Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 22 de 137

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Petronio

Actêa

É tão novo.

ACTÊA

E é bello; mas Cezar odeia-o. Os seus versos são melhores do que os d'elle e Cezar não perdôa. A sua vida não vale uma moeda d'oiro.

LYGIA

E elle sabe-o? e, arrisca-se, aqui?...

ACTÊA

É uma creança. (Entra Crispinilla, com Pitagoras.) Crispinilla a devassa, cheia de incestos...

LYGIA

E o mancebo? aquelle adolescente?

ACTÊA

É Pitagoras, o éphebo favorito de Néro.

LYGIA

Como favorito? Ama-o muito?

ACTÊA, lembrando-se da inocencia de Lygia

Sim... Ama-o, muito! (Um grupo de homens e mulheres passa e comprimenta de longe, sem grande respeito). Senécion, Vitelio, Domicio... Vês como me comprimentam, de longe? Houve tempo em que teriam vindo comparar-me ás Deusas e beijar me os pés! São os cortezãos de todos os tempos. (O grupo sobe)