O Ponto de Equilíbrio

Christine Carter · Capítulo 15 de 21

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O Ponto de Equilíbrio

Capítulo 8

Facilitando as coisas difíceis

“Você aprende m elhor e m ais rápido quando alcança determ inado lugar

bem além do lim ite da sua capacidade atual. A prática profunda não consiste

apenas em esforço, m as em buscar um esforço específico.”

– Daniel Coy le, O código do talento

Há pessoas que fazem um a tarefa m uito difícil parecer fácil. Minha am iga Annie, um a m ãe extraordinária, faz a adm inistração de seu lar – quatro filhas e um m arido, todos j ogadores de hóquei em equipes que viaj am m uito – parecer algo facílim o. Snowboarders olím picos fazem algo aterrorizante e perigoso parecer um a brincadeira no parque de diversões. Meu editor é capaz de ler um destes capítulos inteiros, encontrar e sugerir correções para todas as passagens problem áticas em m enos de um a hora.

A boa notícia é que estam os, o tem po todo, desenvolvendo m aestria. Meu am igo Alex adquiriu – após m ais de 15 anos de treino e prática – a capacidade de diagnosticar dificuldades de aprendizagem com plexas em crianças. Kelly, excelente am iga e irm ã, faz com que aqueles que estão ao seu redor se sintam am ados e necessários. Meu m arido Mark seria capaz de construir um a casa incrivelm ente linda durante o sono. Eu consigo escrever, no m eu blog, um post fundam entado em pesquisas abrangentes em um quarto do tem po que levava quando com ecei a postar. Todos nós desenvolvem os áreas específicas de m aestria; certam ente você tam bém .

Observo m eus filhos desenvolverem m aestria todos os dias. Macie pratica equitação com enorm e elegância, com o se qualquer um pudesse fazê-lo. Fiona j á ganhou m aestria em dúzias de escaladas. Tanner sabe m ais sobre beisebol do que qualquer um que eu conheça. E Molly confecciona j oias extraordinárias, que poucos seriam capazes de im aginar, m uito m enos criar. Pense em todos os cam pos nos quais você desenvolveu m aestria sobre algo, ou está desenvolvendo. Quais são algum as das coisas difíceis que hoj e você é capaz de fazer com relativa facilidade?

Talvez a m aestria sej a o exem plo m ais puro do nosso ponto de equilíbrio, ou da interseção entre força e tranquilidade. Quando dom inam os um a atividade, exercem os grande poder com pouco desgaste. Ao adquirir m aestria num a tarefa ou habilidade, deixa de ser necessário esforço consciente para fazê-la; podem os agir no piloto autom ático. A m á notícia é que o dom ínio não costum a ser fácil de desenvolver, m as oferece enorm es ganhos na form a de tranquilidade.

MAESTRIA PARA INICIANTES

Costum ávam os pensar que a m aestria era desenvolvida graças à genética – por m eio de paixões e talentos inatos. Cham ávam os as pessoas que dom inavam certas habilidades de “talentosas”, supondo que seu sucesso viesse m ais dos talentos dados por Deus do que dos seus esforços. Isso acontece porque elas dem onstram grande dom ínio em seu ofício, esporte ou qualquer tem a a que se dediquem , e raram ente aparentam dor ou estresse.

A crença de que o sucesso – a m aestria – vem da aptidão genética não só é desencoraj adora, com o tam bém profundam ente incorreta. Devido a pesquisas, sabem os que a m aestria não decorre de algum talento inato. Ela é form ada por três coisas: (1) determ inação – ou persistência, paixão e prática deliberada; (2) descanso (m aestria não significa trabalhar em algo sem parar, ou ser perfeccionista); e (3) boa orientação e bons professores. É im portantíssim o aprender com os outros.

(1) Determ inação

A determ inação entra em j ogo quando algo nos abala, quando não estam os em equilíbrio. Nem m esm o os m elhores atletas acertam todas as j ogadas. A atitude que tom am ao perder seu ponto de equilíbrio tem im plicações trem endas sobre o que acontece a seguir. A determ inação nos dá a capacidade de voltar ao nosso eixo, de aprenderm os com nossos erros, de crescer. Dessa form a, é a determ inação que prediz sucesso a longo prazo, não o QI ou o talento inato.

Angela Duckworth, psicóloga que prim eiro definiu “determ inação” com o perseverança e paixão em m etas a longo prazo, tem um a teoria sobre m aestria. Em vez de enxergar as conquistas com o um sim ples produto natural do QI, da inteligência ou do talento inato, ela as vê com o um produto da habilidade e do esforço (Conquista = Habilidade X Esforço), da m esm a form a que entendem os que Distância = Velocidade X Tempo. Ela explica: A distância [é] um a m etáfora adequada para a conquista. O que é a conquista senão o progresso feito do ponto inicial até a m eta? Quanto m ais longe a m eta está do ponto inicial, m aior a conquista. Assim com o distância é o produto da m ultiplicação de velocidade e tem po, parece plausível que, m antendo a oportunidade com o constante, a conquista sej a o produto de habilidade e esforço. Grandes esforços podem com pensar m enor habilidade, assim com o enorm e habilidade pode com pensar esforços m odestos, m as não se algum deles for zero.

Pesquisadores de diversos cam pos fizeram descobertas consistentes que am param a teoria de Angela. Eles descobriram que a habilidade inata tem relativam ente pouco a ver com o fato de as pessoas passarem de executoras m edianas de algum a atividade a m estres nas m esm as – quando fazem com que algo difícil pareça fácil.

K. Anders Ericsson, psicólogo e autor de estudos revolucionários sobre o tem a, m ostrou que mesmo vantagens físicas (com o atletas que têm um coração m aior, m ais fibras m usculares ou articulações m ais flexíveis – e que parecem questão genética) são, na verdade, o resultado de determ inados tipos de esforço. Até m esm o super-habilidades, com o o “ouvido absoluto” de m úsicos proem inentes, decorrem m ais da prática do que de talento inato. Difícil de acreditar, m as totalm ente verdadeiro.

Não é qualquer esforço que constrói as habilidades certas para levar à m aestria. Os m estres tendem a com partilhar três coisas em com um : (1) Praticam bastante no decorrer do tem po; (2) São levados por paixão e interesse intrínseco; e (3) Transform am adversidade em sucesso, persistindo diante das dificuldades.

Prática

Os m estres praticam m uito. Passam horas em prática profunda e deliberada. Não ficam brincando no piano só porque é divertido. Eles praticam com consistência para atingir obj etivos específicos – com o, por exem plo, conseguir tocar um a peça m usical um pouco além de sua habilidade atual. Os m estres costum am focar em um a m icro-habilidade, com o um refrão ou m esm o um trecho pequeno, praticando a m esm a coisa repetidas vezes.

Eles tam bém praticam com consistência por períodos longos de tem po. Ericsson diz que “pessoas com alto desem penho em diversos dom ínios praticam todos os dias, incluindo fins de sem ana”. Correr por m eia hora no fim de sem ana não vai torná-lo um grande corredor, m as treinar todos os dias talvez funcione. Mexer com as tintas de vez em quando não vai torná-lo um grande pintor, m as talvez praticar todos os dias por um a década funcione.

Os m estres ganham experiência a longo prazo – especificam ente, em 10 anos de trabalho dedicado ou 10 m il horas de prática. Malcolm Gladwell, em seu best-seller Fora de série, tornou a “regra dos 10 anos” fam osa ao escrever sobre as pesquisas de Ericsson. A m aioria das pessoas bem -sucedidas teve, em m édia, um a década de prática e experiência antes de fazer sucesso. Mesm o um a criança prodígio costum a levar um a década ou m ais para ser considerada excelente. Bobby Fischer tornou-se um grande m estre do xadrez aos 16 anos, m as estudava desde os sete. Tiger Woods praticava golfe havia 15 anos quando se tornou o vencedor m ais j ovem na história do Cam peonato Am ador dos Estados Unidos. Mesm o se não aspiram os a ter um alto desem penho em nosso cam po de atividade, estes exem plos extrem os nos m ostram o cam inho para a m aestria.

Por que a m aestria exige tanto esforço? Porque o que estam os realm ente fazendo ao aprim orar um a habilidade é fortalecer um circuito neuronal. Cada vez que praticam os algo, nervos são ativados em ordens específicas, construindo, essencialm ente, um circuito elétrico. Este circuito se torna ultrarrápido quando é estim ulado por um processo cham ado de m ielinização. A m ielina é um superisolante para nossos circuitos neuronais; um a vez que um circuito é m ielinizado, ele pode disparar três m il vezes m ais rápido. Então, em bora a m ielinização se desenvolva aos poucos por m eio da prática intensa e deliberada, ela é a chave para fazer com que algo difícil se torne fácil.

Paixão

Quando notam os que um a criança tem talento inato ou que dem onstra m uito potencial, o que percebem os, na verdade, não é talento, é interesse. Um a m enina de quatro anos que finge tocar o violino e dem onstra interesse fora do com um por m úsica clássica, de fato m ostra potencial com o violinista. Mas ela ainda não m ostra talento. Seu interesse precoce pela m úsica pode estim ular várias coisas que a levem à m aestria, com o aulas de m úsica desde j ovem ou pais que a encoraj em a praticar de form a deliberada e consistente. Mas interesse precoce não é o m esm o que conquista precoce. Um a conquista exige esforço e habilidade, e um a m enina de quatro anos não teve tem po para desenvolver nenhum dos dois.

Nós precisam os de m ais do que disciplina para praticar de form a consistente durante um a década até conquistarm os a m aestria. Necessitam os de m otivação intrínseca, ou paixão – e de espaço para perseguir nossa paixão. Com o a m aioria das pessoas, sem pre tive m ais sucesso em trabalhos que m e interessavam intrinsicam ente. Após a faculdade, não procurei um em prego pelo qual sentisse paixão, pois supus que não houvesse bons trabalhos que envolvessem m eus interesses. A intenção era obter o trabalho m ais prestigioso, com o m aior salário possível.

E consegui exatam ente isso, com o gestora de m arketing. Mas detestei o trabalho. Sentia que não fazia nada além de bater o ponto, riscar tarefas num a lista e voltar para casa. Com ecei a fazer terapia para tratar ansiedade. Não sabia quem eu era nem o que queria da vida.

Quando com ecei a estudar a sociologia da felicidade, seis anos depois, m eu m undo virou de ponta-cabeça. Deixei a vida corporativa quando engravidei e isso m e im possibilitaria de viaj ar. Com a chegada do bebê, m e libertei da preocupação com o que os outros pensavam da m inha traj etória profissional. Quando com ecei o doutorado, com um bebê em casa, m e senti livre para pesquisar algo pelo que tivesse um a paixão natural. Ninguém pensou que estudar a sociologia da felicidade fosse um a boa ideia. Um professor m e disse para “pelo m enos não cham ar de felicidade”, com o se eu estivesse estudando um “bem -estar subj etivo”, pois as pessoas iriam pensar que não era “m uito esperta”. Depois de batalhar contra a ansiedade no m undo corporativo, aprendi a prestar m ais atenção em m inha paixão do que nas opiniões alheias. E não dei nenhuma atenção ao tipo de pesquisa que m e aj udaria a obter um cargo com o professora. Eu estava entusiasm ada dem ais com o aprendizado.

A paixão é um com bustível puro e duradouro. Há outras coisas que nos m otivam – dinheiro, prestígio, m edo, pressão social –, m as elas podem acabar, e então ficam os sem com bustível. A prática e o esforço que, a longo prazo, levam à real m aestria são alim entados por desej o intrínseco, não por pais exigentes ou expectativas sociais. De fato, m inha paixão pela ciência da felicidade provavelm ente se desenvolveu m elhor – e as m inhas chances de sucesso aum entaram – porque não havia ninguém m e pressionando para conquistar algo.

Isso significa que nós nascem os com toda a paixão necessária para obter sucesso na vida? Talvez não. Com o Daniel Coy le dem onstra de form a convincente em O código do talento, nossas paixões costum am ser desencadeadas por algo em nosso ambiente: um ótim o m entor, alguém com quem nos identificam os, em cuj a área de atuação sentim os que tam bém podem os obter m aestria. Quando a golfista sul-coreana de 20 anos Se Ri Pak venceu o McDonald’s LPGA Cham pionship, ela se tornou um ícone nacional – e incendiou a paixão de m uitas m ulheres em seu país. Passados 10 anos (depois de terem tido tem po para praticar), outras sul-coreanas se tornaram vencedoras de um terço de todos os eventos LPGA.

Minha paixão foi despertada por um a am iga de infância, Laura Beth Nielson, professora de sociologia na Northwestern University. Laura obteve seu Ph.D. em sociologia um a década antes de m im . Ela e m eus m entores, Arlie Russell Hochschild e Mike Hout, sem pre m e fizeram sentir que m eu sucesso estaria garantido se eu trabalhasse duro.

A paixão é m uito im portante quando consideram os outro ingrediente im portante para o sucesso: o fracasso.

Persistência diante do fracasso A m aioria dos m estres não acum ula conquistas. O

fracasso é parte-chave do crescim ento e, eventualm ente, da m aestria. O prim eiro livro da série Harry Potter escrito por J.K. Rowling foi rej eitado por 12

editoras (e, antes de escrevê-lo, ela tinha passado por outros fracassos pessoais

devastadores). Michael Jordan foi dispensado do tim e de basquete no colégio.

Abraham Lincoln sofreu um a série de derrotas em eleições (e algum as vitórias

notáveis) antes de se tornar um dos grandes presidentes am ericanos.

A cada ano cerca de 20% das pessoas devem vivenciar algum evento traum ático em suas vidas. Em bora eu deteste pensar a respeito dos benefícios advindos dos eventos traum áticos – nunca desej aria um a doença grave ou um acidente de carro a ninguém , por exem plo –, a adversidade traz oportunidades para o crescim ento pessoal. Com o escreveu William Zinsser, em seu fam oso ensaio “The Right to Fail” (O direito de falhar): “Não estou exortando todos a saírem e fracassarem só pelo efeito terapêutico da experiência. Obviam ente é m elhor ter sucesso do que falhar. Quero dizer apenas que o fracasso não é ruim por si só, tam pouco o sucesso é autom aticam ente bom .”

Em bora talvez não haj a nada de bom no infortúnio, com o Viktor Frankl nos lem bra m uitas vezes, é possível obter algo bom do infortúnio. Sabem os que situações adversas – um acidente, algum diagnóstico assustador, um térm ino de relacionam ento – podem gerar depressão, ansiedade e transtorno de estresse. Mas m uitos não percebem que o crescimento pós-traum ático, com o cham am os pesquisadores, tam bém pode despertar em nós m ais força e sabedoria. Os infortúnios têm o potencial de dar novo significado à nossa vida. Dessa form a, a adversidade tam bém contribui com a parte da paixão na equação de determ inação, oferecendo-nos a oportunidade de escolher novos significados e propósitos.

A adversidade tem um papel im portante no desenvolvim ento da determ inação necessária para a conquista da m aestria. Com a adversidade vem o estresse. E m uitas pesquisas científicas m ostram que o estresse vivenciado com o consequência da adversidade – e o m odo com o reagimos a ele – tende a servir com o indício de quanto nos beneficiarem os dele. As pessoas que dem onstram m aior crescim ento após as dificuldades não são as que negam o que sentem , m as aquelas que se m ostram “abaladas” e até m esm o exibem algum nível de estresse pós-traum ático. Ou sej a, se não form os fundo em nossas em oções, talvez não cresçam os com a experiência.

Por que isso acontece? Porque a m ielinização parece ocorrer m elhor quando com etem os um erro ou quando saím os de nossa zona de conforto e tem os a disposição de falhar. A form a m ais rápida de desenvolver um a habilidade é ativando a m ielinização, por m eio do que cham o de “m icrofracassos” repetidos.

Erro na Maestria 1

Muitas pessoas da Geração Y cresceram com “pais-helicóptero” – pais que

“sobrevoam ” o cam inho dos filhos para protegê-los de com eter erros ou vivenciar desconfortos, decepções ou m esm o tédio. Aqueles que tiveram

pais assim não toleram m uito bem as dificuldades. Os indivíduos da Geração

Y que tiveram esta criação sentem (inconscientem ente) que têm direito a

um a vida livre de desconforto, frustração e decepções – o que os torna m ais propensos a trapacear quando as coisas ficam difíceis ou a culpar os outros por seu próprio desconforto e fracasso. Quando surgem desafios, eles não

costum am encarar a situação. Em geral desistem , e, ao fazê-lo, abandonam

a oportunidade de desenvolver a m aestria.

Obter m aestria não é fácil. A prática deliberada é desconfortável; m uitas

vezes é tediosa e frustrante. Estar no fundo da curva de aprendizado pode ser

um a grande experiência de hum ildade. A m aestria pode ser um a das form as

m ais puras de tranquilidade, m as desenvolver m aestria é difícil.

Tentam os algo difícil em que nunca tivem os sucesso antes, testando a nós m esm os, e erram os. Microfracassos estim ulam o circuito neuronal necessário para a habilidade que estam os desenvolvendo. Focados, tentam os novam ente. E de novo, e de novo – até que acertam os. Cada vez que nos em penham os nesta prática cheia de erros, ativam os a m ielinização. “Enfrentar dificuldades de determ inadas m aneiras – operando à m argem de sua habilidade, onde você com ete erros – aum enta sua inteligência”, escreve Daniel Coy le.

Adversidades e fracassos na vida são inevitáveis. Nosso sucesso e nossa felicidade dependem da habilidade de lidar com situações adversas e de crescer por m eio delas. Em ocional, intelectual e espiritualm ente, tem os m aior chance de crescim ento quando nos desafiam os a sair da zona de conforto e nos arriscam os a sentir m edo ou constrangim ento. E seguim os em frente, pois tudo que nos acontece nos aj uda a desenvolver novas habilidades, que contribuem para m aestria e sucesso no futuro.

(2) Descanso

Os m estres escolhem o que e por quanto tempo praticar. Se você acha que, para ter êxito, precisa praticar até os dedos sangrarem , a m ente dar voltas ou os m úsculos cederem , tenho boas notícias. Pesquisas indicam que esta não é a form a de chegar lá. Os verdadeiros m estres tam bém descansam. Este é um componente-chave para o sucesso; algo que costum am os negligenciar em nossa cultura, no nosso corre-corre incessante.

Observando-se as pessoas que têm alto desem penho, nota-se que elas dorm em m uito m ais do que o am ericano m édio. Em geral, os am ericanos costum am dorm ir seis horas e m eia por noite, em bora estudos revelem que 97,5% da população precise ter um a m édia de sete a nove horas de sono por noite. Indivíduos com alto desem penho tendem a dorm ir m ais de oito horas e m eia, enquanto atletas de elite precisam de ainda m ais sono. De acordo com um estudo, quando nadadores de Stanford aum entaram seu tem po de sono para dez horas num período de 24 horas, eles se sentiram m ais felizes e energizados – e seu desem penho na piscina m elhorou de form a expressiva.

Ao estudar grandes m úsicos, K. Anders Ericsson descobriu que eles praticavam e descansavam m uito m ais do que os colegas que eram com petentes, m as não de elite. Por exem plo, violinistas dedicados a se tornar solistas profissionais praticam , em m édia, três horas e m eia por dia, geralm ente em três sessões separadas de 60 a 90 m inutos cada. Já os violinistas que não têm esta pretensão, praticam um a m édia de um a hora e vinte m inutos por dia, sem repousos específicos durante o treino.

Erro na Maestria 2

Trabalhei com diversos executivos de alto nível no Vale do Silício,

profissionais de sucesso que estão no auge de suas carreiras há algum

tem po. Eles faziam coisas difíceis com m ais rapidez e habilidade – e com

m enos esforço – do que os executivos m ais novos. Mas não faziam nada em

seus em pregos, nem em suas vidas, parecer fácil.

Essas pessoas são o oposto dos m em bros da Geração Y, criados pelos “pais-

helicóptero”, descritos no Erro na Maestria 1. Sua tolerância à dor é tão

elevada que são capazes de trabalhar sem parar. Chegam ao escritório cedo

e saem tarde, e continuam ligados ao trabalho m esm o em casa (um dos

executivos declarou ficar irritado quando os filhos não o deixavam levar o

laptop para a m esa de j antar. Ele achava que os filhos deveriam sentir-se

gratos por estarem j antando com ele).

Apesar de possuírem habilidades, esforço e ética de trabalho, não são

m estres. Eles cam inham rum o a um a estafa tão profunda que talvez nunca se recuperem . E isso não é m aestria. Não há tranquilidade em seu sucesso.

Em bora possam dem onstrar a força bruta do ponto de equilíbrio, ela está

alinhada com o estresse, não com a tranquilidade.

Se você estiver com etendo este erro na m aestria, a solução é sim ples:

descanse. Quando o expediente term inar, vá para casa e brinque com seus filhos. Durm a o suficiente para relaxar e rej uvenescer, assim ficará pronto para outro dia de trabalho. Repouse nos fins de sem ana. Saia de férias. Saiba

que é assim que você vai sustentar seu alto desem penho – e encontrar seu

ponto de equilíbrio no trabalho e em casa.

Então, não só as pessoas com alto desem penho trabalham m ais do que outras, com o tam bém descansam m ais. Os violinistas renom ados m encionados acim a dorm iam uma hora a mais por noite que seus colegas m enos bem -sucedidos. Eles tam bém costum avam tirar sonecas entre sessões de prática – acum ulando quase três horas de sonecas por sem ana.

A m aestria exige m ais sono porque envolve um estado m ais alto de aprendizado e, às vezes, de crescim ento físico. Sono adequado perm ite que nos m antenham os focados na prática quando acordados. Se nos privam os de sono, nossos neurônios sobrecarregados se tornam descoordenados, e com eçam os a ter dificuldade de acessar inform ações aprendidas anteriorm ente.

Quando dorm im os, o cérebro consolida aquilo que aprendem os enquanto estávam os acordados, assim ilando a inform ação à m em ória operacional que podem os acessar posteriorm ente. O sono nos perm ite lem brar, am anhã, com o fazer aquilo que praticam os hoj e.

Nossos padrões de sono não influenciam apenas as funções cerebrais. “O sono afeta quase tudo em nosso corpo”, diz o Dr. Michael J. Twery, especialista em sono no National Institute of Health. Ele afeta nosso coração e outros órgãos vitais, com o pulm ões e rins. Im pacta no apetite e no m etabolism o e, por consequência, no nosso peso. Determ ina nossa saúde ao aj ustar a função im unológica. A falta de sono reduz nossa capacidade de reação. E, com o qualquer pessoa com um bebê ou adolescente insone sabe, o sono tem um im pacto dram ático sobre nosso hum or.

Devem os nos disciplinar para seguir os ritm os naturais do corpo no repouso e no trabalho – e assim proteger nossa saúde, nosso desem penho e nossa produtividade. Não costum am os pensar no sono com o um ingrediente necessário para a m aestria, m as ele é. Então, desenvolver m aestria não é trabalhar 24 horas por dia em busca de sua m eta. Trata-se de fazer progresso consistente e deliberado na direção desta m eta, sem pre em sintonia com seu organism o, possibilitando o repouso adequado para a consolidação do conhecim ento.

Quando a perseverança im pede a m aestria Se quiserm os desenvolver a m aestria e nos beneficiar da tranquilidade decorrente dela, precisam os

valorizar prática e trabalho duro. Mas não acredite na m áxim a “vencedores

nunca desistem e quem desiste nunca vence”. Da perspectiva da

adm inistração do estresse, devem os saber nos afastar quando o custo de

atingir um a m eta supera os benefícios. As pessoas que perseguem

arduam ente um propósito, sem se perm itir um descanso, tendem a sofrer de

diabetes, doenças cardíacas e envelhecim ento precoce. Mesm o que

alcancem seus obj etivos, toda a perseverança pode lhes acarretar prej uízos

fisiológicos e psicológicos.

As pessoas tendem a se sentir m elhor, tanto m ental com o fisicam ente,

quando conseguem abrir m ão de um a m eta m uito difícil e se voltam para

algo m ais adequado. Por exem plo, na faculdade, m inha am iga Vanessa estava prestes a ser reprovada em cálculo – apesar de estudar m uito, ter

aulas particulares e outros esforços –, m as ia bem nas dem ais m atérias. Seu

conselheiro a orientou a adm itir que perdera aquela luta e, em vez de

continuar desperdiçando esforços num a causa perdida, dedicar-se às aulas

de que realm ente gostava. Ele estava preocupado com a possiblidade de

Vanessa gastar todo o tem po e energia em cálculo e acabar reprovada nas

outras m atérias. Este conselho – decidir falhar – foi revolucionário, e ela nunca o esqueceu. Se form ou, fez pós-graduação e am a aprender coisas novas. Falhar naquela m atéria não teve nenhum im pacto negativo em sua

vida.

A pressão social para não desistir de algo pode ser im ensa; fazer isso exige m uita coragem . Se você tem dificuldade para desistir de algo que não é útil

em sua j ornada, pergunte a si m esm o o que está gerando essa resistência.

Está constrangido de adm itir que não consegue fazê-lo? Está tão

determ inado a perseverar que não pode abandonar um proj eto que j á não o

satisfaz?

A vida é curta dem ais para trabalharm os duro 24 horas por dia, sete dias por

sem ana. Ter tem po para descansar, brincar – e, às vezes, desistir – não é frescura nem perda de tem po. Pelo contrário, é necessário para que haj a

força e crescim ento.

(3) Professores, m entores e torcedores Professores e m entores nos aj udam a

passar de bons a ótim os, quando nos auxiliam a determ inar quais estratégias

im plem entar e que táticas usar. Poucas pessoas conseguem desenvolver a

m aestria sozinhas. A m aioria de nós não tem a perspectiva nem a experiência

necessárias para tanto. Nossos m entores inflam am nossas paixões, nos orientam

na decisão do que vale a pena praticar e nos fazem enxergar nossas falhas e

pontos cegos. O feedback deles é essencial para nosso sucesso.

Então, se pretendem os conquistar grande m aestria, é im portante nos cercarm os de pessoas que têm a astúcia, a experiência e o conhecim ento necessários para indicar nossas práticas e ações. Além disso, elas tam bém devem crer que com a prática tam bém podem os nos tornar m estres. Em um experim ento fam oso, o psicólogo social de Harvard, Robert Rosenthal, e a diretora da South San Francisco Unified School District, Lenore Jacobson, exam inaram o que cham aram de “efeito Pigm alião”, nom eado em hom enagem ao personagem m ítico grego fam oso pelo poem a narrativo de Ovídio, no qual Pigm alião era um escultor capaz de olhar para um pedaço de m árm ore e ter um a visão de seu ideal preso dentro da pedra.

A hipótese de Rosenthal e Jacobson era que, quando as crianças têm seu próprio Pigm alião – um professor que vê algo ideal dentro delas –, elas têm expectativas m aiores. Eles conduziram seu experim ento em um a escola pública, dizendo aos professores que determ inadas crianças seriam “prom otoras de crescim ento”, devido ao resultado em seus testes de QI. Na realidade, os alunos designados com o “prom otores” foram escolhidos ao acaso.

Rosenthal e Jacobson pediram aos professores que não contassem aos alunos que eles eram “prom otores”. Os professores foram instruídos a não m udar suas instruções para os “prom otores” de nenhum a m aneira, nem dar m ais (ou m enos) atenção àqueles alunos. No final do ano, todos os estudantes refizeram os testes de QI, e as descobertas foram notáveis. O QI dos “prom otores” da prim eira e segunda séries subira de form a im pressionante (o experim ento funcionou m elhor com os alunos m ais j ovens, talvez porque sua reputação com o estudantes e suas capacidades intelectuais fossem relativam ente desconhecidas, de m odo que, para os professores, sua designação com o “prom otor” pareceu verossím il). Os garotos escolhidos aleatoriam ente com o “prom otores de crescim ento” tiveram realm ente um m aior crescim ento intelectual do que o resto de sua turm a.

Esse experim ento nos m ostra que, quanto m aiores são as expectativas que se tem em relação a um a pessoa, m elhor é o desem penho dela. Isso levanta a questão: quem é, ou pode ser, o Pigm alião em sua vida? Quem enxerga todo o seu potencial? Este indivíduo será seu m elhor professor ou m entor.

Conseguir um bom m entor tam bém depende de sua capacidade de ouvir – incorporar o feedback que ele lhe dá. Isso pode ser bem difícil. É m uito com um negarm os nossas falhas. Este não é um cam inho que eu recom ende, pois a negação costum a vir acom panhada de duas atitudes perniciosas: o com portam ento defensivo e a culpa.

Os “benefícios” da negação, da atitude defensiva e da culpa são claros: elas preservam nossa autoestim a. Sentir superioridade em relação aos outros é m ais agradável do que aceitar responsabilidade por nossas ações. Mas um a autoestim a elevada com pra apenas sentim entos temporários de superioridade. E isso não vai m elhorar nosso desem penho na escola ou no trabalho, tam pouco nos tornará m ais atraentes ou m elhores líderes. E a negação, o com portam ento defensivo e a culpa tendem a nos tornar difíceis de orientar, afastando-nos do aprendizado e do desenvolvim ento da m aestria.

A psicóloga e pesquisadora Kristin Neff, autora de Self-Compassion (Autocom paixão), com para os benefícios de preservar nossa autoestim a a com er um a barra de chocolate em vez de ingerir algo saudável: sentim os o efeito do açúcar, m as logo passa. “E, assim que passa, ficam os desesperados ao nos dar conta de que – por m ais que queiram os – não podem os culpar outras pessoas pelos nossos problem as.”

A alternativa óbvia a este trio destrutivo é encarar nossa fraqueza, m esm o que isso nos faça sentir vulneráveis. Se você está tendo dificuldades com seu m entor ou com os feedbacks recebidos, tente trocar a autoestim a por autoafirmação. A autoestim a vem de dizer a nós m esm os que som os m aravilhosos – m esm o com provas do contrário. A autoafirm ação vem de lem brar e reconhecer as coisas que realm ente valorizam os – que “constituem nosso eu verdadeiro e profundo”, diz Lisa Legault, psicóloga que pesquisa a autoafirm ação. Esta é um a form a de atenção plena; não dos nossos sentim entos ou pensam entos tem porários, m as de nossa identidade e de nossos valores m ais íntim os.

Exam es de im agens do cérebro esclarecem o poder da autoafirm ação. Parar por alguns m inutos para refletir acerca de quem som os, e do que valorizam os na vida, tende a reduzir a ansiedade e o com portam ento defensivo depois de com eterm os um erro – ou ao receberm os um feedback potencialm ente am eaçador do cônj uge ou do chefe. A autoafirm ação tam bém nos torna m ais propensos a aceitar m ás notícias acerca de nós m esm os, sem negá-las. Assim , ficam os m ais abertos a pontos de vista diferentes, e isso nos aj uda a ganhar perspectiva.

Com o praticar a autoafirm ação? Reserve um m om ento para refletir acerca do que é m ais im portante em sua vida. Anote um punhado de itens, e então os classifique de acordo com sua prioridade. Muitas vezes, apenas lem brar daquilo que é m ais im portante para nós pode dim inuir a ansiedade e o espírito defensivo.

QUANDO CONQUISTAS NUNCA LEVAM À TRANQUILIDADE

Quando percebem que as conquistas são o produto do esforço – e não de talentos dados por Deus –, alguns perfeccionistas perseveram até o am argo fim , até que tenham ido m ais longe do que todos os concorrentes e feito tudo perfeitamente.

Prática persistente e perfeccionism o O perfeccionism o é o lado som brio do

trabalho duro deliberado. Ele produz um a sensação crônica de que nada é

bom o suficiente e que a pior coisa do m undo é o fracasso. Com o resultado,

o aum ento do nível de horm ônios do estresse no organism o dos

perfeccionistas os torna m ais propensos à depressão, à ansiedade e, por

vezes, até ao suicídio.

O perfeccionism o parece um cam inho garantido para a m aestria. Mas, na verdade, ele reduz o sucesso e a felicidade, criando um estado constante de

descontentam ento, alim entado por um a torrente de em oções negativas

com o m edo, frustração e decepção. Perfeccionistas não conseguem

desfrutar de seu sucesso pois sem pre há algo que poderiam ter feito m elhor. Todo este m edo tira a energia de coisas m ais construtivas, fazendo com que

os perfeccionistas sej am m enos capazes de aprender e agir de m odo

criativo. Ironicam ente, eles gastam m uita energia naquilo que estão tentando

evitar: o fracasso e as críticas. Já foi com provado que esta preocupação

afeta o desem penho nos esportes, nos estudos e em situações sociais.

Toda essa ênfase em esforço e trabalho duro pode ser enganadora. Acho im portante esclarecer que há um a diferença enorm e entre a m aestria e o perfeccionism o. Não estou prom ovendo um a m entalidade de trabalhar duro e nunca parar (vej a “Erro na Maestria 2”). Lem bre-se: este livro trata tanto de felicidade quanto de sucesso. Obter algo por m eio apenas da vontade não costum a ser divertido; e é difícil ser feliz ou ter êxito quando você não está se divertindo.

A busca por perfeição nos im pede de assum ir riscos e aceitar desafios. Desistim os, ou nem m esm o tentam os, porque acreditam os que não som os bons o bastante. Mas assum ir desafios é um a das m elhores form as de transform ar o difícil em algo fácil.

Com o form anda perfeccionista da Dartm outh College, eu tinha pavor de que m eu trabalho fosse lido em voz alta por um professor ou que m inhas pinturas fossem avaliadas pela turm a. Quando enfrentava algum a análise de grupo, ficava tão paralisada pelo m edo do j ulgam ento e por ter os m eus erros expostos que não conseguia aprender (nem m esm o ouvir) com o feedback construtivo que m e era oferecido. Eis a razão pela qual eu não conseguia ouvir: m eu cérebro estava operando num m odo de puro estresse.

Sej a o m edo racional ou não (em outras palavras, exista ou não um risco real), o sim ples fato de perceber um a am eaça libera um a torrente de respostas quím icas e horm onais em nosso cérebro. Aquilo que cham am os de “efeito da adrenalina” é, na realidade, um a cascata de horm ônios e neurotransm issores criando o caos em nosso corpo e cérebro.

Com o foi discutido no Capítulo 2, estes m ensageiros quím icos suprim em a atividade nas áreas do cérebro responsáveis pela m em ória de curto prazo, concentração, inibição e pensamento racional. Os horm ônios do estresse tam bém interferem em nossa capacidade de lidar com situações sociais ou tarefas difíceis. E, para piorar, toda essa bagunça com os neurotransm issores desativa tem porariam ente nossa m em ória de curto prazo, ao m esm o tem po que fortalece a m em ória de longo prazo a respeito do evento estressante, garantindo que vam os sentir bastante medo quando um evento sim ilar ocorrer novam ente.

Isso quer dizer que, em bora devesse estar escutando tudo com atenção para fazer m elhorias no m eu trabalho, eu m al conseguia m e concentrar no que estava sendo dito. Tinha que lutar contra o im pulso de sair da sala. Eu não pensava – e não sabia com o responder com cortesia. Perdi a oportunidade de aperfeiçoar a escrita e a pintura, pois a única coisa que podia ouvir era que m eu trabalho não era perfeito.

Resum indo: o m edo gerado pelo perfeccionism o não é funcional. Ele j am ais tornará as coisas m ais fáceis para nós. Para desenvolver m aestria, precisam os ser persistentes sem serm os perfeccionistas.

A diferença entre perfeccionism o e m aestria é a capacidade de arriscar e, até m esm o, aceitar o fracasso.

“O perfeccionism o não é um a busca pelo m elhor. É um a busca pelo que há de pior em nós m esm os; aquela voz nos dizendo que nunca serem os bons o

bastante.”

– Julia Cam eron

Os perfeccionistas têm pavor da vulnerabilidade. Eles acreditam , com o a m aioria de nós, que nos perm itir um m om ento de vulnerabilidade fará com que pareçam os fracos ou estúpidos. Mas nós buscam os a m aestria por causa da paixão. Som os m otivados tanto pela paixão com o pelo m edo, m as apenas um traz m aestria contínua e profunda.

A diferença essencial entre buscar a m aestria e buscar a perfeição é a vulnerabilidade. A m aestria exige vulnerabilidade, enquanto a perfeição pode ser relacionada a um a vigilância contra a vulnerabilidade.

O próxim o capítulo é sobre vulnerabilidade, sobre com o reunir a coragem para aceitá-la.

FOQUE NA JORNADA, NÃO NA CONQUISTA

Eu sei, por experiência própria, com o é fácil ter pensam entos com o “se eu pudesse ganhar m ais dinheiro...”, “se eu pudesse viver naquela cidade...” ou “se eu pudesse estar ali, eu seria feliz”. No entanto, m ais de três décadas de pesquisas a respeito desse tem a m ostram que o que realm ente nos faz felizes é abrir m ão de nossas fantasias sobre o futuro e nos engaj ar na j ornada, no processo e no m om ento presente.

A form a m ais fácil de voltar o foco para a j ornada é praticar a atenção plena. Tente praticá-la aqui e agora. Quais são os sentim entos em seu corpo? Está tenso ou relaxado? Está sentindo algum a em oção? Se estiver, onde ela se m anifesta em seu corpo? Com o está sua respiração neste instante? Seus pensam entos se voltam para quais tem as? Consegue discernir e rotular estes tem as?

Lem bre-se de não j ulgar nem resistir àquilo que perceber em seu estado atual. A atenção plena trata apenas de reparar. A capacidade de “conhecer o seu estado”, com o diz a pesquisadora e professora de atenção plena Shauna Shapiro, por m eio de um a verificação rápida do eu, é um a habilidade crítica. A atenção plena de nosso estado m ental e em ocional atual nos perm ite ficar calm os – ou voltar m ais rapidam ente à calm a – quando confrontam os um estressor.

Sente que precisa de m ais do que um m om ento de atenção plena para encarar sua vida? Tudo isso parece um pouco assustador? Prossiga com a leitura para aprender m ais sobre fom entar tranquilidade diante do m edo.