A Jornada do Escritor

Christopher Vogler · Capítulo 13 de 23

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A Jornada do Escritor

Estágio Quatro: Encontro com o Mentor

 

"Ela (Atena) assumiu a aparência de Mentor,

e ficou tão parecida com ele que

enganou olhos e ouvidos..."

Homero, Odisseia

Muitas vezes não é má ideia recusar um Chamado, até que se tenha tempo para sentir-se bem preparado para tomar o rumo da "região desconhecida" que está à espera. Na mitologia e no folclore, essa preparação pode ser feita com a ajuda da figura sábia e protetora do Mentor, cujos inúmeros serviços ao herói incluem a proteção, orientação, experimentação, treinamento e fornecimento de dons ou presentes mágicos. Em seu estudo sobre os contos populares russos, Vladimir Propp chama esse tipo de personagem de "doador" ou "provedor", porque sua função exata é fornecer ao herói algo de que ele vai precisar na jornada. O Encontro com o Mentor é o estágio da Jornada do Herói em que este recebe as provisões, o conhecimento e a confiança necessários para superar o medo e começar sua aventura.

Vocês, Buscadores, temerosos no início da aventura, consultem-se com os anciãos de Nossa Tribo. Procurem aqueles que já partiram antes. Aprendam as histórias secretas das fontes de água, das trilhas de caça, das moitas de frutas e saibam onde ficam as terras más, as areias movediças, os monstros a evitar. Alguém muito velho, fraco demais para ir conosco, desenha para nós um mapa na poeira do chão. O xamã da tribo, em seguida, nos entrega alguma coisa, um presente mágico, um talismã poderoso que nos vai proteger e guiar durante a busca. Agora podemos partir com o coração mais leve e confiante, porque levamos conosco a sabedoria acumulada de Nossa Tribo.

 

Heróis e Mentores

Todos os tipos de filmes e histórias estão sempre elaborando as relações que existem entre o arquétipo do Herói e o do Mentor. Os filmes Karatê Kid, A primavera de uma solteirona e O preço do desafio são histórias inteiramente dedicadas ao processo de mentores ensinando a discípulos. Inúmeros filmes, como Rio vermelho, Gente como a gente, Guerra nas estrelas e Tomates verdes fritos revelam a força vital de Mentores em momentos cruciais das vidas dos heróis.

 

Fontes de sabedoria

Mesmo se não houver um personagem concreto a desempenhar as muitas funções do arquétipo do Mentor, os heróis quase sempre entram em contato com alguma fonte de sabedoria antes de se lançarem numa aventura. Pode ser a experiência dos que já partiram numa busca antes deles, ou pode ser que olhem dentro de si mesmos, em busca da sabedoria pela qual já pagaram caro, em aventuras anteriores. De qualquer modo, eles são espertos e consultam o mapa da aventura, procurando registros, cartas e diários de bordo do território. É prudente que um viajante pare e confira o itinerário antes de partir pela Estrada dos Heróis, tantas vezes perigosa e confusa.

Para quem conta a história, o Encontro com o Mentor é um estágio rico em potencial de conflito, envolvimento, humor e tragédia. Baseia-se numa relação emocional, geralmente entre um herói e um Mentor ou conselheiro de algum tipo, e parece que as plateias gostam especialmente desse tipo de relação em que a sabedoria e a experiência passam de uma geração para outra. Todo mundo já teve uma experiência com um Mentor, ou um modelo, a fim de desempenhar determinado papel.

 

Mentores no folclore e no mito

O folclore está cheio de descrições de heróis que encontram protetores mágicos que lhes dão presentes e os guiam em sua jornada. Lemos sobre os elfos que ajudam o sapateiro, os animais que auxiliam e protegem meninas, nos contos de fadas russos, os sete anões que abrigam Branca de Neve, o Gato de Botas, que fala e consegue que seu pobre dono ganhe um reino. Todos são projeções do poderoso arquétipo do Mentor, ajudando e guiando o herói.

Os heróis da mitologia procuram o conselho e o socorro de bruxas, magos, feiticeiros, espíritos e deuses de seus mundos. Os heróis das histórias de Homero são guiados por deuses e deusas protetores, que lhes dão uma ajuda mágica. Alguns heróis são criados e treinados por seres mágicos, que, de alguma forma, situam-se entre os homens e os deuses, como os centauros.

Quíron: um protótipo

Muitos dos heróis gregos tiveram como Mentor o centauro Quíron, um protótipo para todos os Velhos e Velhas Sábios. Quíron era uma estranha mistura de homem e cavalo, que serviu de pai adotivo e treinador para uma legião de heróis gregos, incluindo Hércules, Acteon, Aquiles, Peleus e Esculápio, o grande cirurgião da Antiguidade. Na figura de Quíron, os gregos fizeram um repositório de muitas das noções que tinham sobre o significado de um Mentor.

Com frequência, os centauros eram criaturas selvagens. Quíron era uma exceção, gentil e pacífico, mas ainda guardava algo de sua natureza de cavalo selvagem. Sendo metade homem e metade cavalo, está ligado aos xamãs de várias culturas, que dançam vestidos com peles de bichos para estabelecer contato com o poder animal. Quíron é a intuição e energia da natureza selvagem, amansada e domada para ensinar. Tal como os xamãs, é uma ponte entre o humano e os poderes superiores da natureza e do universo. Os Mentores, nas histórias, muitas vezes mostram suas ligações com a natureza ou com outros mundos do espírito.

Como Mentor, Quíron conduz seus heróis-em-treinamento pelos diferentes estágios que os farão tornar-se homens. Pacientemente ensina a eles as habilidades de atirar com arco e flecha, fazer poesia, exercer a medicina etc. Nem sempre é muito bem recompensado por seus esforços. Seu discípulo Hércules, propenso à violência, feriu-o com uma flecha mágica, que fez com que Quíron pedisse aos deuses a graça da morte. Mas, ao fim, após um sacrifício verdadeiramente heroico em que salvou Prometeu do mundo subterrâneo, ficando no lugar dele, Quíron recebeu a maior distinção que os gregos podiam imaginar. Zeus transformou-o numa constelação e num signo do zodíaco — Sagitário, um centauro que atira flechas com um arco. Seja evidente que os gregos tinham muita consideração para com professores e Mentores.

 

Mentor em pessoa

O termo Mentor vem de um personagem com esse nome, da Odisseia. Era o amigo leal de Ulisses, ou Odisseu, a quem este confiou a responsabilidade de educar seu filho Telêmaco, enquanto Odisseu fazia sua longa viagem de volta da Guerra de Troia. Mentor deu seu nome a todos os guias e preceptores, mas na verdade é Atena, a deusa da sabedoria, quem age para trazer à história a energia do arquétipo de Mentor.

"A deusa de olhos faiscantes" tem uma predileção especial por Ulisses e está interessada em que ele chegue em casa são e salvo. Também toma conta de seu filho Telêmaco. Descobre que a história do filho ficou estagnada nas cenas iniciais (Mundo Comum) da Odisseia, quando a casa do herói é invadida por jovens e arrogantes pretendentes à mão de sua mãe. Atena decide fazer a situação andar, assumindo a forma humana. Uma função importante do Mentor é desencadear o movimento da história.

Primeiro, ela assume a aparência de um guerreiro viajante, chamado Mentes, para lançar ao rapaz um desafio de enfrentar os pretendentes e ir procurar o pai (Chamado à Aventura). Telêmaco aceita o desafio mas os pretendentes zombam dele, que fica tão desanimado que quer abandonar sua missão (Recusa do Chamado). Mais uma vez, parece que a história estaciona, e Atena a empurra, assumindo a forma do preceptor de Telêmaco, Mentor. Sob esse disfarce, inculca um pouco de coragem no jovem e o ajuda a reunir uma tripulação e arranjar um navio. Portanto, mesmo se o nome ue damos aos guias e conselheiros sábios é Mentor, na x

verdade trata-se da deusa Atena.

Atena é a forma plena do arquétipo, concentrada. Se aparecesse sob sua forma verdadeira, provavelmente arrancaria a pele do mais forte dos heróis. Os deuses geralmente nos falam por meio do filtro de outras pessoas, provisoriamente imbuídas de um espírito divino. Um bom professor ou Mentor é entusiasmado com o processo de aprendizagem. E é maravilhoso que essa sensação possa ser comunicada aos alunos ou à plateia. Os nomes Mentes e Mentor vêm de menos, a palavra grega para "mente", uma palavra maravilhosa e flexível que pode significar intenção, força, ou propósito, assim como mente, espírito ou memória. Os Mentores, nas histórias, agem, principalmente, nas mentes dos heróis, mudando a consciência ou redirecionando a vontade. Mesmo quando dão presentes físicos, os Mentores também reforçam a mente do herói, para enfrentar uma provação com confiança. Menos também significa coragem.

Evitando os clichês de Mentor

A plateia conhece muito bem o arquétipo de Mentor. Os comportamentos, atitudes e funções dos Velhos e Velhas Sábios já são conhecidos através de milhares e milhares de histórias, e é muito fácil cair em clichês e estereótipos — bondosas fadas-madrinhas ou magos de barbas brancas, com chapéus altos, parecidos com Merlin. Para evitar isso e manter o frescor e a surpresa do que você escreve, desafie os arquétipos! Vire-os de cabeça para baixo, pelo avesso, tente dispensá-los completamente, para ver o que acontece. A ausência de um Mentor cria condições especiais muito interessantes para um herói. Mas não se esqueça de que o arquétipo existe e o público tem familiaridade com ele.

Enganos

A plateia não se importa de ser enganada a respeito de um Mentor (ou qualquer outro personagem) de vez em quando. A vida real está cheia de surpresas, com pessoas que acabam se revelando muito diferentes do que imaginamos num primeiro momento. A máscara de Mentor pode ser usada para enganar um herói e aliciá-lo para uma vida de crimes — é assim que Fagin recruta meninos para serem batedores de carteiras em Oliver Twist. A máscara de Mentor pode ser usada para conseguir que o herói se envolva em uma aventura perigosa, até trabalhando para os vilões, sem saber. Em Arabesque, Gregory Peck é levado a ajudar um bando de espiões por um falso Velho Sábio. Você pode fazer com que a plateia ache que está vendo um Mentor convencional, bondoso e prestativo, e depois revelar que o personagem, na verdade, é muito diferente. Use as expectativas e certezas do público para surpreendê-lo.

 

Conflitos entre Mentor e Herói

A relação entre Mentor e Herói pode assumir contornos trágicos ou mortais, se o herói for ingrato ou propenso à violência. Apesar da reputação de herói ilibado de Hércules, ele tem uma tendência alarmante a fazer mal a seus Mentores. Além de ferir Quíron dolorosamente, Hércules fica tão frustrado com suas aulas de música, que bate na cabeça de Lico, o professor de música, com a primeira lira que jamais se fez.

Às vezes, um Mentor vira vilão ou trai o herói. O filme Escalado para morrer mostra um Mentor que parece benévolo (George Kennedy) e, surpreendentemente, se volta contra o herói, seu discípulo (Clint Eastwood), tentando matá-lo. O anão Regin, na mitologia nórdica, começa como Mentor de Sigurd, o Matador do Dragão, e o ajuda a forjar sua espada quebrada. Mas depois que o dragão é morto, Regin planeja matar Sigurd e ficar com o tesouro.

Rumpelstiltskin, inicialmente, é um Mentor de conto de fadas, auxiliando a heroína a cumprir a sua missão de tornar real a vantagem que seu pai contou, de que ela era capaz de fiar palha e transformá-la em ouro. Mas o preço que cobra por essa dádiva é alto demais — quer o filho dela. Essas histórias nos ensinam que nem sempre se pode acreditar nos Mentores, e é bom nos perguntarmos quais são os motivos deles. É uma das maneiras de se distinguir um bom conselho de um mau.

Às vezes os Mentores desapontam os heróis que os admiraram durante o aprendizado. Em A mulher faz o homem, James Stewart fica sabendo que seu mentor e guru, o nobre senador vivido por Claude Rains, na verdade é tão corrupto e covarde como o resto dos parlamentares.

Como os pais, os Mentores podem ter dificuldade para sair de cena. Um Mentor superprotetor pode levar a uma situação trágica. O personagem de Svengali no romance Trilby é um retrato aterrorizante de um Mentor que fica tão obcecado com sua discípula que causa a destruição de ambos.

 

Histórias impulsionadas pelo Mentor

De vez em quando, uma história inteira se constrói em torno de um Mentor. Adeus, Mr. Chips, tanto o filme como o romance, é um desses exemplos. Mr. Chips é o professor, o Mentor de milhares de meninos, e o herói da história, com sua própria série de Mentores. O filme Barbarosa é uma visão divertida e sábia de uma relação com Mentor, sustentada por toda a história. Focaliza o treinamento de um garoto do campo (Gary Busey) por um legendário desperado do faroeste (Willie Nelson). O aprendizado do garoto é tão completo que, quando o filme termina, ele está pronto para assumir o papel de Barbarosa, como um herói popular de fama exagerada.

 

Mentor como evolução do Herói

Os Mentores podem ser considerados como heróis que já adquiriram experiência bastante para ensinar aos outros. Percorreram uma ou mais vezes a estrada dos heróis e adquiriram conhecimento e habilidades que podem ser passados adiante. A progressão de imagens num baralho de taro mostra como um herói evolui e passa a mentor. Um herói começa como um Bobo e em vários estágios da aventura vai subindo, passando pelos postos de Mago, Guerreiro, Mensageiro, Conquistador, Amante, Ladrão, Governante, Eremita etc. Finalmente, torna-se um Hierofante, um fazedor de milagres, um Mentor e guia para os outros, cuja experiência advém de ter sobrevivido a tantas vicissitudes na Jornada do Herói.

 

Influência crucial

É comum que o aprendizado, o treinamento e os testes sejam apenas estágios transitórios no caminho de um herói, parte de um quadro mais amplo. Em muitos filmes e histórias, um Velho ou Velha Sábios é uma influência passageira sobre o herói. Mas a aparição breve do Mentor é crucial, para que a história ultrapasse os bloqueios da dúvida e do medo. Os Mentores podem aparecer só duas ou três vezes numa história, como Glinda, a Bruxa Boa, em O Mágico de Oz, que só surge três vezes:

1. dando a Dorothy os sapatinhos de rubi e aconselhando-a a seguir a Estrada dos Tijolos Amarelos;

2. intervindo para cobrir com um manto de pura neve branca as papoulas que dão sono;

3. satisfazendo seu desejo de voltar para casa, com a ajuda dos sapatos mágicos.

Nos três casos, sua função é desempacar a história, fornecendo ajuda, conselho ou equipamento mágico.

Os Mentores surgem com uma variedade e frequência surpreendentes, porque são muito úteis a quem conta uma história. Refletem a realidade de que todos nós temos que aprender as lições da vida com alguma coisa ou alguém. Pode se encarnar numa pessoa, numa tradição ou num código de ética, mas o fato é que a energia deste arquétipo está sempre presente, em quase toda história, para que as coisas avancem, por meio de presentes, encorajamento, orientação ou sabedoria.

O Mágico de Oz

Dorothy, como muitos heróis, encontra uma série de Mentores, de várias formas. Aprende alguma coisa com quase todo mundo que encontra, e todos esses personagens com quem aprende, de certo modo, são Mentores.

O professor Marvel é o Mentor que a lembra de que é amada e a envia numa busca de "casa", um termo que significa muito mais do que uma casinha de fazenda no Kansas. Dorothy tem que aprender a se sentir em casa em sua própria alma, e voltar para enfrentar seus problemas é um passo nesse sentido.

Mas o furacão a carrega para Oz, onde Dorothy encontra Glinda, a bruxa boa, um novo mentor para uma nova terra. Glinda lhe explica as estranhas leis de Oz, lhe dá o presente mágico dos sapatinhos de rubi e aponta-lhe o caminho pela Estrada dos Tijolos Amarelos, a estrada dourada dos heróis. Dá a Dorothy um modelo feminino positivo, para contrabalançar a negatividade da Bruxa Malvada.

As três figuras mágicas que Dorothy encontra pelo caminho — um homem de palha, um homem de lata e um leão falante — são aliados e mentores que lhe ensinam lições sobre a mente, o coração e a coragem. São diferentes modelos da energia masculina que ela deve incorporar para construir sua personalidade.

O próprio Mágico é um Mentor, transmitindo-lhe um novo Chamado à Aventura, a missão impossível de ir buscar a vassoura da Bruxa. Desafia Dorothy a enfrentar seu maior medo — a energia feminina hostil da Bruxa.

O cachorrinho Totó também é um Mentor, à sua moda. Agindo inteiramente pelo instinto, ele é a intuição dela, guiando-a para as profundezas da aventura e, depois, de volta.

* * *

O conceito do arquétipo do Mentor tem muitos usos para o escritor. Além de fornecer uma força capaz de propelir a história para a frente e suprir o herói com a motivação ou o equipamento necessário para a Jornada, os Mentores podem dar um toque de humor ou entrar com relações profundas e trágicas. Algumas histórias não precisam de um personagem exclusivamente dedicado a desempenhar as funções desse arquétipo. Mas praticamente em todas as histórias, em algum ponto, algum personagem ou força encarna as funções de ajudar o herói, vestindo temporariamente a máscara de Mentor.

Quando um escritor empaca, pode procurar a ajuda de um Mentor, exatamente como fazem os heróis. Pode consultar professores de redação ou buscar inspiração na obra de grandes autores. Pode mergulhar fundo em si mesmo, atrás das verdadeiras fontes de inspiração, no seu "eu" mais profundo, onde vivem as

Musas. O melhor conselho de um Mentor pode ser muito simples: Tome fôlego. Vá em frente. Está indo bem. Você tem o que precisa para lidar com a situação, procure em você mesmo.

Os escritores deveriam sempre lembrar que são uma espécie de Mentores para seus leitores, xamãs que viajam a outros mundos e trazem histórias para curar seu povo. Como os Mentores, ensinam com suas histórias e transmitem suas experiências, paixões, observações e entusiasmo. Os escritores, como os xamãs e os Mentores, criam metáforas pelas quais as pessoas guiam suas vidas — um dom valioso e uma séria responsabilidade.

Muitas vezes, é a energia do arquétipo do mentor que ajuda um herói a vencer o medo e o leva ao limite da aventura, ao estágio seguinte da Jornada do Herói, a Travessia do Primeiro Limiar.

 

Questionando a Jornada

1. O que ou quem é o Mentor em Atração fatal? Uma linda mulher? O silêncio dos inocentes?

2. Pense em três seriados de televisão. Eles têm Mentores? Quais as funções desses personagens?

3. Existe em sua história um personagem que seja integralmente um Mentor? Algum outro personagem usa essa máscara em algum momento?

4. Se não existir, ajudaria a história se ela tivesse um Mentor?

5. Que funções de Mentor podem ser encontradas e desenvolvidas em sua história? Seu herói precisa de um Mentor?

6. Seu herói tem algum código íntimo de ética, ou modelo de comportamento? Seu herói tem consciência das situações? Como ela se manifesta?

7. Os caçadores da arca perdida e, também, Indiana Jones e o Templo da Perdição mostram um herói sem Mentor aparente. Ele vai aprendendo com as pessoas que encontra pelo caminho, mas não há um personagem especial para essa função. O terceiro filme da série, Indiana Jones e a última cruzada, introduz o personagem do pai dele, vivido por Sean Connery. Este é um Mentor? Todos os pais são Mentores? Os seus são? Em suas histórias, qual a atitude do seu herói em relação à energia do Mentor?