Bilionário Destemido: Zane

J. S. Scott · Capítulo 9 de 22

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Bilionário Destemido: Zane

Capítulo 8

Aquele momento foi essencial para Zane. Foi o instante em que ele percebeu que estava completamente perdido. — Não vou mais fazer isso.

— Ele se importava demais com ela para não tentar manter aquela promessa.

 

Os feriados passaram voando e, depois de alguns meses, ela e Zane entraram em uma rotina. Ele trabalhava no laboratório durante o dia, mas aparecia para o jantar. Ela cozinhava e lentamente organizara a casa inteira, exceto o laboratório dele.

Zane não conseguia encontrar nada, o que ela achava divertido. Não que ele fosse bom em encontrar as coisas antes de sua organização. Mas, quando ela terminara, ele ficara completamente perdido.

Ellie lentamente começara a trabalhar novamente em seu negócio de aromaterapia, fazendo velas e essências que a deixavam feliz. As vendas pela internet não eram milagrosas, mas eram o suficiente para pagar seu hobby por mais um tempo.

Depois de algum tempo, Ellie se acostumou a dirigir a BMW que Zane lhe dera, apesar de achar ser ridículo uma mulher como ela dirigir qualquer veículo de luxo. Lentamente, ela passou a ficar com cada vez menos medo de sair, mesmo quando Zane não estava por perto. Com a ajuda da dra.

Townson, ela se aproximava lentamente de uma vida normal, mas sabia que demoraria um tempo até estar completamente recuperada... se era que isso aconteceria.

O corpo dela começava a ganhar peso e ela já tivera que comprar algumas roupas novas. Com sorte, chegaria a um ponto em que não sentiria mais que estava passando fome o tempo todo. Infelizmente, ainda não chegara a esse estágio. Depois de ter passado sem comida por tanto tempo, Ellie reconhecia, com tristeza, que compensava as refeições perdidas.

Talvez fosse por isso que mastigava um prato enorme de nachos às duas horas da manhã. Ao acordar por causa de um pesadelo, um dos muitos efeitos colaterais de sua experiência traumática, ela não conseguira voltar a dormir. Ela se levantara e ligara todas as luzes para afastar as sombras ao chegar à cozinha, sem querer perturbar Zane com sua insônia ao ligar as luzes do corredor. Em seguida, preparou uma montanha enorme de nachos.

Sem dúvida, pagaria o preço com uma azia mais tarde, mas colocara por cima uma camada generosa de jalapenos e salsa.

Agora, ela estava na outra extremidade da casa imensa, relaxando na sala de estar, comendo nachos e assistindo a um de seus programas favoritos sobre crimes. Ela tinha sorte de Zane ter televisão sob demanda e, sempre que tinha a oportunidade, botava em dia as histórias reais de crimes.

— Não foi o marido — disse ela irritada para a televisão ao assistir enquanto a polícia seguia a pista errada para encontrar o assassino de uma mulher. — Não existe motivo, não há seguro de vida e o desespero dele não foi falso — concluiu Ellie, enviando mais nachos na boca.

— O que diabos você está fazendo? — Uma voz de barítono alta soou acima do som da televisão.

Ellie deu um grito, quase virando a tigela de nachos no colo ao se virar para olhar para Zane. — Ai, meu deus. Desculpe. Não achei que você ouviria a televisão.

Freneticamente, ela olhou em volta procurando o controle remoto para desligar a televisão, mas não conseguiu encontrá-lo. Colocando a tigela sobre a mesinha em frente, Ellie começou a limpar os farelos do sofá.

— Ellie... pare — resmungou Zane, segurando-a pelos ombros. — Você não me acordou e a televisão não me incomodou. Acordei sozinho e fui até a cozinha pegar alguma coisa para beber. Só fiquei imaginando o que diabos você estava fazendo acordada. Foi para a cama cedo.

Ela soltou um suspiro de alívio ao olhar para ele. Seu coração deu um salto quando encontrou o olhar confuso dele. — Tive um pesadelo. Não consegui dormir de novo. Acontece às vezes e sei que não vou voltar a dormir logo. Portanto, levantei para assistir a um pouco de televisão.

Ele assentiu como se tivesse entendido e sentou-se no sofá. Em seguida, pegou os nachos e puxou-a para que se sentasse ao seu lado. — O

que estamos assistindo?

Ellie adorava a forma como Zane só aceitava o que ela estava fazendo como normal e juntava-se a ela em sua insanidade.

— Casos forenses reais — respondeu ela sem fôlego, sem conseguir afastar os olhos do peito musculoso nu.

Zane a divertia às vezes, mas, principalmente, fazia com que seu corpo doesse inteiro para ficar mais perto dele. Ele parecia perfeitamente confortável, vestindo apenas a calça de um pijama de flanela. Ellie tinha certeza de que nenhum outro homem pareceria tão gostoso como Zane naquele momento. Os cabelos dele estavam desgrenhados, como se tivesse acabado de sair da cama, o que realmente acontecera. Mas nenhum homem devia parecer tão bonito ao sair da cama. Ela achou muito injusto.

Ellie passou os dedos pelos cabelos, sabendo que tinha cachos rebeldes espalhados por toda a cabeça. Entre isso e um pijama nada sexy que vestira ao ir dormir, ela tinha certeza de que parecia absolutamente assustadora.

Estranhamente, Zane não parecia notar nem se importar com isso.

Ela olhou para ele pelo canto do olho, mas agora ele estava concentrado na televisão. Uma de suas sobrancelhas estava erguida de forma adorável, como sempre acontecia quando ele se concentrava.

— Você tem razão — disse Zane ao colocar mais comida na boca e pegando o refrigerante dela sobre a mesa para tomar um gole. — Não foi o marido.

Ellie relaxou e recostou-se no sofá. — Eu sei que tenho razão. — Ela estendeu a mão e pegou o refrigerante. — Ele não tinha nenhum motivo para matar a esposa.

Zane balançou a cabeça negativamente. — Não é só isso. As provas forenses não o incriminam. Eles precisam deixá-lo de lado e procurar o verdadeiro assassino.

Ellie pegou um nacho ao responder: — É o que farão. Mas eles sempre parecem precisar primeiro liberar o marido ou namorado no começo.

— Você quer dizer que há mais desses tipos de programas? —

perguntou ele com curiosidade.

Ellie riu. — Muitos deles e assisti a todos. Sou viciada. Estou lentamente assistindo aos episódios que perdi.

Ajeitando-se confortavelmente, Zane assistiu a mais dois episódios, que mostrou a polícia indo e voltando, procurando quem cometera o crime. Ellie

estava certa nas duas vezes e ele concordou com ela em ambos os episódios.

Quando o segundo programa terminou, Ellie se levantou e levou a tigela vazia e a lata de refrigerante para a cozinha. Depois de desligar a televisão, Zane a seguiu.

— Vai ficar bem agora? — perguntou ele baixinho ao encostar o quadril no balcão da cozinha.

— Vou. Não foi a primeira vez que fiz uma maratona de crimes quando não conseguia dormir — confessou ela, sorrindo para ele.

— Por que não me acordou? Eu teria ficado com você antes de hoje.

Você não precisa ficar sozinha.

Ellie balançou a cabeça negativamente. — Eu não queria incomodar você. É um problema meu. Depois de algum tempo, volto para a cama.

Na verdade, não houvera nada que ela quisesse mais do que a companhia de Zane naquelas noites insones, mas era mais seguro ficar sozinha. Ele era seu chefe agora e ela precisava do emprego. De alguma forma, ela precisava superar o desejo de subir no corpo dele como uma alpinista e fazer sexo selvagem ao descer.

— Na próxima vez... acorde-me — exigiu ele, lentamente empurrando-a contra o balcão da cozinha.

O corpo dele encostou no dela e Ellie mal conseguiu levantar a cabeça o suficiente para encará-lo. — Por quê? — perguntou ela com simplicidade.

— Porque vou tentar fazer com que se esqueça de todos os seus pesadelos.

— Como?

Os olhos de Zane brilharam como prata derretida, fazendo com que o coração de Ellie disparasse.

Beije-me. Por favor, beije-me.

Ela desejara que ele a devorasse como acontecera no dia em que a levara para casa. Só que, agora, não queria que ele parasse. Ela ficara tão ligada a ele de todas as formas, menos a física. E, agora, também queria isso.

Ele se inclinou para baixo, tão perto que ela sentiu o hálito quente no lado do rosto. Ele respirava tão depressa e com tanta força que ela conseguia ouvir.

— Merda! Não consigo fazer isto! — rosnou Zane ao dar um soco no balcão ao lado dela. — Você precisa de um amigo agora. A última coisa de que precisa é um homem que queira trepar com você até ficar com as bolas roxas.

Atônica pela confissão de Zane, Ellie passou os braços em volta do pescoço dele enquanto ele tentava se afastar. — Você... me quer?

Ele assentiu lentamente. — Eu não quero querer você, mas quero. Eu não deveria querer você porque é minha amiga, agora minha funcionária. E

está se recuperando de um trauma emocional que a maioria das pessoas nem consegue entender. Eu poderia me enganar para sempre, mas não posso mudar o que é e o que provavelmente será eternamente. Não consigo racionalizar nem achar sentido nisso. Mas quero colocar meu pau dentro de você e perder-me nesse prazer mais do que qualquer outra coisa na vida. —

Ele enterrou a mão nos cabelos dela, agarrando alguns cachos. — Quero ouvir os seus gemidos de prazer, quero que grite meu nome quando gozar.

Quero ser o cara que vai trepar com você até que nem lembre mais do seu nome.

A voz dele estava perigosamente rouca, como se cada palavra dita fosse arrancada de alguma caverna profunda em seu interior. Ellie estremeceu quando ele encostou o corpo forte contra o seu, sentindo o pênis enrijecido contra seu quadril. — Você seria o meu único — sussurrou ela suavemente, logo antes de Zane baixar a cabeça e capturar sua boca.

Ele explorou a boca de Ellie como se fosse um alimento e estivesse faminto. Ela sentiu o sexo se contrair quando as línguas se entrelaçaram, com os dois desesperadamente tentando chegar mais perto um do outro. Ao entrelaçar os dedos nos cabelos dele, ela se esforçou para respirar quando Zane mordeu seu lábio inferior antes de acariciá-lo com a boca novamente.

— Eu também quero você — confessou Ellie ao enterrar a cabeça no pescoço dele, quase soluçando ao sentir o perfume masculino de Zane. —

Tanto que chega a doer.

As mãos dele percorreram o corpo dela, uma parando em seu traseiro, enquanto a outra deslizou pela frente do pijama velho e por dentro da calcinha. — Meu Deus, você está tão molhada, Ellie, e tão quente. Você faz ideia de como é difícil não trepar com você?

Ela se sentiu em chamas, com o corpo inteiro contraindo-se enquanto Zane procurava o centro sensível de nervos. O polegar dele deslizou com

facilidade em volta e sobre o clitóris, pois a área estava muito molhada.

— Zane! — gritou ela, com o corpo vibrando de prazer. — Goze para mim, Ell. Não posso trepar com você porque é virgem, mas preciso vê-la gozar — disse ele baixinho em seu ouvido antes de passar a língua sobre a pele sensível de seu pescoço.

Ela soltou uma exclamação quando os dedos dele invadiram sua boceta, fazendo com que sentisse coisas que nunca sentira. Ellie apertou os cabelos dele com mais força e puxou-os até que ele finalmente cedeu e beijou-a. A boca de Zane a devorou enquanto ele continuava a atormentá-la com os dedos.

A urgência de ficar mais perto dele ficou maior e Ellie só conseguiu gemer contra os lábios dele até que tudo desapareceu de sua mente, exceto ele e o que fazia com o seu corpo.

Sem pensar, ela saltou e passou as pernas em volta da cintura dele, quase implorando para que trocasse os dedos pelo pênis. — Preciso de mais

— pediu ela.

— Acho melhor não, querida. Acho que você só precisa gozar —

exigiu Zane, com os dedos ainda sobre o clitóris quando ela empurrou o quadril com força contra a mão dele.

Ellie gemeu quando o nó em suas entranhas começou a se desenrolar, com a sensação indo diretamente para seu sexo. Agarrando-se com força em Zane, ela deixou o corpo assumir o controle, incapaz de fazer qualquer coisa além de deixá-lo fazer com que gozasse.

Seu corpo inteiro estremeceu quando ela explodiu, ainda agarrando os cabelos de Zane ao gritar o nome dele. — Zane. Ai, meu Deus. Nunca me senti assim antes.

— Só aproveite o orgasmo — comandou Zane. — Estou aqui. Vou manter você segura, Ell. Prometo.

Ela confiou nele enquanto seu corpo era invadido pelo prazer. Zane moveu as mãos e deixou que ela usasse os músculos do abdômen para se esfregar nele enquanto sentia o orgasmo mais incrível que já experimentara.

As mãos dela desceram pelas costas dele, com as unhas enterrando-se na pele e o quadril pressionando contra o dele. Ellie gemeu com prazer desenfreado quando o clímax chegou ao máximo e ela lentamente começou a flutuar de volta para a Terra.

Forçando as mãos a relaxarem para que não o arranhassem ainda mais, ela deixou a cabeça cair sobre o ombro dele, com o corpo completamente exausto.

Ao abaixar lentamente as pernas de Ellie para o chão, Zane a pegou no colo e carregou-a de volta para sua cama.

Ellie estava muda, com o corpo e a mente ainda abalados. O que poderia dizer? Ahm... desculpe, acabei de gozar enquanto me esfregava no seu corpo perfeito? Não. Provavelmente não era a coisa correta a dizer naquela situação constrangedora.

Zane acariciou seus cabelos ao ajeitar o cobertor em volta dela. — Vai conseguir dormir agora?

Ellie reprimiu um bocejo. — Sim.

Ele se sentou na beirada da cama. — Ellie, por que nunca me disse que era virgem?

— O assunto nunca surgiu — respondeu ela na defensiva. O estado de seu corpo era algo pessoal. Não era como se tivessem conversas íntimas e profundas sobre sexo. Na verdade, geralmente era algo que não discutiam.

— Fico feliz por ter me dito antes que fosse tarde demais. Você deve estar se guardando para outra pessoa.

Ela sentiu o coração pesado. — Você não gosta de transar com virgens?

— perguntou ela curiosa.

— Não — respondeu ele enigmaticamente. — Vá dormir.

Ele se levantou, desligou a luz suave do abajur sobre a mesinha de cabeceira e andou em direção à porta do quarto. Virando-se, ele disse em tom casual: — Amanhã tenho que ir à Denver para um baile de caridade da Colter Labs e ficarei na cidade por alguns dias para fazer algumas coisas no laboratório. Quer ir?

Ellie engoliu em seco, confusa com a rejeição dele, seguida da pergunta sobre se iria para Denver. — É claro, sou sua assistente.

— Não estou perguntando se quer me acompanhar no baile como funcionária — disse ele em tom grave. — Estou perguntando se quer ser minha acompanhante. Quer ir?

O coração dela ficou mais leve, mas ela ainda não conseguiu entender o comportamento de Zane. Estava escuro e ela não conseguia ver sua expressão. — Sim — respondeu ela em tom suave. — Eu adoraria. Nunca fui a um baile.

Talvez aquilo soasse ridículo, mas era a verdade. A mãe de Chloe fizera eventos no resort e Ellie sempre fora convidada, mas nunca participara.

— Ótimo. Pelo menos serei seu primeiro em alguma coisa —

respondeu ele com tom satisfeito antes de se virar e ir para o próprio quarto.

Ellie suspirou. Ele poderia ter sido seu primeiro amante, mas não quisera.

Agora, estava feliz porque ela o acompanharia em um baile?