Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 57 de 137

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Petronio

Actêa

A mim?

ACTÊA

De manhã.

MARCOS

Não o vi, nem me fallou.

ACTÊA

Os teus servos contaram-lhe o acontecido. (Pausa) Não, Marcos, o que aconteceu, aconteceu por vontade de Lygia.

MARCOS

Tu sabias que ella queria fugir?

ACTÊA

Sabia que ella não consentiria em ser tua concubina!

MARCOS

E... tu? que tens sido toda a tua vida?

ACTÊA

Eu?... És pouco generoso! Eu era uma escrava!

MARCOS

Seja como fôr. Cezar deu-ma! Descobril-a-hei nem que seja debaixo da terra. Farei d'ella o que eu quizer! A minha concubina... porque não? A minha concubina! Nem que seja precizo chicoteal-a, de dia e de noite! Dal-a-hei, ao ultimo dos meus escravos! Mandal-a-hei atrelar a um moinho da costa d'Africa. Procural-a-hei, eu. Procural-a-ha Cezar, inda que seja precizo empregar todas as legiões.