O Jogo do Bilionário: Kade
Capítulo 17
A paciência de Kade chegou ao fim e ele só conseguia pensar em manter Asha ao seu lado antes que perdesse o juízo.
Determinado, a porta do elevador se fechou e ele apertou o botão para o andar de Asha, mais do que pronto para jogá-la sobre o ombro e levá-la para casa, estivesse pronta ou não.
Asha colocou toda a raiva dos anos de opressão na batalha de vida ou morte contra Ravi, mas não foi o suficiente. Ele a prendera no chão, com o fedor pungente do corpo quase fazendo com que ela engasgasse. O ex-marido sempre tivera um temperamento explosivo, culpando o mundo por seus problemas e descontando-os nela. Mas alguma coisa estava diferente.
O olhar selvagem em seus olhos dizia a ela que ele perdera totalmente o juízo. Era óbvio que não tomava banho havia dias e que sua prioridade era vê-la morta. Antigamente, ela teria medo de ele a matar durante uma surra.
Agora, matá-la parecia ser a única intenção dele.
Com os braços presos no lado do corpo pelo peso de Ravi, Asha tentou empurrá-lo para longe, mas mal conseguiu movê-lo. O peso substancialmente maior e a força dele resistiram aos seus esforços. Ele agarrou a trança dela, usando-a como arma para manter a cabeça de Asha parada ao encostar a faca no pescoço vulnerável. Xingando em telugu, Ravi aumentou a pressão e a faca começou a cortar a pele, mas ele não fez o corte final.
Asha sabia exatamente o que ele queria e parte dela queria implorar pela sua vida, mas não faria diferença. Ela não implorava o perdão dele no passado por erros que não cometera? Isso não a salvara de surras horríveis e implorar não a salvaria agora. Permanecendo em silêncio, ela encontrou os olhos escuros e loucos dele com uma expressão desafiadora, algo que nunca teria feito no passado. Ele a mataria, mas ela nunca mais pediria desculpas por quem era e pelo que era.
Ela era Asha Paritala, filha de um indiano progressista que ajudara mulheres indianas a ter sucesso nos Estados Unidos.
E o homem acima dela era o seu assassino.
Preparada para um golpe fatal, Asha ficou atônita quando Ravi foi erguido mais depressa que os olhos poderiam acompanhar. O corpo dele foi jogado para trás e caiu no chão perto dos pés dela. Sentando-se, ela rastejou para trás, observando com horror fascinado quando Tate Colter tirou a faca afiada da mão de Ravi com facilidade e deixou-o deitado no chão sangrando com um soco incrivelmente forte no rosto. Virando o indiano de bruços, Tate apoiou o joelho nas costas dele, mantendo-o imóvel enquanto telefonava para a polícia de um celular que tirara do bolso.
— C-como v-você sabia? — perguntou Asha quando Tate guardou o telefone no bolso e olhou para ela. Ele estudou o corpo dela clinicamente, como se estivesse procurando ferimentos.
— Travis me mandou uma mensagem — respondeu ele de forma vaga.
— Travis? — Asha tentou absorver o fato de que Tate e Travis se conheciam, mas o corpo tremia muito em reação à proximidade da morte.
— Você é policial?
— Amigo. E ex-integrante das forças especiais — respondeu Tate. —
Você está bem? — A voz dele ficou mais gentil e preocupada. — Seu pescoço está sangrando.
— Acho que sim — respondeu ela, sabendo que tinha sorte de ainda estar respirando. Considerando a alternativa, ela estava bem. Asha colocou a mão no pescoço e viu que ficara cheia de sangue. — Foi só um arranhão.
Tate acenou com a cabeça em direção ao banheiro. — É melhor você se limpar antes que...
— O que diabos aconteceu? — O rugido de Kade reverberou na sala.
— ...Kade chegue aqui — terminou Tate em tom solene.
Asha se virou e olhou para Kade, com o coração ainda batendo forte por causa do estresse da experiência de quase morrer e o corpo tremendo.
Passando os braços em volta de si mesma, ela abriu a boca para responder, mas Kade a puxou para que ficasse de pé e começou a examinar o corte antes que Asha pudesse dizer alguma coisa.
— O imbecil cortou você. — Enfurecido, Kade inclinou a cabeça dela para trás gentilmente, olhando para o corte. Em seguida, olhou para o
homem que Tate mantinha imóvel. — Por acaso ele está morto? —
perguntou Kade a Tate em tom perigoso.
— Não, só o deixei atordoado. A polícia está a caminho. — Tate lançou a Kade um olhar dúbio. — É preciso limpar o corte dela.
— O banheiro fica ali. Acho que você deveria levá-la até lá. Conhece primeiros socorros melhor do que eu — disse Kade. A voz dele estava alarmantemente baixa e gutural.
— Não vou deixá-lo sozinho com ele. Prometi a Travis. Entendo sua raiva, Kade, mas ele pagará pelo que fez — respondeu Tate, aplicando mais força nas costas de Ravi quando o homem acordou, resmungando furioso em telugu.
Ao ouvir a voz do ex-marido novamente, Asha estremeceu. — Tire-me daqui, Kade. Por favor. — O mundo inteiro dela virara de cabeça para baixo e o medo a invadiu.
— Leve-a. Ela precisa de você. Não deixe que sua raiva passe por cima de tudo. Isso arruinará você. Tirar uma vida, boa ou ruim, muda um homem
— disse Tate a Kade com voz dura. Os olhos cinzentos pareciam ligeiramente assombrados. — Deixe que Asha seja sua prioridade agora.
Kade tirou Asha do sofá e pegou-a nos braços. — Ela sempre será minha prioridade — retrucou Kade.
Tate assentiu, observando Kade quando ele pegou Asha para levá-la ao banheiro. Kade deu a volta no sofá, olhando para o homem caído no chão sob o joelho de Tate com ódio visível. Ele pisou no homem com um pé, colocando o outro sobre a mão aberta dele. Usando todo o peso, ele esmagou a mão de Ravi, que gritou de dor. Foi força mais do que suficiente para esmagar vários ossos e quebrar alguns dedos.
— Isto é por Asha e as outras mulheres que você estuprou, seu imbecil doente — rosnou Kade, avançando com Asha ainda em seus braços.
Tate sorriu.
A polícia entrou no apartamento com Ravi ainda gritando de dor.
Com toda a atenção voltada para Asha, Kade não olhou para trás.
Mais tarde naquela noite, Asha estava sentada no meio da cama de Kade devorando um sanduíche e vendo-o andar de um lado para o outro pelo quarto. Ele estivera resmungando por horas e não parecia nem um pouco cansado. Depois de levá-la para a casa dele, de cuidar dela, de garantir que tivesse uma bandeja de comida e de que estivesse sã e salva, ele começara a recitar uma lista de coisas que faria para mantê-la segura.
— Eu sei que você quer se curar e ser independente, mas pode fazer essas coisas bem aqui comigo. Quero você sob a minha proteção — Kade continuou a argumentar.
Asha o observou com um olhar de desejo enquanto mordia o sanduíche. Usando apenas a parte de baixo do pijama, ele parecia incrivelmente sensual e cem por cento teimoso. — Pessoalmente, eu preferiria estar sob você — sussurro Asha baixinho. Ela usava a parte de cima do pijama dele e sentia o cheiro provocante dele na roupa.
— Você disse alguma coisa? — perguntou Kade impacientemente, virando-se e lançando-lhe um olhar severo.
Asha acenou com a mão. — Não, não. Continue. — Ela cobriu a boca com a mão, escondendo um sorriso. Ela superara o choque da experiência de quase morrer horas antes e não havia lugar em que se sentia mais segura do que no quarto de Kade com ele rodeando-a como um gato enorme e furioso.
Asha sabia que a raiva não era direcionada a ela. Era direcionada a ele mesmo por causa dela. Ela precisava fazer com que ele parasse em breve, acalmá-lo e fazê-lo perceber que nada daquilo era sua culpa. Mas observar o comportamento possessivo e obsessivo dele era um pouco inebriante.
Quando ele parou de falar para respirar, ela perguntou curiosa: — Então, Tate Colter é outro cara rico? Amigo de vocês? — Eles foram à delegacia prestar declarações e Tate estivera lá, mas Asha não conseguira conversar muito com ele. Ainda estava chocada ao ouvir a verdade do que o ex-marido fizera com as duas funcionárias e como era realmente vil.
— Amigo de Travis. Eu o conheci por meio de Travis, mas eles são amigos desde a universidade.
— E ele era seu espião? — perguntou Asha em tom inocente.
— Não foi assim — respondeu Kade irritado. — Colter queria sair do Colorado até que a perna estivesse curada. O inverno lá é brutal e ele estava com o gesso, usando muletas. Travis encontrou um lugar para ele.
— Que, por coincidência, era no outro lado do corredor em frente ao meu apartamento? No mesmo prédio? Por que ele não podia ficar com Travis? Ou pelo menos conseguir um lugar melhor, se é tão rico? — Asha hesitou por um momento e acrescentou: — E como ele encontrou uma mulher em um período tão curto?
Kade sorriu. — Aquela mulher é irmã dele. Ela está noiva, mas queria ver Tate e ter certeza de que ele ficara bem depois do acidente. Está bem, ok. Nós meio que achamos que seria bom ter Tate lá para ficar de olho em você. Saiu daqui sem falar com ninguém. Obviamente, não queria ninguém que conhecesse, nem eu, por perto. Tate se ofereceu e nós preparamos o apartamento para ele. Sim, ele é absurdamente rico, mas morou em vários lugares. O que ele lhe disse sobre ser das forças especiais era verdade.
— Achei que ele era meu amigo — disse Asha, desapontada por Tate só ter ficado perto dela por causa de Travis e Kade.
— Ele é seu amigo. Acredite, se Colter não gostasse de você, teria ficado de olho, mas não teria lhe dado um minuto do tempo dele. Tate é bem direto. Como Travis. — Parando no meio do quarto, Kade olhou para ela com um olhar especulativo. — Você gosta dele?
Asha deu de ombros. — Sim. Gosto dele, apesar de ele ter sido enviado apenas em uma missão de espionagem por você e Travis.
— Ele não era um maldito espião. Estava lá só para ajudar caso você precisasse. Você estava sozinha — resmungou Kade. — Mas ainda quero dar um chute no traseiro dele por ter aprovado aquele carro. — Depois de uma ligeira hesitação, Kade perguntou: — Você gosta muito dele?
Asha o encarou atônita. A voz de Kade irradiava ciúmes e os músculos do maxilar estavam contraídos. Apesar disso, ele parecia vulnerável.
— Gosto dele como amigo. Ele foi gentil comigo. Brincou comigo.
Nunca tive um amigo antes. — Ela suspirou. — Mas ele não é nem nunca será você. — Asha saiu da cama e ficou de pé em frente a Kade, sem afastar os olhos dos dele. — Quando achei que ia morrer, a única coisa de que me arrependi foi nunca ter lhe dito o que sinto por você. Talvez não devesse lhe dizer agora, mas nunca mais quero me sentir daquele jeito. Quero que saiba exatamente o que sinto, sem arrependimentos.
— Então me diga — pediu Kade.
— Eu amo você — sussurrou Asha, mal conseguindo dizer as palavras por causa do nó que tinha na garganta. — Eu sei que você não pediu isso e
provavelmente não quer, mas está lá e estou cansada de esconder. Era você que eu queria naquele retrato que fiz de mim mesma, a fome que nunca achei que seria satisfeita. Acho que quis você minha vida inteira. Só não sabia.
— Diga-me que está falando sério — exigiu Kade. — Mas vou avisar, nunca mais deixarei que vá embora se estiver. De qualquer forma, nunca mais deixarei que vá embora. Mas quero que me diga.
— Estou falando sério. Mas não quero que sinta alguma obrigação porque...
As palavras dela foram interrompidas pela boca de Kade que capturou a sua, com as duas mãos segurando-lhe a cabeça parada para que a devorasse.
O beijo foi cheio de adoração, exigente e generoso, com a língua e os lábios tomando-a, mas dando-se a ela. Ele segurou o traseiro dela, pegando-a no colo, mas sem afastar os lábios.
Asha se viu colocada sobre a cama. Kade removeu rapidamente a bandeja de comida, foi até o armário e voltou com várias gravatas. Ele as soltou sobre a cama e começou a desabotoar a camisa do pijama, deixando-a com os seios nus ao chegar ao último botão. — Você fica muito sexy com o meu pijama, mas preciso que fique nua — disse ele com expressão séria e assustadoramente calma.
Ela o encarou confusa quando ele amarrou uma gravata em seu pulso e segurou-a sobre sua cabeça, fazendo o mesmo com o outro pulso. Chocada demais para reagir enquanto ele a amarrava, ela finalmente perguntou com voz perplexa: — O que você está fazendo?
— Amarrando você à cama — respondeu Kade em tom ausente, testando as gravatas para ver se estavam seguras.
Asha sabia que devia se sentir mortificada, mas a sensação de estar nua e à mercê de Kade fez com que sentisse um calor interno intenso. Ele inclinou o corpo musculoso sobre ela e puxou a calcinha de forma sensual, deixando que deslizasse pelas pernas até tirá-la completamente.
Kade mal dissera uma palavra desde que ela lhe dissera o que sentia e o silêncio dele estava começando a se tornar desconfortável para a mente, mas as ações elevavam a temperatura de seu corpo a temperaturas perigosas. — Estou vendo. Vai me dizer por quê? — questionou ela nervosamente. Ela literalmente colocara a vida nas mãos de Kade, mas nunca o vira daquele jeito.
— Eu já lhe disse. Nunca mais vou deixar que vá embora. — Ele afastou alguns cachos de cabelo do rosto dela e beijou seu pescoço, subindo para a orelha. — Pretendo lhe dar prazer até que perca o juízo e concorde em se casar comigo. Acho que é a única forma de fazer com que você concorde.
Asha estremeceu quando o sussurro rouco vibrou contra sua orelha. A voz dele era um ronronar sedoso que a lembrou de um gato.
— Não posso me casar com você, Kade — informou ela em tom triste.
Sou infértil. Não posso me casar com ele. Seria injusto.
— Imaginei que fosse dizer isso. Então acho que preciso fazer com que mude de ideia. Em algum momento, entenderá que a única coisa de que preciso é você, querida. Porque eu também amo você. Mais do que tudo e todos neste planeta. E você será minha — avisou ele perigosamente. —
Portanto, depois que eu chupar você até que grite meu nome e que trepar com você até que tenha o orgasmo mais incrível de sua vida, talvez concorde. Se não concordar, tentarei de novo.
Lágrimas correram pelo rosto dela, lágrimas de pura alegria por Kade também amá-la. — Kade — gemeu ela, puxando as gravatas que a prendiam. — Estas são as suas melhores gravatas. — Ela notou a sensação da seda contra a palma das mãos.
— Querida, elas estão cumprindo um excelente trabalho no momento — respondeu Kade com voz maliciosa. — Tenho a sensação de que, toda vez que usar uma delas daqui em diante, ficarei de pau duro o dia inteiro. Só conseguirei pensar em como você está agora, deitada na minha cama, toda minha para amar e ser satisfeita. E tão linda que nem acredito que realmente me ama.
Ele mal a tocava e a ponta dos dedos ainda acariciava os cabelos de Asha, mas as palavras dele a deixaram louca. Ela conseguia imaginar exatamente como parecia: carente, excitada e pronta para uma trepada. Era como se sentia e ela sentiu as entranhas se contraírem de forma quase dolorosa. — Acredite. Eu amo você. — Ela repetiu as palavras que dissera antes. — Mas não vou me casar com você.
— Ah... vai sim, querida — respondeu Kade em tom confiante.
Asha segurou as gravatas quando Kade começou o ataque a seus sentidos, com um dedo circulando os mamilos rígidos langorosamente.
Estar amarrada era ao mesmo tempo frustrante e erótico. Asha queria tocar
no corpo quente e musculoso de Kade, mas as amarras a deixaram livre apenas para sentir.
— Nunca mais quero ficar dentro de outra mulher. Não depois de você
— disse Kade antes que a língua seguisse o rastro do dedo. O calor do hálito dele sobre o mamilo sensível fez com que Asha erguesse os quadris de desejo. Logo depois, ele a mordeu gentilmente, lançando ondas de prazer erótico pelo seu corpo.
Ela estava desesperada para sentir o pênis dentro de si. — Por favor —
implorou ela, sem conseguir aguentar mais a provocação de Kade.
— Quer se casar comigo? — perguntou Kade, com a mão descendo pelo abdômen dela até chegar entre as coxas, abrindo as dobras molhadas.
— Não — gemeu ela, erguendo os quadris, implorando para que ele friccionasse o clitóris.
Kade não lhe deu o que ela queria. Ele provocou de leve o pequeno agrupamento de nervos, mal encostando o dedo, aumentando o desespero dela até que ela choramingasse: — Mais — pediu ela ofegante.
Kade abriu as coxas de Asha, deixando-a aberta e exposta. Em seguida, pegou um travesseiro e colocou-o sob o traseiro dela, deixando-a ainda mais vulnerável. Asha fechou os olhos ao sentir o hálito quente acariciando a pele e estremeceu de ansiedade.
A provocação terminou quando Kade enterrou a boca em sua vagina, gemendo enquanto a língua, os lábios e os dentes a consumiram como se estivesse faminto. Cada investida da língua tinha a intenção de fazer com que ela gozasse. O prazer foi tão intenso que Asha tentou fechar as pernas por reflexo, mas Kade as empurrou novamente, deliciando-se nos fluidos que criava com o toque erótico.
— Ai, meu Deus, Kade. Não aguento mais — gemeu Asha, virando a cabeça de um lado para o outro sobre o travesseiro e puxando as amarras.
— Vamos, querida — murmurou Kade. — Goze para mim.
Kade fechou os dentes gentilmente sobre o clitóris, passando a língua rapidamente sobre ele. Ele a penetrou com dois dedos, enfiando-os com força e profundamente, enquanto a língua criava ondas de prazer que fizeram com que ela se contorcesse e gemesse, tão desesperada para gozar que estava concentrada apenas em Kade.
O clímax a atingiu como uma locomotiva desenfreada... rápido, intenso e arrebatador. Seu corpo inteiro estremeceu enquanto Kade continuava a
provocá-la com a língua e os dedos, extraindo cada gota de prazer que conseguia.
Depois que terminou, Asha ficou deitada, ofegante, sentindo-se exposta, vulnerável e completamente amada. Ela observou Kade subir em seu corpo como um animal perigoso, forte, poderoso e incrivelmente másculo. A expressão dele era quase feroz e Asha sentiu um desejo carnal equivalente dentro de si. — Trepe comigo, Kade. Preciso sentir você. — Ela precisava estar unida a ele da forma mais primitiva e a urgência vinha do fundo da alma.
— Eu amo você, Asha — gemeu ele, penetrando-a com uma investida longa e profunda.
— Ai... — Ela suspirou, abrindo-se para ele de forma imediata e natural.
— Eu amo você — ecoou ela, sentindo a necessidade de dizer aquilo a ele repetidamente. Ela tivera que reprimir a emoção por tanto tempo que era um alívio finalmente poder dividir aquela parte de si mesma com ele.
Com o traseiro já levantado, Kade só precisou segurar seus quadris e investir. Ele não foi gentil nem devagar. Investiu com a ferocidade de um homem completamente sem controle. — Puta merda, você é tão linda —
disse ele com voz rouca. — Tão gostosa. Tão apertada. Tão minha. Nunca mais terei outra mulher. Você é tudo o que eu quero. Sempre foi destinada a ser minha.
O coração de Asha bateu mais forte e o corpo estremeceu quando Kade disse aquelas palavras apaixonadas e possessivas que foram direto ao seu coração.
Envolvendo a cintura dele com as pernas, ela saboreou o ato selvagem, sentindo que estava finalmente onde deveria estar. — Mais forte — pediu ela, querendo se render completamente a ele.
Kade a penetrou com investidas profundas, dominando seus sentidos até que ela sentiu o orgasmo com uma intensidade enorme. — Kade. Kade.
Kade. — Ela gritou o nome dele enquanto o corpo se contraía em volta dele, fazendo com que ele gozasse e inundasse-a com o esperma quente.
Soltando um gemido estrangulado, Kade estendeu os braços e rapidamente soltou os pulsos dela. — Merda, deixei marcas em você.
A respiração de Asha estava pesada quando ela sentiu a circulação voltando aos dedos. — Valeu a pena — disse ela, sabendo que o único motivo pelo qual tinha marcas era porque Kade a jogara além da razão.
— Nunca — resmungou Kade, deitando-se de costas e puxando-a para perto. — Nunca mais quero deixar uma marca em você.
Asha olhou para as linhas tênues e sorriu. — São marcas de amor. Eu não consegui aguentar — disse ela sem fôlego. — Precisava me agarrar em alguma coisa.
— Na próxima vez, pode se agarrar em mim — respondeu Kade irritado, beijando as marcas no pulso dela.
— Não sei... foi muito excitante. — Asha suspirou e aconchegou-se ao corpo de Kade.
— Não posso trepar com você para que seja submissa — respondeu Kade, passando os braços em volta dela e puxando-a de encontro a si.
— Você pode. Sempre que quiser — respondeu Asha.
Kade sorriu para ela. — Foi tão bom assim, foi?
Ela assentiu e sorriu. — Mudei de ideia. Minha resposta é sim. Você não pode trepar comigo para que eu seja submissa por qualquer motivo que não seja prazer, mas fez amor comigo até que eu visse a razão. Percebi que pertencemos um ao outro. Acho que nós dois tivemos decepções amorosas suficientes na vida. Só quero ser feliz com você. E ainda posso me curar e descobrir quem sou enquanto estou com você. Você é parte de quem eu sou.
Uma das melhores partes.
— Está falando sério? — perguntou Kade. — Diga-me que vai se casar comigo.
Asha se apoiou no cotovelo e sorriu para ele. — Eu vou me casar com você — respondeu ela obedientemente.
Kade rolou o corpo sobre o dela e prendeu seus pulsos sobre a cabeça.
— Diga de novo — exigiu ele.
Asha olhou para o rosto dele, tão forte e intenso, mas com um toque de vulnerabilidade nos olhos.
— Eu vou me casar com você — disse ela mais alto e com uma convicção ainda maior.
— Era inevitável, sabe disso — respondeu Kade em tom mais convencido.
— Era? — perguntou Asha alegremente. Como podia não se sentir em êxtase quando um homem como Kade a amava e queria se casar com ela tão desesperadamente?
— Sim. Eu teria perseguido você até que dissesse sim. Eu nunca desisto.
Ela sorriu para ele com os olhos brilhando de amor. A tenacidade de Kade era uma das coisas que amava nele e tinha certeza de que realmente teria feito aquilo.
Ele saiu de cima dela e deslizou para fora da cama, voltando com uma caixa de veludo. Ele se sentou na cama, ainda nu, e abriu a tampa. — Você merece um pedido de verdade, com flores, velas e um jantar romântico. E
eu lhe darei tudo isso. Mas, por enquanto, pode dizer mais uma vez que vai se casar comigo?
Asha olhou atônita para o anel dentro da caixa. As pedras aninhadas no ouro quase a deixaram cega.
— Vi alguns solitários, mas não eram parecidos com você. Sei que gosta de cores e escolhi este. — Kade tirou o anel da caixa e pegou a mão dela.
A mão de Asha tremia quando Kade colocou o anel em seu dedo. Era tão inacreditavelmente belo que ela ficou sem palavras. No meio, havia um diamante imenso, mas as pedras em volta era uma profusão de cores. —
Sou indiana. O amor pelas cores está nos meus genes — respondeu ela com voz trêmula. — É lindo.