Sonetos Completos

Antero de Quental · Capítulo 34 de 72

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Sonetos Completos

Jura

 

 

Pelas rugas da fronte que medita…

Pelo olhar que interroga—e não vê nada… Pela miseria e pela mão gelada

Que apaga a estrella que nossa alma fita…

Pelo estertor da chama que crepita

No ultimo arranco d'uma luz minguada…

Pelo grito feroz da abandonada

Que um momento de amante fez maldita…

Por quanto ha de fatal, que quanto ha mixto De sombra e de pavor sob uma lousa…

Oh pomba meiga, pomba de esperança!

Eu t'o juro, menina, tenho visto

Cousas terriveis—mas jamais vi cousa

Mais feroz do que um riso de criança!