O Verdadeiro Poder
6.3 Análise do Fenômeno
A comparação de indicadores ajuda a localizar as oportunidades de ganhos e alerta as pessoas da empresa de que existe “espaço de manobra”.
Conhecimento do Histórico do Problema: Finalmente devemos fazer um gráfico do indicador do problema em função do tempo e saber de seu comportamento. Está piorando? Está melhorando? O problema já foi resolvido? Existem variações quanto às estações de clima do ano? Ao levantar estes dados também é conveniente levantar as oportunidades de ganhos, principalmente financeiros, associados à solução do problema.
Observando-se a Figura 6.1, verifica-se que, quando se tem o problema maior desdobrado em problemas menores e novos alvos estão sendo delineados, é importante fazer uma nova Análise Funcional específica para aquele novo alvo com novos indicadores que lhe são característicos.
Verificação da relação custo/benefício: Nas empresas a maioria dos problemas (ou metas) está ligada ao desempenho financeiro (descobri que na área pública não é diferente). Na Análise Funcional o conhecimento do retorno financeiro da solução do problema deve ser atualizado continuamente por meio de uma avaliação do impacto real desta solução no EBITDA da empresa. Isto deve ser sempre feito levando-se em conta as condições gerais da empresa. O ideal é que se tenha um modelo simulador do EBITDA que responda às alterações promovidas pela solução de problemas. Uma mudança repentina de mercado poderá fazer com que a solução do problema deixe de ser prioritária. No caso de governos geralmente os recursos financeiros são escassos para o que se deseja alcançar, principalmente nas áreas de educação, saúde e segurança. O desafio principal da análise na área pública é buscar soluções que sejam eficazes e de baixo custo e ter a capacidade de alocar estes recursos em função das necessidades públicas mais prementes. Na área pública, com as melhores intenções, por falta de análise, gasta-se muito recurso escasso em “programas” totalmente desconectados dos verdadeiros problemas da população. Isto também é verdade em algumas empresas.
Um bom conhecimento do problema facilita em muito o processo de análise. Invista tempo e discussão em sua Análise Funcional!
6.3 Análise do Fenômeno
A Análise do Fenômeno e a Análise Funcional são os tipos de análise mais importantes para a alta administração da organização e devem ser bem feitas e detalhadas para que a solução dos problemas da empresa seja mais precisa.
A Análise do Fenômeno tem como principal objetivo conhecer melhor as características do alvo relacionadas ao problema e, principalmente, como
recomendou Descartes(3), dividi-lo em sistemas menores (Problemas Menores) para mais fácil solução. É comum ao analista iniciante se perder em análises de estruturas do alvo que nada têm a ver com o problema. Não se faz uma análise para “conhecimentos gerais” sobre o alvo. A análise tem que ser focada no problema e é por isto que se chama “Análise do Fenômeno” ou “Análise do Problema”. Neste tipo de análise temos que responder às perguntas:
(a) Como é a estrutura formadora do problema?
(b) Como se organizam os fluxos dos processos formadores do
problema?
Se o problema for relativo a “Custos” e fizermos um diagrama de árvore para analisá-lo, teremos um diagrama de árvore de custos! A Análise do Fenômeno consta essencialmente da desagregação de um problema complexo em outros menores, o que permite:
(a) A divisão do trabalho maior em partes com condições de melhor
gerenciamento.
(b) O estabelecimento de prioridades entre os problemas menores.
(c) O entendimento da responsabilidade de cada indivíduo a quem foi
alocada a solução de cada Problema Menor.
Neste tipo de análise dois conceitos são muito importantes: a Estratificação e a Priorização, como mostra a Figura 6.4.
Figura 6.4: Modelo do Processo de Análise do Fenômeno.
A estratificação é uma atividade simples, mas que exige conhecimento técnico do problema para que possa ser bem feita. A estratificação tem como objetivo desagregar um problema e isto pode ser feito de duas maneiras, usando os modelos descritos no Apêndice:
(a) Análise Estrutural: Analisando as características verticais do alvo
relacionadas ao problema.
(b)Análise do Fluxo dos Processos: Analisando as características
horizontais do alvo relacionadas ao problema.