O Ponto de Equilíbrio

Christine Carter · Capítulo 1 de 21

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O Ponto de Equilíbrio

Introdução

Encontrando força e tranquilidade “Todos nós tem os um ponto de equilíbrio, um

ponto certo em que tudo parece fluir, onde nos sentim os felizes, com petentes, em

sintonia com tudo ao nosso redor e especialm ente talentosos e bem -sucedidos.

Parece m ágica, m as não é.”

– Peter Bregm an Este livro nasceu de um a tentativa de ter tudo. Seria

possível atingir o m eu pleno potencial profissional e tam bém ter um a vida

fam iliar gratificante? Seria possível ser um a ótim a m ãe e ao m esm o tem po satisfazer as m inhas próprias necessidades? Seria possível ser bem -sucedida

e feliz sem ter estresse e ansiedade?

Passei a últim a década estudando bem -estar e desem penho, então sei m uito bem o que fazer para ser feliz e bem -sucedida. Afinal, oriento pessoas do m undo todo acerca destes tópicos. Mas, para ser honesta, no que dizia respeito à m inha vida pessoal, eu costum ava falar m ais do que fazer. Cinco anos atrás eu era um a m ãe solteira, com três cansativos em pregos de m eio período, e m inha vida era um a confusão. Sim , eu e m eus filhos conseguíam os j antar j untos quase todas as noites e expressar gratidão pelo que tínham os. Em alguns aspectos eu praticava aquilo que pregava. Mas, em outros, era contam inada pela pressa do m undo m oderno – sem pre com m edo de desacelerar. Eu tinha perdido o m eu equilíbrio.

A vida hoj e é cheia de pressão. Até as pessoas m ais talentosas e privilegiadas lutam para equilibrar infindáveis com prom issos profissionais e fam iliares, adm inistrar um a torrente m assiva de inform ação e e-m ails e lidar com níveis extraordinários de estresse. Apenas 17% da população adulta prospera cum prindo seu potencial de felicidade, sucesso e produtividade.

Observe esta descrição da vida de um trabalhador am ericano, feita pela filósofa Sara Robinson, em um a dissertação sobre o desaparecim ento da sem ana de 40 horas de trabalho: Se neste m om ento você for sortudo o bastante para ter um em prego, deve estar fazendo de tudo para m antê-lo. Se seu chefe pede 50 horas de trabalho, você cum pre 55. Se ele dem anda 60, você desiste dos sábados e cum pre 65. Talvez estej a fazendo isso há m eses, ou anos, à custa da sua vida fam iliar, da rotina de exercícios, da dieta e da sua sanidade. Pode estar estafado e inteiram ente esquecido por seu cônj uge, seus filhos e seu cachorro. Mas segue em frente m esm o assim , pois todos sabem que trabalhar sem parar dem onstra que você é “entusiasm ado” e “produtivo” – o tipo de pessoa que talvez tenha um a chance de sobreviver à próxim a rodada de dem issões.

Agora pense nestes dados: 66% dos pais com em pregos dizem que não dão conta de tudo que têm para fazer; 57% sentem que não passam tem po suficiente com a fam ília; e 46% reconhecem que não têm tem po para o lazer. De fato, nossos ancestrais, 100 anos atrás, dedicavam m ais tem po ao lazer do que a m aioria de nós atualm ente.

E o m ais estranho é que, segundo Robinson, na m aior parte do século XX o consenso geral era que “trabalhar m ais de 40 horas por sem ana é excessivo, perigoso e dispendioso – e consiste no sintom a m ais claro de um a gestão incom petente”. Além disso, m ais de 100 anos de pesquisas revelam que “cada hora que você trabalha acim a do patam ar de 40 horas sem anais reduz sua eficiência e produtividade, tanto a curto com o a longo prazo”. A m aioria das pessoas enxerga isso de form a intuitiva, m as ainda assim se surpreende ao ouvir que é verdade.

O bom senso é tão am plam ente ignorado que a sobrecarga de trabalho – e os problem as de saúde, estado de espírito e produtividade que a acom panham – é epidêm ica. Os m esm os dispositivos que, nos dias de hoj e, facilitam a nossa vida tam bém nos fazem trabalhar m ais. Podem os nos com unicar com colegas a qualquer hora do dia ou da noite, por telefone, m ensagem de texto ou e-m ail. Em vez de iniciarm os o trabalho às oito da m anhã, com eçam os às seis, quando desligam os o despertador em nossos sm artphones e verificam os os e-m ails que chegaram durante a noite. Em bora sej a verdade que novas tecnologias poupam tem po, às vezes isso não im porta m uito, pois preenchem os o “novo” tem po de form as que não aum entam nem nossa produtividade nem nossa felicidade. Com preendo este paradoxo tanto no plano intelectual quanto no pessoal, quando penso na vida que eu tinha alguns anos atrás.

Eu fazia trabalhos que realm ente am ava – era m ãe e coach pessoal, socióloga no Greater Good Science Center, na Universidade de Berkeley, dava palestras, escrevia livros e m antinha um blog. Mas a logística da vida de m ãe solteira com três em pregos estava m e deixando exausta e sem paciência com as pessoas que m ais am ava. Eu parecia nunca descansar; não sentava para ver um film e ou ler um bom livro, e j am ais encontrava m inhas am igas. Cada m inuto do dia era necessário para responder a e-m ails, resolver questões práticas, levar as crianças de um lado para outro e organizar as coisas em algum a das diversas listas de tarefas e agendas.

Enquanto a vida profissional ia m uito bem , sentia que m eu desem penho com o m ãe deixava a desej ar. Eu havia lançado um a plataform a de ensino on-line, tinha acabado de m e m udar para outra cidade e viaj ava o tem po todo para dar palestras. Os diversos fusos horários e a necessidade de providenciar cuidados para m eus filhos enquanto estava longe m e deixaram esgotada.

Certa m anhã, fui parar no hospital com um a dor excruciante, desidratação, febre de 39 graus e infecção renal. Para piorar tudo, na sem ana seguinte teria que dar um a palestra para um grande público em Atlanta. Sabia que não seria capaz. Com ecei a torcer para que o m édico insistisse em m inha perm anência no hospital. Estava tendo um a “fantasia hospitalar” – algo de que j á tinha ouvido falar, m as que em m inha m ente acom etia apenas outras m ulheres. Não precisava ser nada sério, só o bastante para passar alguns dias no hospital e poder dorm ir!

Eu tinha consciência de que em breve m elhoraria, m as estava cansada dem ais. Escrevi para os organizadores da conferência, que ficaram furiosos por eu enviar um e-m ail em vez de telefonar e por não ter avisado antes de adoecer tanto a ponto de ser hospitalizada. Eles não tornariam a agendar palestras m inhas. Fiquei arrasada. Após um a vida inteira de sucesso e perfeccionism o, decepcionar aquelas pessoas foi tão doloroso quanto a própria infecção que eu sofrera.

Aquele breve período no hospital m e levou a com eçar a série de experim entos que culm inariam neste livro. Seria possível trazer a alegria de volta à m inha vida? Parecia arriscado, com o se eu tivesse que abrir m ão de recom pensas financeiras e sucesso profissional em troca de tem po para descansar. Mas eu queria um a vida m ais tranquila: poder parar e conversar com o vizinho, brincar com m eu cachorro e apreciar sua alegria (sem estar ao m esm o tem po no telefone, cuidando de negócios), desfrutar de fins de sem ana inteiros indo a exposições de arte, lendo por puro prazer e sim plesm ente aproveitando a com panhia dos m eus filhos.

Eu precisava sair da roda-viva corporativa e retom ar m eu equilíbrio. Esse equilíbrio é um estado em que você é capaz de realizar mais com menos esforço. É possível com preender esse conceito fazendo um a analogia com alguns esportes. Por exem plo, ao j ogar tênis percebo quando acerto a bola no ponto perfeito da raquete – a bola é lançada com tranquilidade e potência por cim a da rede. Quando acerto a bola com outra parte da raquete, o golpe é m ais fraco e há um elem ento de desgaste. Consigo sentir a resistência – um a espécie de solavanco no m eu corpo. Se passo tem po dem ais acertando a bola longe daquele ponto específico, tendo a ficar cansada ou dolorida de um a form a que ultrapassa a fadiga norm al.

Na vida acontece com o nos esportes. Mesm o quando “acertam os” com algum sucesso, por vezes sentim os o desgaste, o estresse e a resistência. Com o um a j ovem gestora de m arketing, eu fazia bem m eu trabalho, e fui recom pensada com proj etos interessantes e várias prom oções. Mas, com o trabalhar no m arketing de um a grande corporação não com binava com m inha personalidade, não conseguia encontrar o encaixe perfeito. Eu acertava, m as não havia real tranquilidade. Sem pre existia um elem ento de estresse e de resistência, que vinha da sensação de estar no em prego errado da raquete. Eu acertava a bola, m as no ponto errado da raquete.

Um a década depois, em bora continuasse “acertando”, m e sentia fora do m eu ponto de equilíbrio de novo; dessa vez não necessariam ente por m e encontrar na área errada. Havia atividades que eu am ava, m as o problem a era a estrutura do m eu trabalho. Eu tinha um livro na lista dos m ais vendidos e um a posição de prestígio com o diretora executiva do reverenciado centro de pesquisas da Universidade de Berkeley – m as estar fora do m eu eixo era exaustivo e acabou prej udicando m inha saúde.

Com o m ãe, tam bém há dias nos quais perco com pletam ente o equilíbrio.

Não que eu falhe em m inhas obrigações, m as, quando isso acontece, alim entar as crianças e colocá-las para dorm ir, por exem plo, m e deixa exausta. Consigo dar conta de tudo, m as encarar essa rotina tão trivial torna-se um fardo.

Quando estam os fora de nosso eixo, sej a no em prego ou em casa, não só sentim os m ais fadiga e exaustão, com o tam bém deixam os de atingir nosso potencial m áxim o. Perdem os a sensação de “fluxo”, que é quando o tem po para e os sentim entos de pressão desaparecem , e a vida e o trabalho não parecem m ais tão difíceis.

Atletas aum entam suas chances de atingir aquele ponto perfeito – o equilíbrio, para onde todas as forças parecem convergir – no m om ento em que aprendem a “sentir a tacada”. A sensação de encaixe exato é clara, e eles sabem intuitivam ente que tudo está alinhado.

Atingir o ponto de equilíbrio não exige pensam ento consciente; nossa m ente inconsciente dem onstra, através do corpo, que estam os lá. O conhecim ento inconsciente é poderoso – e m uito m ais abrangente do que o consciente. Pense que o cérebro consciente processa inform ações a m ais ou m enos 50 bits por segundo, enquanto a m ente inconsciente as processa a cerca de 11 m ilhões de bits por segundo. Cinquenta contra 11 m ilhões. Não é um a diferença pequena, e significa que nossa m ente inconsciente está o tem po todo nos inform ando acerca das experiências que vivem os, tanto internas com o externas, por m eio do nosso corpo. É só prestarm os atenção.

Tente dar ouvidos ao que seu corpo lhe diz neste exato m om ento. Fale algo profundam ente falso em voz alta, de preferência para outra pessoa. Algum a coisa com o “eu adoro quando m eu chefe m e hum ilha na frente da equipe” ou “eu am o ter gastrite”. Com o seu corpo reage? A reação é m uito sutil: um espasm o m uscular quase im perceptível, um a tensão no m axilar ou um a leve contração dos om bros. Quando digo coisas que m inha m ente inconsciente odeia, m eu corpo tenta m e alertar. Se passo tem po dem ais fora do m eu ponto de equilíbrio, fazendo aquilo que m e parece errado, acabo sentindo algum a dor.

Agora diga em voz alta qualquer coisa que sej a verdade para você, com o “am o o m ar” ou “adoro em balar o m eu bebê”. Com o seu corpo responde? Quando falo, ou ouço de outra pessoa, um a afirm ação m uito verdadeira para m im , sinto um “arrepio da verdade”. Se estou enfrentando um a questão com plicada e de repente a resposta certa m e ocorre, tenho “lágrim as da verdade”. Elas m e proporcionam um a sensação qualitativam ente diferente das lágrim as que vêm do pesar ou da dor.

Buda certa vez disse que “assim com o podem os reconhecer o oceano porque ele sem pre tem gosto de sal, tam bém reconhecem os a luz porque ela sem pre tem gosto de liberdade”. Nosso ponto de equilíbrio tem gosto de liberdade e força. Fora dele, o gosto é de restrição e contrição. Na vida, assim com o nos esportes, sentim os no corpo o desgaste por não estarm os bem . Os om bros incom odam , as costas doem , o estôm ago revira. Sentim os a resistência quando acertam os a bola com a beirada da raquete. Talvez a bola até passe da rede – ou apareça algum cliente ou prom oção –, m as sentim os a tensão.

As táticas norm alm ente usadas para dar conta do trabalho – fazer m uitas coisas ao m esm o tem po e usar a tecnologia para am ontoar m ais obrigações – tendem a sair pela culatra. Foi o que aconteceu com igo: fiquei doente, exausta e m uito m enos produtiva, feliz e inteligente do que sou agora. Encontram os o equilíbrio ao com preender a arquitetura da nossa m ente e a biologia da tranquilidade. Mudam os a vida para m elhor quando usam os táticas que fluem em harm onia com nosso cérebro e nossa fisiologia, não contra eles.

Para m uitas pessoas, estar em equilíbrio consiste em voltar a viver com tranquilidade. E tranquilidade significa coisas diferentes para indivíduos diferentes. Alguns buscarão este livro porque precisam navegar em águas m enos turbulentas. Outros, porque necessitam im pulsionar sua criatividade e sua habilidade de m anter um alto desem penho num a econom ia m uito com petitiva. Há aqueles que procuram apenas um a vida m ais prazerosa e gratificante. Muitos são com o eu era, felizes de m odo geral, m as tam bém exaustos e sobrecarregados.

Não im porta qual sej a o seu propósito: todos podem os encontrar nosso ponto de equilíbrio e dele tirarm os a força para nos tornar m ais produtivos e bem -sucedidos, assim com o a tranquilidade e a liberdade para conquistar a felicidade.

COMO APRENDI A “SENTIR A TACADA”

Eu não tinha dúvida de que precisava parar de viver num estado constante de “lutar ou fugir”. Li, analisei, testei e refinei toda a literatura científica, dados em píricos e segredos de especialistas. Minha m eta era criar um a “equação do ponto de equilíbrio” – um a fórm ula para sentir o gosto de força e tranquilidade com m ais frequência. Este livro é a aplicação prática da equação. E não é nada m uito com plicado.

Faça um Intervalo + Ligue o Piloto Autom ático +

Livre-se das Am arras + Cultive Relacionam entos +

Tolere Algum Desconforto = O Ponto de Equilíbrio Fazer um intervalo é um a

m aneira de aum entarm os nosso poder cerebral. Trata-se de nos perm itirm os

um a pausa do estado de estafa e tam bém de converter estresse em energia

produtiva e criativa. Quando usam os a habilidade natural do nosso cérebro de

funcionar no piloto autom ático, deixam os que os hábitos suportem o peso de

fardos que esperávam os que a força de vontade carregasse. Quando nos

livram os de nossas am arras, deixam os para trás coisas que nos

sobrecarregavam , com o o toque constante do sm artphone. Cultivar

relacionam entos e vínculos com outras pessoas pode soar piegas (ou difícil), m as

há estudos científicos que dem onstram que ganham os m uito fazendo isso.

Ser capaz de tolerar um pouco de desconforto consiste em três habilidades essenciais: (1) fazer o necessário para desenvolver a excelência, o que torna as coisas m ais fáceis; (2) ter a coragem de seguir sua paixão e seu propósito em vez de im itar a m ultidão; e (3) ser capaz de se recuperar diante das dificuldades.

Para dem onstrar quão rapidam ente essa equação pode ser posta em prática, ao final de cada capítulo destaco um a form a de atingir o seu ponto de equilíbrio, um a m aneira bastante sim ples de trazer m ais tranquilidade para sua vida.

Cada parte dessa equação – e cada capítulo deste livro – busca gerar m ais força e tranquilidade. Não se trata de um a form a de dizer “olha, é só relaxar”. Nada m e deixa m ais tensa do que ouvir isso! Tam bém não se trata de ter, fazer ou ser m enos. Tam pouco exige um a im ersão no trabalho que im plique distanciam ento da fam ília e da vida pessoal, nem o contrário.

Sou a prova viva de que não é preciso sacrificar o sucesso para ser m ais feliz nem com prom eter a felicidade para obter sucesso no trabalho. A tranquilidade nos torna m elhores pais, am igos, líderes, trabalhadores, ativistas, artistas e colegas. Aprender a “sentir a tacada” nos torna m ais criativos, inteligentes, am ados e produtivos em todos os aspectos.

As m udanças que recom endo aqui nem sem pre serão fáceis de realizar. Infelizm ente, não posso prom eter um a sem ana de quatro horas de trabalho. Mas tam bém não insistirei para que você faça um a transform ação drástica, com o trocar de carreira ou ir m orar no cam po e j ogar o celular no lixo. Nossa vida é um conj unto de engrenagens interligadas de diferentes tam anhos. Em geral, tentam os m elhorá-la m odificando as peças m aiores: casando ou divorciando, m udando para outra cidade ou pedindo dem issão. Às vezes é m esm o necessário girar esse m ecanism o. Mas as engrenagens m aiores são difíceis de m over. Este livro vai aj udar você a m udar as m enores, aquelas que correm com relativa facilidade. E, com o todas estão interligadas, ao aj ustarm os um a engrenagem m enor, as m aiores tam bém se m overão – e sem esforço.

Você pode pensar em term os da Dose Mínim a Eficaz (DME) – a m enor dose necessária de um m edicam ento para gerar um a m udança clinicam ente significativa na saúde ou no bem -estar. Eu tive que encontrar a DME para tudo em m inha vida: sono, m editação, postagens no blog, verificação de e-m ails, voluntariado na escola, aj uda na lição de casa, tem po com m eus filhos, trabalho dom éstico. Precisei aceitar que “m ais” não era necessariam ente “m elhor” e que nossa cultura de extrem o dinam ism o, além de m e afastar da m inha DME, m e forçava a ultrapassar a “Dose Máxim a Tolerada”, quando um a atividade (ou droga) torna-se tóxica e com eça a causar reações adversas.

Minha vida se reform ulou de form a drástica desde o dia em que fui parar no hospital. Algum as m udanças aconteceram nas engrenagens grandes: m odifiquei m inha estrutura de trabalho e m e casei novam ente; nosso cachorro de 15 anos m orreu e adotam os um filhote; m eus filhos entraram no ensino m édio e m e tornei m adrasta dos dois filhos do m eu m arido. Mas as verdadeiras m udanças não foram decorrentes de eu ter um novo em prego, um novo m arido, um cachorrinho ou filhos m ais velhos. Na verdade, a m aioria delas ocorreu depois de eu reencontrar m eu ponto de equilíbrio.

Com o você pode im aginar, as m odificações recentes im plantadas no trabalho e em casa trouxeram m ais estresse; e tam bém m ais alegria. Mas não foram apenas essas grandes m udanças que m elhoraram m inha vida. Eu havia passado os anos anteriores aj ustando engrenagens pequenas e m e arm ando com pequenas doses de força e tranquilidade; ao fazê-lo, reprogram ei m eu cérebro para ser feliz e m anter níveis sustentáveis de alto desem penho – com profunda alegria, produtividade e inteligência. Redirecionei a energia que o estresse sugava para atividades, hábitos e com portam entos que renovam a m inha vitalidade – em vez de desperdiçá-la – e criam sucesso, saúde e felicidade.

Estou longe de ser perfeita. Mas agora consigo construir hábitos m ais saudáveis, sem agravar o estresse que antes m e consum ia. Por exem plo, estou criando o costum e de m anter a cozinha lim pa o tem po todo, em vez de deixar a louça acum ular. Estabeleço novos com portam entos e habilidades a serem executados pelo piloto autom ático, reconfigurando conscientem ente a m inha vida. Com um pouco de conhecim ento, você tam bém pode prom over m ais força e tranquilidade no seu cotidiano.

Em últim a análise, recriei m inha vida a partir do conhecim ento de que há tem po, dinheiro e am or suficientes – e que eu sou suficiente. A filantropa Ly nne Twist cham a isso de estado m ental suficiente: A suficiência não está dois passos acim a da pobreza e um passo abaixo da abundância. Não é um a m edida de m ínim o ou m áxim o necessário. É um a experiência, um contexto que geram os; um conhecim ento de que há o bastante, e de que nós som os o bastante.

Você tam bém pode aprender a viver num contexto de suficiência; com abundância de tem po, de dinheiro, de am or e de todas as coisas que desej a. Em nossa cultura m aterialm ente rica, m as espiritualm ente pobre, é com um esquecerm os quão im portante é am ar a vida que levam os. Mary Oliver escreveu: “No fim das contas, tudo m orre, e cedo dem ais. O que você pretende fazer com sua única, preciosa e selvagem vida?”

Então, o que você vai fazer com sua única vida? Sugiro que encontre seu ponto de equilíbrio: aquele lugar onde tem , ao m esm o tem po, grande força e m uita tranquilidade.