Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 44 de 137

Páginas do PDF

Petronio

Néro

Vestal, silencio!

NÉRO

Não é uma bella arte?

PETRONIO

A mais bella, depois do canto e da musica.

NÉRO

Hei-de de experimental-a, tambem.

PETRONIO

Sereis invencivel!

Croton dominou Timon. Agarra-lhe a garganta e vai estrangulal-o.—Á voz de

Néro: abraça-o e ergue-o.

NÉRO

Alto! Bravo, Croton! (applausos) Exercita-te, Timon. Por momentos tiveste a victoria. Tens qualidades. Vai e não te esqueças de que me deves a vida.

TIMON

Ella é vossa, divino Cezar!

NÉRO

Dai-lhe de beber. E, a mim; por Bacho, que não hei-de engulir a sêco esta aza de pavão de Samos. (deitam-lhe vinho) Que comes, tu, Calvia?