O Jogo do Bilionário: Kade
Capítulo 18
— Quando você conseguiu estas pulseiras? — Kade passou o dedo sobre as pulseiras de ouro finas no pulso dela.
Asha explicou como sempre quisera as pulseiras, mas nunca tivera permissão para usá-las. — Foi a primeira coisa que comprei — explicou ela, ainda passando maravilhada o dedo sobre o anel de noivado. — Estas pulseiras são importantes para uma indiana.
— Vou comprar uma nova toda semana para acrescentar à sua coleção
— disse Kade. — Você nunca mais precisará querer algo que não possa ter, Asha. Eu juro.
Asha afastou o olhar do anel e encontrou o olhar de Kade. Como uma mulher podia ter tanta sorte? Ele era tudo o que ela sempre quisera e muito mais. Passara de vítima solitária de violência doméstica a noiva de um homem que faria qualquer coisa para não magoá-la. Kade lhe daria tudo o que ela quisesse, mas Asha via tudo de que precisava refletido no olhar dele.
— Não quero mais nada — respondeu ela com sinceridade.
Asha colocou os braços em volta do pescoço de Kade e beijou-o, provando sem palavras que o amor dele seria sempre mais do que suficiente.
—Acho que o que Devi tentou fazer com que eu entendesse é que o que aconteceu com Ravi foi além da cultura — disse Asha a Maddie uma manhã. Elas estavam sentadas à mesa da cozinha da casa de Maddie. Kade a pedira em casamento duas semanas antes e ela ainda acariciava o anel com frequência, sem conseguir acreditar que realmente se casaria com um homem como Kade Harrison.
Asha tomou um gole do chá com leite e Maddie bebeu a limonada.
Maddie olhou para Asha, respondendo: — Você entende isso, não é? Seus pais temporários e Ravi tinham problemas que eram muito mais profundos do que só a cultura. E Ravi tinha problemas com a bebida.
Asha fez uma pausa para absorver o que Maddie acabara de dizer e continuou, assentindo: — Kade vai me levar à Índia. Quero saber mais sobre o país do meu pai em primeira mão para que possa contribuir com a fundação e ajudar. Eu sei que a Índia tem uma desigualdade de sexos e uma taxa muito alta de violência doméstica. Sei que há leis para proteger as mulheres, mas que são raramente seguidas. Acho que algumas mulheres simplesmente aceitam isso como seu destino. Tantos anos de lavagem cerebral serão difíceis de superar, mas sei que é possível.
— É porque elas não conhecem nada diferente — comentou Maddie suavemente. — Vejo um pouco da mesma mentalidade aqui nos Estados Unidos, também, nas questões de abuso doméstico. Mulheres demais o aceitam porque a autoestima foi destruída e manipulada pelos homens na vida delas. Infelizmente, é mais comum na Índia do que aqui.
O entusiasmo de Asha pela nova causa era evidente. — Acho que a geração mais jovem está começando a buscar a igualdade entre os sexos, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Devi faz um trabalho lá para ajudar as mulheres a lutar pela igualdade e quero fazer parte disso. Também há muitas coisas belas que eu gostaria de ver no país do meu pai.
— Acho que seu pai ficaria orgulhoso de saber que você quer continuar o legado dele — disse Maddie.
Asha assentiu. — Também acho. Mas não é só por ele. Também é por mim. Eu sei como é ser reprimida e punida só porque nasci mulher. Tive sorte de me livrar disso. Ainda estou trabalhando em me livrar dessa bagagem antiga.
— E Kade? — perguntou Maddie.
— O apoio dele é tão incrivelmente grande que ele me faz chorar quase todos os dias. — Asha abriu um sorriso ao dizer aquilo.
Ela tocou nas duas pulseiras novas que Kade já adicionara à sua coleção, espirais de ouro intricadas com desenhos delicados, uma delas com uma variedade de cores. As duas eram muito mais detalhadas que as que comprara para si mesma e incrivelmente belas. A única discussão que os dois tiveram nas semanas anteriores fora sobre a decisão de Kade em se livrar do carro dela e comprar um novo. A discussão terminara em um pedido de desculpas por fazer aquilo sem o conhecimento dela, mas Kade se recusara a devolver o carro novo, pedindo a ela que o usasse por ele.
Kade fazia com que fosse muito difícil recusar alguma coisa quando sua argumentação girava em volta da segurança dela.
Lembrando-se de outra coisa sobre a qual conversara com a dra. Miller, ela disse a Maddie: — Queria saber se você poderia me recomendar um ginecologista. Minha menstruação está atrasada. Sei que é só por causa do estresse do que aconteceu, mas acho que finalmente preciso saber exatamente por que sou infértil. Será vital para o meu processo de cura e aceitação.
Maddie levantou a cabeça rapidamente e encarou Asha com um olhar penetrante. — Atrasada quanto tempo?
Asha deu de ombros. — Uma ou duas semanas. Não é nada demais.
— E você anda emotiva todos os dias? — perguntou Maddie cautelosamente. — Sentiu-se mal ou teve náuseas? Alguma coisa mais fora do comum?
— O cheiro do alho parece me deixar enjoada ultimamente. Tive que parar de usar alho na comida por enquanto. — Ela olhou para a irmã e o olhar de suspeita no rosto de Maddie a forçou a dizer: — Não estou grávida, Maddie. Você sabe que isso não é possível. Só falei nisso porque acho que chegou a hora de lidar com a realidade, em vez de continuar a vida sem saber. Preciso saber por que não sou fértil. Depois posso seguir em frente.
Kade aceita o fato de que nunca teremos filhos naturais e nós dois queremos adotar uma criança algum dia. — O coração de Asha ficou mais leve ao pensar nisso. Kade era um homem extraordinário e ela sabia que ele não se importava em não ter os próprios filhos. Ele realmente acreditava que havia tantas crianças precisando de um bom lar que não importava se os filhos tivessem o sangue dele ou não.
Asha ficou assistindo quando a irmã se levantou rapidamente, o mais depressa que uma mulher carregando dois bebês conseguiria. Asha se levantou e segurou o braço de Maddie, ajudando-a a se equilibrar. — O que está fazendo? Você deveria estar descansando — recriminou Asha, sabendo que Maddie estava começando a sentir os efeitos de carregar gêmeos.
— Precisamos ver se você está grávida — disse Maddie empolgada, saindo pela porta da cozinha sem dizer outra palavra.
Asha a seguiu em silêncio, colocando a mão sobre a barriga plana. Não!
Nem mesmo consideraria a possibilidade. — Maddie... eu não deveria ter tocado no assunto. Sei que não estou grávida.
Maddie entrou no banheiro do andar inferior e ignorou-a, vasculhando o armário de remédios até encontrar o que queria. — Asha, não quero ofendê-la, mas seu ex-marido era o cara mais filho da puta do planeta. Acha que ele não mentiria? — Ela entregou a Asha os dois testes de gravidez que tinha na mão e acenou para o vaso sanitário. — Faça xixi. Agora.
Asha segurou os testes de gravidez contra o peito, sentindo o coração galopar selvagemente no peito. E se...
— Não estou grávida — disse ela novamente à irmã em tom obstinado.
Um pequeno sorriso se formou nos lábios de Maddie quando ela empurrou Asha de leve para dentro do banheiro. Ao fechar a porta, ela disse baixinho: — Veremos.
Sozinha no banheiro, Asha tirou o primeiro teste da embalagem. Ela estava completamente familiarizada com os testes. Usara muitos deles no início do casamento, triste por não conseguir conceber, mas secretamente
aliviada toda vez que o resultado era negativo. Mas seria diferente desta vez. Agora, ela daria tudo para ver um resultado positivo, mesmo que as chances de isso acontecer fossem praticamente nulas.
Reunindo coragem, ela fez o teste duas vezes.
Kade chegou em casa antes dela naquela noite. Quando Asha entrou na casa, sentiu o cheiro de algo delicioso no ar.
Um homem que cozinha!
Talvez o talento culinário de Kade fosse limitado, mas ele tentava e até mesmo pegara algumas receitas fáceis com Sam.
Asha ficou parada na entrada da cozinha, observando silenciosamente o noivo, maravilhada. Como ela tivera tanta sorte? Apenas alguns anos antes, era uma esposa que apanhava do marido. Agora era a noiva adorada do homem mais maravilhoso do universo. Com a riqueza, a aparência e a personalidade que tinha, Kade poderia ter tido qualquer mulher que quisesse, mas ele a escolhera.
Você merece. Você merece. Asha repetiu o mantra na cabeça, sem saber ao certo se acreditava inteiramente naquilo, mas a dra. Miller dissera que a aceitação viria com o tempo. No momento, ela só se sentia muito sortuda.
Kade virou a cabeça subitamente, como se tivesse sentido a presença dela. — Ei, linda... não vi você entrar — cumprimentou ele alegremente, com os olhos azuis cheios de amor.
— Eu tinha uma visão excelente do seu traseiro e não quis arruiná-la — disse ela brincando quando ele a envolveu em um abraço, segurando-a pelo traseiro e beijando-a como se não a visse havia meses. Na realidade, ele a vira naquela manhã.
— Fique nua comigo e ficarei feliz em deixá-la olhar o quanto quiser —
sussurrou Kade de forma sedutora em seu ouvido.
Asha quase deixou que ele fizesse aquilo. No momento, a única coisa que queria era ficar o mais próximo possível de Kade. — Jantar —
relembrou ela em tom divertido, com os braços em volta do pescoço dele e segurando-o bem perto de si. Ela já estava sentindo a prova enrijecida de que ele poderia cumprir a promessa com facilidade.
— Está bem. Preciso alimentar você primeiro — resmungou ele, deixando o corpo dela deslizar lentamente para baixo até que estivesse com os pés no chão. — Como foi o trabalho?
Asha revirou os olhos, imaginando se algum dia Kade desistiria de alimentá-la até que quase explodisse. — Reagendei o trabalho para a próxima semana — informou ela cautelosamente.
— Então, onde você estava? Já encontrou outro cara? — As palavras de Kade foram provocantes, mas o olhar estava sério.
— Fui visitar Maddie hoje pela manhã. E depois fui a uma consulta.
Demorou um pouco. — Asha mordeu o lábio inferior, sem saber exatamente como dizer a Kade o que precisava lhe contar.
— Você está bem? — A preocupação nos olhos dele aumentou.
— Estou bem. — Asha colocou a mão no rosto dele, com barba por fazer, e sorriu. — Mas preciso conversar uma coisa com você. Uma coisa importante.
Kade puxou a mão dela e beijou a palma. Desligando todos os botões do fogão, ele pegou uma cerveja e colocou uma garrafa de água sobre a mesa. Puxando uma cadeira para ela, gesticulou para que se sentasse. Asha se sentou e Kade se acomodou na cadeira à sua direita. — Fale — disse ele, voltando toda a atenção para ela. — Seja o que for, nós resolveremos.
Desde que não esteja planejando me dizer que não se casará comigo nem que vai embora de novo, posso lidar com qualquer coisa.
— Estou grávida. — Asha cuspiu as palavras antes que pudesse pensar no assunto. Elas tinham ficado engasgadas o dia inteiro e ela precisava do apoio da pessoa que mais lhe importava no mundo inteiro. Ao ver o olhar incrédulo dele, ela continuou: — Fui visitar Maddie hoje pela manhã e mencionei alguns sintomas. Ela fez com que eu realizasse o teste. Dois testes. Os dois positivos. Ela deu alguns telefonemas e marcou uma consulta com uma amiga dela, uma obstetra. A médica fez vários exames.
Meu sistema reprodutivo está perfeito e estou grávida. — Ela enterrou o rosto nas mãos. — Ai, meu Deus. Eu sinto muito, Kade. Eu não sabia que ele tinha mentido. Não sabia que podia engravidar. Eu sei que você disse que não sabia se queria...
Kade a tirou da cadeira e colocou-a no colo tão depressa que ela interrompeu o discurso. As lágrimas escorriam por seu rosto, com todas as
emoções que batalhavam dentro dela subitamente explodindo ao mesmo tempo.
Choque.
Surpresa.
Raiva.
Alívio.
Arrependimento.
Felicidade.
E muitos outros sentimentos que Asha não conseguiu identificar. — Deveríamos ter conversado sobre isso, decidido juntos — disse ela com remorso.
Kade levantou a ponta da camiseta e secou as lágrimas dela. — Eu diria que precisou de nós dois para que você ficasse grávida, Asha — disse ele gentilmente. — Por favor, não chore. Você não quer o bebê? — Ele soou inseguro, com um toque de dor e confusão na voz.
— Eu quero. Quero tanto nosso filho que chega a doer. Mas tínhamos planos. E você disse que não sabia se queria um filho seu. Eu nunca deveria ter feito sexo com você até saber a verdade sobre por que não conseguia conceber. E, no fim das contas, eu consegui. Pelo jeito, Ravi mentiu.
— O que não é exatamente uma surpresa — disse Kade em tom frio. —
Que idiota! — Com voz mais gentil, ao colocar a mão com carinho sobre a barriga dela, ele continuou: — Eu também quero este bebê. Eu sei o que disse e poderia ter adotado com facilidade. Mas, agora que sei que você está carregando nossa filha, estou muito feliz. Sei que ela será tão linda quanto a mãe. Acho que estou um pouco maravilhado com o fato de termos feito um bebê. Nosso bebê.
Asha limpou as lágrimas. — Você não quer um menino?
— Não. — Ele sorriu para ela, um sorriso que se espelhou nos olhos, fazendo com que brilhassem felizes. — Mas aceitarei um menino se for o que me der. Ficarei feliz de qualquer forma, querida. Ele ou ela será nosso e é isso que tornará o bebê especial, não importa o sexo.
Asha digeriu aquela informação e sorriu de volta para Kade. — Estou acostumada com homens que só querem meninos. — Fazia parte da cultura indiana querer um menino. Saber que Kade amaria o bebê independentemente do sexo ainda era um choque cultural. Por outro lado,
isso não deveria ser surpresa. Ele era... Kade. — Isso mudará muito nossa vida — advertiu ela.
— Planos são feitos para serem mudados. Quero me casar imediatamente. Eu queria casar logo, de qualquer forma. Esse parece ser um motivo bem convincente para nos casarmos amanhã. — Ele abriu um sorriso malicioso.
Kade estivera tentando convencê-la a ter um casamento rápido desde que ela aceitara. E ela queria esperar um pouco, pois Maddie daria à luz em breve e Asha queria que a irmã participasse do casamento. — Maddie...
— Maddie pode participar se fizermos uma cerimônia íntima na casa dela e de Sam. Colocaremos os pés dela para cima — disse Kade confiante.
— Já falei com Maddie, disse a ela que não conseguiria esperar. Ela ofereceu a casa.
Asha ergueu a sobrancelha. — Ela não me disse nada.
— Pedi a ela que não falasse nada. Eu estava planejando convencer você hoje à noite — respondeu Kade com um sorriso sedutor.
— Você pretende me amarrar à cama de novo? — perguntou Asha ansiosa, corando ligeiramente. — Você tentar trepar comigo para que eu fique submissa. — Ela aceitaria de bom grado.
— Não vou amarrar minha noiva grávida à cama — respondeu Kade em tom firme.
— Não acredito que esteja mesmo grávida — sussurrou Asha, colocando a mão sobre a de Kade, ainda em sua barriga. — Durante todos esses anos, achei que não era capaz. Isso parece tão surreal.
— O que a médica disse? Está tudo bem? Você deveria ter me telefonado. Eu teria ido com você. — Kade soou irritado e preocupado.
— Não pensei nisso. Achei que fosse tudo um engano. Acho que engravidei no escritório de Travis, na pista de corrida. A médica disse que está tudo bem. — Ela hesitou por um minuto e comentou: — Suponho que agora não poderei mais fazer as aulas de direção para tirar a carteira de motociclista.
— Claro que não! — exclamou Kade. — Você não chegará perto nem mesmo de uma bicicleta.
Asha suspirou. — E acho que isso o transformará em um tirano. — A natureza protetora dele provavelmente seria quase intolerável, mas era
proveniente do amor. Aquilo era novidade para os dois. — Você se acostumará — disse ela casualmente. — Nós dois nos acostumaremos.
Kade apertou os braços em volta dela. — Não, não vou. Sam nunca se acostumou. Quanto mais perto Maddie chega da hora do parto, mais louco ele fica. Já me sinto como se estivesse prestes a ter um ataque do coração e o óvulo mal foi fertilizado. Puta merda, preciso pegar emprestado alguns dos livros de Sam sobre parto. E precisamos montar um quarto para o bebê.
E um bebê precisa de roupas e um monte de outras coisas. Esta casa certamente não é segura para crianças. Preciso cuidar disso.
Asha segurou a cabeça dele com as mãos e beijou-o, interrompendo as palavras frenéticas e, com um pouco de sorte, a mente hiperativa. Ela adorava a forma como ele se preocupava o suficiente para cuidar do seu bem-estar e, agora, com o do bebê, mas, quando ficava obsessivo, precisava achar uma forma de acalmá-lo. E beijá-lo parecia ser a única forma de conseguir isso.
Kade retribuiu o abraço quase imediatamente, beijando-a com uma intensidade apaixonada que a deixou sem fôlego. Os dois ficaram ofegantes e Asha deitou a cabeça no ombro dele. — Você terá tempo para fazer tudo
— disse ela. — E a última coisa de que precisa agora é falar com Sam. Ele está um desastre. Maddie terá gêmeos e ele provavelmente contará a você várias histórias de horror sobre o que poderá dar errado. Mulheres têm filhos todos os dias.
— É diferente. A minha mulher não tem o nosso bebê todos os dias —
resmungou Kade.
— Eu amo você. Leve-me para a cama — pediu ela naquela voz sensual a qual Kade nunca conseguia resistir. — Poderemos conversar sobre tudo mais tarde. Agora, só quero ficar perto de você.
O alívio pelo fato de Kade realmente querer o bebê tanto quanto ela a deixara tonta de felicidade. E a única coisa que queria era estar unida ao homem que amava da forma mais elementar.
— Comida — argumentou Kade.
— Você — retrucou Asha, colocando a mão sobre a frente da calça dele e gentilmente segurando o pênis rígido. — Estou com fome de você.
Kade rosnou. — Eu também amo você. E você está me provocando, mulher.
— Eu sei. Meu plano é lhe dar um prazer infinito — respondeu ela. — A única coisa de que preciso agora é você dentro de mim.
O corpo grande de Kade estremeceu e todas as defesas dele caíram ao olhar nos olhos dela. — Quero lhe dar qualquer coisa e tudo que fará você feliz. Isto é tudo o que eu quero.
— Então não precisa me dar nada além do seu amor — disse Asha com sinceridade. O coração dela estava refletido nos olhos ao encará-lo.
— Querida, você sempre terá isso — retrucou Kade em tom confiante, levantando-se com ela nos braços.
— Então eu sempre serei feliz. — Asha suspirou enquanto Kade andava na direção do quarto.
Kade não se esqueceu de alimentá-la. Mas eles comeram mais tarde.
Muito mais tarde.