O Jogo do Bilionário: Kade
Capítulo 2
Asha acordou lentamente, sentindo a mente enevoada e o corpo inteiro dolorido. Piscando várias vezes para clarear a visão, ela tentou se lembrar de onde estava e o que acontecera. Estranhamente, só conseguia se lembrar de Kade.
Kade... forçando-a a acordar para tomar os remédios.
Kade... forçando-a a tomar líquidos.
A voz reconfortante de Kade ao pegar no sono, tão exausta que não conseguia manter os olhos abertos.
Asha tentou se sentar, olhando freneticamente em volta e com o coração batendo forte ao perceber que ainda estava no quarto de hotel de Kade, um lugar muito bonito.
O que diabos estou fazendo aqui?
Arrastando-se até a beirada da cama imensa, ela começou a tossir ao colocar os pés no chão. Ela segurou as costelas doloridas enquanto continuava a tossir. — Mas que merda! — resmungou ela entre as tossidas.
Dobrando o corpo, ela abraçou a cintura, fazendo uma careta ao sentir dor nas costelas e no abdômen por causa dos músculos exaustos de tanto tossir.
Não posso ficar doente agora. Sobreviva! Sobreviva! Sobreviva!
— O que diabos está fazendo? — A voz furiosa de Kade veio do outro lado do quarto.
Ele levou até ela um copo de água e alguns comprimidos. Ela os engoliu de forma obediente, sem nem perguntar o que eram. Asha se sentia horrível demais para se importar e, se ele fosse algum lunático maluco, já tivera a
oportunidade de matá-la. Se os comprimidos a fizessem se sentir melhor, ela engoliria o que quer que ele lhe desse.
— Você ainda não pode se levantar — disse Kade com voz de ditador, tirando o copo vazio de sua mão. — Está com pneumonia.
— Preciso usar o banheiro — disse ela constrangida, mas a vontade de urinar era tão urgente que não poderia esperar.
Kade não disse uma palavra. Ele a pegou nos braços, de forma notavelmente gentil para um cara que tinha o corpo parecido com um caminhão, e levou-a até o banheiro, colocando-a sobre o vaso sanitário. Em seguida, cruzou os braços e ergueu a sobrancelha. — Pronto.
Asha o encarou. — Está falando sério? Espera que eu use o banheiro enquanto fica aí parado? — Não havia a menor chance de aquilo acontecer.
Ela usava uma camisola velha e estava sem calcinha, coisa que devia ter vestido depois da visita ao hospital, mas que não se lembrava de ter feito.
As lembranças da sala de emergência voltavam lentamente, mas tudo estava ainda muito nublado. — Não consigo fazer xixi enquanto me observa. —
Ter aquela conversa com um homem que mal conhecia era constrangedor, mas ela estava em uma situação desesperadora em que não tinha outra opção além de ser bem direta. A bexiga estava prestes a explodir e ela fazia força para não tossir.
Kade sorriu e virou de costas. — Está bem. Pronto. Dividi um vestiário com muitos caras. Era um lugar apertado e ouvi muita gente fazer xixi.
Tenho certeza de que o som é praticamente o mesmo com uma mulher.
— Não sou um desses caras. Saia — insistiu ela, rangendo os dentes por causa da necessidade de se aliviar.
— Sem chance. Você está fraca demais e talvez caia. Você está doente, Asha. Além do mais, acabei de lhe dar um remédio para a tosse e a dor que provavelmente a deixará estonteada. Não vou sair.
Para dizer a verdade, ela se sentia fraca, tonta e miserável. Ainda assim, como uma mulher podia usar o banheiro com um homem que não conhecia parado bem à sua frente? Finalmente, a necessidade do corpo venceu e ela urinou rapidamente. Em seguida, levantou-se, precisando se segurar na cintura da calça de Kade para se manter em pé.
Ele a pegou nos braços em um piscar de olhos, segurando-a contra o peito musculoso. Os braços fortes a envolveram, fazendo com que ela se
sentisse mais segura do que nunca. Como podia se sentir tão vulnerável e tão segura ao mesmo tempo?
— Espere. Preciso lavar as mãos — disse ela em tom fraco.
— Você precisa mesmo se preocupar com a higiene agora? — Kade revirou os olhos, mas parou pacientemente ao lado da pia, testando a temperatura da água antes de deixar que ela colocasse as mãos sob a torneira. Em seguida, secou as mãos dela como se Asha fosse uma criança e levou-a de volta para o quarto em passos muito rápidos para alguém que mancava.
Depois que ele a colocou de volta na cama, ela perguntou baixinho: —
Que horas são?
Kade se sentou na beirada da cama e respondeu: — Você chegou aqui ontem à tarde. Agora são... — ele olhou para o relógio — oito horas da noite. Você dormiu a noite e o dia inteiros.
— Ah, não! Eu tinha um trabalho hoje. Preciso dar um telefonema. —
Ela realmente precisava do dinheiro daquele trabalho e precisava telefonar para reagendar. Não podia perder o dinheiro e o medo e os instintos de sobrevivência a invadiram. Por tantos anos, uma palavra surgira incessantemente em seu cérebro: Sobreviver. Sobreviver. Sobreviver. — Eu precisava daquele trabalho. E agora tenho que pagar a consulta do hospital e os remédios.
— Que tipo de trabalho? — perguntou Kade curioso. — O hospital já foi pago e comprei todos os remédios de que você precisa. Você não precisa pagar nada.
— Preciso pagar você — disse ela em tom firme. A bolsa dela estava ao lado da cama e ela a pegou, vasculhando o conteúdo. — Eu pinto paredes
— respondeu ela distraída, ainda procurando o papel com o número do cliente.
— Que tipo de parede?
Triunfante, ela pegou o papel com o telefone e algumas fotografias do bolso lateral com a outra mão. — Qualquer parede que alguém queira pintar. — Ela entregou as fotografias a ele. — Pagarei a você o que puder antes de ir embora e depois lhe darei o resto. Desculpe, é só o que posso fazer. — Não havia nenhuma outra opção, pois não tinha dinheiro suficiente para pagar tudo naquele momento. — Posso usar o telefone? — O celular dela parara de funcionar algumas semanas antes e encontrar um telefone
público em um mundo em que todos tinham um celular era praticamente impossível. Ela tivera que encontrar uma forma de procurar trabalho e usara a internet nas bibliotecas públicas para verificar seu site e responder aos e-mails. Mas telefonar para os clientes raramente era possível desde que perdera o telefone. Podia ser um telefone pré-pago barato, mas era a conexão com os trabalhos e a perda tornara muito mais difícil se comunicar com as pessoas que queriam seus serviços.
— Incrível — disse Kade ao olhar as fotografias. — Você faz arte em paredes?
Asha deu de ombros. — Posso desenhar em qualquer coisa, mas faço principalmente paredes.
— Então, você viaja pelo país pintando paredes? Como as pessoas encontram você?
— Tenho um site. Desenhos de Asha. Normalmente, as pessoas entram em contato comigo por lá. Recebo muitos trabalhos de pessoas que já são clientes e de indicações.
Kade terminou de olhar as fotografias e devolveu-as. — Não estou surpreso. Seu trabalho é incrível. — Ele tirou o papel com o número do telefone da mão dela e pegou o celular.
Ela observou horrorizada enquanto ele telefonava para a cliente e cancelava o trabalho, dizendo à futura mamãe no outro lado da linha que Asha estava doente e não poderia pintar a parede do quarto do bebê tão cedo. Ele desligou sem marcar outra data.
— Não acredito que você acabou de fazer isso — disse ela com toda a raiva que conseguiu reunir, que não foi muita. Ela estava muito fraca e a raiva precisava de mais energia do que tinha no momento. Portanto, só o encarou friamente com o que esperou ser um olhar furioso. Sentindo-se tonta, ela se recostou no travesseiro e cruzou os braços sobre o peito.
— Você está doente. Não vai fazer nada além de descansar esse traseiro maravilhoso na minha cama por algum tempo — retrucou ele. — E não vai me pagar nada. Portanto, pare de se estressar por causa de dinheiro.
Asha abriu a boca para responder, mas fechou-a na mesma hora, pois o comentário dele sobre seu traseiro a deixou sem palavras. Ninguém nunca lhe dissera que ela tinha alguma coisa maravilhosa e isso fez com que ficasse em silêncio.
Olhando para Kade, ela sentiu o coração dar um salto ao perceber a expressão teimosa dele. Os belos olhos azuis eram gentis, mas o olhar indicava que ele não cederia. Asha tinha a sensação de que ele era extremamente teimoso. Já descobrira que era mandão. Ela percorreu com os olhos o corpo incrivelmente bonito, vendo os bíceps saltarem sob outra camisa colorida quando ele cruzou os braços e encarou-a de volta, prendendo seu olhar. Ele era tão bonito que era quase doloroso observá-lo.
Os olhos eram turbulentos como o oceano durante uma tempestade. Os cabelos tinham vários tons de loiro, fazendo com que ele parecesse um pouco selvagem e perigoso. A camisa podia fazer com que parecesse inofensivo, mas não diminuía sua masculinidade nem um pouco. Com quase dois metros de altura, Kade Harrison era puro músculo e a testosterona emanava dele em ondas gigantescas. Asha sabia que deveria sentir medo do tamanho dele. Afinal de contas, nem o conhecia.
Estranhamente, não o temia nem um pouco. Ele a deixava fascinada. A única imperfeição dele parecia ser a perna que mancava, mas isso o deixava ainda mais cativante, fazendo com que ela se perguntasse o que acontecera.
De alguma forma, isso o deixava mais humano.
— Não posso parar de trabalhar — admitiu Asha relutantemente, sentindo-se uma completa fracassada perto daquele homem que, obviamente, não tinha problemas financeiros. Ele pagara o que provavelmente fora uma conta alta no hospital sem nem pensar duas vezes.
E o hotel em que estava hospedado não era do tipo que tinha clientela de classe média, atraindo apenas pessoas ricas.
Kade não respondeu imediatamente. Ele manteve o olhar dela ao sentar na cama ao seu lado e finalmente dizer: — Tenho uma proposta para você, mas não quero falar nesse assunto agora. Só quero que você se preocupe em ficar bem novamente. Não vou deixar que nada aconteça com você, Asha.
Prometo.
A voz baixa e reconfortante a envolveu como seda, fazendo com que quisesse mergulhar nele e afogar-se alegremente. Ninguém nunca se oferecera para protegê-la antes. Era estranho e maravilhoso ter uma pessoa que não conhecia cuidando dela como se fosse algo valioso. — Você precisa saber que não sou parente daquelas duas pessoas na fotografia. É
uma ideia adorável, mas impossível. E, mesmo que não fosse, não é uma prioridade na minha vida. Preciso sobreviver.
Sobreviva. Sobreviva. Sobreviva.
Kade colocou o dedo sobre os lábios dela e balançou a cabeça. — Não agora. Você sobreviverá, não se preocupe. Está segura e eu cuidarei de você. Confie em mim.
Confie em mim.
Kade não entendia seu passado nem como era difícil colocar o futuro nas mãos de qualquer pessoa, não importava o quanto a ideia fosse tentadora no momento porque estava doente e com as defesas baixas. Ela lutava para sobreviver, para ser independente. Mas, gostasse ou não, estava completamente à mercê dele no momento. Ela balançou a cabeça e fechou os olhos. — Não posso. Preciso cuidar das coisas eu mesma.
— Você pode confiar em mim. Sou um cara confiável — retrucou Kade em tom teimoso, afastando os cabelos do rosto dela. — Agora, durma. O
médico disse que descansar é a forma mais rápida de curar a pneumonia.
Asha não conseguiu discutir. Ela abriu os olhos por um momento, mas as pálpebras estavam pesadas e o corpo, mole. Estendendo a mão, ela tocou no colarinho da camisa festiva de Kade, que tinha desenhos verdes e vermelhos. Parecia feita de seda. — Essa camisa é linda. Fica muito bem em você. — O vermelho só intensificava a cor dos cabelos de Kade e a profundidade dos olhos azuis. Cores ousadas e vibrantes ficavam bem nele.
Como Asha adorava luzes e cores alegres, Kade era uma bênção para os sentidos.
Ela ouviu Kade rir antes de responder: — Eu sempre disse que, se algum dia achasse uma mulher que gostasse das minhas camisas, teria que me casar com ela.
Asha quis responder, queria dizer a Kade para nunca se casar, a não ser que estivesse com o coração totalmente envolvido. Ela tivera um casamento sem amor e nunca se sentira tão sozinha. Seus olhos se fecharam novamente antes que conseguisse responder. Os remédios e a exaustão finalmente a arrastaram para um sono sem sonhos.
— Acha melhor irmos até aí para conversar com ela? — perguntou Max Hamilton. A voz dele saiu do telefone de Kade, que estava no viva-voz
enquanto ele se barbeava com a porta do banheiro fechada. Ele não achava que Asha acordaria em um futuro próximo.
— Não. Ela está doente. Falarei com ela assim que estiver bem o suficiente para viajar — respondeu Kade em tom protetor. A última coisa de que Asha precisava era um circo com todos os possíveis parentes indo a Nashville para falar com ela.
— Ela está bem? — perguntou Max preocupado.
— Sim. Acho que sim. Ela se recuperará. Não sei a história dela, mas sua vida não foi nada fácil, Max. — Asha obviamente viajava de um lugar a outro, ganhando dinheiro suficiente para chegar ao próximo trabalho. Ela não tinha nada, mas havia uma doçura nela que deixava Kade tenso sempre que estava ao seu lado... e em todos os momentos em que não estava. Como fora a vida dela? Tudo o que tinha cabia em uma pequena mochila e na bolsa. — Vou conseguir mais informações em alguns dias. Agora, ela precisa descansar para se recuperar.
Ele ouviu o suspiro profundo de Max. — Faça com que ela fique bem, Kade. Cuide dela.
Kade pretendia fazer exatamente aquilo e não porque talvez ela fosse a meia-irmã de Max. Os instintos possessivos eram dele. — Ela gosta das minhas camisas — disse ele a Max em tom jocoso, limpando o rosto com uma toalha.
— Ela precisa consultar um oftalmologista — respondeu Max em tom seco. — Como ela é? Ela é parecida com Maddie?
Kade fez uma pausa, jogando a toalha na pilha de roupas sujas. — Não, ela não se parece com nenhum de vocês dois, mas é linda. O pai dela era imigrante da Índia, mas isso não significa que vocês não sejam parentes. A mãe dela era norte-americana.
— Ela tem certidão de nascimento? — perguntou Max, obviamente ansioso para saber mais sobre Asha.
— Não sei. Não tivemos oportunidade de conversar muito sobre o passado dela antes que ela caísse no chão. Ela desmaiou praticamente no momento em que a conheci. Espere ela ficar melhor, Max — respondeu Kade irritado, nada contente por Max não parecer entender que a prioridade era deixar Asha saudável novamente. — Eu farei com que ela vá para Tampa.
— Obrigado — respondeu Max. — Não quero pressionar ninguém.
Acho que só estou ansioso para saber. Fico feliz por você tê-la encontrado.
Eu lhe devo uma.
Kade também estava feliz, mas por motivos totalmente diferentes e que não tinham a ver com a investigação do suposto parentesco entre Asha e Max. — Vou me lembrar disso. E vou dando notícias. Eu a levarei para a Flórida assim que possível.
— Como está a sua perna? — perguntou Max com preocupação evidente na voz.
— Está bem. — Na verdade, a perna doía muito, mas Kade não pretendia admitir.
Ele terminou rapidamente a conversa com Max antes que o cunhado estendesse o assunto. Ou, pior ainda, que colocasse Mia no telefone para tentar arrancar mais informações dele.
Saindo do banheiro, os olhos de Kade se viraram instantaneamente para a cama. Asha ainda estava dormindo, mas tossia sem parar. Os lençóis estavam emaranhados, jogados para longe, provavelmente durante um período em que a febre a deixara com calor. Ele subiu na cama, colocando as costas da mão no rosto dela. Ela estava ligeiramente úmida, mas fria. A febre parecia ter sido controlada pelos remédios que ele lhe dera antes que ela dormisse.
Asha começou a tremer e Kade pegou os lençóis e cobertores que tinham sido chutados para o pé da cama. Ao começar a puxá-los, ele percebeu uma pequena mancha vermelha na parte de cima do pé direito dela. Olhando mais de perto, ele viu que era, na realidade, um padrão complexo, uma borboleta estilizada tentando emergir dos confins do casulo. Kade conhecia tatuagens e, ao traçar o padrão de leve com os dedos, ficou imaginando o que exatamente ele significava. A tatuagem de henna e já estava esmaecida, mas ainda era possível ver cada detalhe.
— Ai! Merda! — Kade afastou rapidamente os dedos e recuou quando Asha puxou o pé e chutou-o na perna ferida. Seus olhos ainda estavam fechados e ela continuava adormecida. A ação fora por reflexo, uma reação subconsciente ao toque dele, mas doeu muito. Esfregando a perna, ele se moveu novamente em direção à cabeceira da cama.
Asha moveu a cabeça de um lado para o outro, com os cabelos deslizando sobre o algodão fino do travesseiro. — Preciso sair daqui!
Preciso sair! Não aguento mais. — A voz dela estava rouca e assustada.
Kade rapidamente tirou as roupas, deixando apenas a cueca de seda, e deitou-se na cama ao lado de Asha. Os resmungos assustados, cheios de pânico, o atraíram para mais perto. Ela poderia chutá-lo de novo, ele não se importava. Só o que queria era confortá-la, fazer com que se sentisse segura. A necessidade de protegê-la de qualquer coisa desagradável era mais forte do que a dor física. Asha fez surgir nele emoções que Kade nem sabia que tinha.
— Kade? — murmurou Asha suavemente quando ele a puxou para perto e cobriu os dois com as cobertas, passando o braço em volta da cintura dela.
Ela se aconchegou até que a cabeça estivesse deitada confortavelmente no ombro dele. — Preciso de você — murmurou ela baixinho.
O coração de Kade ficou apertado e ele engoliu em seco. Aquelas três palavras o deixaram desconcertado, bem como o suspiro suave que saiu dos lábios dela ao se aconchegar contra ele. A respiração de Asha ficou regular e o corpo relaxou, confiando que ele a manteria segura enquanto dormisse. Preciso de você.
Quando fora a última vez em que alguém precisara dele? Por reflexo, ele a apertou um pouco mais, sentindo uma necessidade tão grande de protegê-la que teve que se esforçar para não espremê-la.
Asha Paritala ainda era um mistério para Kade, mas ele se sentia atraído por ela como nunca acontecera com outra mulher na vida inteira. Ela se aproximou um pouco mais, buscando o calor do corpo dele, quase fazendo com que ele resmungasse frustrado. Ele a queria mais perto, mas precisava se afastar para manter a sanidade. Ela testava seu controle de uma forma que o deixava muito assustado. Quando ela se deitou sobre ele, Kade rangeu os dentes, mas passou os braços em volta dela, segurando seu corpo com firmeza para aquecê-la. O corpo dele estava em chamas e provavelmente emanando calor como uma fornalha. A camisola fina que ela vestia era uma barreira ineficiente entre eles, mas Kade ainda queria tirá-la.
Queria sentir a pele dela contra a sua.
Ela está doente. Está vulnerável.
Aquele pensamento fez com que ele a apertasse um pouco mais.
Preciso de você.
Kade ainda conseguia ouvir as palavras ecoando na mente na voz rouca e suplicante dela. Inalando profundamente, ele deixou que o perfume de
jasmim o inundasse.
Ela é minha!
Kade balançou a cabeça com aquele pensamento, mas as entranhas se contraíram ainda mais. Todos os instintos primitivos gritavam que aquela mulher pertencia a ele. Era como se tudo tivesse se encaixado com perfeição, ela se encaixara com perfeição, fazendo com que se juntassem de forma irrevogável.
Eu nem a conheço.