Band of Brothers: Companhia de Heróis
Agradecimentos e Fontes das Informações
No outono de 1988, os veteranos da Companhia E, 506° Regimento de Infantaria Pára-quedista, 101ª Divisão de Infantaria Aerotransportada, realizou uma reunião em Nova Orleans. Juntamente com meu diretor-assistente do Eisenhower Center da University of New Orleans, Ron Drez, fui até o hotel em que eles estavam para gravar em fita de áudio uma entrevista coletiva com eles sobre sua experiência no Dia D, como parte do Projeto Dia D do Centro, que consistia na coleta de relatos verbais dos combatentes participantes do Dia D. A entrevista com a Companhia E foi particularmente boa, pois a unidade realizara um ataque ousado e bem-sucedido contra uma bateria alemã assentada perto da Praia de Utah.
Quando o major Richard Winters, membro original da companhia, que depois se tornou comandante da unidade e, por fim, comandante do 2º Batalhão, leu o transcrito da entrevista, ficou surpreso com algumas declarações presentes nele, consideradas por ele imprecisas e exageradas, e sentiu-se tomado pelo desejo de corrigir isso. Em fevereiro de 1990, Winters, Forrest Guth e Carwood Lipton foram a Pass Christian, Mississípi, para visitar Walter Gordon. Moro na pequena cidade de Bay St. Louis, em frente da cidade de Pass Christian, do outro lado da baía. Portanto, Gordon é meu vizinho. Ele me telefonou para perguntar se os veteranos da Companhia E poderiam participar de uma entrevista complementar à feita anteriormente. Claro, eu disse, e os convidei para vir jantar conosco. Passamos a tarde em meu escritório, com mapas abertos sobre a mesa e o gravador ligado. Mais tarde, num churrasco preparado por minha esposa, Moira, os ex-combatentes descreveram-me suas experiências após o Dia D na Normandia, Holanda, Bélgica, Alemanha e Áustria. Todos tinham lido meu livro Pegasus Bridge, que o Eisenhower Center dá a todo veterano que faz uma entrevista conosco. Winters sugeriu que a história da Companhia E poderia ser assunto para um bom livro.
Na época, eu estava trabalhando no terceiro e último volume da biografia de Richard Nixon. A idéia de Winters me interessou por várias razões. Quando terminei o livro sobre Nixon, tive vontade de voltar a tratar de assuntos sobre história militar. Planejei escrever um livro sobre o Dia D, mas não queria começar a escrevê-lo antes de 1992, pois tinha a intenção de publicá-lo no 50° aniversário desse dia, ou seja, 6 de junho de 1994. Cheguei a um ponto em minha vida em que, quando não escrevo algo todos os dias, sinto-me infeliz. Por isso, eu estava tentando achar um assunto para um pequeno livro sobre a 2ª Guerra Mundial que tivesse ligação com o Dia D.
A história da Compania E serviu-me perfeitamente. Eu conhecia a história da 6ª Divisão de Infantaria Aerotransportada Britânica no Dia D, no flanco esquerdo das tropas em avanço, graças à pesquisa e às entrevistas que fiz para escrever Pegasus Bridge. Conhecer a história da atuação de uma companhia da 101ª no flanco direito era tentador.
Havia um fator mais interessante ainda. Percebia-se uma ligação tão forte entre os veteranos sentados à nossa mesa de jantar que, se não muito singular, considerando-se minha experiência de 25 anos de entrevistas com veteranos, era certamente incomum. A medida que conversavam a respeito de outros membros da companhia, sobre as várias reuniões feitas no transcurso de décadas, foi ficando óbvio que eles continuavam a ser um grupo de amigos. Embora se houvessem espalhado por toda a América do Norte e por terras além-mar, conheciam as esposas, os filhos, os netos, os problemas e os sucessos de uns e outros. Eles se visitavam regularmente, mantinham afetuoso contato pelo correio e por telefone. Ajudavam-se mutuamente em emergências e em tempos difíceis. E a única coisa que tinham em comum era sua experiência na 2ª Guerra Mundial, quando foram reunidos casualmente pelo exército americano.
Fiquei muito curioso com a forma pela qual essa amizade intensa e admirável se desenvolveu. É algo que todos os exércitos tentaram criar ao longo da história, mas poucos conseguiram, e, desses, nenhum superou a Easy nesse particular. A única maneira de satisfazer minha curiosidade era realizar pesquisas e escrever a história da companhia.
Em maio de 1990, Drez participou da reunião da companhia feita em Orlando, Flórida, onde gravou em videoteipe a entrevista coletiva, que durou oito horas. Nesse mesmo mês, fiz três dias de entrevistas com Gordon em meu escritório. Em julho, fui à fazenda de Winters, na Pensilvânia, onde o entrevistei durante quatro dias. No quarto dia, meia dúzia de veteranos da companhia que moravam na Costa Leste foi de carro até a fazenda para uma entrevista coletiva. Meses depois, passei um fim de semana na casa de Carwood Lipton em Southern Pines, onde Bill Guarnere se juntou a nós. Depois disso, segui de avião para o Oregon com o intuito de passar outro fim de semana com veteranos, dessa vez com Don Malarkey e um grupo que morava na Costa Oeste.
Entrevistei outra dúzia de membros da companhia por telefone e me correspondi com quase todos os outros membros dela ainda vivos. Com incentivos meus, dez desses homens escreveram suas memórias sobre a guerra, obras que tinham de 10 a 200 páginas. Recebi cópias de cartas, diários e recortes de jornal do período da guerra.
Em novembro de 1990, Moira e eu fizemos uma excursão pelos locais das batalhas da Easy na Normandia e na Bélgica. Entrevistei franceses da região em que a companhia combateu e que moravam lá na época. Em julho de 1991, visitamos as muitas áreas de várias partes da Europa em que a Easy combateu junto com Winters, Lipton e Malarkey. Winters, Moira e eu passamos uma tarde com o barão e coronel Frederick von der Heydte em sua casa perto de Munique.
A Sra. Barbara Embree, viúva do praça David Webster, deu-me cópias das cartas que ele enviou aos pais e do volumoso manuscrito das memórias dele da 2ª Guerra Mundial. Webster era observador arguto e excelente escritor. Sua contribuição foi inestimável.
Currahee!, o álbum de recortes de jornais e revistas criado pelo tenente James Morton e publicado pelo 506° RIP em 1945, foi inestimável também. Don Malarkey me deu uma cópia dele, o que foi muito generoso da parte dele, já que se trata de obra rara. Rendezvous with Destiny, a história da 101ª, escrito por Leonard Rapport e Arthur Northwood, forneceu-me um quadro amplo da guerra, além de ilustrações, de outros detalhes, do ânimo dos combatentes e de outras coisas mais. Cito também outras fontes de informação neste livro.
Quando escrevi Pegasus Bridge, resolvi não mostrar o manuscrito ao major John Howard, o comandante da Companhia D, Regimento de Infantaria Leve Oxfordshire e Buckinghamshire, ou a qualquer outro dos 30 soldados britânicos de unidades transportadas por planadores que entrevistei. Eu tinha um prazo para colher informações que tornava isso impossível, já que eu levaria meses para mostrá-lo a todos. Foram muitas as vezes em que os veteranos contradisseram uns aos outros a respeito de pequenas questões e, muito raramente, sobre questões importantes. Nenhum deles teria aceitado o que escrevi como algo absolutamente preciso, e eu temia que, se vissem o manuscrito, eu poderia ser alvo de intermináveis contestações com relação a quando isso ou aquilo aconteceu, ou ao que aconteceu, ou a por que aconteceu.
Achei que cabia a mim discernir da melhor forma possível o que fosse verdadeiro, que tivesse sido fruto de uma falha de memória, que tivesse sido exagerado por velhos soldados ao contar suas experiências na guerra, ou que fossem atos de heroísmo subestimados por um combatente modesto demais para gabar-se deles.
Em suma, embora a história fosse deles, o livro era meu. John Howard ficou frustrado por não ter podido sugerir alterações e correções. Desde a publicação de Pegasus Bridge, ele me convenceu de que ele estava certo e de que eu estava errado. Se eu tivesse tido tempo e permitido que John e outros fizessem correções, críticas e sugestões, este teria sido um livro mais preciso e melhor.
Assim, fiz que circulasse entre os antigos membros da Companhia E o manuscrito desta obra. Recebi, como resultado disso, muitas críticas, correções e sugestões. Winters e Lipton, principalmente, o compulsaram linha após linha. Este é, portanto, um esforço de equipe. Não temos a pretensão de achar que esta é a história completa da companhia; algo impossível, aliás, em vista dos caprichos da memória e da inexistência de testemunhos de pessoas mortas na guerra ou que foram morrendo desde então.
Mas achamos que, por meio de verificações e de confirmações, dos telefonemas que fizemos e das correspondências que trocamos, de nossas visitas ao local das batalhas, chegamos o mais perto possível da história real da Companhia E.
Foi uma experiência inesquecível para mim. Eu tinha 10 anos de idade quando a 2ª Guerra Mundial terminou. Assim como muitos outros americanos da minha idade, sempre admirei — não, reverenciei mesmo — recrutas. Eu achava que o que eles tinham feito estava além de qualquer elogio. E ainda acho que está. Chegar a conhecer tão bem alguns dos que serviram na mais famosa divisão de todas, a Screaming Eagles, foi um privilégio. Sinto orgulho em dizer que eles me tornaram membro honorário da
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companhia. E, já que sou membro honorário da Companhia D do Ox and Bucks também, tenho ambos os flancos protegidos. Realmente, meu cálice transborda.
Stephen E. Ambrose Eisenhowerplatz, Bay St. Louis
Outubro de 1990 - Maio de 1991
The Cabin, Dunbar, Wisconsin
Maio - Setembro de 1991
Na Inglaterra, no inverno de 1943 - 1944, o treinamento foi intensificado. Quando, em março, Eisenhower e Churchill inspecionaram a Companhia E, a tropa estava em forma e ávida por partir. No emtardecer do dia 5 de junho, a companhia seguiu marchando para os aviões de trans- porte C-47 no campo de aviação de Uppottery. Em seguida, embarcou para o seu primeiro salto de com- bate - aquele no qual "seus problemas começam depois que você aterrissa!"
Corpo de Sinaleiros do Exército.
O sargento Burton Christenson, da Companhia E, fez este esboço do momento em que saltou. O tenente Winters foi o primeiro a saltar; Christenson seguiu logo atrás dele. Além do luar, os tiros e as explosões iluminavam o céu. Os pára-quedistas foram alvo do fogo inimigo dentro dos aviões, enquanto desciam e quando aterrissaram.
O praça Forrest Guth (acima) e os praças John Eubanks e Walter Gordon (abaixo) exibem seus suvenires em 6 de junho de 1944. Embaixo: em 7 de junho, na praça de Ste.-Marie-du-Mont, os praças Guth, Frank Mellet, David Morris, Daniel West, Floyd Talbert e C. T. Smith, da Companhia E, posam com três soldados de infantaria da 4a Divisão (fileira de trás) que tinham vindo da Praia de Utah.
Carentan, onde a Easy travou a primeira grande batalha da qual saiu intacta. Vindo da esquerda, Winters seguiu à frente dos combatentes pela estrada para lançar um ataque frontal contra a posição da metralhadora alemã, num edifício à direita.
Depois de tomar Carentan, a Easy pôs-se na defensiva fora da cidade, onde rechaçou vários contra-ataques alemães. Aqui, Walter Gordon e Frank Mellet guarnecem sua metralhadora, posicionada na linha de resistência principal.
O povo de Eindhoven dá as boas- vindas aos seus libertadores, os membros da Companhia E e do 506°, em 18 de setembro de 1944.
Acima: O praça David Webster em Eindhoven. Webster fora aluno de Literatura Inglesa em Harvard. Queria ser escritor. Foi sensível e arguto observador da guerra.
O capitão Winters do lado de fora do QG do coronel Strayer na Holanda, em outubro de 1944. Ele estava lá para planejar uma ousada operação de resgate de pára-quedistas britânicos do outro lado do Reno, perto de Arnhem, operação que foi realizada com sucesso na noite de 22 para 23 de outubro.
O 3º Pelotão da Companhia E embarca em carretas de 10 toneladas em Mourmelon na tarde de 18 de dezembro. Os alemães haviam rompido as fileiras americanas nas Ardenas. Com escassez de comida, munição e roupas de inverno, a Easy ainda tinha de chegar a Bastogne antes dos alemães.
Acima: O primeiro-sargento Carwood Lipton em sua trincheira em Bastogne. A Companhia E ficou nessa posição por quase um mês, revidando tudo que as divisões das SS Panzer lançavam contra ela e suportando o frio. Mas ela acabou prevalecendo.
Em meados de janeiro, os americanos iniciaram o contra-ataque. Numa crise durante o ataque em Foy, o capitão Ronald Speirs assumiu o comando da companhia e seguiu à frente dela até o vilarejo. Ele era mais implacável do que aparenta, um comandante de companhia notável, muito respeitado por seus homens.
{1}
Era um simples acampamento militar pouco antes do início da 2’ Guerra
Mundial, quando o Ministério da Guerra dos Estados Unidos resolveu transformá-lo num centro de treinamento de pára-quedistas. (N.T.)
{2}
“Extremo Sul”, parte da região sudeste americana situada mais ao sul,
compreendida, principalmente, pelos estados do Alabama, da Geórgia, da Louisiana e do Mississipi. Região em que o racismo parece mais intenso que em outras partes dos EUA, já que a economia dos estados do Sul era baseada na escravidão. Esses estados ainda têm grandes populações de negros. Além disso, as pessoas do Deep South são tidas pelos americanos como mais conservadoras, e as igrejas fundamentalistas têm grande força ali. Às vezes, os americanos usam a expressão Deep South para demonstrar desdém pelas coisas de lá. (Fonte: Longman Dictionary of English Language and Culture.)
{3} University of California at Los Angeles. (N.T.)
{4} “Exército Antigo”, alusão ao exército regular americano do século XIX, modernizado no século seguinte. (N.T.)
{5} Dia 6 de junho de 1944. Na 2’ Guerra Mundial, dia em que os Aliados desembarcaram na França, para dar início à distribuição de suas forças de combate pela Europa, sob o comando do general Eisenhower. É lembrado pela organização militar, pela vontade dos envolvidos em trabalhar eficientemente em equipe e pelo sucesso que caracterizaram a operação. (N.T.)
{6} Codinome de extensão de praia e da respectiva região litorânea da Normandia em que as tropas dos Aliados desembarcaram. (N.T.)
{7}
Em inglês, Reserve Officers’ Training Corps (ROTC). Programa
patrocinado pelo exército americano para a instrução de jovens em universidades no que respeita a gerenciamento e assuntos e liderança militares. Normalmente, o exército americano paga os custos de educação do estudante em troca de entre dois e quatro anos de serviços seus no exército depois de formado. (N.T.)
{8}
Em inglês: “fuck, fucking, fucker, fuck[ed] it up [again]” etc. (N.T.)
{9} Kurt Gabei, The Making of a Paratrooper: Airborne Training and Combat in World War II. (Lawrence, Kan.: University Press of Kansas, 1990), p. 142
{10}
J. Glenn Gray, The Warriors: Reflections on Men in Battle (New York:
Harper & Row, 1959), pp. 43,45 e 46.
{11} Paul Fussell, Wartime: Understanding and Behavior in the Second World War (New York: Oxford University Press, 1989), p. 80.
{12} Ibid
{13} Iniciais de “Shit on a Shingle” (“Merda na chapa”), associação jocosa com as da expressão “Save our Souls” (“Socorro!”). (N.T.)
{14} Simulação de doença para evitar o embarque. (N.T.)
{15}
Abrigo feito de metal, com forma de semicilindro emborcado e com uma
das extremidades e a entrada em madeira. (N.T.)
{16}
Hipocorístico de Eisenhower. (N.T.)
{17} “Hitler cometeu apenas um erro quando construiu sua Muralha do Atlântico”, costumavam dizer os pára-quedistas. “Ele se esqueceu de pôr um telhado nela.”
{18} Sigla de “Landing Ship Tanks”. Navios-transportes, para transporte e desembarque de tropa e equipamento. Vaso de guerra blindado, de fundo achatado, usado por forças anfíbias. (N.T.)
{19}
Leonard Rapport e Arthur Northwood, Jr., Rendezvous with Destiny: A
History of the 101st Airborne Division (Fort Campbell, Kentucky: 101st Airborne Division Association, 1948), pp. 68-9.
{20}
Donald R. Burgett, Currahee! (Boston: Houghton Mifflin, 1967), p. 67.
{21} Nome do rio do estado de Montana, EUA, no qual o general americano George Custer e seus homens foram massacrados pelos nativos sioux, liderados pelos chefes indígenas Touro Sentado e Cavalo Doido. (N.T.)
{22}
Exploradores eram soldados voluntários especialmente treinados que
saltavam uma hora antes do corpo principal de pára-quedistas para montar um sinalizador de rádio na ZS, que guiasse o avião da vanguarda. Os exploradores da Easy eram o cabo Richard Wright e o praça Carl Fenstermaker.
{23}
Pistola calibre 9 milímetros fabricada na Alemanha. (N.T.)
{24} Fussell, Wartime, p. 282.
{25}
Em inglês, Confessional Medal of Honor. A mais alta condecoração por
bravura em combate concedida a um soldado das forças armadas dos Estados Unidos. Geralmente, é entregue pelo presidente do país ao condecorado, em nome do Congresso norte-americano. (N.T.)
{26} S. L. A. Marshall, Night Drop: The American Airborne Invasion of Normandy (Boston: Little, Brown, 1962), pp. 281-6. Marshall foi consideravelmente criticado pelos erros em sua obra, principalmente por pára-quedistas que participaram da batalha. Tenho simpatia por ele; escrever precisamente sobre uma batalha para a qual você tem testemunhos conflitantes de testemunhas oculares e participantes dela é um desafio, e depois também alguns historiadores militares fazem o melhor que podem.
{27} Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 166.
{28} Winters escreveu em 1990: “Mais tarde, na guerra, ao lembrar esse combate com o major Hester, ele me contou algo que sempre me fez sentir orgulho da atuação da Companhia E naquele dia. Como membro do setor de operações e treinamento do estado-maior, Hester estivera numa situação em que vira outra companhia enfrentar um combate semelhante, apanhada pelos disparos de uma metralhadora. A unidade gelou de medo, empacou e depois sofreu muitas baixas. Mas a Companhia E não. Ela conseguiu avançar e fez o seu trabalho. A metralhadora não lhe causou baixas.”
{29} Distinguished Service Cross. (N.T.)
{30}
Star, Washington, de 25 de junho de 1944.
{31}
Pequena medalha parecida com uma moeda, dada a soldados norte-
americanos feridos em combate. (N.T.)
{32} “Azedos”, termo pejorativo pelo qual os americanos designavam os alemães. De Sauer Kraut (“repolho azedo”, em conserva). (N.T.)
{33} Supremo Quartel-General das Forças Expedicionárias Aliadas. (N.T.)
{34}
“Sally do Eixo”, alcunha de Mildred Gillars. Cidadã americana que atuou na
Alemanha como radialista difusora da propaganda nazista durante a 2” Guerra Mundial e que se apresentava como “Sally” durante as transmissões. Milhares de soldados americanos ouviam sua voz insidiosa durante a transmissão de canções americanas de apelo nostálgico para eles, e durante a qual ela fazia insinuações sobre a fidelidade das esposas e namoradas deles deixadas nos Estados Unidos. Em 1946, foi localizada por um agente de contra-espionagem americano em Berlim. Foi presa eventualmente e deportada para seu país de origem, onde foi condenada por traição a cumprir de 10 a 30 anos de prisão. Em 1961, depois de 12ªnos presa, obteve livramento condicional e entrou para o convento de uma ordem religiosa católica romana em Columbus, Ohio. (N.T.)
{35} Apelido dado pelos britânicos ao americano William Joyce, cuja família se mudara para a Inglaterra em 1921. Juntou-se ao movimento nazista inglês nos meados da década de 30 e fugiu para a Alemanha em 1939, pouco antes do início da guerra. Lá, tornou-se imediatamente difusor da propaganda nazista de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda. Seu programa de rádio foi transmitido semanalmente para a Inglaterra de 1939 a 1945. Fez de Hamburgo, bêbado, sua última transmissão radiofônica na noite de 30 de abril de 1945 — um discurso de despedida, enquanto as forças aliadas entravam na cidade, e, simultaneamente, em Berlim, Hitler se despedia de seus comparsas, em antecipação do próprio suicídio, horas depois. Capturado pelos britânicos, foi levado a julgamento por traição. A corte rejeitou o argumento de sua nacionalidade americana, pois ele tinha passaporte britânico. William Joyce foi condenado e enforcado em 3 de janeiro de 1946. (N.T.)
{36} Sigla da outrora United Service Organization for National Defense, Inc. (1941-1951). Atualmente, é a United Service Organizations, Inc., USO. Agência de serviços sociais privada, sem fins lucrativos e mantida por voluntários, provedora de serviços de bem-estar social e entretenimento aos membros das forças armadas americanas e às suas famílias em viagens pelos Estados Unidos e a serviço no exterior. Atualmente, tem mais de 120 centros espalhados pelo mundo. (N.T.)
{37} Em inglês, The Presidential Distinguished Unit Citation. Instituída em 26 de fevereiro de 1942, foi renomeada depois The Distinguished Unit Citation. É uma condecoração concedida pelo presidente dos Estados Unidos em nome do Congresso norte-americano a unidade militar do exército americano e de nações co-beligerantes por heroísmo extraordinário em situações de combate extremamente difíceis e perigosas em que a unidade tenha exibido coragem, determinação e espírito de corpo de natureza tal que a distinga e ponha acima das outras unidades participantes da mesma campanha militar. (N.T.)
{38} Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 269.
{39}
Hipocorístico de Montgomery. (N.T.)
{40} Regimento de cavalaria britânica de longa tradição. Esse regimento ficou mais conhecido pela participação na Carga da Brigada Ligeira contra as armas de Balaclava, na Guerra da Criméia. O regimento ainda existe como parte dos Dragões Ligeiros, um regimento de blindados do Exército britânico que atuou na Operação Tempestade do Deserto. (N.T.)
{41} Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 359
{42}
John S. D. Eisenhower, org., Letters to Mamie (Garden City, N. Y.:
Doubleday & Co., 1978), p. 244.
{43} Massa cremosa, enformada, feita de farinha de trigo, sal, ovos e leite, cozida ao forno na gordura que ressuma da carne ao assar. (N.T.)
{44} Veja o que foi dito na entrevista coletiva que fiz com Strohl e Winters no verão de 1990; a conversa ocorreu como segue:
Ambrose: — Então, Rod volta e lhe diz: “Temos uma penetração aqui.” Continue a história.
Winters: — Vou-lhe dizer quando ele voltou. Ele estivera combatendo. Está ofegante, e você olha para ele e sabe que o sujeito acabou de ficar cara a cara com a morte. Não há dúvida quanto a isso.
Strohl: — Eu não fiquei tão mau assim.
Winters: — Você não tem que sentir vergonha disso. De alguém ter atirado em você.
Strohl: — Ele está querendo dizer que caguei nas calças de medo. Isso nunca.
{45}
“Saiam! Rápido! Mãos para o alto! Rápido! Rápido!” (N.T.)
{46} Paul Fussell, Wartime, p. 282.
{47}
Exceto a da pena de morte certa. Na Normandia, por exemplo, as
Wehrmacht faziam com que sargentos alemães ficassem atrás dos recrutas estrangeiros. Na Praia de Omaha, os Aliados conseguiram fazer prisioneiro um polonês combatente das Wehrmacht. No interrogatório, perguntaram-lhe como os soldados da linha de frente se mantiveram firmes diante do massacrante ataque aéreo e naval. “Suas bombas eram muito persuasivas”, ele respondeu, “mas o sargento atrás de mim, com uma pistola na mão, era mais convincente.” O exército americano não fazia coisas dessa espécie.
{48} Gray, The Warriors, p. 119.
{49} Gray, The Warriors, p. 82.
{50} Gray, The Warriors, pp. 17-8.
{51} Canhão automático de 40 milímetros usado principalmente como arma antiaérea. (N.T.)
{52} Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 422.
{53}
Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 462.
{54} “Venha aqui!” (N.T.)
{55}
“Hinkle, Hinkle, é você?” (N.T.)
{56} Ralph Ingersoll, Top Secret (Nova York: Harcourt Brace, 1946).
{57}
Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 545.
{58} A página 549 de Rendezvous with Destiny tem uma fotografia dessa ceia. Os oficiais parecem tristes, mas os pracinhas que foram membros da Easy chamaram minha atenção para o ambiente opulento (embora tudo seja relativo, eles reconhecem). Um desses oficiais do estado-maior era o tenente-coronel (depois general-de-divisão) Harry W. O. Kinnard. Vinte anos depois, numa entrevista sobre a Batalha das Ardenas, Kinnard disse: “Jamais acháramos que seríamos derrotados. Estávamos rechaçando tudo que eles lançavam contra nós. Tínhamos as casas e ficávamos aquecidos. Eles estavam fora da cidade, na neve e no frio.” Todos os sobreviventes da Companhia E me enviaram uma cópia desse artigo de jornal, com comentários abrasivos, dos quais o mais suave foi: “De que batalha ele estava participando?”
{59}
Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 586.
{60} Citado em Keegan, The Face of Battle, pp. 335-6.
{61}
Quando Winters, presente no local em 1991 comigo, Lipton e Malarkey,
ocasião em que ele disse que tinha montado uma metralhadora ali, apontou para os pés de Moira, minha esposa, ela olhou para baixo, abaixou-se e pegou um cartucho de uma bala calibre .30 e a entregou a ele. (Esse campo foi cultivado recentemente.)
{62}
“Idiota!” (N.T.)
{63} John Keegan, The Face of Battle (New York: Penguin Books, 1976), p. 16.
{64}
Algo como “Norman Trincheirinha”. Apelido posto em Dike por seus
comandados logo depois que ele assumiu o comando da companhia, em razão do fato de que ele sempre corria à procura de abrigo toda vez que a artilharia alemã entrava em ação. (N.T.)
{65}
Garcia tem outra lembrança marcante desse dia: “Um dos incidentes mais
perturbadores que me afetaram foi ver um cavalo em pé na neve e impotente, com uma das patas frontais despedaçada pelo estilhaço de um projétil. Num ato de misericórdia, um dos graduados acabou com o sofrimento do animal com alguns tiros na cabeça. Embora a brutalidade de um homem contra outro seja algo muito trágico, ver animais impotentes sofrendo pelas ações dele é mais trágico ainda.”
{66}
Gray, The Warriors, p. 24.
{67} Gim holandês. (N.T.)
{68}
“Torta de maçã”. (N.T.)
{69} Também grafado como BAR. Acrônimo de Browning Automatic Rifle. Fuzil totalmente automático, resfriado a ar, capaz de efetuar de 200 a 350 tiros por minuto. (N.T.)
{70}
Gray, The Warriors, pp. 28-9.
{71} Gray, The Warriors, pp. 43-6.
{72}
Citado em Gray, The Warriors, p. 52.
{73}
Difíceis de detectar, as minas Schu eram uma verdadeira invenção do
demônio. Recipiente de madeira do tamanho de uma caixa de fósforos de cozinha, era simples, de fácil fabricação, barata e mortal. Ela continha cerca de cem gramas de TNT, explosivo que se assemelhava a sabão na aparência e na consistência. Quando alguém pisava nela, fazia com que um prego penetrasse num detonador, o que provocava uma explosão que podia arrancar um pé ou causar mutilação ainda pior. Havia milhares de minas Schu sob lamaçais e enterradas nos campos e nas cidades ao longo da Linha Siegfried. (Soldados Cidadãos, Bertrand Brasil, p. 471, do mesmo autor.) (N.T.)
{74} “Para o cumprimento de ordens nas quais ele não acredita, dadas por homens que, geralmente, estão muito longe das realidades com as quais as ordens se relacionam... temos o conhecido combatente... Mas é um grande privilégio nas posições da frente de batalha o fato de que, muitas vezes, a desobediência é possível, já que a supervisão não é muito rigorosa onde o perigo de morte existe. Muitos soldados conscientes descobriram que poderiam reinterpretar ordens militares por si mesmos antes de cumpri-las”, escreveu Glenn Gray. The Warriors, p. 189.
{75} Em inglês, The Presidential Distinguished Unit Citation. Instituída em 26 de fevereiro de 1942, foi renomeada depois The Distinguished Unit Citation. É uma condecoração concedida pelo presidente dos Estados Unidos em nome do Congresso norte-americano a unidade militar do exército americano e de nações co-beligerantes por heroísmo extraordinário em situações de combate extremamente difíceis e perigosas, em que a unidade tenha exibido coragem, determinação e espírito de corpo de natureza tal que a distinga e ponha acima das outras unidades participantes da mesma campanha militar. (N.T.)
{76}
Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, pp. 697-9.
{77} “O crepúsculo dos deuses”, o “fim do mundo” na mitologia nórdica. (N.T.)
{78}
Em seus escritos sobre a experiência dos recrutas americanos com o povo
alemão e o resultado disso, de achar que os alemães são “iguais a nós”, Glenn Gray ressalta que “o inimigo não poderia ter se transformado tão rapidamente, de animal, num ser humano afável. Portanto, somos praticamente forçados a concluir que os recrutas tinham sido enceguecidos pelo medo, pelo ódio e pela propaganda de seu próprio país”. Gray, The Warriors, p. 152.
{79}
“Senhoritas, jovens”. (N.T.)
{80} Forma modificada de beisebol, jogada com bola mais macia e maior. (N.T.)
{81}
Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 715.
{82} Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 723.
{83}
Apelidado de “Duck” (“Pato”) pelos recrutas americanos na 2’ Guerra,
talvez também por ser homófono do acrônimo DUKW. (N.T.)
{84} Designação de grande unidade militar do exército americano durante a 2” Guerra Mundial. Compreendia quase toda a aviação e todo o pessoal e equipamento de guerra aeronáutica dos Estados Unidos então. Tornou-se parte da Força Aérea Americana em 26 de julho de 1947, ocasião em que esta foi criada. (N.T.)
{85}
“Quartos vagos. Alugam-se quartos”. (N.T.)
{86} Rapport e Northwood, Rendezvous with Destiny, p. 775.
{87}
Instituição governamental norte-americana que cuida da previdência social,
educação, pensão etc. dos pracinhas americanos. (N.T.)
{88} O jordaniano Sirhan Bishara Sirhan, de 25 anos, assassino do senador Robert Kennedy, condenado à morte na câmara de gás da prisão de San Quentin, após três meses de julgamento em Los Angeles. Sirhan matou Bob Kennedy na noite de 5 de junho de 1968. (N.T.)
{89} Forma abreviada de “2nd Battalion Oxfordshire and Buckinghamshire Light Infantry”. (N.T.)
Você terminou Band of Brothers: Companhia de Heróis
Stephen E. Ambrose
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