Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 113 de 137

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Petronio

Quadro Sexto

Não. Ha um, só! E, em nome d'elle, eu te amaldiçôo! Assassino de tua mãe e de tua irmã! Anti-Christo! O abysmo abre-se a teus pés! a morte vae empolgar-te! o tumulo abre a guella para te engulir! Amaldiçôo-te, cadaver vivo! porque morrerás no espanto e no terrôr! e serás condemnado por todos os seculos dos seculos sem fim! (Agarram-no) Maldito sejas, assassino! incendiario! matricida!

TIGELINO, vae a matal-o com o estylete

Cala-te, velho!

NÉRO

Tem audacia, por Jupiter! Guarda-m'o para o circo, quero vêr como é feito, por dentro, um apostolo christão!

(Os escravos levam-no, arrastado)

Emfim, consegui distrahir-me, hoje. Vamos jantar.

Dá o braço a Poppêa. Vão sahindo.

O PANNO DESCE

 

QUADRO SEXTO

Jardim de Petronio.

PETRONIO, inspeccionando as mezas e flôres

Poucas flôres. O calôr do incendio chegaria a Cumes?

O INTRODUCTOR