O Jogo do Bilionário: Kade

J. S. Scott · Capítulo 1 de 21

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O Jogo do Bilionário: Kade

Prólogo

Capítulo 16

Capítulo 17

Capítulo 18

Epílogo

Biografia

 

Sul da Califórnia, dois anos antes

A mulher surrada e ferida caída no chão da sala de estar do apartamento gemeu fracamente, mal consciente depois da surra que levara do marido.

Ela tentara se esconder, estar em qualquer aposento que não fosse aquele em que o marido estivera quando ele chegara do trabalho naquele dia. De forma estranha e triste, ela começava a perceber exatamente quando sentiria a dor da fúria dele. Em tempos recentes, isso acontecera com cada vez mais frequência, frequentemente por motivos que ela não conseguia entender com exatidão. Não respondia a ele, não era desobediente e fazia todas as tarefas de casa. Mas não parecia importar. Sempre havia alguma infração, algo que fazia com que merecesse alguma punição.

Sobreviva! Sobreviva! Sobreviva!

Abrindo um olho inchado, ela se levantou, sentindo muita dor. O marido saíra de casa em um acesso de fúria. Chegara a hora. Se não saísse logo, ela sabia que chegaria um dia em que não conseguiria mais se levantar e ir embora. Sua resistência acabara, mas a vontade de viver era mais forte que a culpa e a vergonha.

Corra! Corra! Corra!

Cambaleando até o armário, ela reuniu alguns itens essenciais e colocou-os dentro de uma mochila velha. Em seguida, pegou a bolsa, que tinha menos de cinquenta dólares no interior, e voltou dolorosamente até a sala de estar, parando ao ouvir passos pesados no corredor.

Ele voltou? Por favor, não deixe que seja ele.

Prendendo a respiração, ela esperou até que os passos seguissem além da porta do apartamento. O corpo inteiro tremeu de alívio quando ela soltou o ar e colocou a mão trêmula na maçaneta da porta. Tirando o chaveiro da bolsa, ela o largou sobre a mesa ao lado da porta, um símbolo para si mesma de que nunca voltaria. O que acontecesse no futuro teria que ser melhor do que o passado.

Ela estava sozinha.

Estava ferida.

Estava quebrada, tinha menos de cinquenta dólares.

E estava com medo.

Mas nada daquilo a deteria naquele momento. Dando uma última olhada rápida no apartamento, ela percebeu que nada ali lhe pertencia e que aquele lugar nunca fora seu lar. Fora seu inferno, sua prisão. Ela não tinha nada a perder. Encontraria uma forma de sobreviver por conta própria.

Sobreviva! Sobreviva! Sobreviva!

A mulher fugiu sem olhar para trás, com a esperança de deixar para trás a história dolorosa.