Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 12 de 137

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Petronio

Marcos

Sim, homem, descança.

MARCOS

Não posso, Petronio. Se eu não consigo comer nem dormir! Vou passeiar um pouco pela cidade, mover-me, andar, distrahir-me...

PETRONIO, reparando

É verdade, tu não fizeste a barba, hoje!

MARCOS

Nem hontem!

PETRONIO, toma-lhe o pulso

Tens febre. Escuta. Eu não sei o que te prescreveria um medico, um d'esses asclepiades; mas sei o que eu faria no teu logar. Sim... eu sei o que é o amor, e, que quando se deseja uma mulher, nenhuma outra a póde substituir! A belleza, porém, encanta sempre; e uma bella escrava...

MARCOS

Não, não quero.

PETRONIO

A novidade faz esquecer... por um novo desejo... (Pondo a mão no hombro de Eunice, que lhe offerece, de novo a verbena) Repara, um pouco, n'esta filha de Cós. Ha dias, o joven Fonteio offerecia-me por ella tres admiraveis éphebos: tres maravilhas dignas do pincel de Scopas! (olhando-a com interesse) É curioso; como não dei ha mais tempo pelos seus encantos? No entanto, dou-t'a, leva-a.