Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 40 de 137

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Petronio

TODOS, com palmas e gritos

Ó voz divina!

Ó immortal!

Ó Jupiter!

Ó artista divino!

Ó resplandecente!

Salve! Salve! Salve!

POPPÊA, vem beijar magestosamente a mão de Néro

Obrigada, Cezar! (sahe)

Mulheres choram, homens fazem gestos exagerados de espanto: o éphebo

Pitagoras vem joelhar-se ao pé do leito de Néro e fica. Sentam-se de novo alguns convivas, outros ficam de pé.

PETRONIO, empunhando a taça

A Cezar olimpico! (Todos bebem)

NÉRO, consultando

Petronio?

PETRONIO

Os versos são admiraveis. Lucano deve estar amarello de inveja! Querel-os-hia peores, para poder fazer-lhes um elogio que os valesse.

LUCANO