Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 19 de 137

Páginas do PDF

Petronio

LYGIA, abraçando-a

Reflecte. Não irrites nunca os tyranos. Os deuses da Terra são sempre sanguinarios. És bella, nova, e tão bôa...! Sê cautelosa e espera no futuro. Eu te protegerei, aqui, quanto pudér.

LYGIA, abraçando-a

Como tu és bôa, Actêa!

ACTÊA

Sem alegria e sem felicidade, é certo;... mas não sou má. «Elle» tambem o não era.

LYGIA

Lamenta-l'o?

ACTÊA

Se te digo que o amo, ainda! O teu Deus não morreu por amôr dos que o mataram?

LYGIA

E, perdoou-lhes.

ACTÊA

O amôr é o perdão. (Como subindo a escadaria e voltando a entrar no salão, no 2.º plano, começam a entrar os senadôres de togas bordadas nas bandas, sandalias ricas, tunicas de côres. Mulheres vestidas e penteadas á Grega ou á Romana, as cabeças coroadas de flôres, etc.)

LYGIA