Petronio

Marcelino Mesquita · Capítulo 117 de 137

Páginas do PDF

Petronio

Eunice

Enganas-te. Tu não és minha escrava: pertencem-te esta casa, estes jardins, os meus escravos, os campos e os rebanhos.

EUNICE

A mim?

PETRONIO

A ti. Libertei-te ha muito. Nada te disse. O consul dispensou a tua presença. Fiz-te, sem saberes, os meus presentes de nupcias.

EUNICE, beijando-lhe as mãos

Meu senhor e para quê?

PETRONIO

Porque vamos talvez separar-nos.

EUNICE, levantando-se

Como, senhor?

PETRONIO

Socega... terei de fazer uma longa viagem...

EUNICE

Leva-me comtigo.

PETRONIO

Não posso.