O Livro de Cesário Verde
Em Petiz
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima d'uns penhascos, Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo purpuro a sahir da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!
EM PETIZ
I
DE TARDE
Mais morta do que viva, a minha companheira Nem força teve em si para soltar um grito; E eu, n'esse tempo, um destro e bravo rapazito, Como um homemzarrão servi-lhe de barreira!
Em meio de arvoredo, azenhas e ruinas,
Pulavam para a fonte as bezerrinhas brancas; E, têtas a abanar, as mães de largas ancas, Desciam mais atraz, malhadas e turinas.