Superdicas para Escrever Bem: Diferentes Tipos de Texto
Mantenha o paralelismo
O 13 thon M. Garcia traz em seu livro um excelente exemplo de falta de paralelismo:
Fiz duas operações: uma em
São Paulo e outra no ouvido.
O fato de colocar em paralelo São Paulo (localidade) e ouvido (órgão do corpo humano) provoca de imediato o riso de quem ouve e, com certeza, o riso de quem lê.
É muito comum haver construções com falta de paralelismo em placas, outdoors, manuais de instrução, relatórios e outros textos.
Quando, na fachada de um edifício, aparece:
PSICÓLOGOS
MÉDICOS
DENTISTAS
ADVOCACIA
de imediato reconhecemos que o termo “advocacia” deve ser substituído por “advogados”, para estabelecer o paralelismo com os profissionais mencionados anteriormente. O mesmo ocorre quando, no rótulo de um determinado produto, vem especificado:
• Conservar em lugar arejado
• Mantenha fora do alcance de crianças
• Consumo no prazo de um ano
Nesse caso o paralelismo será garantido ou com o uso do infinitivo nas três recomendações (“conservar”, “manter”, “consumir”), ou com o do imperativo (“conserve”, “mantenha”, “consuma”).
Em vez de verbo, o paralelismo também pode ser feito só com substantivos:
• Leitura do processo
• Verificação dos fatos
• Autorização para a viagem
Em algumas situações, a falta de paralelismo é proposital: objetiva efeito estilístico, como ocorre com este verso de Carlos Drummond de Andrade, em que aparecem juntos um meio de transporte e um sentimento:
Perdi o bonde e a esperança.
Estabelecer o paralelismo ou não – para obter efeito estilístico – vai depender apenas da intencionalidade de seu texto.