Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 88 de 137

Páginas do PDF

Petronio

NÉRO, baixo

Não te entendo, Cezar.

NÉRO, baixo

Para abrir as portas do mundo desconhecido, eu quiz fazer o maior sacrificio que pode fazer um homem: minha mulher... minha mãi... foi para isso que ellas morreram! Mas é precizo um sacrificio ainda maior para abrir as portas do Olimpo! Cumpra-se a vontade dos Oraculos!

PETRONIO

...Qual é o teu projecto?

NÉRO

Vais vêr... de aqui a pouco. (sobe)

PETRONIO, aparte

Extranho-o.

NÉRO, bebe e desce

Mas, antes, vê bem que ha dois Néros: um o que os homens conhecem; o outro o que só tu conheces: o que mata como a Morte e o que delira como Bacho! E, mata, porque odeia a baixeza, tudo o que é vil e lhe repugna tudo o que não merece a vida! E mata e elimina!... Como a vida será pequena quando eu desapparecer!

PETRONIO

Comprehendo o teu coração e as tuas máguas!

NÉRO