Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 25 de 137

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Petronio

Marcos

Disse-m'o Aulo Plaucio.

LYGIA

Como estará! e os seus! E porque estou eu aqui?

MARCOS

Por mandado de Cezar.

LYGIA

E para quê?

MARCOS

Cezar não dá conta, a ninguem, dos seus actos.

LYGIA

Nada d'isto é natural, Marcos. Conhecia-me, acaso Cezar? Tenho o presentimento de desgraças! Tu és bom: leva-me para caza dos Plaucios, a caza onde eu vivi tranquilla e tão feliz! Faz-me mal este ruido, esta gente toda. Porque me arrancaram do pequeno jardim onde brincava com Aulo? O que me convem a mim é o socêgo e a obscuridade. Não nasci para festas e para jantares! e, aqui, no palacio de Néro... tenho mêdo, leva-me!

MARCOS

Acalma-te! Estou ao pé de ti. Nada pode acontecer-te. Amo-te, não o crês?