por outro homem.

Kade soltou um gemido estrangulado, algo entre um rosnado e uma risada, e puxou-a para que ficasse de joelhos, passando um braço forte em volta de sua cintura. — Você é tão inocente — disse ele, enterrando as mãos nos cabelos dela e puxando seu corpo para que ficasse encostado no seu. —

Querida, você não precisa só ficar na posição e esperar que termine em questão de momentos.

Asha estremeceu quando o corpo forte encostou completamente no seu, envolvendo-a em calor. — Não sou tão inocente. Fui casada por sete anos

— retrucou ela.

— Sim. E quero que esqueça tudo o que fez enquanto estava casada.

Simplesmente sinta. Pode fazer isso? — A boca quente desceu pela pele sensível do pescoço dela, fazendo com que estremecesse.

— Sim — sussurrou ela ansiosa. Obviamente, havia muito a aprender sobre estar com um homem além do que descobrira durante o casamento.

— Diga-me o que quer, Kade. — Ela não sabia como lhe dar prazer, mas queria muito fazer isso.

— Só quero você — respondeu Kade em tom ardente, descendo a mão pelas costas dela e segurando-lhe o traseiro. Ele puxou os quadris dela contra o pênis com um gemido.

Asha não conseguiu esperar mais. Ela agarrou os cabelos dele com os dedos famintos e puxou a boca de Kade para perto da sua, deixando que o instinto e a estranha ligação que tinha com ele assumissem totalmente o controle. Kade respondeu imediatamente, fundindo os lábios nos dela e segurando sua cabeça no lugar enquanto tomava-lhe a boca. Ele não parou com um só beijo. O primeiro abraço apaixonado levou a outro e mais outro, sem que eles conseguissem se saciar um do outro. As chamas tímidas que existiam entre os dois tinham sido finalmente libertadas, transformando-se em um inferno furioso que nenhum deles poderia apagar.

Ela acabou deitada de costas novamente. Os braços e as pernas se entrelaçaram enquanto as bocas continuavam unidas. Kade colocou as mãos nos seios de Asha, provocando os mamilos rígidos e sensíveis, o que lançou um choque elétrico diretamente no sexo dela.

Afastando os lábios dos dela, ele disse com voz rouca: — Diga-me que quer isto tanto quanto eu, Asha.

— Eu quero — gemeu ela, contorcendo o corpo sob o dele e erguendo o quadril em uma súplica silenciosa. — Eu preciso de você.

A boca de Kade desceu para um dos mamilos, mordendo-o de leve. Asha prendeu a respiração, pois aquele tipo de excitação era totalmente desconhecido. — Eu não sabia que podia ser assim — sussurrou ela para si mesma.

Kade a ouviu. Erguendo a cabeça, ele passou a língua no vale entre os seios e disse em voz rouca: — Estamos apenas começando e você sentirá muito mais, não vai demorar muito. — Ele beliscou os mamilos dela de leve, com a língua seguindo a pontada de dor. — Seus seios são perfeitos.

— Pequenos — respondeu Asha sem fôlego.

— Do tamanho certo — argumentou Kade, segurando-os com as mãos.

— Os seus mamilos me lembram chocolate. Já lhe falei que sou viciado em chocolate?

Era uma pergunta que não exigia resposta e Asha não tinha planos de falar quando Kade colocou cada mamilo na boca, um depois do outro, chupando-os e lambendo-os. Ele parecia saber exatamente como tocá-los, como deixá-la completamente louca. Ninguém adorara seus seios daquela forma e era exatamente o que Kade fazia, eliminando todas as inseguranças que ela jamais tivera sobre não ser particularmente abundante. Obviamente, ele os achava atraentes e era tudo o que importava para ela no momento.

Ela gemeu quando Kade desceu um pouco mais, com a língua saboreando a pele do abdômen. As mãos dele acariciaram-lhe as pernas antes de segurá-las firmemente e abri-las. Asha sentiu o ar atingir a pele sensível entre as coxas enquanto Kade continuava a descer. Uma das mãos grandes subiu pela coxa de Asha e ele usou os dedos para penetrar suas dobras já saturadas.

Asha sabia que deveria ter se sentido mortificada. A cabeça de Kade estava diretamente entre suas coxas e seus dedos acariciando a boceta, mas ela só sentiu as entranhas se contraírem. O desejo era tão intenso que ela

ergueu o quadril, implorando mais. — Por favor, Kade. — A voz dela estava torturada, desesperada. Ela nunca se sentira assim. Nunca um homem lhe dera prazer daquele jeito. Era uma mistura de tortura e êxtase.

Como ela conseguira chegar aos vinte e sete anos e nunca sentir aquele tipo de excitação? Asha considerou aquilo como seu despertar sexual. O que antes fora um dever, agora era um prazer além da compreensão.

Foi disto que eu senti falta. Foi isto que eu sempre quis, mas nunca soube exatamente o que estava faltando.

— Por favor o quê? — perguntou Kade em voz baixa. — Fale alto.

Diga-me do que precisa.

— Toque-me com mais força. Toque-me lá — pediu Asha desesperada, surpresa por conseguir dizer o que queria. Mas, com Kade, ela sabia que podia fazer isso. Não estava escuro, não havia vergonha e ele fazia com que ela se sentisse desejada e muito feminina.

Os dedos dele se moveram, passando de leve sobre o clitóris. — Assim?

— perguntou ele com voz abafada, passando a língua entre a coxa e a boceta.

— Sim. Mas com mais força — implorou ela sem reconhecer a própria voz.

— Vou chupar você, Asha. Preciso sentir o gosto do seu orgasmo quando gozar — disse Kade logo antes que a boca a devorasse.

O traseiro de Asha saiu completamente da cama e Kade passou as mãos sobre ele, segurando-o para puxá-la com mais força contra a própria boca.

Ele gemeu dentro dela ao usar os lábios e a língua para fazer com que ela perdesse totalmente o controle. — Kade, eu não consigo... — Ela queria dizer a ele que não conseguia respirar, mas não era verdade. Ela estava ofegante e deixou escapar um gemido ao parar de lutar contra o êxtase que ele lhe causava. Deixou-se simplesmente... sentir, exatamente como ele lhe pedira. Ela segurou a cabeça dele com as mãos, sem aguentar mais. — Por favor — pediu ela.

A língua de Kade se moveu sobre o clitóris mais depressa, com um pouco mais de força, deixando-a ainda mais frenética. Ela explodiu no momento em que teve certeza de que enlouqueceria e o corpo estremeceu com a força do clímax.

— Kade. — Ela gritou o nome dele ao agarrar-lhe os cabelos com mais força, deixando que Kade possuísse seu corpo durante aqueles momentos,

com a língua ainda sobre o clitóris e a boca saboreando cada gota do orgasmo explosivo.

Ela ainda tremia quando Kade ficou sobre ela. Os dois estavam suados, mas ela suspeitou que a maior parte do suor fosse sua. Minha nossa, Asha nunca sentira nada parecido com o que Kade acabara de fazer com ela. O

coração ainda estava acelerado, batendo com muita força, deixando-a incapaz de falar. Os olhos de Kade estavam turbulentos e ardentes quando ele a olhou com uma satisfação muito masculina. — Você é linda — disse ele em um tom maravilhado.

— Ninguém nunca me disse isso — admitiu ela com voz trêmula. — Ninguém me fez sentir como você fez. Você fez com que eu acreditasse naquilo.

— Bem, acredite. Você é perfeita. E seu corpo responde ao meu como se tivesse sido feito para mim — disse ele possessivamente, enterrando os dedos nos cabelos dela. — E, só para constar, eu também nunca senti nada como isto — acrescentou ele enfaticamente, devorando-a com os olhos e deixando-a ainda mais ansiosa para ser possuída.

Naquele momento, Asha o queria dentro de si mais do que queria respirar. Abrindo a boca para falar, ela só conseguiu dizer: — Trepe comigo, Kade, por favor. — Ela nunca dissera aquelas palavras, mas era tão fácil dizê-las a Kade quando via o desejo queimando em seus olhos. Ele queria que ela o quisesse tanto quanto a queria. E ela queria que ele soubesse que já o queria com aquela mesma intensidade.

— Se eu trepar com você, será minha. Não sei se conseguirei deixar que vá embora — disse ele. — Na verdade, já não sei se consigo.

O coração de Asha bateu mais forte e ela passou as mãos nos braços dele, sentindo o poder e a tensão de seu corpo. — Eu ainda tenho um longo caminho pela frente, Kade. Preciso fazer muito para me encontrar. — Ela queria dizer a ele, naquele momento, que era dele para sempre, que nunca se sentira assim em relação a nenhum outro homem. Apesar de saber o que sentia por ele, Kade não merecia uma mulher problemática. — Ainda tenho problemas.

— Eu também — respondeu ele com sinceridade e com olhar determinado. — Mas não me importo nem um pouco. Nós curaremos um ao outro. Eu lhe darei tudo de que precisa para ser completa de novo. O seu lugar é ao meu lado.

Asha queria muito acreditar nele. Sua alma o queria. Ignorando todas as palavras que queria dizer, ela respondeu: — Então me faça sua. Por favor.

— Não tenho camisinhas. Faz anos que não saio com uma mulher e estou limpo. E não pretendo ficar com nenhuma outra mulher — disse ele.

As palavras de Kade foram uma declaração.

— Sou infértil. Não tenho doenças. E confio em você — disse ela ofegante, com o corpo implorando para ser possuído.

— Você não é infértil. Detesto essa expressão e ela não se aplica a você

— disse Kade, esfregando o pênis nas dobras dela ao mover o quadril para a frente. — Talvez não possa ter filhos, mas o seu corpo é a minha definição de paraíso.

Asha arquejou de prazer quando Kade segurou-lhe os quadris e penetrou-a em uma investida suave. Ele era grande, preenchendo-a completamente, estendendo músculos internos que ela não percebera que tinha.

— Puta merda, você é deliciosa. — Ele gemeu, um som de puro êxtase.

— Passe as pernas em volta da minha cintura. Tire tudo o que deseja de mim. O que quiser.

Asha obedeceu, querendo dizer a ele que já tinha tudo que queria. Com Kade enterrado dentro dela, ligado a ela, Asha não achava que conseguiria ficar ainda melhor. Todos os nervos estavam vivos e elétricos. O pênis a penetrou e recuou, tomando-a como nenhum homem fizera.

Eu amo você. Eu amo você.

Ela não podia dizer aquelas palavras em voz alta, mas elas latejavam em sua cabeça, acompanhando as investidas de Kade e deixando-a louca para gozar. Todas as emoções eram muito intensas e ela apertou ainda mais as pernas em volta dele, mantendo os braços presos em volta dos ombros largos. Gemendo de desejo, ela enterrou as unhas curtas nas costas dele, sentindo um prazer tão intenso que mal podia aguentar. — Por favor, eu preciso...

— Você precisa que eu a faça gozar — disse Kade com a voz rouca de desejo. — Só eu. Diga que é isso que quer.

— Sim. Sim. Eu preciso de você. Só você — respondeu ela enfaticamente. — Agora, ande logo — exigiu ela. — Não aguento mais.

— Você aguenta. — Kade rolou o corpo, permanecendo dentro dela, até que Asha estivesse sobre ele. Ele segurou as mãos dela, ajudando-a a se

sentar, e manteve seus dedos entrelaçados com os de Asha. — É sua vez —

disse ele com os dentes semicerrados. Era uma ordem, não um pedido.

Asha se mexeu insegura sobre ele. — Como? — Aquilo era novo, algo que nunca fizera antes, e era algo ao mesmo tempo poderoso e assustador.

— Trepe comigo. Com força. Bem fundo — rosnou ele.

A expressão no rosto dele era angustiada, excitada e completamente inebriante. Os instintos de Asha tomaram conta e, observando a expressão dele, ela se moveu sensualmente sobre ele. O ângulo era diferente e, à medida que ela se abaixava, ele a penetrava mais fundo. Ela gemeu quando a boceta se estendeu e contraiu, como se estivesse faminta para devorá-lo ainda mais fundo. O prazer de ter Kade dentro dela era incrível e Asha sentia a excitação percorrê-la enquanto subia e descia os quadris repetidamente. Ela apertou os dedos de Kade, sentindo o corpo tenso como um arco. — Ai, meu Deus, eu não aguento — gritou Asha, com todos os nervos pulsando até que tivesse vontade de gritar de prazer ao aumentar o ritmo dos movimentos do corpo.

Kade soltou as mãos dela e segurou-lhe os seios, beliscando-os de leve, e fazendo com que ela sentisse o prazer vibrante da cabeça aos pés.

Segurando as mãos dela novamente, fez com que ela as colocasse sobre os próprios mamilos. — Toque neles — pediu Kade.

Perto demais do clímax até mesmo para pensar em sentir qualquer constrangimento, Asha beliscou os mamilos de leve, gemendo de prazer, enquanto Kade agarrava seus quadris para assumir o controle. Segurando-a firmemente, ele investiu com força, gemendo ao preenchê-la repetidamente.

— Meu Deus, você é tão gostosa e apertada que não quero gozar nunca. —

Kade estava ofegante e a expressão de seu rosto era de puro êxtase.

Kade mudou ligeiramente de posição, estimulando o clitóris de Asha com cada investida. O azul dos olhos dele ficou mais profundo ao observá-la tocando em si mesma e gemendo de prazer. — Puta merda, não vou aguentar muito mais tempo. — As investidas ficaram mais profundas e intensas, estimulando ainda mais o clitóris. Ele tirou uma das mãos do quadril dela e empurrou-a para perto do local onde estavam unidos. O

polegar se juntou à fricção do pênis e o estímulo foi tão intenso que Asha gritou: — Kade!

Asha implodiu, gritando o nome de Kade e enterrando as unhas profundamente nos ombros dele enquanto era invadida pelas ondas do

clímax em pulsações que pareceram demorar para sempre. Kade gozou dentro dela com um gemido alto, puxando-a para baixo para um beijo que a deixou sem fôlego enquanto derramava sua semente dentro dela.

Com os corpos ainda ligados, Asha se deitou sobre o peito ofegante de Kade, sentindo o próprio corpo estremecer sem controle.

— Eu nunca... isto foi... — gaguejou Asha, tentando colocar em palavras a forma como se sentia, sem sucesso. — Eu não sabia que podia ser assim

— terminou ela, ainda sem fôlego.

— Também nunca foi assim para mim, querida — respondeu Kade com voz rouca.

Kade acariciou as costas dela enquanto os dois recuperavam o fôlego. As palavras eram inadequadas e Asha desistiu de tentar verbalizar as emoções intensas. Ela ficou deitada com Kade, em silêncio, saboreando o resultado de uma experiência tão incrível que mudara seu mundo. Quando conseguiu respirar novamente, ela disse em tom malicioso: — Vi você fazer muito mais exercícios e nunca suar.

— É você — respondeu ele. — O seu corpo incrível quase me fez ter um ataque do coração. Você faz um estrago no meu ego. Tenho orgulho da minha resistência, mas o que acabou de acontecer vai além da força física. Asha deu uma risada. A ideia de um homem ter um desejo tão intenso pelo seu corpo era uma coisa quase inconcebível. Mas obviamente Kade tinha. Da mesma forma como ela o desejava. O que acabara de acontecer fora uma experiência mútua. Ela tinha certeza disso. — Acho que você terá que se exercitar mais para melhorar — disse ela ainda um pouco ofegante.