Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 96 de 137

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Petronio

Vatino

Roma, os Romanos, que me importam? Escutar-me-hiam na Helada! Ao redor de mim, aqui, não ha, senão traição! (subito) Petronio, a plebe murmura pelas praças... se eu fôsse ao Campo de Marte e cantasse o meu hymno; o que cantei durante o incendio... não poderia, eu, como Orpheu, encantal-os?

VATINO

A difficuldade, Cezar, era elles deixarem-te principiar.

NÉRO

Pois vamos para a Grecia.

POPPÊA, entrando com Tigelino

Ouve-me, Cezar. O povo quer uma vingança e uma victima! Que digo eu? uma? centenas, milhares! Existem as que o devem sêr, devem-se-lhe. Ignoras que na cidade se acoita um exercito de christãos? Não os conheces? Não te fallei, eu, tanta vez dos seus crimes e das suas infames cerimonias? das suas profecias segundo as quaes o mundo acabará pelo fôgo? O povo, instintivamente, odeia-os e suspeita d'elles. Ninguem os vê nos templos, no circo, nas corridas! Murmura contra ti e não fôste, tu, Cezar, nem eu, quem incendiou a cidade! Foram elles! É preziso dizêl-o. Viram-nos levando nas mãos as tochas incendiarias! O povo tem sêde de vingança? dá-lha. O povo quer circo, quer sangue? dá-lh'o! Conheces os culpados! manda!

PETRONIO a Marcos, aparte

A caça a Lygia.

PETRONIO

Coragem!

É