Paris Apaixonada

Eloisa James · Capítulo 6 de 21

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Paris Apaixonada

Sofrimento

 

Acom etida por um resfriado terrível, m e esgueirei de volta pra cam a depois que as crianças foram para a escola e m ergulhei na livro de m em órias de Kate Braestrup, Here if You Need Me. Ela exerce um cargo de capelania ligado ao departam ento de busca e resgate do Serviço Florestal do Maine, e seu livro com eça quando ela encontra-se inesperadam ente viúva, com quatro filhos pequenos.

Eu com ecei a chorar na hora, até avançar um pouco m ais no capítulo,

quando o filho dela de sete anos de idade deu a entender que seu pai j á havia re-encarnado. Com o um tigre. Neste m om ento, eu ri em alto e bom tom , o que acabou tornando-se um padrão: em ocionada até chorar, aliviada pelo riso. De vez em quando, eu olhava para o céu azul acinzentado e frio de Paris, m e aninhava ainda m ais em m inha colcha de retalhos, e puxava outro lenço de papel.

Alessandro veio checar se eu estava bem em um determ inado m om ento,

sim patizando com o m eu resfriado, m as m uito reprovador quando se deu conta de que a pilha de lenços encharcados era o resultado de lágrim as em vez de um vírus. “Eu nunca choro quando leio”, ele afirm ou, com perfeita veracidade. Sua leitura noturna, um a biografia de Catarina, a Grande, não parecia propensa a gerar lágrim as, até de alguém suscetível ao sentim entalism o com o eu. Seu livro tam bém não parecia m uito divertido, especialm ente depois que perguntei sobre a única coisa que eu sabia sobre Catarina – a saber, seus supostos encontros eróticos com equinos – e ele apenas inform ou que a im peratriz era um a fem inista m al com preendida cuj o inventário sexual, ainda que copioso, era, contudo, conservador. Nenhum m otivo para chorar aqui.

Eu enxotei m eu m arido do quarto e m e voltei m ais um a vez para o m eu

livro e m eus lenços de papel. Braestrup escreve sobre um “m om ento chave” – o segundo quando você recebe notícias que m udam a sua vida para sem pre. Eu não chorei apenas pelo seu coraj oso e engraçado m arido policial estadual, nem pela criança que se afogou na piscina congelante, nem pelo guarda florestal que dobrou os seus braços para dem onstrar a Kate com o ele retirou aquela criança do lago – m as sim pelo m edo daquele m om ento chave na m inha própria vida, e por pura gratidão e alívio de não ter passado por isso ainda.

Enquanto eu lia, silenciosam ente lem brei que Anna estava m uito crescida

para se perder na floresta, que eu nunca fui dada a este tipo de program a, que Alessandro detestava piqueniques, que nunca perdíam os nossos filhos de vista, e que eu tinha m uito m edo de doença de Ly m e para sequer chegar perto de um a floresta. No m eio da leitura, fiz um a nota m ental para ficar longe do estado do Maine com o um todo. Entretanto, desde o prim eiro m om ento em que Braestrup descreve o acidente fatal de seu m arido, ela insiste que não im porta o quanto ou quão cuidadosamente ou quão prudentemente am em os nossos filhos ou m aridos ou cachorros, não existem garantias, e vidas podem ser arrancadas pela m orte a qualquer m om ento. Quando ela escreve sobre sofrim ento com o um a “coisa farpada do tam anho de um poste telefônico” no seu peito, a farpa dela coloca em perigo todas as partes do seu coração.

Mais tarde, Alessandro m e trouxe o alm oço: salada, um bife pequeno, um

pedaço de Cam em bert, um a tangerina, um a fatia de bolo de am êndoas para sobrem esa. Com em os em um com panheirism o silencioso, até que ele tentou tom ar o livro. “Que bem faz um livro destes?” ele queria saber. “Agora você vai sonhar com gente m orta.” Isso j á acontece de qualquer j eito. Apenas algum as noites antes, eu acordei no m eio de um a frase que usava Mãe com o pontuação. Eu encarei a escuridão por algum tem po, tentando m e lem brar sobre o que ela e eu falávam os. Estaríam os conversando sobre livros? Estaria ela sentada ao m eu lado, m e contando algum a coisa? Ou estaria eu tentando cham ar sua atenção, pronunciando o seu nom e?

É isto que Alessandro não entende. Um dia na cam a chorando por histórias

de estranhos perdidos nos dá perm issão para chorar por coisas que não tem os o direito de lam entar: m eus filhos estão vivos e m inha m ãe m orreu faz quase dois anos. Ainda assim , acordo pensando nela. Eu queria poder ligar para ela. Eu sem pre vou querer seus braços em volta de m im . Eu ainda quero chorar por ela.

 

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Minha irm ã, Bridget, e suas filhas estão nos visitando. O jet lag triunfou e não conseguim os sair do apartam ento antes das seis horas, quando j á estava escuro e chovendo. Andam os pela chuva até o Centre Pom pidou, o m useu de arte m oderna. Anna e suas prim as conversavam tão concentradam ente sobre o acam pam ento de verão que elas só perceberam que estavam em Paris quando um a barraca de crepes entrou no cam po de visão delas.

 

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Milo voltou ao veterinário para um a visita de acom panham ento. Para a tristeza de Marina, seu veterinário florentino classificou Milo com o obeso, m esm o depois de seus protestos, dizendo que “ele nunca com e”. Ao que parece, o olhar do veterinário repousou pensativam ente sobre o físico de foca de Milo, e depois ele disse “Ele pode estar te dizendo isso, m as todos nós podem os ver que ele andou m entido.”

 

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Nós fom os a um a farm ácia para com prar vitam ina C, e Bridget, ao pagar, confundiu cinquenta centavos com cinquenta euros (e, ao que parece, vitam ina C com ouro em pó); ela ofereceu ao farm acêutico três notas de vinte euros. O farm acêutico arregalou os olhos: “Ooooh, là là!”, ele exclam ou. Eu adoro os m om entos nos quais eu sinto com o se estivesse m orando dentro de um film e francês.

 

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“Nosso” sem -teto não é surdo-m udo, conform e Alessandro havia presum ido. Hoj e, ele falou, respondendo um “merci” quando Anna entregou um irrem ediavelm ente feio brinquedo verm elho que chia para o cachorrinho dele. Todos os dias, ele senta-se perto do guarda-corpo que protege os degraus do m etrô, m uito agasalhado e com aparência m iserável, com seu cão em um a caixa de papelão coberta por um a m anta, e um chapéu para o dinheiro na frente da caixa.

 

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Considero-m e um a acadêm ica antes de um a escritora de rom ances, então, eu tendo a gostar das cartas dos leitores apontando erros – especialm ente se o leitor está errado. Frequentem ente sou castigada por usar gírias que os leitores têm certeza de que são m odernas m as que, na verdade, são historicam ente precisas. Um exem plo dos m eus favoritos deste tipo de palavra vem de Caleb Crain na The New York Times Magazine; ele desenterrou um a carta de Keats, j ocosam ente inform ando aos seus irm ãos sobre a nova gíria para se dizer parar em um a

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taverna: “they call [it] ‘hanging out.’ ”

 

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Perm ita-m e ser a prim eira a adm itir: m eu peru de Ação de Graças não foi lá essas coisas. Na verdade, seu sabor trouxe à m ente o deserto do Saara. Era um peru estranho, em prim eiro lugar, porque veio cham uscado por ter sido depenado com fogo, e em brulhado em tiras de banha. O lado bom é que Bridget fez um m olho delicioso, e a am iga de Alessandro, Donatella, trouxe um a im itação de torta de abóbora com um a superfície laranj a brilhante. Era, na verdade, um a torta de crem e inglês com um brilho lustroso: com o se um a torta de abóbora tivesse ido à Chanel e se vestido apropriadam ente para a ocasião.

 

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O hom em sem -teto é de Bucareste! Alessandro e Anna puxaram conversa com ele hoj e no cam inho para a escola. Ele fala m uito pouco francês, então, Alessandro vai pesquisar algum as frases em rom eno. Ao que parece, o hom em disse que quer ir para casa. Eu tam bém quereria. Paris é um lugar frio e desesperançoso se você não tem nada a fazer a não ser sentar-se e esperar a chuva cair em você.

 

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Na Notre-Dam e: “Quantas pessoas m orreram construindo esta igrej a?” Anna perguntou. E assim , exasperada por m inhas respostas evasivas (“m uitas... não, m as do que dez”), ela parou em baixo do vitral de roseta. “Bem , quantas pessoas m orreram fazendo aquilo? Você nem sabe quantas pessoas m orreram botando isto lá em cim a?” Eu descubro, m ais um a vez, que crescer é sinônim o de desilusão com os seus pais.

 

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Eu fiquei fascinada por um padre na Notre-Dam e, sentado em um a m esa do tipo executiva atrás de um a vidraça a prova de balas, oferecendo confissões em francês ou árabe. Ele parecia nada m ais do que um bancário de baixo escalão, o tipo ao qual não se deveria confiar para fazer um a transferência internacional.

 

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Aparentem ente, o tem po tem estado frio e chuvoso em Florença há um a sem ana, o que está perturbando Marina. Milo tem que fazer um a longa cam inhada por dia para aj udá-lo a perder peso. Mas ela nunca o leva para a rua quando chove, porque ela diz que ele tem um a constituição delicada e não digere bem se sentir frio. Ninguém quer saber exatam ente com o ela diagnosticou esta fragilidade.

 

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Florent voltou da Itália, e ele e Alessandro encontraram -se novam ente. Ele ainda está apaixonado por sua bela garçonete italiana, m as não conseguiu usar nenhum a das frases rom ânticas que Alessandro lhe ensinou. Ele diz que acha que ela está interessada, m as não tem m uita certeza, por causa da barreira da língua. Sendo assim , ele e Alessandro falaram sobre o fato de que Florent está com prando terras de um vigarista que o considera presa fácil porque ele é estrangeiro. Existe apenas um a parede de pé nas terras de Florent, m as o italiano as quer vender com o se tivessem um a casa.

 

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A estação do Metrô Varenne abriga um a enorm e réplica d’O Pensador, de Rodin; em algum m om ento, um suj eito descortês fez um buraco na coxa da estátua, revelando que ela era com pletam ente oca. Essa m anhã, a cam inho da escola, Anna e eu com eçam os a debater sobre a fam ília de ratos que certam ente m orava ali dentro. Anna sugeriu que Mam a e Babbo dorm iam cada qual em um dedão d’O Pensador. Eu ressaltei que Mam a e Babbo gostavam de dorm ir j untos, e ela consentiu que eles pudessem dividir um dedão, enquanto os filhotes teriam um dedo m enor para cada.

 

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A m ais nova brincadeira da fam ília: im plicar com a Mam ãe por conta do pacote de cartões de língua francesa que todo m undo na fam ília j á decorou m enos moi. Vá em frente... pergunte-m e com o dizer sapo em francês. Eu acabei de aprender. Meu cartão favorito é la girafe.

 

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Bridget e eu levam os as m eninas para Versailles, fazendo um pequeno desvio em um a cabine de foto no m etrô. Mais tarde, Anna descobriu, para seu horror, que seu am ado chapéu de tricô azul havia desaparecido, o que a levou a lágrim as e ranger de dentes. No cam inho de volta, as crianças voaram até a cabine, m as estava vazia. Então, m inha sobrinha, Nora, gritou. Ao lado, encontrava-se enrolado um cobertor de algum a pessoa sem -teto, o chapéu pousado no topo. Mas nenhum sem -teto à vista. Então... ela o roubou de volta!

 

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A Galeria de Espelhos no Palácio de Versailles é graciosa, elegante e linda de cair o queixo. Afastei-m e para o m eio sonhando que eu era m em bro da noblesse ancienne, m inhas saias im aginárias se estendendo por um m etro para cada lado. Nós todas estávam os fazendo a visita guiada com áudio; e por cim a do elegante som de um hom em inglês m e inform ando sobre os detalhes arquitetônicos, escutei Anna dizer para a sua prim a Zoe: “Duvido você tirar m eleca na frente daquele espelho... Vai lá, eu te desafio!”

 

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Em Versailles, eu com prei um m aravilhoso e colorido livro de receitas: 100 Receitas dos Tempos de Louis XIV. Ao que parece, a corte adorava ostras e as com iam tanto com pato quanto com pernil de cordeiro. Eu vou experim entar frango com cham panhe e o m uito inusitado fricassê de pepino. Quase todas as receitas requerem o uso de banha – e eu não consigo im aginar onde se com pra isso nos Estados Unidos.

 

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Neste final de sem ana, nos deparam os com um brocante, um a fileira de pequenos estandes vendendo quinquilharias, tudo desde lum inárias lascadas até LPs do Elvis. Nosso balcão preferido estava vendendo 22 tipos diferentes de salsichas. Nós com pram os cinco tipos, dentre os quais estavam j avali e pato curado na pim enta. Infelizm ente, eu não tinha ideia de qual era qual, m as na noite passada fiz um m olho para m acarrão delicioso usando a de j avali ou, quem sabe, a de pato ou, com o sugeriu Alessandro, de rato parisiense nativo.

 

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O sem -teto pediu que adotássem os seu filhotinho de cachorro, um a vez que ele quer voltar para Bucareste e não pode levá-lo. É im possível, lam entavelm ente. Nós viaj am os dem ais para ter um cachorro que, em breve, estará do tam anho de um a chaise longue. Anna está devastada, e se recusa a falar com qualquer um de nós dois. Alessandro achou um colega que fala rom eno e conseguiu que ele traduzisse “Você gostaria que nós nos certificássem os de que seu cachorro estará seguro em um abrigo para anim ais?” Esta não é um a alternativa popular lá em casa.

 

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Nós acabam os de confiscar o com putador de Luca por um m ês, depois de um a discussão m uito dolorosa e honesta com seu professor de latim (precedida por discussões dolorosas e grosseiras com seus professores de francês e história). Todos eles disseram que ele é extrem am ente educado, fato do qual m e orgulho. Mas tam bém extrem am ente indolente. Assinado, Os Pais Mais Cruéis de Paris.

 

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Estam os, agora, arraigados no coração de um a igrej a católica profundam ente conservadora – todos “santos do pau oco”, com o descreveria a m inha m ãe. Meu m om ento preferido da m issa é o hino final, que é frequentem ente um hino à Maria cham ado “Couronnée d’Étoiles,” ou “Coroada com Estrelas.” Eu adoro sua prosa floreada. Todos os dom ingos, nós cantarolam os quase nada m elodicam ente que Maria “encortina” o sol, ofusca a lua, e saúda a alvorada.

 

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Ao sair da escola, Anna m e disse que sua professora de educação física tem pedido “há m uito tem po” que ela levasse roupas de treino, m as “Eu sem pre esqueço.” Então, nos acotovelam os por dentro de um a loj a de departam ento lotada, e ela escolheu um conj unto rosa com lantej oulas bordadas com os dizeres AMOR LIVRE. “O que isso significa?” ela questionou. Eu não tive ideia do que dizer, então, ofereci, “Am or para m uitas pessoas, filhotes de cachorros e de gatos tam bém .” Ela sabiam ente concordou.

 

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Minha m ãe colocou açúcar logo depois de crack na lista das substâncias m ais perigosas conhecidas pela hum anidade. Até hoj e, m inha ideia de paraíso é um punhado de pequenos marshmallows: açúcar puro e desm edido que faz m al para as pessoas, em um a form a que nunca poderia ser confundida com qualquer coisa saudável. Eu achei um fornecedor aqui em Paris, o que é equivalente a um toxicôm ano descobrir um cam po de papoula particular.

 

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Hoj e de m anhã, enquanto eu assistia Anna escolher calcinhas rosas, m eias rosas e um a blusa rosa para com binar com seu conj unto de treino rosa, com ecei a suspeitar e investiguei a razão para este surto conspícuo de fem inilidade: ao que parece, ela havia sido confrontada no banheiro por duas m ocinhas m aliciosas que disseram que ela parecia um m enino e deveria usar o banheiro deles. Porque a m aioria das pessoas diz que Anna se parece exatam ente com o eu, achei este episódio particularm ente insultante (e absurdo). Mas eu a m andei para a escola parecendo um a princesa atlética, vestindo um a arm adura rosa contra suas inim igas de língua afiada, e depois passei a m anhã refletindo sobre o acontecido. Por que m eninas são tão cruéis um as com as outras?

 

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As noites de sexta feira são reservadas para os nossos encontros a dois, o que, em New Jersey, significava ir ao cinem a. Mas, aqui, significa com ida. Na noite passada nós entram os em um dos corredores cobertos perto de onde m oram os, a Passages des Paronam as. Lá, acham os um bistrô que tinha capacidade para servir 15 pessoas no m áxim o. O cardápio, escrito em um quadro negro, oferecia precisam ente duas opções de entradas. Eu com i um a sopa de legum es defum ados em um a pequena terrina, e depois, um intenso, delicioso boeuf bourgignon, seguido de bolo quente de chocolate. Custou aproxim adam ente 15 euros. Alegria!

 

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“Nosso” sem -teto partiu. Alessandro e Anna saíram , nossa doação diária agarrada à m ão de Anna, apenas para descobrir que ele havia desaparecido, supostam ente para Bucareste. Alessandro repreendeu-se por não tentar usar sua frase sobre o abrigo de cães a tem po. Eu disse a um a Anna chorosa que o hom em não suportava estar longe do seu cachorrinho, que agora está aprendendo Rom eno. Eu espero que esta sej a a verdade.

 

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Hoj e choveu granizo. O céu ficou realm ente cor de pérola, e quando o granizo atingia os tetos do outro lado do m eu escritório, ele visivelm ente quicava. Lá no topo, o granizo quicava da cum eeira de m etal ornado que desce do em pena do telhado e form ava pequenos arcos no ar, com o se pequenos chafarizes desabrochassem dos telhados.

 

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Esta noite, com em os em um bistrô a céu aberto. Quando o crepúsculo descortinou-se, nosso garçom ligou o aquecedor de pé. Do outro lado da rua, um hom em tocava sax m elancolicam ente, recostado contra os corrim ões de ferro da igrej a. O inverno está chegando em Paris.

 

20 N.T. Hanging out, da expressão to hang out, é frequentem ente traduzido com o ‘sair’, ‘curtir’ ou ‘passar um tem po’. A expressão é frequentem ente usada por j ovens norte am ericanos.