Petronio
Petronio
Oh!
MARCOS grave
Salve, Petronio!
PETRONIO
Salve. Sê bem vindo em Roma. Que o repouso te seja grato depois da guerra.
MARCOS
Que os Deuses te sejam propicios, sobre tudo Asclépias e Cypris.
PETRONIO
Que o tal Asclépias me perdôe; não tenho fé n'elle. Um Deus cuja mãi se ignora! Sabe-se lá se é filho de Arsinoé ou de Corónida? Que fará do pai! Quem, por estes tempos que correm, pode ter a certeza de ser filho... do pai? (Marcos, ri contrafeito) Estás preocupado?
MARCOS
... Não.
PETRONIO
Dos Asclepiades já tive de me servir, o anno passado... para a bexiga. Sabia que eram charlatães; mas o mundo repousa sobre o charlatanismo e a vida mesmo não é senão uma illusão! O que é precizo é saber distinguir as bôas illusões das más. Eu mando aquecer a minha estufa com madeira de cedro, pulverisada com ambar, porque prefiro os perfumes aos máus cheiros. Quanto a Cypris, a quem me recomendaste, devo-lhe o ter coxeado, amorosamente, dois mezes; mas, emfim, é uma bôa deusa a quem espero sacrificarás, em breve, as brancas pombas.