Paris Apaixonada
Sopa de galinha
Atraj etória da m inha m ãe foi da riqueza à pobreza. Ela sem pre disse que nunca havia aprendido a cozinhar porque crescera em um a casa com cozinheira e diversos em pregados. Porque estes fatos sobre a m inha m ãe vieram à tona enquanto eu crescia em um a casa de fazenda dilapidada, eu era fascinada com a ideia de que ela costum ava viver com o um a princesa.
Eu a im portunava para m e contar detalhes; m inha história preferida era
sobre a vez em que ela se escondeu no carrinho de bebidas enquanto estava sendo transportado para a sala de estar, rolou para fora, e vom itou no pé do m eu avô. O ponto alto da história para ela foi o m om ento em que m eu avô genialm ente declarou que sua única filha estava livre para vom itar onde lhe aprouvesse. Este detalhe nunca m e interessou – m eus irm ãos e eu não dem os valor ao nosso direito de vom itar pela casa. Eu queria m esm o ouvir sobre o carrinho de bebidas: suas fileiras de copos em form ato de funil, suas garrafas tilintando suavem ente, o rufar do avental engom ado quando a em pregada servia aos m eus avós os prim eiros coquetéis da noite.
Não havia com o negar que a fortuna da fam ília havia se dissolvido desde
aqueles tem pos dourados. Em vez de casar-se com um herdeiro do universo banqueiro, m inha m ãe inexplicavelm ente casara com um filho de fazendeiro; e m ais, seu noivo era um poeta, e poesia é m uito m ais difícil de vender do que m ilho. Quando m eus pais haviam acabado de casar, sua casa não tinha nem água encanada.
Segundo a história, m inha m ãe – lançada às adversidades e forçada a
cozinhar ou falhar – aprendeu a fazê-lo usando o livro 29 The Joy of Cooking. Eu
nunca realm ente acreditei nesta história. Era indisputável que, com m aestria, ela cozinhava m ingau de aveia, assado, e um bolo que ela cham ava de Bolo-que-Nunca-Falha (o próprio nom e sugere com o se encerravam m uitas de nossas refeições). Mas ela passava a m aior parte do tem po abarrotando m eus irm ãos em cam isas brancas para o j antar, nos ensinando com o gentilm ente quebrar a casca de um ovo cozido no suporte de porcelana, e nos instruindo nos m istérios de um a m esa posta com a prata da fam ília, que ela insistia em usar em todas as refeições. Na verdade, sua excepcional habilidade para estragar um a receita – com o dar até ao Bolo-que-Nunca-Falha um gosto m etálico, por exem plo – não pode ser atribuída a Irm a S. Rom bauer. Minha m ãe ressentia o fato de ter investido tem po e energia na cozinha; por dentro, ela sentia que este era o trabalho de outra pessoa. Ela não estava tão interessada em qual era o gosto da com ida.
Tam bém eu nunca superei nosso passado perdido de sangue azul;
eventualm ente este fascínio tornou-se característica de Eloisa Jam es. Se as heroínas dos m eus livros rom ânticos não nascem fantasticam ente ricas, elas o serão até o final do capítulo, e – para um a m ulher – elas crescem com em pregadas.
Ainda assim , um a coisa que aprendi m orando em Paris é que, ainda que eu
estej a cercada de aventais engom ados, eu nunca trocaria um a vida privilegiada pela habilidade de cozinhar. Parisienses dedicam tem po considerável à cozinha. Nos últim os seis m eses, tam bém eu com ecei a dedicar tem po e energia a cozinhar; eu até li alguns livros sobre o assunto. Em um a determ inada sem ana, adicionei com inho a tudo, de ovos a carneiro. Alguns pratos deram certo, outros não. Adicionei lavanda granulada a um bolo de chocolate (não ficou m uito bom ), e vodca a sopa de beterraba (m uito bom ). Eu não perdi tem po aprendendo a cozinhar coelho defum ado em m adeira de m acieira com óleo de trufa. Dediquei m eu tem po às coisas sim ples: risoto, um bom caldo, sopa reconfortante.
Então, convidam os novos am igos para j antar, incluindo, em um a noite
notável, um banqueiro com um estôm ago com o o de Falstaff (personagem de Shakespeare). Ele é o tipo de francês que, pelo m enos na m inha im aginação, serve-se em carrinhos de bebida e gosta de pé de porco com lentilha. Eu servi-lhe sopa de galinha.
Ele pediu para repetir.
Então... para vocês que podem querer deslum brar hom ens franceses nos
seus futuros, aqui vai a m inha receita de sopa de galinha:
SOPA DE G ALINHA com Limão Siciliano e Cevada: A prim eira coisa que você deve fazer é o caldo de galinha. Aqui na França, eu não consigo achar caldo de galinha industrializado que sej a aceitável, então eu o faço do zero; realm ente, não é com plicado. Rem ova a pele de quatro ou cinco coxas de galinha. Coloque-as em um a panela grande, j unto com cebola cortada, um a ou duas cenouras, um pouco de aipo, sal e pim enta, e m uita água. Cozinhe esta m istura m uito, m uito vagarosam ente (com as bolhas apenas subindo) por algum as horas (pelo m enos três).
Quando o caldo j á estiver em andam ento, faça a cevada: cozinhe um a
xícara de cevada em fogo brando com quatro ou cinco xícaras de água. Quando estiver m acia, coe a cevada, m as reserve a água para adicionar ao caldo.
Quando o caldo estiver pronto, escum e a espum a. Em seguida, rem ova as
coxas de frango e, quando estiverem suficientem ente frias, desfie a carne dos ossos e reserve para a sopa. Coe o caldo e reserve.
Agora que você tem o caldo de galinha, é hora de fazer a sopa em si – o
restante é ainda m ais fácil.
Fatie um pouco de alho-poró, se você tiver, m as tam bém pode usar cebola.
Se você tiver alho-poró, ponha um pouco de m anteiga na sua (agora, vazia) panela em fogo baixo; use azeite se você tiver cebolas. Enquanto o alho-poró, ou a cebola, estão refogando, pique em pedaços m iúdos um pedaço de gengibre e dois ou três dentes de alho. Você tam bém pode usar um pouco de capim lim ão am assado neste ponto, se tiver. Eu nunca consigo cozinhar capim lim ão corretam ente (sem pre fica duro), m as ele adiciona um sabor m aravilhoso à receita. Despej e tudo j unto com o alho-poró/cebola. Cozinhe até que você possa sentir o cheiro, m as cuidado para evitar que doure. Então, adicione a galinha desfiada e a cevada, e derram e o caldo. Cozinhe em fogo baixo por aproxim adam ente m eia hora. Adicione sal a gosto.
Para o toque de lim ão siciliano, esperm a dois deles e bata o suco com duas
gem as de ovo. Tire a panela do fogo e bata a m istura com a sopa, com cuidado para os ovos não se separarem e talhem . Em seguida, coloque a panela de volta no fogo e m exa vigorosam ente por um tem po, até que os ovos cozinhem .
Esta sopa é excelente para os enferm os (gengibre, lim ão quente e galinha;
preciso dizer m ais algum a coisa?) e um tônico para pessoas tristes (total reconforto). E fica m elhor ainda no dia seguinte.
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No Le Bon Marché: um a vitrine com lindos sapatos de grife em tons de j oias. Sobre os sapatos, estavam pendurados pequenos e fofos tutus, com o se dentes-de-leão brancos com o a neve estivessem flutuando no céu.
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Na França, o Estado fornece assistência a crianças quando as escolas estão fechadas nos feriados e férias. Então, ontem Alessandro levou Anna para o centre de loisir – centro de lazer, ou acam pam ento de um dia – da vizinhança. Ela segurou firm e na m ão dele, e disse m ais tarde que podia sentir que estava ficando pálida de m edo. Mas ela voltou para casa feliz, tendo feito três am igos. “Quando precisei falar francês, falei” ela m e disse. “As palavras sim plesm ente saíram da m inha boca!”
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Cheguei cedo para buscar Anna no acam pam ento, então, li todos os avisos e um a placa do lado de fora “em m em ória dos alunos desta escola deportados de 1942 a 1944 porque eram j udeus.” Mais de trezentas crianças do 9o arrondissement foram enviadas para cam pos de concentração; a placa prom etia Ne les oublions jamais. Eles j am ais serão esquecidos. Quando Anna saltou para o lado de fora, eu estava chorosa, m as ela não percebeu. O ar estava agradável e cheirava a prim avera, então, sentam os na calçada de um café para um a taça de vinho (eu) e Orangina (ela). Anna colocou um urso polar de argila, feito naquele dia, em cim a da m esa. “Seus braços e suas pernas caíram ”, ela disse, cuidadosam ente arrum ando os pequenos pedaços ao lado do corpo, com o em um rito fúnebre sacram ental. “O nariz tam bém ”, ela adicionou, com bastante desânim o.
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As frutinhas caíram dos arbustos do hom em sem -teto; talvez isso signifique que a prim avera está se aproxim ando? Hoj e, a entrada da barraca estava parcialm ente aberta, e trocam os educados Bonjours. Eu dei um a m oeda diretam ente para ele, em vez de colocá-la em sua tigela, o que parecia ousadam ente íntim o. “Ça va?” perguntei. “Tudo bem ?” “Oui,” ele disse. “Ça va bien.” Está tudo bem .
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Estou trabalhando em um artigo acadêm ico sobre um a peça teatral de 1607 com referências obsessivas a tafetá de seda, então, estou lendo panfletos baratos daquela época, na tentativa de detectar tendências de m oda. Deparei-m e com isto em um pequeno livro de “gracej os” ingleses: “A coruj a e a andorinha trazem o inverno e o verão, m as o rouxinol e o cuco falam apenas de tem pos felizes.” Deveríam os todos ser m ais com o o rouxinol, talvez; eu dispenso o cuco.
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Ontem , Anna chegou em casa do acam pam ento com os olhos arregalados e as m ãos nas cadeiras. “Mam ãe! Você não deveria m e m andar para este tipo de lugar: os professores são violentos!” Após m aiores investigações, pareceu de fato que os professores eram vigorosos – ela reportou que um deles havia “atirado” um a cadeira. Contudo, dada a m inha longa experiência com os episódios dram áticos de Anna, suspeitei que a cadeira do professor tivesse caído. “O que as outras crianças acharam ?” perguntei. “Elas pareceram não perceber”, Anna reportou. A vida dela é m uito m ais interessante por causa das coisas que ela vê, que ninguém m ais parece perceber.
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Alerta de restaurante parisiense! Um novo am igo nos levou para um restaurante libanês com um a salada avinagrada e deliciosa, cordeiro bem quente, e gloriosas sobrem esas que não eram doces dem ais: cubos de gelatina rosa shock enrolados em delicados flocos de coco, baklava que não deixou os dedos grudentos com m el. Cham a-se Assanabel, e de bônus, as loj as no entorno vendem Chanel, Gaultier e Sonia Ry kiel.
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Meu tio-avô Claude tinha um a servente cham ada Eugénie que lhe trazia água quente para barbear enquanto ele ficava de preguiça na cam a. Ele tam bém descreve com o ela ficava perto dele segurando um a flor de lapela enquanto ele aj ustava sua gravata. Tento im aginar um a servente fazendo o m esm o para Alessandro, e falho. Ele detestaria a intrusão. Eu, por outro lado, provavelm ente conseguiria tolerar.
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Receberem os convidados j ovens em alguns dias, então Anna e eu fom os até um a m aravilhosa m ercearia j aponesa cham ada Kioko para com prar sua bebida preferida, adorada por todas as crianças: refrigerante azul claro com um a bola de gude na tam pa. Para abri-lo, você precisa enfiar a bola de gude pelo gargalo, o que causa um a forte efervescência e, por um m ilagre de engenharia, fica presa, incapaz de subir ou descer, não im porta o quanto a criança sacuda a garrafa. O que elas invariavelm ente fazem .
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Alessandro e eu acabam os de fazer um a agradável cam inhada até Montm artre, o distrito da luz verm elha e lar do Moulin Rouge, o cabaré onde dançarinas de rostos im passíveis alinham -se para alavancar suas pernas bem acim a das cabeças dos turistas. Ao passar por um casal de braços dados na faixa dos sessenta anos, não pude deixar de pensar em com o eu acho m ais cansativo arrum ar-m e hoj e em dia, do que quando eu estava nos m eus vinte anos. Mas quão m ais difícil seria se você fosse um travesti de sessenta anos? Cuidadosam ente em poando um nariz ossudo... base pós-barba... o puro aborrecim ento do proj eto com o um todo.
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Na noite passada, fom os ao m ais antigo restaurante de ostras em Paris: Brasserie Wepler, fundado em 1892. Estava lotado de clientes em grupos fam iliares e encontros rom ânticos; um a belíssim a j ovem que parecia ter saído de um a pintura Pré-Rafaelita chegou com seu parceiro com ares de poeta. Eles foram colocados em um a m esa perto de um senhor de idade que j antava sozinho, após terem apertado as m ãos de todos os garçons. Com er aquelas ostras foi com o m ergulhar em ondas do m ar, provar o frescor selvagem do oceano, seu sal, o leve gosto estrangeiro de águas profundas... A com ida que seguiu foi, infelizm ente, decididam ente inferior. Mas, quem sabe, apenas pelas ostras, a viagem tenha valido a pena.
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Minha colega de quarto dos tem pos de faculdade, Marion, chegou para nos visitar com seu m arido, Lou, e seus filhos. Durante o alm oço em um pequenino bistrô aconchegante, seus dois filhos e Anna praticaram sinais de quadribol, esporte dos livros de Harry Potter. Não prestam os atenção neles até que um a repentina onda de barulho nos forçou a fazê-lo, e vim os que um j ogo de polícia e ladrão havia com eçado. Apavorada, Marion berrou, “Nada de brincadeiras de arm as – não em um restaurante francês!” Com o se m enininhos franceses não andassem orgulhosos por aí usando suas baguetes com o arm as de brinquedo.
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As notas de Anna em francês foram m iseravelm ente baixas (em torno de 2 de 10 em um teste m ediano). Mas aquela sem ana no acam pam ento francês fez toda a diferença. Ela saiu da escola dançando de felicidade. Ao olhar rapidam ente o seu teste, sua professora exclam ou, “Oh, m inha nossa! O que aconteceu com você?!” Anna tirou nota 9 de 10, m elhor do que qualquer outro aluno no seu grupo. Ela cantou até chegar em casa, e nós com em os bife e sorvete para celebrar.
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Na rue du Fabourg-Montm artre, subitam ente fiquei paralisada em frente a um a loj a de roupas vintage com o charm oso nom e de Asphodèle, que significa “narciso”. Pendurada na vitrine estava um a bolsa cor de crem e perolado, toda estam pada em relevo com a logo da grife YSL. Eu podia ver a m ão da Jackie Kennedy vestida de luva pegando a bolsa, ou Catherine Deneuve a colocando ao lado de sua cadeira enquanto alm oça no Hôtel de Crillon.
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Luca voltou da viagem de esqui com um largo sorriso. A única falha foi quando ele trom bou seu snowboard contra um esquiador, e depois disso, ele sim ultaneam ente pediu desculpas em francês (para o esquiador), defendeu-se em inglês (contra um observador crítico), e queixou-se em italiano para os am igos que o aguardavam . E, só para que ele se sentisse ainda m ais descolado... ele passou algum tem po com veteranos.
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Na noite passada, Alessandro e eu liberam os os nossos am igos visitantes para um j antar rom ântico a dois enquanto pedim os com ida em casa para j antar com as crianças e as colocam os para dorm ir. Algum tem po depois, Sadie, de seis anos, acordou em prantos, pedindo por sua m ãe. Então conversam os sobre com o sua m am ãe estava linda em seu vestido preto sofisticado, cheia de brilho e anim ada por estar em Paris. Cantei canções de ninar, e coloquei seu rostinho suado e grudento de lágrim as no m eu om bro, e pensei que, em um piscar de olhos, Sadie estará cantando para seus próprios filhos.
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Enquanto eu cam inhava pelo boulevard des Invalides, eu pude ver os arbustos do hom em sem -teto pontilhados de verm elho – m as eu sabia que suas frutinhas haviam caído. Cheguei m ais perto e descobri que ele havia pendurado pequenas bolas de Natal intensam ente verm elhas nos arbustos. Ele apontou para suas pequenas árvores e riu: feliz por ter achado beleza descartada, ou talvez que lhe tenha sido dada.
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Marion e Lou nos levaram para j antar hoj e à noite. Marion estava decidida que deveríam os ir a um restaurante com pelo m enos um a estrela da Michelin, então, Lou e eu pesquisam os as (m uitas) possibilidades e escolhem os Stella Maris, que significa “estrela-do-m ar.” O chef é j aponês, contudo, a com ida é francesa; nós acham os que sua estrela provavelm ente foi ganhada com m uito esforço. De fato, a refeição foi m aravilhosa, em bora tenham os chegado à conclusão de que os amuse-bouches, dos quais havia dois ou três, estavam m elhores do que as entradas. E que ninguém deveria gastar aquela quantidade de dinheiro em com ida.
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Pelo visto, o visual de “professor universitário distinto” está em alta dem anda em Paris. Só na sem ana passada, um j ovem encostado em um a entrada piscou e acenou para Alessandro; um a senhora solitária tom ou o m om ento oportuno – quando eu estava paralisada por um a loj a especializada em “saltos altos, de todos os tam anhos” – para aproxim ar-se dele. “Talvez eles achem que sou francês”, ele disse, um pouco presunçoso. “Talvez eles achem que você tem um a carteira,” eu disse, cruelm ente. Seu sorriso m urchou, e lem brei dos m aridos que têm egos sensíveis, m esm o que eles coletem seus elogios de lugares im prováveis.
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Alugam os nosso apartam ento parcialm ente por causa de suas m olduras floridas; não tínham os ideia de que entre as atrações estava o fato de que ele ficava a dois blocos da m ais antiga confiserie, ou loj a de doces, em Paris: À la Mère de la Fam ille, fundada em 1761. É um banquete para os olhos tanto quanto para o paladar: delicadas violetas cristalizadas, ovos açucarados em tons pastéis e graciosas m açãs de m arzipã, no tam anho próprio para um a festa de chá de bonecas – ou um a doce m ordiscada no Jardim do Éden.
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Ontem assisti enquanto Marion dava à Sadie, de seis anos, o “visual da passarela” que Sadie havia escolhido de um a grande palheta de som bras para os olhos. Marion passou o seu dedo sobre o rosa claro, e espalhou sobre a pálpebra de Sadie. “Agora, um pouco de azul esfum açado na parte de fora,” ela m urm urou, m ergulhando o seu dedo no rosa novam ente. Ela olhou para o cartão de instruções que Sadie havia escolhido. “Um pouco m ais de azul...” Ela passou um pouco m ais de rosa no canto dos olhos ilum inados de Sadie. “Pronto, você está deslum brante!” E ela estava, pronta para a passarela, sem qualquer cor em suas pálpebras. “Você é tão boa nisso, Mam ãe”, Sadie disse – e eu não poderia discordar.
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O hom em sem -teto deve ter algum adm irador que é florista! Hoj e ele tem dois novos arbustos com frutinhas verm elhas com o feij ão.
29 N.T. Joy of Cooking ou The Joy of Cooking, um dos livros m ais publicados nos EUA com m ais de 18 m ilhões de cópias vendidas, é de autoria de Irm a S. Rom bauer. Após perder o m arido, a autora, então m ãe e dona de casa, decide escrever e publicar um livro de receitas com o form a de fonte de renda, o que tam bém a aj uda a lidar com o seu estado em ocional fragilizado.