O Jogo do Bilionário: Kade

J. S. Scott · Capítulo 16 de 21

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O Jogo do Bilionário: Kade

Capítulo 15

Kade engoliu em seco, tentando se livrar do nó na garganta. Um olhar entre desejo e determinação irradiava da expressão dela e ele sabia que Asha tinha alguma coisa em mente, algo que provavelmente o viraria do avesso... de novo.

 

Olhando em volta, ele notou que não havia muita coisa no escritório além de um sofá gasto, uma mesa com uma cadeira e a geladeira. O carpete estava longe de parecer limpo, com manchas de graxa em vários pontos no chão. — Não vou fazer nada com você aqui — disse Kade. — Não está limpo.

Asha abriu um sorriso sensual e abriu o botão da calça dele. — Não tem problema. Não estou preocupada com a sujeira.

— Asha, eu...

— Por favor, deixe-me fazer isso — disse Asha em tom vulnerável. —

Nunca tentei seduzir um homem antes e nunca senti o seu gosto, mas quero sentir. Nunca tive coragem suficiente.

Puta merda! Kade quase gozou ali mesmo enquanto Asha lentamente abria o zíper e passava os dedos sobre o pênis sobre o material sedoso da cueca. Tudo dentro dele queria tirar a roupa dela e enterrar-se nela, mas ele não fez nada. Era um momento que ele queria saborear. Sua pequena borboleta confiava nele e tentava sair do casulo. Kade prometeu a si mesmo que não se mexeria, não estragaria o momento. Mas, minha nossa, seria difícil e ele não sabia quanto tempo aguentaria antes de perder o controle.

— Assuma o controle, Asha — disse ele, quase engasgando quando os dedos inexperientes dela tocaram no pênis que acabara de tirar da cueca.

— Quero dar prazer a você — sussurrou ela. A incerteza fez com que a voz dela ficasse trêmula.

Ela lhe dava prazer com o simples fato de existir e ter suas mãos nele era puro êxtase. Ele cobriu a mão dela com a sua, mostrando como acariciá-lo.

— Beije-me — pediu ele, sem conseguir passar mais um momento sem estar de alguma forma dentro dela.

Afastando o olhar do pênis, ela ergueu a cabeça e colocou a boca sobre a dele, com a língua passando pelos lábios e procurando a dele.

Não assuma o controle. Este é o momento de Asha.

Kade continuou repetindo aquilo mentalmente enquanto a língua de Asha explorava sua boca, entrando e saindo, acompanhando o ritmo da mão sobre o pênis. Ela colocou a mão na nuca dele, segurando-o com firmeza e enterrando os dedos em seus cabelos.

Quando ela finalmente afastou a boca, ele estava ofegante e encorajando com a própria mão movimentos mais rápidos no pênis. Ele não aguentaria por muito mais tempo sem estar dentro dela.

Asha afastou a mão subitamente e ele a deixou livre com um esforço sobre-humano. Ele só queria usar a própria mão até gozar, liberar um pouco da tensão que se acumulara até deixá-lo prestes a explodir.

Ela estava puxando a camiseta dele. — Tire — comandou ela em tom firme, puxando-a para cima.

Kade a tirou, deixando-a cair no chão, mas perguntou a si mesmo se fizera a coisa certa ao descartá-la. As mãos de Asha estavam por toda parte, acariciando as tatuagens e tocando cada centímetro de pele nua que encontrava. Quando ela começou a chupar um de seus mamilos, ele gemeu, sentindo o corpo todo estremecer de desejo. — Asha — rosnou ele em um aviso baixinho. — Estou tentando. Mas, se não parar de me provocar, estarei dentro de você em uns cinco segundos. — Havia um limite para o que podia aguentar e, fosse ou não experiente em sedução, Asha era a mulher mais sexy do planeta para ele. Aquela boca precisava parar.

— Você é tão lindo, Kade. Tão perfeito. — A voz dela era baixa e sensual, mas o tom de admiração era sincero. Ela acariciou os bíceps musculosos e moveu os dedos para o peito dele, tocando-o por inteiro até

chegar aos pelos do abdômen. Enquanto a mão descia em direção à virilha, Asha ficou de joelhos, com a boca seguindo a exploração dos dedos.

Nunca ninguém lhe dissera que era lindo, nem mesmo bonito. Sim, ele fazia exercícios e o corpo era razoável, exceto pela perna ferida, mas as palavras de Asha fizeram com que se esforçasse muito para tentar se controlar. Ele cerrou os punhos, forçando-se a deixá-la explorar, ignorando os tendões tensos na nuca e a sensação do sangue latejando na cabeça.

Seus joelhos quase cederam quando a boca doce de Asha encostou no pênis, lambendo a ponta. — Aí é muito sensível — disse ele por entre os dentes. Puta merda, todas as áreas do corpo estavam supersensíveis no momento.

Kade olhou para baixo no momento em que ela colocou o pênis inteiro na boca, com a sensação e o visual quase fazendo com que gozasse. Sem conseguir se conter, ele enterrou os dedos nos cabelos dela e guiou sua cabeça em um movimento rítmico, gemendo de prazer quando a língua de Asha deslizou pela parte debaixo do pênis enrijecido. — Querida, não vou aguentar muito mais. — As palavras saíram entrecortadas pela respiração ofegante e o coração batia tão furiosamente que parecia que teria um ataque do coração.

Quando ela gemeu em volta do pênis... ele perdeu o controle.

— Preciso estar dentro de você. Agora. — Ele a puxou para cima e abriu a calça dela, puxando-a para baixo até que estivesse presa somente em uma das pernas.

Ela olhou para ele confusa. — Não foi bom? — perguntou ela hesitante enquanto ele a puxava para o sofá.

— Foi bom demais. Mas não vou gozar sozinho, querida — disse ele em tom firme. Ele queria que Asha gozasse tanto quanto precisava gozar.

Queria ouvir os gemidos de prazer dela quando gozasse, precisava dar aquilo a ela. Ele esqueceu completamente o fato de que o lugar estava sujo.

A paixão deles não esperaria até que tivessem o luar e os lençóis de seda. A tempestade ardente do desejo estava prestes a desabar e os arredores não importavam mais. Kade simplesmente a queria, do jeito que fosse possível.

Ele estava desesperado.

— Seu gosto é tão delicioso quanto o seu cheiro — disse ela, lambendo os lábios ao olhar para ele.

— Mulher, você é perigosa. — Kade olhou para a expressão inocente de Asha e rosnou. Apesar de as palavras dela não terem a finalidade de seduzir, foram sedutoras. E ele sabia que tinha chegado ao limite do controle sobre si mesmo.

Posicionando as mãos dela sobre o braço do sofá, ele colocou a coxa entre as pernas dela, abrindo-a. O gemido de desejo dela foi música para os ouvidos de Kade quando ele deslizou os dedos entre as coxas dela e acariciou o clitóris. Ela estava quente, molhada e pronta para ele.

Hipnotizado pela sensação do calor úmido, ele a penetrou com dois dedos, sentindo um fogo sedoso. — Você é tão gostosa, tão apertada — gemeu Kade, lentamente tirando os dedos e enterrando-os novamente de forma mais profunda.

— Por favor — gemeu Asha, baixando a cabeça. Os cabelos caíram sobre seu rosto como uma cortina de seda.

As entranhas de Kade se contraíram em satisfação primitiva. Ela o queria dentro de si. Nada mais serviria. Os dois sentiam a mesma coisa.

Mas ele adorava ouvir a prova do desejo dela. Ele nunca se sentira tão desesperado para estar dentro de uma mulher. Ainda assim, ele esperou para saborear o prazer dela, passando o polegar sobre o clitóris, deixando seu corpo mais sensível, pronto para gozar.

— Kade! — gritou ela. — Agora.

Não.

Ainda.

Não.

Ele apreciou a exigência dela, emocionado pelo nível de confiança e pela habilidade de se entregar a ele sem restrições. Ela pediu o que queria naquele momento. Ela o queria. E, por Deus, ela receberia tudo o que ele pudesse lhe dar.

Ao mover o polegar mais depressa e com mais força sobre o clitóris, Asha empurrou os quadris, fazendo com os que os dedos dele fossem mais fundo dentro de si. Ela jogou a cabeça para trás, com os cabelos ainda cobrindo-lhe o rosto, e gemeu, um som longo e estrangulado que sinalizou o orgasmo iminente.

Kade tirou a mão que estava entre as pernas dela e penetrou-a o mais fundo que conseguiu. A junção dos dois corpos foi quente e primitiva. —

Goze para mim, Asha. — Ele não aguentaria muito mais tempo e queria que ela estremecesse com a força do orgasmo ao mesmo tempo.

— Então enfie bem fundo, com força — pediu ela com voz rouca.

Kade fez o que ela pediu, penetrando-a com força, totalmente perdido em seu calor. Os dois gozaram juntos, uma sensação quente e colorida que ameaçou consumi-los.

Ele encontrou a liberação no momento em que Asha implodiu. O corpo dela estremeceu e a vagina se contraiu em volta do pênis. Kade dobrou o corpo e passou os braços em volta de Asha, deitando-se sobre as costas dela e segurando-a enquanto ela estremecia, saboreando a intimidade. Naquele momento, só havia ele e Asha, com os dois vivendo as mesmas emoções e sentindo o mesmo prazer.

Instantes depois, ele se deitou no sofá, levando-a consigo. Ela ficou deitada sobre ele, mas Kade achou que era melhor do que deitá-la sobre o sofá, que não sabia se estava limpo.

Ele passou os braços em volta dela, segurando-a contra o próprio corpo, saboreando a sensação da pele dela contra a sua. Os meses anteriores sem ela foram uma agonia, uma dor que nunca mais queria sentir. A mente dele voltara a ser sombria, sem a luz que Asha lançara em seu interior. E ele nunca mais queria passar por aquele inferno. Dormira pouco e vivera muito pouco, mal existira. Talvez ele tivesse sido assim antes de conhecer Asha, mas não se lembrava. Agora, conhecia a dor de perdê-la e não deixaria que acontecesse novamente.

Asha murmurou algo em telugu contra seu peito e ele não entendeu as palavras, mas a voz dela era gentil e doce.

— Não entendi uma palavra do que disse — comentou ele baixinho. —

Espero que tenha sido algo bom.

Ela ergueu a cabeça e sorriu para ele, fazendo com que seu coração batesse mais forte dentro do peito. — É bom — concordou ela. — Senti sua falta.

Kade também sentira falta dela, mas teve medo de assustá-la se lhe dissesse o quanto. — Também senti sua falta. — Ele beijou a testa dela e segurou sua cabeça contra o peito. — Agora, terei alguém que gosta de mais algumas das coisas que eu gosto — disse ele com um sorriso. Ficara muito feliz por Asha ter gostado de andar de motocicleta.

 

— Ah, sim — disse ela empolgada. — Adorei. Pode me ensinar a pilotar? Kade fez uma careta, sem gostar da ideia de Asha sobre uma motocicleta. — Veremos. Podemos começar com alguma coisa fácil —

respondeu ele sem se comprometer. Como uma bicicleta com rodinhas.

Suspirando feliz, ela disse: — Eu gostaria muito.

Ai, merda. Se isso a deixar feliz, ensinarei em alguma coisa segura.

Quem teria pensado que a Asha Paritala solene que conhecera alguns meses antes teria adorado andar de motocicleta?

— A borboleta já consegue voar livremente? — perguntou Kade com voz rouca, torcendo para que ela dissesse que sim. Ele só queria que ela fosse feliz, livre, amada e que não tivesse medo de nada. Conseguia perceber que ela lentamente percebia que era... mais. Ele duvidava que ela já percebesse como era uma mulher incrível, sexy e talentosa, mas perceberia. Ele garantiria que percebesse.

Ela ergueu a cabeça e sorriu para ele. — Ainda não. Mas estou me esforçando.

Kade sorriu de volta, com um sorriso bobo que saíra diretamente do coração.

Kade deixou Asha no apartamento dela, combinando de levar o carro de volta no dia seguinte. Ao levá-la até a porta, Asha contemplou pedir a ele que ficasse. Ela sabia que, no momento em que ele fosse embora, sentiria sua falta. Mas também sabia que precisava pensar e crescer muito antes que pudesse fazer mais do que namorar Kade. Fazer sexo com ele era inevitável. Os dois não conseguiam ficar no mesmo aposento sem que sentissem a necessidade de estarem juntos.

Kade, sendo como era, parara para alimentá-la antes de levá-la para casa.

Ela não estava mais tão magra, mas, a julgar pela reação dele a alguns de seus antigos hábitos, ele nunca deixaria de tentar alimentá-la. Apesar de já estar saciada, ela comera. Kade tinha um instinto protetor que não desapareceria e não valia a pena entrar em uma discussão por algumas coisas pequenas.

— Estive pensando em abrir uma escola de futebol para crianças com potencial que não têm dinheiro para participar de escolas de verdade. Tenho alguns amigos que se aposentaram e estão dispostos a trabalhar comigo. A Harrison financiaria o programa.

Asha olhou para Kade quando chegaram à porta do apartamento. Ele tinha o braço protetoramente em volta de sua cintura. — Acho que é uma ideia maravilhosa — respondeu Asha, nem um pouco surpresa por Kade querer financiar um projeto para crianças carentes. — Você gosta de trabalhar com crianças?

Kade deu de ombros. — Trabalhei um pouco em escolas de futebol no passado, mas foram apenas visitas como convidado. Nada meu. Foi divertido. E há muitas crianças que não podem pagar.

— E você sente falta do futebol — acrescentou Asha, sabendo que Kade sentia falta de estar envolvido com o esporte. — Você tem muito a dar, Kade. Há tanto que poderia ensinar às crianças. Acho que é uma ideia fantástica.

— Não sei o quanto eles gostariam de aprender com um cara que nem consegue mais correr direito — respondeu Kade.

Asha se virou para ele, encarando-o. Ela agarrou a camiseta dele para puxá-lo para perto e olhou em seus olhos.

Ele acha mesmo isso. Acha que não vale tanto quanto no passado por causa do acidente.

— Acha mesmo que aquelas crianças se importariam? Aprender com o grande Kade Harrison deixaria qualquer garoto que gosta de futebol incrivelmente empolgado. E você não precisa conseguir correr. — Asha suspirou, soltando a camiseta dele, mas sustentando o olhar. — Cinco garotos pediram o seu autógrafo enquanto estávamos comendo. Você é reconhecido por cada garoto que deseja jogar futebol. Pode ser um modelo para eles. O futebol é mais do que apenas a habilidade física e você sabe disso. Também depende disto aqui — ela bateu com o dedo na própria têmpora. — Você pode ensinar isso a eles, Kade. E não ninguém mais que poderia fazer isso tão bem.

Kade colocou os braços em volta da cintura dela, torcendo a boca. —

Você não gosta de futebol. Como sabe disso?

— Tenho uma confissão a fazer — disse ela, passando os braços em volta do pescoço dele. — Assisti a quase todos os jogos das últimas duas

temporadas em que você jogou. Quando ia para o escritório, eu assistia e aprendia com os jogos gravados. Você era incrível. Eu quase conseguia ver as engrenagens girando em seu cérebro, a sua concentração enquanto jogava. Enquanto muitos dos outros estavam lá, deixando que a testosterona voasse, você planejava. Acho que nunca vi você perder o controle.

Ele sorriu para ela visivelmente contente. — Eu não podia perder o controle. Muita coisa dependia de eu me manter concentrado. Mas acredite, não me falta testosterona. Só não podia deixá-la solta no campo. Você assistiu mesmo aos meus jogos?

— Acredite em mim, já sei que você tem uma quantidade exagerada de hormônios masculinos, mas você estava no controle. Fiquei maravilhada —

admitiu Asha. — E aprendi muito. Há muita estratégia no jogo e você era um mestre. Ainda tem todas aquelas informações, Kade. E estou disposta a apostar que ainda pode atingir o alvo com o braço de lançamento. Então, pare de se torturar por causa da perna. Você tem muito conhecimento que pode dividir com jogadores jovens.

— É claro que consigo acertar o alvo — disse Kade em tom rabugento, mas ainda estava sorrindo. — Fiquei um pouco hesitante por causa da minha perna, mas quero fazer isso.

— Então faça. Você ainda é o grande Kade Harrison. E aposto como seu traseiro ainda fica magnífico naquelas calças apertadas — disse ela em tom provocante. Ela adorava aquele traseiro firme e não conseguia evitar admirá-lo sempre que o via de costas. Kade ainda era uma poesia em movimento quando se mexia, mesmo com a perna machucada.

Kade riu, um som alto que ecoou pelo corredor. — Não pretendo usar aquelas calças. Estarei lá para ensinar.

— Ah... que pena — disse Asha desapontada. — E eu estava até pensando em oferecer aulas de ioga para você na escola se fosse para vê-lo usando aquela roupa — brincou ela.

— Nunca vi você fazendo ioga. Usarei as calças de futebol se puder vê-la naquelas calças de ioga — disse Kade esperançoso.

Asha ergueu a sobrancelha. — Não tenho essas calças.

— Vou comprar uma de cada cor para você — respondeu Kade.

Ela bateu de leve no braço dele. — Meus vizinhos eram indianos e praticavam ioga e meditação. Aprendi desde cedo com eles. Faz tempo que

não pratico, mas, como você, ainda tenho o conhecimento aqui. — Ela colocou um dedo na testa.

— Acredite ou não, acho que ioga é extremamente benéfico para um jogador de futebol. Fiz um pouco de ioga antes do início das temporadas.

Isso me ajudou a manter o movimento e a flexibilidade — disse Kade com uma piscadela. — Ainda assim, eu adoraria ver você praticando.

— Para sua informação, normalmente pratico quando estou sozinha e usando apenas roupas íntimas ou nua — comentou ela em tom inocente.

— Esqueça as calças de ioga. Prefiro essa visão privada — respondeu ele com um sorriso malicioso. — E aceito a oferta para ensinar fundamentos de ioga aos garotos, mas vou comprar umas calças folgadas para você. Não quero que os outros jogadores que me ajudarão fiquem olhando para o seu traseiro. Jogadores de futebol costumam ser safados.